MENSAGEM DA CRUZ

MENSAGEM DA CRUZ
ESPAÇO LITERARIO SOBRE A MENSAGEM DA CRUZ :

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

O ESCRAVO CHICO ITAÚNA O PEDRA PRETA: POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITORCOM MAIS DE 250 LIVROS POSTADOS E MAIS 3000 MENSAGENS!!!


O FRANCISCO APELIDADO DE ITAÚNA O PEDRA PRETA PELOS INDIOS DA TRIBO PURIS!!! UMA MISTURA DE FICÇÃO E REALIDADE DA HISTÓRIA BRASILEIRA!!!

Esta história aconteceu nos meados de 1870 uns dez anos antes do término da escravatura no Brasil; No ano de 1888 a escravidão foi abolida através da Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel no dia 13 de maio daquele ano. Essa medida beneficiou uma grande quantidade de escravos que ainda existia no país.

Contudo, não podemos achar que a escravidão acabou no Brasil do dia para a noite. Entre uma pitada e outra do velho e bom para o Chico cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho; conta sua história desde os primeiros anos como escravo assim como também de seus avôs vindo da África em navios chamados negreiros:

Os navios negreiros ou navios tumbeiros foram embarcações que fizeram a travessia do Atlântico, transportando mercadorias para troca no continente africano, homens e mulheres do continente africano para as colônias europeias no novo mundo, e produtos como açúcar e café, dentre tantos outros, para o continente europeu.

Esse modelo de negócio ficou conhecido como comércio triangular, cuja principal atividade foi o tráfico negreiro, um dos negócios mais lucrativos do mundo da época, enviando cativos que se tornaram escravos para sustentar as produções nas plantações ou explorações do ouro, como foi o caso do Brasil.

O velho Chico começa sua historia às vezes meio triste outras vezes esboçava um leve sorriso naquela boca desdentada e com muitos dentes apodrecidos pelos maus tratos e de mastigar o fumo de rolo; ele conta sua longa historia: 

O moço Chico jovem escravo fortalecido pela dureza das batalhas do dia a dia, corpo marcado pelos chicotes e amarras dos brancos com seu subjugo nas duras correntes que cortavam os pulsos e calcanhares do pobre mulato que nasceu na senzala e tirado de sua mãe quando tinha quatro anos. Criado pelos duros feitores homens maus e castigadores crescendo entre troncos, cafezais, chicotes e canaviais, com cicatrizes que eram como tatuagens da ignorância dos senhores de engenhos e dos cafezais...

Os avôs de Chico chegaram ao Brasil depois de ficarem por muito tempo nos porões de navios de negros africanos trazidos pelos comerciantes portugueses e vendidos para produção de açúcar chegando homens e mulheres que foram caçados, aprisionados e depois escravizados e judiados pelos homens brancos, agora eu pergunto quem vai pagar por tais atrocidades??? Os escravos faziam os trabalhos rudimentares com suas tarefas pesadas e cruéis. 

Entre senzalas e vendas e leilões animalescos como se os brancos fossem donos do mundo, mas eram apenas homens sem bondade, misericórdia e alma. Homens orgulhosos, soberbos e ignorantes que ignorava que os negros tinham e tem almas, sofrimentos e sentimentos que eram homens e mulheres normais apenas diferenciadas por sua cor, que eram tratados como animais das florestas com semelhança ao homem.

Um dia Chico já um homem forte depois de viver mais de vinte anos subjugados nos troncos: Tronco era o nome dado ao material de tortura e grande humilhação, era constituída de madeira dura como os corações insensíveis dos senhores e feitores; que eram homens contratados pelos senhores de fazenda cuja função principal era vigiar e castigar as duras penas os escravos. O tronco era colocado estrategicamente nos lugares onde podia ser visto por todos nas senzalas a titulo de exemplo... 

Se fossemos medir a ignorância destes homens chegaríamos à insensibilidade zero a desumanidade total. E hoje eu vejo pessoas indignadas e com razão de Hitler e seus castigos hediondos, pessoas que são descendentes insensíveis quanto ao trato de familiares cruéis dos seus bisavôs; feitores e donos de cafezais e cana de açúcar que são seus antepassados que deixaram na família um rastro de maldição quanto as suas atrocidades, mancharam suas riquezas com sangue inocente.

Um dia o escravo Chico estava em mais um dia de sua dura lida trabalhando nos cafezais de seu Manuelino um homem mal de família portuguesa rico de bens e pobre dos bens, subjugado pelo capataz Genésio homem mal contratado a peso de ouro, por causa de sua maldade nos tratamentos dos escravos. Dia comum onde o sofrimento era algo do cotidiano. Genésio sem dó pega com seu chicote e castiga o Bentinho escravo adolescente e visto como rebelde presença assídua nos troncos com seu corpo já marcado... 

Os jovens de hoje tem tatuagens neste tempo de escuridão no Brasil pela dureza da cerviz dos cafeicultores os corpos eram marcados pelos cortes dos chicotes malditos da era colonial ou podemos chamar do período covarde dos senhores das fazendas com seus bigodes nojentos e encardidos pelo fumo e pelas marafas. Bentinho não suportando a dureza das chicotadas desmaia e seu corpo inerte cai completamente desfalecido. Neste momento atroz o escravo Chico pensou; Mataram Bentinho!!!

Em um momento de fúria o moço Chico escravo forte com seus músculos naturais construídos pela labuta do dia a dia no roçado, pega a Genésio pela sua jugular e em um só golpe de seus braços quebrando o pescoço do maldoso capataz. Agora não tem jeito mais; Chico moço valente sai correndo embreando nas matas em uma corrida frenética pela vida. 

Sem parar para descansar o escravo Chico chega a uma aldeia de índios chamados Os Puris; Era um povo de origem Puri, grupo indígena possivelmente oriundo dos Tupis-Guaranis, que juntamente com os brancos e os negros são responsáveis pela formação do povo de Viçosense. As tribos que formavam o triangulo mineiro pertenciam predominantemente ao grupo Jê ou Tapuia. 

