MENSAGEM DA CRUZ

MENSAGEM DA CRUZ
ESPAÇO LITERARIO SOBRE A MENSAGEM DA CRUZ :

segunda-feira, 11 de maio de 2026

INDIOS E PRETOS... A HISTÓRIA DO ESCRAVO CHICO ITAÚNA O PEDRA PRETA – LIVRO BÔNUS ON-LINE GRATUITO: POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR E HISTORIADOR!!!


O FRANCISCO APELIDADO DE ITAÚNA O PEDRA PRETA PELOS INDIOS DA TRIBO PURIS!!! UMA MISTURA DE FICÇÃO E REALIDADE DA HISTÓRIA BRASILEIRA!!!

Esta historia aconteceu nos meados de 1870 uns dez anos antes do termino da escravatura no Brasil; No ano de 1888 a escravidão foi abolida através da Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel no dia 13 de maio daquele ano. Essa medida beneficiou uma grande quantidade de escravos que ainda existia no país. Contudo, não podemos achar que a escravidão acabou no Brasil do dia para a noite.

Entre uma pitada e outra do velho e bom para o Chico cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho; conta sua historia desde os primeiros anos como escravo assim como também de seus avôs vindo da África em navios chamados negreiros:

Os navios negreiros ou navios tumbeiros foram embarcações que fizeram a travessia do Atlântico, transportando mercadorias para troca no continente africano, homens e mulheres do continente africano para as colônias europeias no novo mundo, e produtos como açúcar e café, dentre tantos outros, para o continente europeu.

Esse modelo de negócio ficou conhecido como comércio triangular, cuja principal atividade foi o tráfico negreiro, um dos negócios mais lucrativos do mundo da época, enviando cativos que se tornaram escravos para sustentar as produções nas plantações ou explorações do ouro, como foi o caso do Brasil.

O velho Chico começa sua historia às vezes meio triste outras vezes esboçava um leve sorriso naquela boca desdentada e com muitos dentes apodrecidos pelos maus tratos e de mastigar o fumo de rolo; ele conta sua longa historia: O moço Chico jovem escravo fortalecido pela dureza das batalhas do dia a dia, corpo marcado pelos chicotes e amarras dos brancos com seu subjugo nas duras correntes que cortavam os pulsos e calcanhares do pobre mulato que nasceu na senzala e tirado de sua mãe quando tinha quatro anos. Criado pelos duros feitores homens maus e castigadores crescendo entre troncos, cafezais, chicotes e canaviais, com cicatrizes que eram como tatuagens da ignorância dos senhores de engenhos e dos cafezais...

Os avôs de Chico chegaram ao Brasil depois de ficarem por muito tempo nos porões de navios de negros africanos trazidos pelos comerciantes portugueses e vendidos para produção de açúcar chegando homens e mulheres que foram caçados, aprisionados e depois escravizados e judiados pelos homens brancos, agora eu pergunto quem vai pagar por tais atrocidades??? Os escravos faziam os trabalhos rudimentares com suas tarefas pesadas e cruéis.

Entre senzalas e vendas e leilões animalescos como se os brancos fossem donos do mundo, mas eram apenas homens sem bondade, misericórdia e alma. Homens orgulhosos, soberbos e ignorantes que ignorava que os negros tinham e tem almas, sofrimentos e sentimentos que eram homens e mulheres normais apenas diferenciadas por sua cor, que eram tratados como animais das florestas com semelhança ao homem.

Um dia Chico já um homem forte depois de viver mais de vinte anos subjugados nos troncos: Tronco era o nome dado ao material de tortura e grande humilhação, era constituída de madeira dura como os corações insensíveis dos senhores e feitores; que eram homens contratados pelos senhores de fazenda cuja função principal era vigiar e castigar as duras penas os escravos.

O tronco era colocado estrategicamente nos lugares onde podia ser visto por todos nas senzalas a título de exemplo... Se fossemos medir a ignorância destes homens chegaríamos à insensibilidade zero a desumanidade total. E hoje eu vejo pessoas indignadas e com razão de Hitler e seus castigos hediondos, pessoas que são descendentes insensíveis quanto ao trato de familiares cruéis dos seus bisavôs; feitores e donos de cafezais e cana de açúcar que são seus antepassados que deixaram na família um rastro de maldição quanto as suas atrocidades, mancharam suas riquezas com sangue inocente.

Um dia o escravo Chico estava em mais um dia de sua dura lida trabalhando nos cafezais de seu Manuelino um homem mal de família portuguesa rico de bens e pobre dos bens, subjugado pelo capataz Genésio homem mal contratado a peso de ouro, por causa de sua maldade nos tratamentos dos escravos. Dia comum onde o sofrimento era algo do cotidiano. Genésio sem dó pega com seu chicote e castiga o Bentinho escravo adolescente e visto como rebelde presença assídua nos troncos com seu corpo já marcado...

Os jovens de hoje têm tatuagens neste tempo de escuridão no Brasil pela dureza da cerviz dos cafeicultores os corpos eram marcados pelos cortes dos chicotes malditos da era colonial ou podemos chamar do período covarde dos senhores das fazendas com seus bigodes nojentos e encardidos pelo fumo e pelas marafas. Bentinho não suportando a dureza das chicotadas desmaia e seu corpo inerte cai completamente desfalecido. Neste momento atroz o escravo Chico pensou; Mataram Bentinho!!!

Em um momento de fúria o moço Chico escravo forte com seus músculos naturais construídos pela labuta do dia a dia no roçado, pega a Genésio pela sua jugular e em um só golpe de seus braços quebrando o pescoço do maldoso capataz. Agora não tem jeito mais; Chico moço valente sai correndo embreando nas matas em uma corrida frenética pela vida. Sem parar para descansar o escravo Chico chega a uma aldeia de índios chamados Os Puris; Era um povo de origem Puri, grupo indígena possivelmente oriundo dos Tupis-Guaranis, que juntamente com os brancos e os negros são responsáveis pela formação do povo de viçosense.

As tribos que formavam o triangulo mineiro pertenciam predominantemente ao grupo Jê ou Tapuia. Já na Zona da Mata Mineira havia uma exceção, a origem era Goitacá. Eram eles os croatas e Puris. Sabendo disso e pensando exclusivamente nos Puris, um dos possíveis fatores que justificam sua chegada em Viçosa e região, a partir do século dezesseis, pode ser entendida sua migração para estas terras com o episodio de 1556, lembrado por PANIAGO.

A autora resgata a luta dos franceses, que contaram com a ajuda dos povos Tamoios (que habitavam a região do Paraíba) para se instalarem no Brasil. Nesta batalha os Tamoios foram derrotados e expulsos pelas tropas de Mem de Sá em 20 de janeiro de 1567 e migraram para as terras mineiras onde encontraram os povos Puris que já habitavam a região do Paraíba.

Por possuírem uma personalidade pacífica os Puris acabaram sendo obrigados a deixar suas terras. Foi a partir daí que migram para o interior de Minas Gerais, instalando-se primeiramente no Vale do Rio Pomba, onde acabaram sendo expulsos pelos Goitacazes de Muriaé. Em seguida procuraram refúgio nas terras altas da região de Viçosa e no Vale do Piranga.

Os Cropós e Puris possuíam estatura ora baixa, ora mediana e eram de formas robustas, grossos e compactos, portanto, além de espadaúdos. Mediam os homens entre 1,35 m e 1,65 m de altura e as mulheres alcançavam, em média, apenas 1,40 m de altura. O peito se lhes apresentava largo e curto; grosso era-lhes o pescoço. Tinham braços musculosos e redondos, pés estritos atrás e largos na frente e pele de coloração acobreada. Seus cabelos, de negro carregado, apresentavam-se grossos, compridos e abundantes. Cultivavam especialmente milho e mandioca.

Eram também grandes conhecedores de ervas e sabiam produzir bebidas das mais variadas fontes. Aquela aldeia que era uma das facções dos Puris povo que vivia pacificamente, generosos e hospitaleiros cuidaram do índio Chico que eles já sabiam que era um dos muitos fugitivos dos flagelos cruentos e desumanos dos brancos modernistas e colonizadores das terras indígenas e nas matanças de seu povo.

Ali o jovem escravo negro forte e alto mistura de raça do homem branco dono de cafezais com sua mãe a moça Francisca dado a origem de seu nome Francisco que também era seu sobre nome Francisco de Francisca. Os Puris contaram para Chico a historia dos índios Brasileiros e de kikio: Antes da chegada do europeu, os índios eram os únicos habitantes das Américas. 

No momento do expansionismo indígena pela América um dos povos se diferenciou desenvolvendo uma língua proto-tupi no sul da Amazônia. Essa língua com o tempo se derivou transformando em várias outras línguas que deram origem a várias etnias indígenas entre elas os Tupis e os Guaranis... Kikiô morreu feliz. Deixando a terra para os dois. Guarani foi pro sul, Tupi pro norte...

Com a migração indígena pelo Brasil e América do Sul os Guaranis se deslocaram para o sul, se fixam principalmente no Paraguai e nos Estados do Sul do Brasil. Já os Tupis se deslocaram principalmente para o norte e nordeste brasileiro. E formaram suas tribos. Cada um em seu lugar. Vez em quando se encontravam. Pelos rios da América. E lutavam juntos contra o branco.