Já na Zona da Mata Mineira havia uma exceção, a origem era Goitacá. Eram eles os croatas e Puris. Sabendo disso e pensando exclusivamente nos Puris, um dos possíveis fatores que justificam sua chegada em Viçosa e região, a partir do século dezesseis, pode ser entendida sua migração para estas terras com o episodio de 1556, lembrado por PANIAGO.

A autora resgata a luta dos franceses, que contaram com a ajuda dos povos Tamoios (que habitavam a região do Paraíba) para se instalarem no Brasil. Nesta batalha os Tamoios foram derrotados e expulsos pelas tropas de Mem de Sá em 20 de janeiro de 1567 e migraram para as terras mineiras onde encontraram os povos Puris que já habitavam a região do Paraíba. 

Por possuírem uma personalidade pacífica os Puris acabaram sendo obrigados a deixar suas terras. Foi a partir daí que migram para o interior de Minas Gerais, instalando-se primeiramente no Vale do Rio Pomba, onde acabaram sendo expulsos pelos Goitacazes de Muriaé. Em seguida procuraram refúgio nas terras altas da região de Viçosa e no Vale do Piranga.

Os Cropós e Puris possuíam estatura ora baixa, ora mediana e eram de formas robustas, grossos e compactos, portanto, além de espadaúdos. Mediam os homens entre 1,35 m e 1,65 m de altura e as mulheres alcançavam, em média, apenas 1,40 m de altura. O peito se lhes apresentava largo e curto; grosso era-lhes o pescoço. Tinham braços musculosos e redondos, pés estritos atrás e largos na frente e pele de coloração acobreada. 

Seus cabelos, de negro carregado, apresentavam-se grossos, compridos e abundantes. Cultivavam especialmente milho e mandioca. Eram também grandes conhecedores de ervas e sabiam produzir bebidas das mais variadas fontes. 

Aquela aldeia que era uma das facções dos Puris povo que vivia pacificamente, generosos e hospitaleiros cuidaram do índio Chico que eles já sabiam que era um dos muitos fugitivos dos flagelos cruentos e desumanos dos brancos modernistas e colonizadores das terras indígenas e nas matanças de seu povo.

Ali o jovem escravo negro forte e alto mistura de raça do homem branco dono de cafezais com sua mãe a moça Francisca dado a origem de seu nome Francisco que também era seu sobre nome Francisco de Francisca. 

Os Puris contaram para Chico a historia dos índios Brasileiros e de kikio: Antes da chegada do europeu, os índios eram os únicos habitantes das Américas. No momento do expansionismo indígena pela América um dos povos se diferenciou desenvolvendo uma língua proto-tupi no sul da Amazônia. Essa língua com o tempo se derivou transformando em várias outras línguas que deram origem a várias etnias indígenas entre elas os Tupis e os Guaranis... Kikiô morreu feliz. Deixando a terra para os dois. Guarani foi pro sul, Tupi pro norte...

Com a migração indígena pelo Brasil e América do Sul os Guaranis se deslocaram para o sul, se fixam principalmente no Paraguai e nos Estados do Sul do Brasil. Já os Tupis se deslocaram principalmente para o norte e nordeste brasileiro. E formaram suas tribos. Cada um em seu lugar. Vez em quando se encontravam. Pelos rios da América. 

E lutavam juntos contra o branco. Em busca de servidão. E sofreram tantas dores. Acuados no sertão. Tupi entrou no Amazonas. Guarani ainda chama... A luta contra o branco foi algo constante na história do índio, os índios do nordeste se deslocaram para o sertão para fugir do branco e com o passar do tempo tiveram que se deslocar cada vez mais em busca de abrigo. 

Os Guaranis acabaram em reduções jesuíticas (os Jesuítas que matavam índios em nome da religião e achando que era em nome de Deus; OBS: E não era) ou indo trabalhar administrados pelos brancos. Com a falta de mão de obra escrava os guaranis eram caçados pelos bandeirantes (considerados heróis no Brasil, heróis? matadores de índios e caçadores de índios colonizando suas terras tomadas por suas armas cruentas)...

Dizem a lenda que: Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiô na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiooooooo!!! Podemos entender com esse trecho que Kikio é na verdade o verdadeiro dono dessas terras deixando elas para seus filhos, os índios e grita ate hoje por suas terras e seu povo, seu sangue clama por justiça!!! Com esta historia o escravo foragido Chico entendeu que não foram apenas os escravos, mas também os índios Brasileiros foram subjugados e judiados pelos homens brancos que buscavam servidão. 

Aquela aldeia dos Puris era situada em uma mata fechada onde formaram o grupo Puris do caiapó em um lugar perto da aldeia embrenhadas pelas matas na bocaina de Botafogo que era um Quilombo para onde o escravo Chico Itaúna (Pedra Preta); apelido e nome dado pelos índios do povo indígena Puris. Já totalmente recuperado de sua luta pela liberdade e em busca de uma vida de paz.

Observamos aqui; Dois povos duas marcas uma dos fugitivos; Os escravos a outra expulsa de seus habitares naturais tentam sobreviver de maneira pacifica e harmoniosa o povo de origem indígena e o povo de origem escravos do Quilombo da Bocaina do Botafogo. 

O Quilombo da bocaina do Botafogo foi de origem da família composta por doze escravos fugitivos que deram origem aqueles grupos de escravos fortalecidos cada dia mais pelos fugitivos que já compunha em sua quantidade de mais de cento e trinta homens e mulheres mais crianças que viviam da caça e das hortaliças e frutas campestres plantadas e cultivadas em meio ao matagal com suas grandes arvores e plantas nativas, aquele lugar era chamado de quilombolas. O município de Botafogo existe ate os nossos dias vista como uma comunidade de origem Quilombeiras.

Quilombo é o nome dado no Brasil aos locais de refúgio dos escravos fugidos de engenhos e fazendas durante o período colonial e imperial. Nesses locais, os escravos passavam a viver em liberdade, criando novas relações sociais com índios e nativos os matutos e ermitões grupo que eram chamados eremitas. Muitos quilombos existiram no Brasil e centenas deles ainda existem, formando o que hoje é chamado também de comunidades quilombolas. 