Em busca de servidão. E sofreram tantas dores. Acuados no sertão. Tupi entrou no Amazonas. Guarani ainda chama... A luta contra o branco foi algo constante na história do índio, os índios do nordeste se deslocaram para o sertão para fugir do branco e com o passar do tempo tiveram que se deslocar cada vez mais em busca de abrigo.

Os Guaranis acabaram em reduções jesuíticas (os Jesuítas que matavam índios em nome da religião e achando que era em nome de Deus; OBS: E não era) ou indo trabalhar administrados pelos brancos. Com a falta de mão de obra escrava os guaranis eram caçados pelos bandeirantes (considerados heróis no Brasil, heróis? matadores de índios e caçadores de índios colonizando suas terras tomadas por suas armas cruentas)...

Dizem a lenda que: Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiô na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiôooooooo!!! Podemos entender com esse trecho que Kikio é na verdade o verdadeiro dono dessas terras deixando-as para seus filhos, os índios e grita até hoje por suas terras e seu povo, seu sangue clama por justiça!!!

Com esta história o escravo foragido Chico entendeu que não foram apenas os escravos, mas também os índios Brasileiros foram subjugados e judiados pelos homens brancos que buscavam servidão. Aquela aldeia dos Puris era situada em uma mata fechada onde formaram o grupo Puris do caiapó em um lugar perto da aldeia embrenhadas pelas matas na bocaina de Botafogo que era um Quilombo para onde o escravo Chico Itaúna (Pedra Preta); apelido e nome dado pelos índios do povo indígena Puris. Já totalmente recuperado de sua luta pela liberdade e em busca de uma vida de paz.

Observamos aqui; Dois povos duas marcas uma dos fugitivos; Os escravos a outra expulsa de seus habitares naturais tentam sobreviver de maneira pacifica e harmoniosa o povo de origem indígena e o povo de origem escravos do Quilombo da Bocaina do Botafogo.

O Quilombo da bocaina do Botafogo foi de origem da família composta por doze escravos fugitivos que deram origem aqueles grupos de escravos fortalecidos cada dia mais pelos fugitivos que já compunha em sua quantidade de mais de cento e trinta homens e mulheres mais crianças que viviam da caça e das hortaliças e frutas campestres plantadas e cultivadas em meio ao matagal com suas grandes arvores e plantas nativas, aquele lugar era chamado de quilombolas. O município de Botafogo existe ate os nossos dias vista como uma comunidade de origem Quilombeiras.

Quilombo é o nome dado no Brasil aos locais de refúgio dos escravos fugidos de engenhos e fazendas durante o período colonial e imperial. Nesses locais, os escravos passavam a viver em liberdade, criando novas relações sociais com índios e nativos os matutos e ermitões grupo que eram chamados eremitas. Muitos quilombos existiram no Brasil e centenas deles ainda existem, formando o que hoje é chamado também de comunidades quilombolas.

Os quilombos no Brasil também eram conhecidos como mocambos. Nos demais locais da América onde houve escravidão também ocorreu a formação desses locais de refúgio e vida em liberdade. Na América espanhola, essas comunidades ficaram conhecidas como palenques; na América francesa, o nome era maronage; e na América inglesa eram nomeados como marroom communities.

Os quilombos eram locais de refúgio, mas também de resistência dos escravos contra a escravidão. Neles, os escravos plantavam e realizavam coletas de produtos das matas, como madeira e frutos, além de caçarem e criarem animais. A população dos quilombos era formada tanto por escravos e escravas quanto por indígenas e homens livres, mestiços ou brancos pobres. Houve quilombos grandes e pequenos, alguns com milhares de pessoas, outros com algumas centenas, sendo os pequenos os mais comuns. Nos quilombos os fugidos constituíam famílias, criando uma nova forma de sociedade, na maioria dos casos livre da escravidão.

Na chegada daquele novo escravo Francisco o Itaúna ou pedra preta, negro forte corajoso e bom de briga e guerra que sabia a arte de se esconder e que corria quilômetros sem se cansar. Chico logo conheceu uma escrava branca de olhos azuis como o céu e cintilante quanto o mar seu nome era Inácia, pois era filha de fazendeiros que viviam de plantação de café e mandioca na confecção de farinhas de mandioca em meio aquela terra hostis com homens maus de um arraial chamado Tabuleiro.

Inácia teve seu nome trocado por, Céu nos olhos por ser uma linda moça companheira e ajudadora de olhos de um puro anil, em todas as tarefas era prestativa e logo o moço Chico se apaixona por aquela escrava branca de olhos azuis da cor do céu que deu origem ao seu apelido; Vitoria (por causa da lenda indígena da Vitoria Regia). Assim como em outros municípios da Zona da Mata, a região onde se localiza o município de Tabuleiro teve como seus primeiros habitantes índios das tribos Croatos e Cropós e também em suas matas os Puris. Na segunda metade do século dezessete, por volta de 1767...

O Padre José Manoel de Jesus Maria inicia o processo de catequese dos índios na então freguesia do Mártir São Manoel dos Rios Pomba e Peixe dos Índios Croatos e Cropós, sendo que 74 anos depois, pela lei provincial de 7 de abril de 1841, foi criado o curato do Senhor Bom Jesus da Cana Verde no local onde hoje funciona a própria sede da prefeitura municipal de Tabuleiro.

Tudo indica que a origem do nome de Tabuleiro remete ao modo como viajantes tropeiros e mascates denominavam a região, pois, quando por ali passavam, eram recebidos pelos moradores vendendo doces, pães, bolos e alimentos diversos em tabuleiros de madeira que eram colocados nas janelas das casas. Em 02 de janeiro de 1866 Tabuleiro é elevado a distrito com o nome de Tabuleiro do Pomba pela Lei Provincial n° 1275 e posteriormente ratificada, já na república, pela Lei Estadual n° 02 de 14 de setembro de 1891. 

Em 1911 é figurada como Vila e em 12 de dezembro de 1953, pela lei n° 1.039 é o primeiro município a emancipar-se política e administrativamente de Rio Pomba. A 1° de janeiro de 1954 é celebrada a sessão solene de instalação do município assim descrita pelo jornal O Imparcial: Naquele lugar moravam os pais de Inácia ate que foram ameaçados e perseguidos por duros cafeicultores em busca de terras para seus plantios e suas ocupações que eram feitas de mortes e violência.

As casas dos colonos eram queimadas e expulsos de suas propriedades e a partir dai se tornavam escravos dos grandes senhores de engenho e cafeicultores com sua força politica e corrupta chegavam com seus matadores de alugueis tomando de maneira covarde e cruel suas propriedades subjugando os que ficavam vivos que eram tratados como escravos brancos. Ali no subjugo dos chicotes cresceu a linda escrava branca Inácia com seus olhos de cor azul da cor do mar.

Um belo dia ainda adolescente Inácia trabalhava na dura colheita de café. Linda e perseguida pelos patrões e seus filhos por sua beleza, foi atacada em meio ao estradão um caminho escuro cercado por uns matagais e animais. Inácia foi atacada por cinco dos homens do seu Senhor e nesta luta Inácia foi feroz como uma onça, mas em seu corpo jovem e frágil foi subjugada; Pelos malfeitores homens maus e perseguidores.

Ali perto quatro dos índios Puris estavam caçando com suas flechas envenenadas por ervas cujo veneno adormecia os animais que eram levados para servirem de alimentos e seus ossos de adereços e pontas de lança armas usadas na caça e na proteção contra homens perseguidores em busca de terras para plantio.

A guerra e as lutas eram constantes entre os senhores dos vilarejos com os índios que viviam de maneira pacifica e ordeira em meio das matas de Bocaina de Botafogo. Foram cinco flechadas certeiras e aqueles animais vestidos de gente, pois assim eram chamados os capatazes, feitores e matadores de alugueis por seus maus por sua origem e piores dos que os animais.

Salvo de seus algozes a adolescente Inácia foi protegida pelos Índios Puris. O chefe daquele grupo de caça foi o moço índio Caipora hábil caçador que não se condoía de matar animais cortando com sua faca feita de ossos os pescoços.

Ali estavam agora indefesos os homens capatazes hediondos completamente adormecidos pelo veneno das pontas das flechas, Caiporas dá uma ordem foi decretada mata como o carcará ave de rapina sem dó nem pena e cortando suas jugulares e jogam no rio para serem levados para longe de suas aldeias. E assim foi feito, levaram aquela moça branca e escrava que perdeu seu direito de liberdade pela maldade dos brancos. É levada em proteção para a aldeia próxima ao Quilombo de Bocaina do Botafogo.

Na crença daqueles índios os homens que morriam que não pertencia a tribo deveriam ser jogados nos rios assim fazendo trariam para os índios abundancia de peixes. Isto era orientado pelo Pajé: O pajé era uma figura de extrema importância dentro das tribos indígenas do Brasil. Detentor de muitos conhecimentos e da história da tribo, ele é o indígena mais experiente.

Eram os Pajés responsáveis por passar adiante a cultura, história e tradições da tribo. O pajé também possui a função de curandeiro dentro da tribo, pois conhecia diversos rituais e também o poder da cura com ervas e plantas. O pajé também possui a função de líder espiritual da tribo. Ele conhece os meios de entrar em contato com os espíritos e deuses protetores da tribo.

Muitas lendas indígenas eram ensinadas pelos pajés; vamos ver uma delas: A lenda da Vitória Régia, muito conhecida na região Norte do Brasil, surgiu de algumas crenças indígenas da tribo tupi-guarani a respeito dos deuses. E era essa lenda que os pajés contavam para explicar o surgimento da planta Vitória Régia.

Há muito tempo atrás, na tribo dos índios tupi-guarani, contavam uma história em que a lua, que era chamada de Jaci pelos índios, era um lindo deus guerreiro e que quando a noite começava Jaci beijava os rostos das mais belas virgens índias da aldeia. Ele as namorava e sempre que se escondia atrás das montanhas escolhia uma moça para levar consigo.  Quando isso acontecia, a moça deixava a sua forma humana e virava uma estrela.

Essa história era contada para todos da tribo, e uma jovem muito bela e guerreira, chamada Naiá, era apaixonada pela lua e queria muito ser levada e transformada em uma estrela. Os anciãos da tribo dela alertava a índia, pois quando uma moça era levada por Jaci e nunca mais voltava: Deixavam de ser humana. Mas Naiá não se importava, o que ela queria mesmo era ser uma estrela a brilhar no céu.

Todas as noites ela ia à procura da lua, sempre a seguia em todo lugar que estivesse. Fazia cavalgadas pelas montanhas, pelas matas, subia e descia os montes, mas não conseguia alcançar Jaci e nada lhe acontecia. A jovem índia começou a ficar obcecada, parou de comer e de beber, só pensava na lua e em nada mais. Em uma linda e iluminada noite, Naiá parou um pouco sua caminhada e chegou perto de um riacho para descansar e beber um pouco de água.

Ao se aproximar das águas do riacho viu a lua refletida na água, imediatamente a índia achou que Jaci havia descido do céu para encontra-la e sem pensar duas vezes, Naiá se atirou dentro da água de encontro ao seu amado deus. Ela estava tão deslumbrada com seu desejo de ser levada pela lua que depois de pular dentro da água se deu conta que era apenas um reflexo, tentou sair, mas não conseguiu, a índia acabou se afogando dentro das águas e nunca mais foi vista por ninguém.

Ao ver o que havia ocorrido com Naiá, Jaci, o deus da lua, ficou muito comovido e quis encontrar uma forma de recompensar o sacrifício feito pela bela jovem. Foi então que ele a transformou em uma estrela das águas, essa seria uma estrela única e deferente de todas as outras. A Vitória Régia é uma planta aquática, suas flores são brancas e só se abrem a noite, para serem iluminadas pela lua, exalando um perfume muito agradável.

Voltando a historia da escrava branca salva pelos índios que passou a ser chamada de Vitoria, por causa da lenda da Vitoria Régia, pois ela era branca como a flor da planta aquática que tinha os azuis cintilantes em suas pétalas como o azul dos olhos da moça. Como ela insistia em ser chamada por Inácia; Passou a ser chamada de Vitoria Inácia. Ali entre os índios Puris aquela escrava branca agora tratada com carinho e cuidada pelas índias mais velhas, pois era assim naquela comunidade indígena as mais experientes cuidavam como mães das mais novas.

Inácia agora escondida e guardada pelos índios Puris passa a viver entre sua nova família a família dos selvagens e fortes contra os inimigos e homens maus, mais benevolentes e protetores dos homens bons os índio Puris da Bocaina. Seu nome Inácia é trocado por açucena agora batizada pelo Pajé da tribo: Que quer dizer branca e singela, a escrava branca e adolescente vive agora livre em meio a sua nova família a Vitoria Inácia ou Açucena.

Assim como na chegada de Chico Itaúna a pedra preta cercada de curiosidades das índias solteiras. Vitoria Inácia a Açucena foi cercada pelos índios jovens e solteiros que nunca viu uma moça tão branca e doce como aquela.

O escravo Chico Itaúna negro por natureza fugitivo que vivia ainda com os índios Puris saiu a caça e ensinava aos índios a arte da caça das tribos africanas arte aprendida com seu avô que tinha sido cacique de sua tribo de origem dos Zulu: Zulu é o maior grupo étnico na África do Sul, sendo a sua população de mais ou menos 11 milhões de pessoas   e eram considerados como cidadãos de terceira classe durante o regime do apartheid.

APARTHEID A SEGREGAÇÃO RACIAL NA AFRICA: A Apartheid foi uma política de segregação social ocorrida na África do Sul entre 1948 e 1994, com a ascensão do Partido Nacional, cujo governo foi composto por uma minoria branca. O país foi governado por esta minoria que adotou desde 1948 uma política de segregação racial. Com o fortalecimento do regime entre as décadas de 1960 e 1970, uma forte oposição se fez presente. O Partido Nacional tinha como parâmetro as ideias de superioridade racial branca e para manutenção de seu governo e desse sistema investiu em vigilância e repressão constantes.

Os casamentos entre brancos e negros eram proibidos e o ato sexual de brancos com não brancos, se descobertos, eram punidos com prisão. Somente brancos atuavam nos cargos diretivos do governo, no parlamento e eram eles os proprietários de terras produtivas. Já aos negros cabia o trabalho como mão de obra barata nas fazendas, nas minas e na indústria.

Além disso, a circulação pelo país era restrita e controlada por diversos documentos de identificação ou passes e salvo-condutos. A burocracia foi uma importante estratégia de controle sobre mulheres e homens negros e sua livre circulação pelo país. Nelson Mandela foi o maior defensor dos negros durante a segregação racial, lutou contra o racismo e ficou preso por 27 anos.

A apartheid representou a transformação do racismo em lei na África do Sul - a segregação racial foi legalmente aceita entre 1948 e 1994. Os zulus que eram considerados pela apartheid terceira classe das criaturas; São povos que vivem na África, mais especificamente na região da África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique Atualmente os zulus, tem expansão e poderes políticos restritos, mas no passado, foi uma nação guerreira que resistiu ao máximo à invasão Imperialista Britânica e Bôeres no século XIX.

Eles moram em cabanas, feitas de palhas de árvores próprias das florestas tropicais e em forma circular, sem janelas e facilmente desmontáveis. Na filosofia do povo Zulu; Os homens vivem para a caça e para a guerra. Todos os ensinamentos de caça dos Zulus foram passados para Chico Itaúna que agora passa os costumes milenários das tribos da África antiga. O avô do escravo descendente dos reis Zulus com seu olhar altivo de cacique, embora sendo escravo judiado não perdeu sua dignidade dos chefes das tribos. Com sua voz forte de trovão ensinava os costumes da tribo os Zulus para Chico Itaúna:

Na tribo Zulu quando um rapaz tinha idade suficiente para passar a guerreiro, era despojado das roupas e, todo o seu corpo, pintado de branco, davam-lhe a seguir um escudo para se proteger e uma azagaia ou pequena lança para matar animais ou inimigos. Soltavam-no então dentro do mato. Quem o visse, ainda enquanto estivesse pintado de branco, deveria caça-lo e mata-lo. E esta tinta branca levava cerca de um mês para desaparecer. Por isso o rapaz era obrigado a ficar no mato durante um mês viver da melhor forma que pudesse.

Durante um mês era está a sua vida, tanto sob um calor ardente quanto sob chuva ou frio. Quando finalmente a pintura branca desaparecia, ele podia regressar à sua aldeia. Era recebido então com grande alegria e permitia-se que tomasse seu lugar entre os jovens guerreiros da tribo. Mas eles não eram enviados nas matas fechadas sem os treinamentos dos caciques que eram exímios guerreiros ali no meio das florestas entre os animais ferozes, o índio tinha que ser o caçador e predador e ao mesmo tempo presa e mais um na cadeia alimentar daquele lugar. Tinha que se proteger e caçar usando as técnicas de caça de se esconder e também lutar pela sobrevivência.

Chico Itaúna o homem de pedra como era chamado saia para a caça e trazia suas caças para a tribo Puris, e sempre quando chegava à aldeia da Bocaina de Botafogo, tinha festa e o que não faltava no fogo das fogueiras improvisadas eram as carnes dos animais. Quando Chico Itaúna chegou jovem negro e bonito, forte e valente foi recebido com festa e logo apresentado para a escrava branca de olhos azuis e singela, muito bela com seus cabelos claros agora soltos sem os lenços protetores e o grande chapéu de palha que sombreava seu rosto.

O homem de pedra Itaúna abre um sorriso com seus dentes brancos cuidado com ervas e ossos de animais, pois era assim que cuidavam dos dentes e hálitos com plantas dos ensinamentos dos ancestrais: Sem tecnologia, itens tirados da natureza faziam sucesso na busca pelo sorriso perfeito. Antigamente o homem já fazia bochechos com uma mistura de hortelã e água para deixar o hálito mais agradável, portanto naquela tribo o cultivo da hortelã era fundamental para manter o hálito saudável. Alguns povos usavam galhos, folhas de árvores e penas para essa função.

Outros, pequenas lascas de madeiras entendidas como palitos e há até os que usavam as próprias mãos para fazer a higienização bucal com plantas que criavam em suas resinas espumas amargas mais eficazes na limpeza bucal. Ao ver aquele sorriso bonito e simpático daquele grande e forte ébano, pois Chico Itaúna destaca-se por sua altura com quase dois metro de altura e seus ombros largos e fortes que parecia ter muito mais de dois metros em sua altura.

Vitoria Inácia; a Açucena nome dado pelo Pajé por sua pele branca e singela ficou encantada e seu pequeno coração de moça nova nunca tinha batido tão forte, parecia que ia saltar de seus lábios rosas por natureza. Não podia negar; alguma coisa aconteceu com ela a partir daquele momento sentiu que estava diante do homem de sua vida, e olha que aquilo não era algo comum como nos dias hoje.