Os quilombos no Brasil também eram conhecidos como mocambos. Nos demais locais da América onde houve escravidão também ocorreu a formação desses locais de refúgio e vida em liberdade. Na América espanhola, essas comunidades ficaram conhecidas como palenques; na América francesa, o nome era maronage; e na América inglesa eram nomeados como marroom communities.

Os quilombos eram locais de refúgio, mas também de resistência dos escravos contra a escravidão. Neles, os escravos plantavam e realizavam coletas de produtos das matas, como madeira e frutos, além de caçarem e criarem animais. A população dos quilombos era formada tanto por escravos e escravas quanto por indígenas e homens livres, mestiços ou brancos pobres. 

Houve quilombos grandes e pequenos, alguns com milhares de pessoas, outros com algumas centenas, sendo os pequenos os mais comuns. Nos quilombos os fugidos constituíam famílias, criando uma nova forma de sociedade, na maioria dos casos livre da escravidão. 

Na chegada daquele novo escravo Francisco o Itaúna ou pedra preta, negro forte corajoso e bom de briga e guerra que sabia a arte de se esconder e que corria quilômetros sem se cansar. Chico logo conheceu uma escrava branca de olhos azuis como o céu e cintilante quanto o mar seu nome era Inácia, pois era filha de fazendeiros que viviam de plantação de café e mandioca na confecção de farinhas de mandioca em meio aquela terra hostis com homens maus de um arraial chamado Tabuleiro.

Inácia teve seu nome trocado por, Céu nos olhos por ser uma linda moça companheira e ajudadora de olhos de um puro anil, em todas as tarefas era prestativa  e logo o moço Chico se apaixona por aquela escrava branca de olhos azuis da cor do céu que deu origem ao seu apelido; Vitoria (por causa da lenda indígena da Vitoria Regia). Assim como em outros municípios da Zona da Mata, a região onde se localiza o município de Tabuleiro teve como seus primeiros habitantes índios das tribos Croatos e Cropós e também em suas matas os Puris. 

Na segunda metade do século dezessete, Por volta de 1767, o Padre José Manoel de Jesus Maria inicia o processo de catequese dos índios na então freguesia do Mártir São Manoel dos Rios Pomba e Peixe dos Índios Croatos e Cropós, sendo que 74 anos depois, pela lei provincial de 7 de abril de 1841, foi criado o curato do Senhor Bom Jesus da Cana Verde no local onde hoje funciona a própria sede da prefeitura municipal de Tabuleiro.

Tudo indica que a origem do nome de Tabuleiro remete ao modo como viajantes tropeiros e mascates denominavam a região, pois, quando por ali passavam, eram recebidos pelos moradores vendendo doces, pães, bolos e alimentos diversos em tabuleiros de madeira que eram colocados nas janelas das casas. 

Em 02 de janeiro de 1866 Tabuleiro é elevado a distrito com o nome de Tabuleiro do Pomba pela Lei Provincial n° 1275 e posteriormente ratificada, já na república, pela Lei Estadual n° 02 de 14 de setembro de 1891. Em 1911 é figurada como Vila e em 12 de dezembro de 1953, pela lei n° 1.039 é o primeiro município a emancipar-se política e administrativamente de Rio Pomba. 

A 1° de janeiro de 1954 é celebrada a sessão solene de instalação do município assim descrita pelo jornal O Imparcial: Naquele lugar moravam os pais de Inácia ate que foram ameaçados e perseguidos por duros cafeicultores em busca de terras para seus plantios e suas ocupações que eram feitas de mortes e violência.

As casas dos colonos eram queimadas e expulsos de suas propriedades e a partir dai se tornavam escravos dos grandes senhores de engenho e cafeicultores com sua força politica e corrupta chegavam com seus matadores de alugueis tomando de maneira covarde e cruel suas propriedades subjugando os que ficavam vivos que eram tratados como escravos brancos. Ali no subjugo dos chicotes cresceu a linda escrava branca Inácia com seus olhos de cor azul da cor do mar. Um belo dia ainda adolescente Inácia trabalhava na dura colheita de café. 

Linda e perseguida pelos patrões e seus filhos por sua beleza, foi atacada em meio ao estradão um caminho escuro cercado por uns matagais e animais. Inácia foi atacada por cinco dos homens do seu Senhor e nesta luta Inácia foi feroz como uma onça, mas em seu corpo jovem e frágil foi subjugada; Pelos malfeitores homens maus e perseguidores.

Ali perto quatro dos índios Puris estavam caçando com suas flechas envenenadas por ervas cujo veneno adormecia os animais que eram levados para servirem de alimentos e seus ossos de adereços e pontas de lança armas usadas na caça e na proteção contra homens perseguidores em busca de terras para plantio. 

A guerra e as lutas eram constantes entre os senhores dos vilarejos com os índios que viviam de maneira pacifica e ordeira em meio das matas de Bocaina de Botafogo. Foram cinco flechadas certeiras e aqueles animais vestidos de gente, pois assim eram chamados os capatazes, feitores e matadores de alugueis por seus maus por sua origem e piores dos que os animais.

Salvo de seus algozes a adolescente Inácia foi protegida pelos Índios Puris. O chefe daquele grupo de caça foi o moço índio Caipora hábil caçador que não se condoía de matar animais cortando com sua faca feita de ossos os pescoços. 

Ali estavam agora indefesos os homens capatazes hediondos completamente adormecidos pelo veneno das pontas das flechas, Caiporas da uma ordem matam como o carcará ave de rapina sem dó nem pena e cortando suas jugulares e jogam no rio para serem levados para longe de suas aldeias. E assim foi feito, levaram aquela moça branca e escrava que perdeu seu direito de liberdade pela maldade dos brancos. É levada em proteção para a aldeia próxima ao Quilombo de Bocaina do Botafogo.

Na crença daqueles índios os homens que morriam que não pertencia a tribo deveriam ser jogados nos rios assim fazendo trariam para os índios abundancia de peixes. Isto era orientado pelo Pajé: O pajé era uma figura de extrema importância dentro das tribos indígenas do Brasil. Detentor de muitos conhecimentos e da história da tribo, ele é o indígena mais experiente. Eram os Pajés responsáveis por passar adiante a cultura, história e tradições da tribo. 