Quando as jovens se apaixonavam era única sua paixão. Itaúna agora suado pelas caçadas e cansado da longa caminhada carregando junto com o pequeno grupo de caçadores as carnes das caçadas, pede licença para a moça bonita de olhos tão azuis que nunca fora visto por ele.

O índio Barnabé Crescêncio o Coto amigo agora mais que irmão do Itaúna o homem de pedra; como gostava de ser chamado, índio que cresceu nas fazendas dos brancos, mas quando adolescente foi resgatado de seu cativeiro pelos Guerreiros Puris que eram homens treinados e guerreiros que resgatavam os índios Tupis e Guaranis dos jugos dos brancos em busca de servidão. Chamada como a bandeira de caça aos índios no Brasil do século dezessete:

Neste período inicio o ciclo da caça aos índios, os holandeses dominaram vários pontos africanos em que os portugueses obtinham escravos. Com pouca quantidade de escravos para atender as necessidades dos fazendeiros e senhores de engenho brasileiros, ocorreu uma procura maior por mão-de-obra escrava indígena.

Foi então que muitos bandeirantes, principalmente paulistas, aproveitaram a situação para entrar neste negócio. Agora pergunto os Bandeirantes eram heróis ou vilões da historia Brasileira. A corrupção e busca pelo o ouro não é coisa nova no Brasil. As bandeiras de caça ao índio foram expedições (bandeiras) organizadas por paulistas (bandeirantes), que tinham como objetivo capturar e aprisionar indígenas. Estes eram vendidos para servirem de mão-de-obra, principalmente na agricultura. A maioria das bandeiras de caça ao índio foi em direção ao sul do Brasil, pois nesta área havia maior concentração de aldeamentos indígenas controlados pelos jesuítas.

A preferência pelos indígenas dos aldeamentos do sul também tinha outra justificativa. Os índios destes aldeamentos já estavam acostumados com o trabalho agrícola, em função dos ensinamentos dados pelos jesuítas. Estes indígenas trabalhavam no plantio e colheita destes aldeamentos. Como conheciam o trabalho, era uma mão-de-obra que os bandeirantes conseguiam obter maior valor de venda.

A maior parte dos indígenas capturados por estas bandeiras foram vendidos para fazendeiros de São Paulo. Mas a Capitania do Rio de Janeiro e os senhores de engenho do Nordeste também compraram esta mão-de-obra, embora em menor quantidade. E foi em uma destas caçadas que o menino Barnabé Crescêncio foi levado para a venda como um escravo branco.

Comprado junto com alguns índios que foram amarrados e trazidos para a escravidão em Minas Gerais comprado na grande feira de São Paulo não tinha hortigranjeiros, mas sim homem e mulheres em comum acordo dos Jesuítas que treinavam para valorização dos preços por causa do conhecimento nos cultivos do roçado.

Os Bandeirantes que eram os mercadores desta mercadoria útil para os senhores dos cafés e engenhos de açúcar. Amarrados a uma carroça e cercados por quatro capangas que na verdade eram matadores profissionais. Com aqueles quatro não tinha perdão a tentativa e a força para escapar era punida com agressões e torturas. Barnabé Crescêncio menino novo ágil e bom por sua natureza foi tirado de sua família pelos Jesuítas e agora vendido para as terras mineiras como escravo dos cafezais pelos Bandeirantes.

Neste tempo tinha surgido a lenda do cavalheiro fantasma que diziam entre os índios e escravos que era a alma de uma mistura do índio branco com um escravo negro que voltava dos mortos para assombrarem os cafezais e seus senhores e saiam nas caladas das noites de lua cheia em busca de vingança e sangue dos brancos. O cavalheiro fantasma que surgia em seu cavalo preto chamado Ébano cujos olhos eram chamados de chamas de fogo, montado no cavalo Ébano saia o vingador assombrado cuja finalidade era a caça e morte dos senhores e capatazes assim como a libertação dos índios escravos brancos e os negros.

A meia noite saia o bando do cavalheiro fantasma em busca de sangue com sua tropa de encapuzados chamados de bando das trevas, pois vestiam com roupas toda de preto e ninguém sabia sua origem. Este grupo aterrorizavam os Senhores e nas noites de lua cheia o bando colocava terror com suas armas em formas de tridentes com flechas venenosas em suas pontas caçando feitores de escravos e a soltura dos escravos que eram libertados e suas senzalas queimadas...

Como lutar com aqueles agentes das trevas os vingadores do cavalheiro fantasma. O medo e terror invadiam as noites e todos ouviam o tropel do cavalheiro e seu bando. Feita de chifre dos carneiros se ouvia ao longe antes dos ataques e queimadas com as solturas dos escravos que sumiam cobertos pela negridão da noite. Ouvia o som parecido com um berrante ou shofar dos Hebreus, alguns diziam que era o som do inferno para os senhores dos cafezais, mas para os escravos era o som do céu e de sua liberdade...

Os escravos capturados eram levados para um lugar chamado à floresta dos malditos, pois todos que entravam naquelas matas fechadas nunca mais saiam para contar a historia daquele lugar que nem índios nem escravos ou homens brancos por mais coragem que tinham não entravam adentro daquele lugar sinistro e funesto. Na sua entrada havia esqueletos de feitores e capangas. A lenda entre os índios era que naquela mata morava o cavalheiro fantasma com seus cavalheiros das trevas.

Barnabé Crescêncio agora estava preso amarrado a carroça com sede e com fome fragilizado pelo cansaço da dura e comprida viagem. Todos os dez escravos comprados a peso de ouro estavam fracos por causa da inanição careciam de alimentos para se fortalecerem.

Neste momento a escuridão começa a alcançar aquela tropa constituída dos dez escravos indígenas, o carroceiro apelidado de Bagaça, pois gostava de se embriagar com a cachaça guardada em sua cuia de cuité. Neste momento se ouve a ordem de parada iam acampar a beira do rio próximo a hoje Coronel Pacheco. O nome da cidade homenageia o Coronel José Manoel Pacheco (1838-1914), que foi vereador em Juiz de Fora nas legislaturas de 1873-76, 1898-1900 e 1905-07. Mas naquele tempo se chamava; Agua Limpa:

O município teve origem no antigo povoado de Água Limpa, depois conhecido por Triqueda, que se tornou distrito de Juiz de Fora em 31 de julho de 1890. Posteriormente, a sede do distrito foi transferida, definitivamente, para o povoado de Lima Duarte, renomeado Água Limpa. Água Limpa pertenceu, entre 1938-43, ao município de Rio Novo, retornando a Juiz de Fora após esse período. Em 30 de dezembro de 1962, se emancipou de Juiz de Fora, adotando a denominação de Coronel Pacheco.

Ali naquele lugar a escuridão tomou conta da noite, o silencio fúnebre era quebrado apenas pelos estalos da fogueira. Os escravos cansados não conseguiam dormir por causa da fome tinham comido apenas mandioca crua e dura. Os capatazes se revezavam em dupla para vigiar e guardar o acampamento, sabiam que breve chegariam ao seu destino. De repente se ouve o som tenebroso do shofar que como um grito de liberdade ecoou quebrando o silencio da noite.

Os capatazes que vigiavam ficaram atentos os que dormiam sabia que era uma emboscada do cavalheiro das trevas e seu bando de encapuzados infernais. Com suas armas chamadas: pistola de pederneira, as primeiras foram feitas no século dezessete. Era um mecanismo feito para substituir o fecho de mecha, consistia em uma pedra de sílex presa no percussor, que após ser acionado, provocava uma faísca que detonava a pólvora.

Mas estas armas a escuridão da noite e a luz da fogueira criavam um alvo fácil para as flechas certeiras do cavalheiro das trevas e seu bando. Quatro flechadas se ecoou na calada da noite acertando os alvos dos capangas que cem imobilizados pelas flechas envenenadas com fortíssimo soníferos extraídos das plantas manipuladas pelo pajé dos índios Puris.

Naquele momento a garganta começa fechar com o choque anafilático as vistas escurecem e as pernas ficam bambas e não mais suportam o peso do corpo e caem no chão desfalecidos os homens maus e algozes dos índios escravos brancos daquela comitiva. Neste momento a figura daquele cavalheiro alto, pois dizia que a lenda tinha a aparência de três metros de altura um gigante forte e impiedoso com os escravagistas. 

Escravagistas: Homens que defendiam a escravatura, a escravidão; Chamados também de escravocrata. Que eram partidário do escravagismo, do sistema segundo o qual algumas pessoas devem ser privadas de sua liberdade, por servidão, especialmente os negros e agora com os Jesuítas e Bandeirantes os índios.

Com golpes certeiros de sua lança em forma de tridentes o Cavalheiro das trevas mata a cada um dos quatro capatazes e matadores de aluguel torturadores de índios e escravos. Seus corpos são pendurados e uma marca foi colocada a fogo no corpo uma marca de caveira como símbolo da morte; Sinal e aviso do Cavalheiro contra todos que subjugavam com maldade os escravos. Um aviso de mudanças ou tratavam bem seus escravos ou teriam a visita do bando das trevas.