O pajé também possui a função de curandeiro dentro da tribo, pois conhecia diversos rituais e também o poder da cura com ervas e plantas. O pajé também possui a função de líder espiritual da tribo. Ele conhece os meios de entrar em contato com os espíritos e deuses protetores da tribo.

Muitas lendas indígenas eram ensinadas pelos pajés; vamos ver uma delas: A lenda da Vitória Régia, muito conhecida na região Norte do Brasil, surgiu de algumas crenças indígenas da tribo tupi-guarani a respeito dos deuses. E era essa lenda que os pajés contavam para explicar o surgimento da planta Vitória Régia. Há muito tempo atrás, na tribo dos índios tupi-guarani, contavam uma história em que a lua, que era chamada de Jaci pelos índios, era um lindo deus guerreiro e que quando a noite começava Jaci beijava os rostos das mais belas virgens índias da aldeia. Ele as namorava e sempre que se escondia atrás das montanhas escolhia uma moça para levar consigo.  Quando isso acontecia, a moça deixava a sua forma humana e virava uma estrela.

Essa história era contada para todos da tribo, e uma jovem muito bela e guerreira, chamada Naiá, era apaixonada pela lua e queria muito ser levada e transformada em uma estrela. Os anciãos da tribo dela alertava a índia, pois quando uma moça era levada por Jaci e nunca mais voltava: Deixavam de ser humana. Mas Naiá não se importava, o que ela queria mesmo era ser uma estrela a brilhar no céu. Todas as noites ela ia à procura da lua, sempre a seguia em todo lugar que estivesse. 

Fazia cavalgadas pelas montanhas, pelas matas, subia e descia os montes, mas não conseguia alcançar Jaci e nada lhe acontecia. A jovem índia começou a ficar obcecada, parou de comer e de beber, só pensava na lua e em nada mais. Em uma linda e iluminada noite, Naiá parou um pouco sua caminhada e chegou perto de um riacho para descansar e beber um pouco de água.

Ao se aproximar das águas do riacho viu a lua refletida na água, imediatamente a índia achou que Jaci havia descido do céu para encontra-la e sem pensar duas vezes, Naiá se atirou dentro da água de encontro ao seu amado deus. Ela estava tão deslumbrada com seu desejo de ser levada pela lua que depois de pular dentro da água se deu conta que era apenas um reflexo, tentou sair, mas não conseguiu, a índia acabou se afogando dentro das águas e nunca mais foi vista por ninguém. 

Ao ver o que havia ocorrido com Naiá, Jaci, o deus da lua, ficou muito comovido e quis encontrar uma forma de recompensar o sacrifício feito pela bela jovem. Foi então que ele a transformou em uma estrela das águas, essa seria uma estrela única e deferente de todas as outras. A Vitória Régia é uma planta aquática, suas flores são brancas e só se abrem a noite, para serem iluminadas pela lua, exalando um perfume muito agradável.

Voltando a historia da escrava branca salva pelos índios que passou a ser chamada de Vitoria, por causa da lenda da Vitoria Régia, pois ela era branca como a flor da planta aquática que tinha os azuis cintilantes em suas pétalas como o azul dos olhos da moça. Como ela insistia em ser chamada por Inácia; Passou a ser chamada de Vitoria Inácia. Ali entre os índios Puris aquela escrava branca agora tratada com carinho e cuidada pelas índias mais velhas, pois era assim naquela comunidade indígena as mais experientes cuidavam como mães das mais novas. 

Inácia agora escondida e guardada pelos índios Puris passa a viver entre sua nova família a família dos selvagens e fortes contra os inimigos e homens maus, mais benevolentes e protetores dos homens bons os índio Puris da Bocaina. Seu nome Inácia é trocado por açucena agora batizada pelo Pajé da tribo: Que quer dizer branca e singela, a escrava branca e adolescente vive agora livre em meio a sua nova família a Vitoria Inácia ou Açucena.

Assim como na chegada de Chico Itaúna a pedra preta cercada de curiosidades das índias solteiras. Vitoria Inácia a Açucena foi cercada pelos índios jovens e solteiros que nunca viu uma moça tão branca e doce como aquela. O escravo Chico Itaúna negro por natureza fugitivo que vivia ainda com os índios Puris saiu a caça e ensinava aos índios a arte da caça das tribos africanas arte aprendida com seu avô que tinha sido cacique de sua tribo de origem dos Zulu: Zulu é o maior grupo étnico na África do Sul, sendo a sua população de mais ou menos 11 milhões de pessoas   e eram considerados como cidadãos de terceira classe durante o regime do apartheid.

APARTHEID A SEGREGAÇÃO RACIAL NA AFRICA: A Apartheid foi uma política de segregação social ocorrida na África do Sul entre 1948 e 1994, com a ascensão do Partido Nacional, cujo governo foi composto por uma minoria branca. O país foi governado por esta minoria que adotou desde 1948 uma política de segregação racial. Com o fortalecimento do regime entre as décadas de 1960 e 1970, uma forte oposição se fez presente. 

O Partido Nacional tinha como parâmetro as ideias de superioridade racial branca e para manutenção de seu governo e desse sistema investiu em vigilância e repressão constantes. Os casamentos entre brancos e negros eram proibidos e o ato sexual de brancos com não brancos, se descobertos, eram punidos com prisão. Somente brancos atuavam nos cargos diretivos do governo, no parlamento e eram eles os proprietários de terras produtivas. Já aos negros cabia o trabalho como mão de obra barata nas fazendas, nas minas e na indústria.

Além disso, a circulação pelo país era restrita e controlada por diversos documentos de identificação ou passes e salvo-condutos. A burocracia foi uma importante estratégia de controle sobre mulheres e homens negros e sua livre circulação pelo país. Nelson Mandela foi o maior defensor dos negros durante a segregação racial, lutou contra o racismo e ficou preso por 27 anos. A apartheid representou a transformação do racismo em lei na África do Sul - a segregação racial foi legalmente aceita entre 1948 e 1994. 

Os zulus que eram considerados pela apartheid terceira classe das criaturas; São povos que vivem na África, mais especificamente na região da África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique Atualmente os zulus, tem expansão e poderes políticos restritos, mas no passado, foi uma nação guerreira que resistiu ao máximo à invasão Imperialista Britânica e Bôeres no século XIX.