Na mesma hora alimentos de mandioca cozida e frutas como banana, laranjas e abacaxis assim como gomos da cana açucarada para os escravos índios novos ainda em sua adolescência. O cavalheiro olha para Barnabé Crescêncio e logo uma empatia se deu entre os dois. O cavalheiro sabia que ali estava um ótimo ajudante para seu bando, o cavalheiro olha para o carroceiro Bagaça e diz para ele contar a historia para todos na venda do seu Joaquim na Vila de Tabuleiro.

De repente em um abrir e fechar de olhos o cavalheiro desaparece na escuridão da noite levando com ele o seu bando e os escravos índios brancos que desapareceram e aqueles índios nunca mais foram visto por aquelas bandas. A pergunta era constante na Vila de Tabuleiro; para onde eram levados aqueles que desapareceriam juntos aos barulhos dos tropéis dos cavalos.

O mais rápido possível o Bagaça pegou um dos cavalos ainda atrelados e em galope correu para a fazenda do seu Firmino que parecia dono e chefe maior daquelas redondezas. Diz a historia que enriqueceu explorando a vendas de escravos e das terras tomadas pela força e miras dos seus capangas matadores de alugueis. E logo que contou o enredo fúnebre de sua viagem correu para a venda do seu Joaquim o Bijoia.

Ali começa a contar a sua versão estava ainda sem sono quando ouviu um som como se fosse um gemido de uma alma penada foram três gemidos como se anunciando o ataque, logo os ouvidos aguçados dos quatro capangas dos dois que estavam acordados e ou outros dois que estavam cochilando em uma ronqueira só disse Bagaça.

De repente como um raio quatro flechas certeiras atingiram os pescoços dos homens que caiaram sem direito a um gemido, e nem tempo de atirarem com suas pistolas pederneiras. De repente surge diante dele alumiado pela fogueira aquele cavalheiro e seu cavalo que soltava fogo em suas respiradas, o cavalheiro com um salto só empunhando uma arma branca:

A alabarda que era composta por uma haste pequena que tinha na ponta, afiada, uma espécie de machado, e em quatro golpes certeiros cortam na rapidez de um corisco os pescoços dos capangas do seu Firmino que não tiveram tempo de se defenderem. Com uma voz rouca de trovão o cavalheiro da uma ordem e quando a ordem saia de sua boca todos tremiam diante aquele mandamento.

A ordem era que pendurasse os mortos nos galhos das arvores e neste momento o cavalheiro usa novamente a sua alabarda cujo fio brilha com a luz da fogueira improvisada. Neste momento o cavalheiro das trevas deixa a marca como um aviso para todos que maltratassem índios e escravos um xis era colocado sinal de eliminação e destruição de todos os covardes; sejam senhores, capangas e feitores todos estavam agora na mira do cavalheiro das trevas e seu bando infernal.

Seu Firmino quando vê os corpos de seus capangas solta brado de maldições e seus gritos se ouvia ao longe e jura ali diante dos mortos que destruiria o bando e o cavalheiro. Mas como matar e destruir uma alma penada que voltou das trevas para assombrar a todos os fazendeiros da região. Assim cresceu naquela região as façanhas do cavalheiro das trevas e seu bando.

Com a lenda os fazendeiros começaram a tratar bem os seus escravos e colonos. Não havia mais os roubos das terras e os escravos das Quilombeiras tinham a paz. Ate que um dia foi proclamado a Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país.

Agora os índios selvagens deixam suas terras próximas às cidades e começam a adentrar ainda mais pelas florestas desaparecendo e refugiando pelas grandes matas. Com os fazendeiros agora sossegados e com o tratamento mais humanizados o Chico Itaúna pode descansar junto a sua amada nas terras aquilombadas de Botafogo. Ali cria sua família a família do Francisco o negro da tribo Zulu com sua amada e não se houve mais falar do terrível e temido cavalheiro de três metros de altura o fantasma do cavalheiro das trevas.

Mas dizem que muitos colonos escutam os rastros das correntes e os urros de um cavalheiro nas noites de lua cheia ouviam o tropel de seu bando provocando calafrio e temos entre os senhores de engenho e cafeicultores. Diz o Bagaça no botequim do Bijoia que era um aviso ou tratavam bem seus empregados ou receberiam a visita do justiceiro vingador o cavalheiro das trevas.

Entre uma pitada e outra do velho é bom Chico com seu cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho, me diz com uma voz forte do cavalheiro vai deitar netinho tá tarde.

Neste momento me levanto dou um beijo naquela mão de herói e respondo “boa noite vô Chico, sua bença”. Neste momento viro encostado no umbral daquele casebre que era nosso lar e vejo uma lagrima cair dos olhos do Francisco Itaúna; A pedra preta. Saudade não apenas ainda desejo de vingança das hostilidades e crueldades dos homens ricos e brancos!!!

Em manhã fria de inverno Chico Itaúna fecha seus olhos pela ultima vez, no colo de sua veia a Açucena de olhos azuis da cor do céu. O velho Chico só tinha um pedido que logo foi atendido pelos filhos dos escravos das terras Quilombeiras. Lança o meu corpo no rio, pois um dia voltarei em forma de um grande peixe vigiando as águas e terras de maldades. e neste dia quando anoitecer o grande peixe se transformara nos temível Cavalheiro das Trevas e seu bando para libertar os oprimidos daquele vilarejo. em um beijo suave e doce despedi do meu velho avô e logo vi o seu corpo de pedra desaparecer nas águas caudalosas do rio, descanse em paz Velho Chico Itaúna o Pedra Preta...

A lenda do cavaleiro ainda continua nas noites de lua cheia com o relincho do seu cavalo e o som do shofar; anunciando que o guardião estava a espreita e com isso ouve paz por aquelas banda nas terras vermelhas do sertão no tropel do bando dos justiceiros!!! 

FIM... Oswaldo de Souza...

 

 






 

sábado, 9 de maio de 2026

HOMENAGEM A DUAS MÃES UMA DA BIBLIA OUTRA HISTORICA: POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR!!!


A história de Ana – Uma mãe que o Senhor lhe tinha cerrado a madre, ela era sofrida, atribulada, humilhada pela sua competidora, chamada Penina, por muitos anos, mas Ana foi vencedora. Esta história encontra-se em I Samuel Cap. 1 e 2. Por que Ana venceu? Nestes 2 capítulos, lemos que Penina sua competidora excessivamente a irritava para HUMILHAR, Penina tinha filhos e Ana lutava para ser mãe. Ela desejava ardentemente ter filhos. I Sam. 1.6-7.

Conheça as sete virtudes de UMA MÃE CHAMADA ANA: 1 - Foi obediente, não desistiu de acompanhar o marido, de ano em ano, quando subiam à Casa do Senhor em Silo para adorá-lo. I Samuel 1.3-5... 2 -Ana, uma mulher mansa, embora a outra a afligia, não lemos que ela era mulher rixosa, briguenta, pelo contrário, ela chorava muito. I Sam. 1.7 – Salmo 30.5 – Isaías 30.19

3 - Ana foi mulher de oração, diante das circunstâncias, ela não esmoreceu a sua fé – I Sam.1.10... 4 - Ana foi perseverante, lutou pelo seu ideal, em oração – I Sam.1.12... TUDO É GERADO EM NOSSAS VIDAS ATRAVES DO MILAGRE DA ORAÇÃO!!!

5 - Ana, mulher agradecida, voltou ao templo para agradecer a Deus o filho que Ele lhe deu - I Sam. 1.24,27... 6-Ana ofereceu o melhor que ela tinha para Deus, seu próprio filho – I Sam. 1.27-28... 7- Ana glorificou a Deus orando e cantando – I Sam. 2.1-10... 

DEUS SE AGRADOU TANTO DA ATITUDE E RECONHECIMENTO DE ANA, QUE LHE DEU MAIS 3 FILHOS E 2 FILHAS. I Sam. 2.21 – Visitou pois o Senhor a Ana, e concebeu, e teve três filhos e duas filhas: e o seu filho Samuel crescia diante do Senhor....

CONCLUSÃO: I Samuel 1.28 – Pelo que também ao Senhor eu o entreguei, por todos os dias que viver: pois ao Senhor foi pedido. E ele adorou ali ao Senhor. A MÃE ANA GEROU UM FILHO PARA DEUS!!! – Quem foi Samuel filho entregue por Ana á Deus??? 

Samuel foi uma das figuras mais importantes do Antigo Testamento, atuando como o ÚLTIMO DOS JUÍZES, UM PROFETA PROEMINENTE e SACERDOTE EM ISRAEL. Filho de Ana e criado pelo sacerdote Eli, ELE UNGIU OS PRIMEIROS REIS DE ISRAEL (SAUL E DAVI), marcando a transição da época dos juízes para a monarquia.

CHAMADO DIVINO: Ainda criança, ouviu a voz de Deus no tabernáculo, tornando-se um profeta confiável quando a palavra de Deus era rara. LIDERANÇA: Samuel liderou Israel como um juiz, promovendo o arrependimento nacional e ajudando o povo a vencer os filisteus. 

FUNDADOR DA MONARQUIA: Ungiu Saul como o primeiro rei de Israel e, posteriormente, ungir Davi após a desobediência de Saul. LEGADO: Considerado um homem de fé, oração e integridade, sua trajetória é descrita nos livros de 1 Samuel e 2 Samuel. Samuel foi um líder espiritual e político fundamental, cujo trabalho ajudou a unificar Israel antes do estabelecimento do reinado...

MÃE HISTORICA QUEM FOI SUZANA WESLEY A MÃE DO METODISMO: Suzana Wesley foi a maior de vinte e cinco irmãos e mãe de dezenove filhos. Foi uma mulher que passou por privações, enfrentou dificuldades sem nunca se desviar da fé e da mesma maneira ensinou a seus filhos. 

Foi uma mulher que realmente praticava o que ensinava e que soube como educar e fazer a diferença na vida de cada um dos seus filhos. Sua coragem, submissão, autoridade, força, independência, controle de sua mente, fervor devocional de seus sentimentos e orientação prática ministrada a seus filhos cresceu e se repetiu nomeadamente no caráter e comportamento de cada um deles.

Uma mulher, por natureza frágil e ocupada com os muitos cuidados com sua família, SEPARAVA DUAS HORAS POR DIA para devoção à sós com Deus. E quando questionada como as vinte quatro horas do dia podia incluir todas as atividades normais, que uma mulher frágil de trinta anos foi capaz de realizar, a resposta podia ser encontrada nestas duas horas de retiro diário, quando obtinha de Deus, na quietude de seu quarto, paz, paciência e um valor incansável.

UMA ESCOLA EM CASA - Suzana Wesley fez de sua casa uma escola. Em sua casa, seis horas por dia, durante vinte anos, Suzana Wesley ensinou a cada um de seus filhos de forma tão abrangente que se tornaram altamente qualificados. Ela sempre aconselhava os filhos a organizar suas tarefas, seguindo um método estabelecido, em que podiam aprender a maximizar cada momento precioso. Suzana Wesley ensinava o alfabeto aos filhos no dia do aniversário de cinco anos.

Naquele tempo a maioria das mulheres não aprendia a ler. Elas eram ensinadas a cuidar das tarefas domésticas. Mas, Suzana Wesley não concordava com esse costume. Suzana Wesley ajudou a mudar essa realidade. Por isso, ela ensinou suas filhas a ler e escrever antes de ensinar a costurar.

Entre seus filhos, houve um que não apresentou paixão pelo aprendizado, e quando questionada pelo marido porque ela insistia em ensinar a lição ao pobre rapaz pela vigésima vez, ela respondeu calmamente que se ela estivesse que ensinar satisfeita com dezenove vezes, todo seu esforço seria em vão. Suzana Wesley não se deixava abater pelas dificuldades que lhe aparecia ao ensinar seus filhos.

Suzana Wesley seguia uma rotina diária para ensinar seus filhos, para isso ela se utilizava de alguns métodos: 1° - Matinha um horário rigoroso em seu lar, e era disciplinada e metódica na direção de suas atividades diárias; 2° - Seus filhos eram ensinados sobre a importância da confissão. Quando faziam algo errado confessavam completamente, sem necessidade de puni-los; 3° - Ela sempre recompensava a obediência;

4° - Respeito pelos outros era uma obrigação; 5° - Todas as promessas feitas tinham que ser mantidas; 6° - Conferências semanais eram realizadas com cada filho, e ela os tratava de acordo com seus temperamentos individuais; 7° - Ela orava dia e noite por seus filhos; SUZANA WESLEY FOI UM EXEMPLO A SER SEGUIDO DE MÃE, VERDADEIRO AMOR E DETERMINAÇÃO!!!

John Wesley (1703–1791) foi um pastor e teólogo britânico, fundador do movimento metodista. Junto com seu irmão Charles, iniciou um avivamento espiritual na Inglaterra focado na graça divina, santidade pessoal e prática social, viajando extensivamente para pregar. Wesley enfatizou a "CONVERSÃO DO CORAÇÃO", FÉ ATIVA E ORAÇÃO. FOI UM DOS MAIORES AVIVALISTA QUE HOUVE NO MUNDO!!!

DEUS TE ABENÇOE!!! OSWALDO DE SOUZA...


 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

DEPOIS DO ENCONTRO: HISTÓRIA DA MULHER ADULTERA!!! UMA COLETANIA DOS MEUS 250 LIVROS GRATUITOS POSTADOS: LIVRO BÔNUS - ESCRITOR OSWALDO DE SOUZA!!!


UMA MISTURA DE FICÇÃO E VERDADES BÍBLICAS!!!

A mulher adúltera: Porém Jesus foi para o monte das Oliveiras. E, pela manhã cedo, voltou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava. E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando, e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. 

Tu, pois, que dizes? Isso diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isso, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio.

E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais. Ela saiu daquele momento especial, seu coração antes emanava uma tristeza profunda agora vem uma mudança totalmente e completamente. 

Sua nova vida exala um perfume de alegria no ar o perfume chamado perdão, onde todos os pesos e ferrugens juntos com as sujeiras de uma vida errada são lançados com ímpeto para fora. Em um grito de felicidade ela pergunta que alegria é esta? Em seu intimo ela ouve uma resposta em voz branda e gentil é a alegria da salvação...

Ela sai daquele encontro cheia de esperança mesmo com os olhares de desaprovação da sua aldeia, mas não há no seu coração acusação ou ressentimentos principalmente amargura só um espirito livre e contente em uma alma cheia de paz, bendita paz. Agora sim ela sente que esta pronta para recomeçar, mas onde e como seguir esta nova vida? Seu intimo se enche de indagações: 

Como fazer? Como recomeçar? Um choro invade sua alma e ela neste momento ajoelha; e começa a orar meia confusa, com quem ela quer ou vai conversar? E novamente aquela voz meiga e clara responde. Entrega o teu caminho para Deus e deixa Ele te levar, te conduzir á um novo caminho: O caminho, a verdade e a vida!!!

A porta para um futuro de bênçãos esta aberta e ela vislumbra uma nova vida de piedade e misericórdia, de amor e felicidade plena. Neste momento ela resolve ir atrás daquele que deu a ela uma nova chance. Sua procura torna-se intensa, pois não sabe qual a direção seguir. 

Encontra um jovem chamado Marcos que olha para ela com um olhar de compaixão, pela suas roupas maltrapilhas e cabelos em desalinho sem pentear demonstrando total falta de vaidade, mas nada escondia sua beleza jovial. Aquela que vivia de vaidades e sedução torna-se uma mulher destituída de quaisquer sentimentos contrario ao amor por aquele que a salvou através de um perdão sem restrições.

Ela se aproxima da aldeia Betânia lugar onde lhe disseram que aquele homem gentil e amoroso ressuscitara ao seu amigo chamado Lazaro. A ALDEIA DE BETÂNIA: Era uma aldeia a cerca de três quilômetros de Jerusalém, encontrava-se na encosta leste do monte das Oliveiras, num antigo acesso a Jerusalém vindo de Jericó. Assim como Cafarnaum era o lar de Jesus na Galileia, Betânia poderia ser chamada de seu lar na Judéia. Era o lar de Marta, Maria e Lázaro, que se tornaram amigos amados de Jesus. Foi ali que Jesus, mais tarde, realizou o milagre da ressurreição de Lázaro.

Marcos o jovem que acompanha aquela mulher rejeitada, humilhada pelos Judeus da seita dos Fariseus e de alguns escribas da lei. Ele vê em seu rosto a tristeza de alguém que sofreu muito na vida, mas agora demonstra uma esperança, pois sua tristeza era única e sua razão era não encontrar o homem de Nazaré. 

Um Certo Galileu: Um certo dia, à beira mar apareceu um jovem Galileu. Ninguém podia imaginar que alguém pudesse amar do jeito que ele amava. Seu jeito simples de conversar tocava o coração de quem o escutava. E seu nome era Jesus de Nazaré sua fama se espalhou e todos vinham ver, o fenômeno do jovem pregador. Que tinha tanto amor!!!

BETÂNIA UM LUGAR DE PAZ: Durante seu ministério na Judeia, onde enfrentou muita oposição e hostilidade, Jesus sempre se hospedava em Betânia, sem dúvida, ele apreciava aquele ambiente de paz, onde recebia bastante apoio. Durante os últimos quatro dias da sua vida terrestre, Jesus passava o dia em atividade em Jerusalém, mas à noite ele e seus discípulos deixavam a cidade grande para se alojar na modesta aldeia de Betânia, na encosta leste do monte das Oliveiras, no lar de Marta, Maria e Lázaro.

Era costume naquele tempo quando um convidado chegava, era recebido com um beijo, suas sandálias eram retiradas, seus pés eram lavados e um refrescante óleo perfumado era derramado em sua cabeça. Quarenta dias depois da ressurreição de Jesus, quando chegou o tempo se despedir dos seus discípulos, ele os levou, não ao templo, mas, antes, para fora, até Betânia, no monte das Oliveiras, onde começou a sua ascensão. 

Seis dias antes da última Páscoa Jesus chegou a Betânia. Após o sábado ele usufruiu uma refeição noturna no lar de Simão, o leproso, da qual participaram Marta, Maria e Lázaro. Este foi o cenário de Maria ungi-lo com óleo dispendioso, o que provocou a objeção hipócrita de Judas e a censura que Jesus lhe deu.

No dia seguinte Jesus fez a sua triunfal entrada em Jerusalém, montado num jumento, evidentemente cruzando o monte das Oliveiras pelo caminho que saía de Betânia. Foi em caminho de Betânia para Jerusalém, que Jesus amaldiçoou a figueira infrutífera, que já havia murchado totalmente quando ele e seus discípulos passaram por ela no dia seguinte. 