Eles moram em cabanas, feitas de palhas de árvores próprias das florestas tropicais e em forma circular, sem janelas e facilmente desmontáveis. Na filosofia do povo Zulu; Os homens vivem para a caça e para a guerra. Todos os ensinamentos de caça dos Zulus foram passados para Chico Itaúna que agora passa os costumes milenários das tribos da África antiga. O avô do escravo descendente dos reis Zulus com seu olhar altivo de cacique, embora sendo escravo judiado não perdeu sua dignidade dos chefes das tribos. 

Com sua voz forte de trovão ensinava os costumes da tribo os Zulus para Chico Itaúna: Na tribo Zulu quando um rapaz tinha idade suficiente para passar a guerreiro, era despojado das roupas e, todo o seu corpo, pintado de branco, davam-lhe a seguir um escudo para se proteger e uma azagaia ou pequena lança para matar animais ou inimigos. Soltavam-no então dentro do mato. Quem o visse, ainda enquanto estivesse pintado de branco, deveria caça-lo e mata-lo. E esta tinta branca levava cerca de um mês para desaparecer. Por isso o rapaz era obrigado a ficar no mato durante um mês viver da melhor forma que pudesse.

Durante um mês era está a sua vida, tanto sob um calor ardente quanto sob chuva ou frio. Quando finalmente a pintura branca desaparecia, ele podia regressar à sua aldeia. Era recebido então com grande alegria e permitia-se que tomasse seu lugar entre os jovens guerreiros da tribo. 

Mas eles não eram enviados nas matas fechadas sem os treinamentos dos caciques que eram exímios guerreiros ali no meio das florestas entre os animais ferozes, o índio tinha que ser o caçador e predador e ao mesmo tempo presa e mais um na cadeia alimentar daquele lugar. Tinha que se proteger e caçar usando as técnicas de caça de se esconder e também lutar pela sobrevivência. 

Chico Itaúna o homem de pedra como era chamado saia para a caça e trazia suas caças para a tribo Puris, e sempre quando chegava à aldeia da Bocaina de Botafogo, tinha festa e o que não faltava no fogo das fogueiras improvisadas eram as carnes dos animais. Quando Chico Itaúna chegou jovem negro e bonito, forte e valente foi recebido com festa e logo apresentado para a escrava branca de olhos azuis e singela, muito bela com seus cabelos claros agora soltos sem os lenços protetores e o grande chapéu de palha que sombreava seu rosto.

O homem de pedra Itaúna abre um sorriso com seus dentes brancos cuidado com ervas e ossos de animais, pois era assim que cuidavam dos dentes e hálitos com plantas dos ensinamentos dos ancestrais: Sem tecnologia, itens tirados da natureza faziam sucesso na busca pelo sorriso perfeito. Antigamente o homem já fazia bochechos com uma mistura de hortelã e água para deixar o hálito mais agradável, portanto naquela tribo o cultivo da hortelã era fundamental para manter o hálito saudável. Alguns povos usavam galhos, folhas de árvores e penas para essa função. 

Outros, pequenas lascas de madeiras entendidas como palitos e há até os que usavam as próprias mãos para fazer a higienização bucal com plantas que criavam em suas resinas espumas amargas mais eficazes na limpeza bucal. Ao ver aquele sorriso bonito e simpático daquele grande e forte ébano, pois Chico Itaúna destaca-se por sua altura com quase dois metro de altura e seus ombros largos e fortes que parecia ter muito mais de dois metros em sua altura.

Vitoria Inácia; a Açucena nome dado pelo Pajé por sua pele branca e singela ficou encantada e seu pequeno coração de moça nova nunca tinha batido tão forte, parecia que ia saltar de seus lábios rosas por natureza. Não podia negar; alguma coisa aconteceu com ela a partir daquele momento sentiu que estava diante do homem de sua vida, e olha que aquilo não era algo comum como nos dias hoje. 

Quando as jovens se apaixonavam era única sua paixão. Itaúna agora suado pelas caçadas e cansado da longa caminhada carregando junto com o pequeno grupo de caçadores as carnes das caçadas, pede licença para a moça bonita de olhos tão azuis que nunca fora visto por ele.

O índio Barnabé Crescêncio o Coto amigo agora mais que irmão do Itaúna o homem de pedra; como gostava de ser chamado, índio que cresceu nas fazendas dos brancos, mas quando adolescente foi resgatado de seu cativeiro pelos Guerreiros Puris que eram homens treinados e guerreiros que resgatavam os índios Tupis e Guaranis dos jugos dos brancos em busca de servidão. 

Chamada como a bandeira de caça aos índios no Brasil do século dezessete: Neste período inicio o ciclo da caça aos índios, os holandeses dominaram vários pontos africanos em que os portugueses obtinham escravos. Com pouca quantidade de escravos para atender as necessidades dos fazendeiros e senhores de engenho brasileiros, ocorreu uma procura maior por mão-de-obra escrava indígena.

Foi então que muitos bandeirantes, principalmente paulistas, aproveitaram a situação para entrar neste negócio. Agora pergunto os Bandeirantes eram heróis ou vilões da historia Brasileira. A corrupção e busca pelo o ouro não é coisa nova no Brasil.

As bandeiras de caça ao índio foram expedições (bandeiras) organizadas por paulistas (bandeirantes), que tinham como objetivo capturar e aprisionar indígenas. Estes eram vendidos para servirem de mão-de-obra, principalmente na agricultura. A maioria das bandeiras de caça ao índio foi em direção ao sul do Brasil, pois nesta área havia maior concentração de aldeamentos indígenas controlados pelos jesuítas.

A preferência pelos indígenas dos aldeamentos do sul também tinha outra justificativa. Os índios destes aldeamentos já estavam acostumados com o trabalho agrícola, em função dos ensinamentos dados pelos jesuítas. Estes indígenas trabalhavam no plantio e colheita destes aldeamentos. Como conheciam o trabalho, era uma mão-de-obra que os bandeirantes conseguiam obter maior valor de venda. 