Uma angustia tomou o coração da mulher que agora era chamada pelo seu nome: Ester a mulher a quem Jesus Cristo perdoou e lhe deu a palavra da salvação. Marcos o jovem companheiro constante de Ester em sua cruzada na busca de encontrar o Jovem Galileu de Nazaré. Alguém disse á ela em suas indagações que ele tinha ido jantar na casa de um homem publicano chamado Zaqueu.

Naquelas praias, naquele mar naquele rio, em casa de Zaqueu. Naquela estrada, naquele sol e o povo a escutar histórias tão bonitas, seu jeito amigo de se expressar enchia o coração de paz tão infinita. Esta mesma paz a cada momento inundava seu coração, uma certeza profunda da salvação eterna para sua alma redimida agora lavada pelo perdão do príncipe da paz o juiz eterno de amor!!! 

Seguiu para a casa de Zaqueu: Zaqueu era um publicano que se converteu quando Jesus se hospedou em sua casa. Quando se converteu, Zaqueu se tornou honesto e generoso. Zaqueu era um homem rico, com uma boa carreira como chefe dos publicanos em Jericó. Os publicanos eram cobradores de impostos que trabalhavam para o império romano. Os outros judeus não gostavam dos publicanos porque muitos eram corruptos e roubavam o povo quando cobravam os impostos. Jesus não fazia distinção de ninguém onde havia um coração sedento e contrito ali Ele estava para levar a salvação.

Na sua viagem para Jerusalém, um pouco antes da entrada triunfal, Jesus passou por Jericó. Zaqueu sabia que Jesus estava passando, mas não conseguiu vê-lo, porque era baixo e a multidão o impedia de ver. Como queria muito ver Jesus, Zaqueu correu na frente da multidão e subiu a uma figueira brava que ficava no caminho que Jesus ia percorrer. Jesus chegou à árvore e olhou para cima. 

Chamando Zaqueu pelo nome, ele lhe mandou descer, porque queria ficar em sua casa. Alegre, Zaqueu desceu depressa e levou Jesus para sua casa. Lá, ele declarou que iria dar metade de seus bens aos pobres e devolver quatro vezes mais a qualquer pessoa que tivesse extorquido. Jesus respondeu dizendo que a salvação tinha chegado nesse dia à casa de Zaqueu.

Zaqueu era um homem que não desistia. Zaqueu enfrentou obstáculos para ver Jesus, mas ele não desistiu; Assim como na vida de Ester e agora com seu companheiro de viagem Marcos, que a cada dia mais admirava aquela mulher de fé e humildade. Olha na vida surgem obstáculos, mas não devemos desistir de seguir e procurar Jesus Cristo e buscar um encontro real com Ele; O Deus tabernáculado. 

Zaqueu foi humilde para receber Jesus em sua casa, teve de descer de sua árvore, revelando sua baixa estatura perante Jesus e a multidão; muitas vezes, para sermos abençoados por Jesus, precisamos largar nosso orgulho e reconhecer nossas falhas - veja aqui:

O que é humildade? Jesus ama todos, a multidão não gostou quando Jesus ficou na casa de um odiado publicano, mas Jesus disse que tinha vindo para salvar quem estava perdido. Uma vida com Jesus é diferente muito diferente, pois depois de conhecer Jesus, Zaqueu abandonou o pecado e decidiu viver de forma honesta; Jesus pode transformar a vida até da pessoa mais odiada daquele lugar!!! 

Marcos vira-se para Ester a ex adultera que foi abandonada pelo seu marido a deixando sozinha e desamparada. Ele diz á ela de maneira carinhosa: Vamos até Jerico e tentar achar ao homem que trouxe esperança á sua vida? A resposta foi rápida e decidida, sim vamos. Marcos com um olhar carinhoso e apaixonado pede para que ela o esperasse.

Os pensamentos de Ester torna-se um turbilhão de emoção, o medo chega forte em seu coração e pensa: Logo eu que tantas vezes fui abandonada, agora imagina mais uma vez vou ser abandonado por aquele jovem rapaz tão bonito e gentil. Absorta em seus pensamento ela não vê e nem escuta um doce tropel de cascos sobre a terra ressequida daquele monte, o Monte das Oliveiras. 

Era Marcos que em seu amor prematuro e intenso trás um burrico para levar a jovem Ester. Ela lhe dá um sorriso singelo e calmo e com uma voz fina e doce diz: Obrigado meu querido amigo. Ali entre as Oliveiras daquele lugar tantas vezes visitado por Jesus Cristo testemunha o nascimento de um grande e eterno amor; Da jovem Ester a ex adultera com Marcos um jovem caminhante a procura de Jesus o homem de Nazaré, chamado o cordeiro de Deus por João Batista que era seu mestre.

O discípulo de João Batista foi buscar seu novo mestre e no caminho encontra a mulher de sua vida a convertida e transformada Ester. Ali naquele lugar de fé e oração do mestre, torna-se a primeira testemunha daquelas mãos que se encontram para nunca mais solta-las. Háaaa o amor que surge devagarinho e sem escolher a quem acolher no coração. Nasce um amor, um casal, Ester não esta mais sozinha tem um companheiro na sua vida e em sua fé. O Jardim das oliveiras que tantas vezes testemunhou o choro e oração de Jesus testemunha agora a relação carinhosa de dois jovens gentis.

Este é local onde Jesus e seus discípulos tinham orado na noite anterior à crucificação e morte de Jesus. De acordo com o Evangelho segundo Lucas, o sofrimento e angústia de Jesus no Getsêmani foi tão profunda que seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão. 

Neste local Yeshua teria sido entregue por Judas Iscariotes aos soldados romanos e oficiais do sinédrio para ser julgado e condenado simplesmente por fazer milagres no Sábado e se declarar o Filho do Eterno. Com certeza uma visita ao Jardim do Getsêmani em Jerusalém trás a sensação de estar diante de árvores que foram testemunha de capítulos importantes da história bíblica.

Marcos diz para sua amada Ester vamos para Jerusalém Creio que lá o encontraremos. Sim Jerusalém o mesmo lugar que um dia Jesus dissera: Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados!!! Quantas vezes Eu quis reunir os teus filhos como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vós não o aceitastes!!! 

Uma das cidades mais antigas da humanidade, Jerusalém deveria ser um símbolo da tolerância e da busca pela paz, cristãos, muçulmanos e judeus consideram o local sagrado por abrigar símbolos que são pilares dessas religiões. Jerusalém, uma das cidades mais importantes do mundo, é sagrada para cristãos, muçulmanos e judeus. Ao longo de sua história milenar, foi dominada por diferentes povos.

A cidade de Jerusalém é um dos locais mais relevantes do mundo justamente por ser a cidade sagrada de três religiões: cristianismo, islamismo e judaísmo. Por esse motivo também, é um local alvo de tensões e disputa constantes entre israelenses e palestinos, já que ambos reivindicam o direito de a cidade ser nomeada a sua capital. Em razão da importância histórica da cidade, o objetivo deste texto é narrar alguns dos acontecimentos que envolveram a história de Jerusalém. Fundação de Jerusalém: 

Os historiadores não sabem ao certo o momento em que a cidade de Jerusalém foi criada, mas as primeiras evidências encontradas na cidade pelos arqueólogos remontam a 3200 a.C. Os historiadores não possuem nenhum conhecimento da trajetória da cidade de Jerusalém durante o crescimento das cidades cananeias, mas se sabe que, no século XX a.C., a região de Canaã passou para o domínio político e econômico dos egípcios.

Foram encontrados vestígios dessa época de muralhas construídas nas bordas da cidade. Com a conquista Davi nomeou a cidade como Cidade de Davi e decidiu construir um grande templo para que a Arca da Aliança, objeto sagrado para os hebreus, fosse depositada. Esse feito só foi realizado por Salomão, filho da Davi, que concluiu a construção do chamado Templo de Salomão em 950 a.C. Esse foi o período de maior prosperidade do Reino de Israel. 

Depois que Salomão morreu, a cidade de Jerusalém passou para as mãos de diferentes povos. A sucessão de povos que controlaram Jerusalém foi de assírios, caldeus e persas. A conquista de Jerusalém pelos caldeus, inclusive, foi a responsável pela destruição do Templo de Salomão em 586 a.C.

Herodes liderou um cerco contra a cidade: O domínio romano sobre a Palestina e Jerusalém foi bastante conturbado. Destacam-se duas revoltas de judeus em Jerusalém que causaram grandes guerras contra os romanos. Em 70 d.C., os romanos cercaram a cidade por seis meses. O resultado final dessa guerra, foi a quase dizimação da população de Jerusalém. Outra guerra entre judeus e romanos ocorreu em 134 d.C., e os romanos decretaram a expulsão de todos os judeus de Jerusalém. 

Esta foi à época da entrada de Jesus á Jerusalém. Marcos e Ester chegam à cidade havia li um alvoroço. Eles começam a seguir aquilo que nós chamamos hoje a Via sacra: O trajeto marca, segundo a tradição, os últimos momentos de agonia e sofrimento de Jesus Cristo. Pelas antigas ruas de Jerusalém, o filho de Deus teria percorrido as horas finais de sua vida antes de ser crucificado.

Hoje, a antiga cidade já destruída e reformada tantas vezes pouco guarda do que teria sido a Jerusalém da época. No entanto, a tradição cristã aponta os lugares onde os mais importantes eventos daquele dia teriam ocorrido. E é por esses pontos que hoje a Via Sacra, ou Via Dolorosa, é percorrida. 