A maior parte dos indígenas capturados por estas bandeiras foram vendidos para fazendeiros de São Paulo. Mas a Capitania do Rio de Janeiro e os senhores de engenho do Nordeste também compraram esta mão-de-obra, embora em menor quantidade. E foi em uma destas caçadas que o menino Barnabé Crescêncio foi levado para a venda como um escravo branco.

Comprado junto com alguns índios que foram amarrados e trazidos para a escravidão em Minas Gerais comprado na grande feira de São Paulo não tinha hortigranjeiros, mas sim homem e mulheres em comum acordo dos Jesuítas que treinavam para valorização dos preços por causa do conhecimento nos cultivos do roçado. Os Bandeirantes que eram os mercadores desta mercadoria útil para os senhores dos cafés e engenhos de açúcar. 

Amarrados a uma carroça e cercados por quatro capangas que na verdade eram matadores profissionais. Com aqueles quatro não tinha perdão a tentativa e a força para escapar era punida com agressões e torturas. Barnabé Crescêncio menino novo ágil e bom por sua natureza foi tirado de sua família pelos Jesuítas e agora vendido para as terras mineiras como escravo dos cafezais pelos Bandeirantes.

Neste tempo tinha surgido a lenda do cavalheiro fantasma que diziam entre os índios e escravos que era a alma de uma mistura do índio branco com um escravo negro que voltava dos mortos para assombrarem os cafezais e seus senhores e saiam nas caladas das noites de lua cheia em busca de vingança e sangue dos brancos. O cavalheiro fantasma que surgia em seu cavalo preto chamado Ébano cujos olhos eram chamados de chamas de fogo, montado no cavalo Ébano saia o vingador assombrado cuja finalidade era a caça e morte dos senhores e capatazes assim como a libertação dos índios escravos brancos e os negros. 

A meia noite saia o bando do cavalheiro fantasma em busca de sangue com sua tropa de encapuzados chamados de bando das trevas, pois vestiam com roupas toda de preto e ninguém sabia sua origem. Este grupo aterrorizavam os Senhores e nas noites de lua cheia o bando colocava terror com suas armas em formas de tridentes com flechas venenosas em suas pontas caçando feitores de escravos e a soltura dos escravos que eram libertados e suas senzalas queimadas...

Como lutar com aqueles agentes das trevas os vingadores do cavalheiro fantasma. O medo e terror invadiam as noites e todos ouviam o tropel do cavalheiro e seu bando. Feita de chifre dos carneiros se ouvia ao longe antes dos ataques e queimadas com as solturas dos escravos que sumiam cobertos pela negridão da noite. Ouvia o som parecido com um berrante ou shofar dos Hebreus, alguns diziam que era o som do inferno para os senhores dos cafezais, mas para os escravos era o som do céu e de sua liberdade... 

Os escravos capturados eram levados para um lugar chamado à floresta dos malditos, pois todos que entravam naquelas matas fechadas nunca mais saiam para contar a historia daquele lugar que nem índios nem escravos ou homens brancos por mais coragem que tinham não entravam adentro daquele lugar sinistro e funesto. Na sua entrada havia esqueletos de feitores e capangas. A lenda entre os índios era que naquela mata morava o cavalheiro fantasma com seus cavalheiros das trevas.

Barnabé Crescêncio agora estava preso amarrado a carroça com sede e com fome fragilizado pelo cansaço da dura e comprida viagem. Todos os dez escravos comprados a peso de ouro estavam fracos por causa da inanição careciam de alimentos para se fortalecerem. Neste momento a escuridão começa a alcançar aquela tropa constituída dos dez escravos indígenas, o carroceiro apelidado de Bagaça, pois gostava de se embriagar com a cachaça guardada em sua cuia de cuité. 

Neste momento se ouve a ordem de parada iam acampar a beira do rio próximo a hoje Coronel Pacheco. O nome da cidade homenageia o Coronel José Manoel Pacheco (1838-1914), que foi vereador em Juiz de Fora nas legislaturas de 1873-76, 1898-1900 e 1905-07. Mas naquele tempo se chamava; Agua Limpa:

O município teve origem no antigo povoado de Água Limpa, depois conhecido por Triqueda, que tornou-se distrito de Juiz de Fora em 31 de julho de 1890. Posteriormente, a sede do distrito foi transferida, definitivamente, para o povoado de Lima Duarte, renomeado Água Limpa. Água Limpa pertenceu, entre 1938-43, ao município de Rio Novo, retornando a Juiz de Fora após esse período. Em 30 de dezembro de 1962, se emancipou de Juiz de Fora, adotando a denominação de Coronel Pacheco. Ali naquele lugar a escuridão tomou conta da noite, o silencio fúnebre era quebrado apenas pelos estalos da fogueira. 

Os escravos cansados não conseguiam dormir por causa da fome tinham comido apenas mandioca crua e dura. Os capatazes se revezavam em dupla para vigiar e guardar o acampamento, sabiam que breve chegariam ao seu destino. De repente se ouve o som tenebroso do shofar que como um grito de liberdade ecoou quebrando o silencio da noite.

Os capatazes que vigiavam ficaram atentos os que dormiam sabia que era uma emboscada do cavalheiro das trevas e seu bando de encapuzados infernais. Com suas armas chamadas: pistola de pederneira, as primeiras foram feitas no século dezessete. Era um mecanismo feito para substituir o fecho de mecha, consistia em uma pedra de sílex presa no percussor, que após ser acionado, provocava uma faísca que detonava a pólvora. 

Mas estas armas a escuridão da noite e a luz da fogueira criavam um alvo fácil para as flechas certeiras do cavalheiro das trevas e seu bando. Quatro flechadas se ecoou na calada da noite acertando os alvos dos capangas que cem imobilizados pelas flechas envenenadas com fortíssimo soníferos extraídos das plantas manipuladas pelo pajé dos índios Puris.

Naquele momento a garganta começa fechar com o choque anafilático as vistas escurecem e as pernas ficam bambas e não mais suportam o peso do corpo e caem no chão desfalecidos os homens maus e algozes dos índios escravos brancos daquela comitiva. Neste momento a figura daquele cavalheiro alto, pois dizia que a lenda tinha a aparência de três metros de altura um gigante forte e impiedoso com os escravagistas. 

Escravagistas: Homens que defendiam a escravatura, a escravidão; Chamados também de escravocrata. Que eram partidário do escravagismo, do sistema segundo o qual algumas pessoas devem ser privadas de sua liberdade, por servidão, especialmente os negros e agora com os Jesuítas e Bandeirantes os índios.

Com golpes certeiros de sua lança em forma de tridentes o Cavalheiro das trevas mata a cada um dos quatro capatazes e matadores de aluguel torturadores de índios e escravos. Seus corpos são pendurados e uma marca foi colocada a fogo no corpo uma marca de caveira como símbolo da morte; Sinal e aviso do Cavalheiro contra todos que subjugavam com maldade os escravos. Um aviso de mudanças ou tratavam bem seus escravos ou teriam a visita do bando das trevas. 

Na mesma hora alimentos de mandioca cozida e frutas como banana, laranjas e abacaxis assim como gomos da cana açucarada para os escravos índios novos ainda em sua adolescência. O cavalheiro olha para Barnabé Crescêncio e logo uma empatia se deu entre os dois. O cavalheiro sabia que ali estava um ótimo ajudante para seu bando, o cavalheiro olha para o carroceiro Bagaça e diz para ele contar a historia para todos na venda do seu Joaquim na Vila de Tabuleiro.

De repente em um abrir e fechar de olhos o cavalheiro desaparece na escuridão da noite levando com ele o seu bando e os escravos índios brancos que desapareceram e aqueles índios nunca mais foram visto por aquelas bandas. A pergunta era constante na Vila de Tabuleiro; para onde eram levados aqueles que desapareceriam juntos aos barulhos dos tropéis dos cavalos. 

O mais rápido possível o Bagaça pegou um dos cavalos ainda atrelados e em galope correu para a fazenda do seu Firmino que parecia dono e chefe maior daquelas redondezas. Diz a historia que enriqueceu explorando a vendas de escravos e das terras tomadas pela força e miras dos seus capangas matadores de alugueis. E logo que contou o enredo fúnebre de sua viagem correu para a venda do seu Joaquim o Bijoia.

Ali começa a contar a sua versão estava ainda sem sono quando ouviu um som como se fosse um gemido de uma alma penada foram três gemidos como se anunciando o ataque, logo os ouvidos aguçados dos quatro capangas dos dois que estavam acordados e ou outros dois que estavam cochilando em uma ronqueira só disse Bagaça. 

De repente como um raio quatro flechas certeiras atingiram os pescoços dos homens que caiaram sem direito a um gemido, e nem tempo de atirarem com suas pistolas pederneiras. De repente surge diante dele alumiado pela fogueira aquele cavalheiro e seu cavalo que soltava fogo em suas respiradas, o cavalheiro com um salto só empunhando uma arma branca:

A alabarda que era composta por uma haste pequena que tinha na ponta, afiada, uma espécie de machado, e em quatro golpes certeiros cortam na rapidez de um corisco os pescoços dos capangas do seu Firmino que não tiveram tempo de se defenderem. Com uma voz rouca de trovão o cavalheiro da uma ordem e quando a ordem saia de sua boca todos tremiam diante aquele mandamento. A ordem era que pendurasse os mortos nos galhos das arvores e neste momento o cavalheiro usa novamente a sua alabarda cujo fio brilha com a luz da fogueira improvisada. 

Neste momento o cavalheiro das trevas deixa a marca como um aviso para todos que maltratassem índios e escravos um xis era colocado sinal de eliminação e destruição de todos os covardes; sejam senhores, capangas e feitores todos estavam agora na mira do cavalheiro das trevas e seu bando infernal.

Seu Firmino quando vê os corpos de seus capangas solta brado de maldições e seus gritos se ouvia ao longe e jura ali diante dos mortos que destruiria o bando e o cavalheiro. Mas como matar e destruir uma alma penada que voltou das trevas para assombrar a todos os fazendeiros da região. Assim cresceu naquela região as façanhas do cavalheiro das trevas e seu bando. Com a lenda os fazendeiros começaram a tratar bem os seus escravos e colonos. 

Não havia mais os roubos das terras e os escravos das Quilombeiras tinham a paz. Ate que um dia foi proclamado a Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país.

Agora os índios selvagens deixam suas terras próximas às cidades e começam a adentrar ainda mais pelas florestas desaparecendo e refugiando pelas grandes matas. Com os fazendeiros agora sossegados e com o tratamento mais humanizados o Chico Itaúna pode descansar junto a sua amada nas terras aquilombadas de Botafogo. Ali cria sua família a família do Francisco o negro da tribo Zulu com sua amada e não se houve mais falar do terrível e temido cavalheiro de três metros de altura o fantasma do cavalheiro das trevas. 

Mas dizem que muitos colonos escutam os rastros das correntes e os urros de um cavalheiro nas noites de lua cheia ouviam o tropel de seu bando provocando calafrio e temos entre os senhores de engenho e cafeicultores. Diz o Bagaça no botequim do Bijoia que era um aviso ou tratavam bem seus empregados ou receberiam a visita do justiceiro vingador o cavalheiro das trevas.

Entre uma pitada e outra do velho é bom Chico com seu cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho, me diz com uma voz forte do cavalheiro vai deitar netinho tá tarde. Neste momento me levanto dou um beijo naquela mão de herói e respondo “boa noite vô Chico, sua bença”. 

Neste momento viro encostado no umbral daquele casebre que era nosso lar e vejo uma lagrima cair dos olhos do Francisco Itaúna; A pedra preta. Saudade não apenas ainda desejo de vingança das hostilidades e crueldades dos homens ricos e brancos!!!

Em manhã fria de inverno Chico Itaúna fecha seus olhos pela última vez, no colo de sua veia a Açucena de olhos azuis da cor do céu. O velho Chico só tinha um pedido que logo foi atendido pelos filhos dos escravos das terras Quilombeiras. 

Lança o meu corpo no rio, pois um dia voltarei em forma de um grande peixe vigiando as águas e terras de maldades. e neste dia quando anoitecer o grande peixe se transformara nos temível Cavalheiro das Trevas e seu bando para libertar os oprimidos daquele vilarejo. em um beijo suave e doce despedi do meu velho avô e logo vi o seu corpo de pedra desaparecer nas águas caudalosas do rio, descanse em paz Velho Chico Itaúna o Pedra Preta...