Veja todos os passos da Via Sacra na Cidade Velha de Jerusalém. Jesus é condenado: O local onde teria sido a Fortaleza Antônia é marcado pela Porta do Leão. A estação propriamente dita fica no interior de um colégio árabe chamado Escolha Primária Umariya e não é permitido o acesso à área interna.

As lagrimas tomam conta dos dois que se misturam aos discípulos, Ester ao ver Maria mãe de Jesus Cristo e chora abraçada aquela que a ajudaria em sua restauração. Jesus carrega a cruz: Esta estação é marcada por dois pontos identificados pela Capela da Flagelação e a Capela da Condenação. 

Nesse local Jesus teria sofrido a flagelação. Jesus cai pela primeira vez e encontra a sua mãe: As duas estações estão localizadas lado a lado e são marcadas pelo Patriarcado Armênio de Jerusalém e uma pequena capela com ruínas ao lado. Simão Cireneu ajuda Cristo a carregar a cruz: A estação número cinco está localizada na Via Dolorosa, de frente à passagem dos pedestres. Ela é marcada por um pequeno oratório franciscano.

Jesus tem o rosto limpo por uma mulher: O lugar onde teria acontecido a cena em que uma mulher limpa o rosto de Jesus é marcado por uma pequena capela de origem Grego-Católica. Jesus cai pela segunda vez: À beira da Rua do Mercado está o ponto assinalado como o local onde Jesus teria caído pela segunda vez a caminho do calvário. 

Jesus consola as mulheres de Jerusalém: Também na rua, entre lojas do mercado, está a o local onde Jesus teria parado para consolar as mulheres que o acompanhavam no caminho até a crucificação. Jesus cai pela terceira vez: O local da terceira queda de Jesus é marcado por uma coluna em estilho romana à frente da entrada de um mosteiro Copta. 

A partir deste momento todas as estações estão localizadas dentro da Basílica do Santo Sepulcro. Um dos lugares mais sagrados para os cristãos, não só em Jerusalém como em todo o mundo, o Santo Sepulcro marca o ponto onde Jesus, segundo as tradições cristãs, teria sido crucificado, morto e sepultado.

A localização do evento, assim como de muitos outros em Jerusalém, é polêmica. Destino de uma das maiores peregrinações cristãs do mundo, o local foi escolhido, em 326 d.C, pela rainha Helena, mãe do então imperador Constantino. Segundo a tradição, a primeira Igreja do Santo Sepulcro foi construída sobre um antigo templo romano do século II que, por sua vez, teria sido construído sobre o local dos acontecimentos registrados na bíblia. 

Sob o templo romano foram encontrados vários túmulos, um deles teria sido identificado como o de José de Arimateia. E é neste túmulo, que permanece até hoje na Igreja, o local onde Jesus teria sido enterrado. A Basílica do Santo Sepulcro tem domínio conjunto de várias diferentes igrejas:

Romana Católica, Greco Ortodoxa, Apostólica Armênia e, em menor grau, Siríaca Ortodoxa, Cóptica Ortodoxa e Etíope Ortodoxa. Além disso, ela já sofreu com incêndios, invasões e terremoto. O que hoje se vê representa pouco da construção original. A maior parte do atual prédio data de século XII, porém a Rotunda e o local onde está a Tumba preservam os desenhos originais. Apesar de tantas transformações, a fé dos cristãos se mantém, assim como as peregrinações. 

Na mistura do antigo e moderno Marcos e Ester viveram entre choros e tristezas o sofrimento e morte daquele homem que á perdoou e lhe deu uma nova chance. Ali ela conheceu o remitir de Deus que quer dizer: Colocar o perdido de volta ao caminho da salvação. Colocar de volta o desviado para uma direção segura e eterna. E foi isto que aconteceu com Ester a ex mulher adultera chamada agora de Ester a piedosa.

Marcos e Ester se detém agora diante da cruz do sacrifício, o coração de Ester estremece a cada ruído forte dos cravos impiedosos dos soldados romanos. Uma mão forte e viril cobre seus ombros em uma demonstração de que agora você não esta mais sozinha. Seus olhos começam a lacrimejar e as lagrimas teimam em cair no chão misturando as lagrimas de todas as mulheres amadas e perdoadas pelo homem de dores. Jesus Cristo o homem de Nazaré, o jovem Galileu. 

Atônitos e sem movimentos, estáticos e sofridos permanecem ali parados desconsolados e tristes. Ester abraça marcos e pergunta: O que vai ser de nós agora? Marcos piedoso e confiante olha para a cruz do salvador e diz em uma voz forte e cheia de esperança: Ele Jesus Cristo de Nazaré proverá.

Neste momento Marta olha para Ester e a convida para hospedar em uma casa de uma irmã caridosa que tinha cedido sua casa para abrigar as mulheres. Os homens ajuntam em um grupo uníssono veem um home chamado José de Arimatéia pedir o corpo para colocar em sua gruta. Ester e Marcos assistem no decorrer destes dias as maravilhas de Deus agora eles tem uma família que os amam e cuidam uns dos outros. Quando ouvem um grito insistente e alto: Ele ressuscitou Jesus Cristo Ressuscitou, Ester corre juntos com as mulheres para o tumulo vazio de Jesus o Cristo!!!

Passado o sábado, no domingo bem cedo, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo onde Jesus tinha sido enterrado. Naquela ocasião houve um grande terremoto, pois um anjo do Senhor tinha descido do céu, removido a pedra que fechava o túmulo e agora estava sentado sobre a pedra. Ele se parecia com um relâmpago e as suas roupas eram brancas como a neve. Os guardas tinham ficado com tanto medo que estavam duros, como se estivessem mortos. Então o anjo disse às mulheres: Não tenham medo!!! 

Eu sei que vocês vieram procurar por Jesus, aquele que foi crucificado, mas Ele não está mais aqui. Ele ressuscitou, exatamente como havia dito que iria fazer. Venham ver o lugar onde Ele estava deitado. Agora vão depressa e digam aos discípulos dele o seguinte: Jesus ressuscitou dos mortos e vai adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês o verão novamente. Façam exatamente como eu falei.

Elas saíram depressa do túmulo, pois estavam com muito medo, mas também muito felizes, e correram para contar aos discípulos o que havia acontecido. De repente, Jesus apareceu diante delas e disse: Olá!!! E elas se aproximaram dele, abraçaram seus pés e o adoraram. Jesus, então, lhes disse: Não tenham medo! Vão e digam aos meus irmãos para se dirigirem à Galileia. Lá eles me verão novamente. Marcos e Ester presenciaram a Ascensão de Jesus Cristo: Após a ressurreição de Jesus, os discípulos achavam-se confusos, temerosos e um tanto desorientados. 

Reuniram-se no Cenáculo, o mesmo aposento usado para a celebração da ceia do Senhor. Ali, aguardavam as horas se passarem para ver o que lhes aconteceria. Ali relatavam a interessante experiência que vivenciaram no dia da ressurreição quando o Senhor se apresentou entre eles. Então achou-se Jesus no meio deles. Em Suas mãos e pés divisaram os sinais da crucifixão.

Seu semblante irradiava uma glória especial, esta foi à única reunião com muitos crentes, depois de sua ressurreição. As palavras de Cristo na encosta da montanha foram o anúncio de que seu sacrifício em favor do homem era pleno, completo. As condições para expiação haviam sido cumpridas. Concluíra a obra para a qual viera ao mundo. E agora achava-se a caminho de volta ao trono celeste. 

Depois desta grande reunião, Jesus estava pronto para as despedidas. Os discípulos já não relacionavam mais a Jesus com a cruz e o sepulcro. Para eles, Cristo era agora um Salvador vivo. Como local de Sua ascensão, Jesus escolheu o Monte das Oliveiras, tantas vezes consagrado por Sua presença. Com os discípulos, dirige-se então para aquele local.

Com as mãos estendidas em posição de bênção, Jesus ascende lentamente dentre eles. Lucas narra assim a ascensão de Jesus: E quando dizia isto, vendo-O eles, foi elevado às alturas e uma nuvem O recebeu, ocultando-O, a seus olhos. E estando com os olhos fitos nos Céu, enquanto Ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões de branco, os quais lhe disseram: Varões galileus, porque estais olhando para o Céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no Céu, há de vir assim como para o Céu O vistes ir. 

Depois destes eventos passam mais de dois anos da morte, ressurreição e ascensão. Na cidade de Betânia agora com novos moradores escutam um choro de uma criança recém nascida. O primeiro filho de Marcos e Ester chora no colo da sua mãe, tendo como companheiras de parto as irmãs piedosas lideradas por Marta e Maria.

Marcos é abraçado por seus irmãos nesta nova família constituída através do perdão. Marta olha de maneira meiga para Ester e pergunta de maneira sutil: Ester o que você leu nos escritos de Jesus nas areias do chão? Com grande convicção e certeza absoluta eu li: Seus pecados são perdoados vá não peques mais e seu futuro será de amor e seus dias serão eternos através do meu nome; JESUS CRISTO DE NAZARÉ O SALVADOS DO MUNDO!!! AMEMMM... 

Neste momento chega Marcos seu esposo a abraça e da um beijo naquela criança seu primeiro filho e ali diante de todos eles diz qual seria o nome do menino: NASA KAPHAR APHÍEMI, que quer dizer o perdão que nos cobre e nos envia para ser feliz na salvação de Jesus Cristo!!!

Deus te abençoe!!! Oswaldo de Souza...