A lenda do cavaleiro ainda continua nas noites de lua cheia com o relincho do seu cavalo e o som do shofar; anunciando que o guardião estava a espreita e com isso ouve paz por aquelas bandas nas terras vermelhas do sertão no tropel do bando dos justiceiros!!! 

FIM... Oswaldo de Souza...

 

 


 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O JOVEM MÁRTIR ESTEVÃO: DEIXOU PRÁ LÁ, PERDOOU, ESQUECEU E PROSSEGUIU PARA A ETERNIDADE!!! NONAGÉSIMA SETIMA LIÇÃO (97) DO SEMINÁRIO E ENSINAMENTOS!!! POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR!!!


Deixar pra lá significa esquecer as angústias e humilhações do passado, não levar em conta as maldades e perseguições simplesmente DEIXAR PRA LÁ!!! Atos dos Apóstolos 7: 53 a 60...

QUEM ERA ESTEVÃO? Segundo a história, Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos da igreja nascente, a Igreja primitiva, que logo após a morte e ressureição de Jesus, saíram pregando os ensinamentos de Cristo e convertendo tanto judeus como gentios.

Segundo alguns estudiosos, Estevão pertencia a um grupo de cristãos que pregavam uma mensagem mais radical, um grupo que ficou conhecido como os Helenitas!!!

já que os seus membros tinham nomes gregos e eram educados na cultura grega e que separou do grupo dos doze apóstolos. Estevão foi detido pelas autoridades judaicas, levado diante do Sinédrio (a suprema assembleia de Jerusalém), onde foi condenado por blasfémia, sendo sentenciado a ser apedrejado (At-8).

Entre os presentes na execução, estaria Paulo de Tarso, ainda durante os seus dias de perseguidor de cristãos. Estevão é o primeiro cristão a morrer pela sua fé.

Era sem dúvida, Estevão, um verdadeiro convertido, e volto a reafirmar que a bíblia garante isso, pois o que mais se vê hoje dentro da casa de Deus, são pessoas convencidas, e que não querem e nem se preocupam em conhecer o significado da palavra conversão.

Existe hoje um evangelho interesseiro, descompromissado. E isso fez com que Estevão pregasse uma mensagem tipo espada. Por isso eu conclamo a todos na igreja da verdade que não tenham medo de falar aquilo que Deus quer que vocês falem.

CONCLUSÃO: Talvez nesse momento, você esteja sofrendo com pedradas atiradas em sua direção. Então agora observe mais algumas considerações. Ninguém que esteja longe de você pode em potencial lhe atirar uma pedra que lhe cause um dano razoável...

mas sim aqueles que estão por perto, estes são aqueles que te julgam, te condenam e querem dar a sentença, e ainda se ajuntam com aqueles, os quais chamamos de "MARIA VAI COM AS OUTRAS", para mostrarem supremacia de força, e atirarem pedras em sua vida, seu ministério ou sua família.

Enquanto você está sofrendo com as pedradas dos seus acusadores, existem ainda os que não se importam, enquanto você fica gritando por socorro, tentando suportar a dor de cada pedra, estas pessoas que você acreditava serem seus amigos, e que te ajudariam, mas te deixaram sozinho, não estão por perto. Sobre isto queria te fazer uma pergunta:

QUEM É SEU GRANDE AMIGO? VOU RESPONDER SEUS GRANDES AMIGOS SÃO SUA MÃE, SUA FAMÍLIA.

Preste bem atenção, meus irmãos, você não está sozinho, pois o Senhor Jesus Cristo disse que antes mesmo que você fosse colocado no ventre de sua mãe, Ele já o havia escolhido (Sl-139). Mas talvez você diga, "eu não sou pregador ou pregadora da palavra", então o Senhor lhe diz que ele te separou e te escolheu, e te segura pela mão direita (Is-41).

Quero encerrar dizendo a todos, uma história vivida por mim ESCRITOR OSWAQLDO DE SOUZA. Eu cresci em uma bairro pobre, na verdade era uma fazenda transformada depois em bairro, mas livre, feliz e saudável.

Próximo ao lugar onde morávamos existia um lugar o qual chamávamos de Mangueiral, pois ali existiam cerca de 50 árvores de manga. E quando chegava o tempo do fruto, juntávamos os meninos e corríamos para lá. Lá chegando passávamos por algumas árvores e íamos a uma frondosa e robusta árvore. Ela ficava no centro do pomar, pois ela era a única árvore que dava as maiores e melhores mangas. Assim, pegávamos algumas pedras e antes que alguém subisse nela, todos atiravam as pedras para derrubar alguns frutos.

SABE O EU APRENDO AQUI? Talvez o um dos maiores ensinamentos da minha vida.  "ÁRVORE QUE NÃO DÁ FRUTO, NÃO LEVA PEDRADAS"

Se você está sofrendo com pedradas, então entenda que você está FRUTIFICANDO, mas a mão de Deus vai proteger todos os seus frutos e nenhum deles se perderá. O Senhor é contigo. Deixem seus acusadores jogarem as pedras, continue como Estevão, com seus olhos voltados para o trono de Deus, pois Ele, o Senhor é teu Juiz.

Não ouse proferir algum juízo, diga a Jesus que os perdoe, ore por eles, ainda que isso pareça difícil, pois Deus mudou a vida de Jó enquanto ele orava por seus amigos. Eu estarei orando por cada uma das vidas na igreja que estão congregando conosco. Seja quem for, esteja onde estiver Deus vai te abençoar na entrada e na saída, amém. PORTANTO DEIXA PRÁ LÁ, PERDOA, ESQUEÇA E PROSSIGA – LEMBREM-SE: ESQUECIMENTO E PROSPERIDADE!!!

Deus te abençoe!!! Oswaldo Souza...


 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

O JOVEM MÁRTIR ESTEVÃO: DEIXOU PRÁ LÁ, PERDOOU, ESQUECEU E PROSSEGUIU PARA A ETERNIDADE!!! - POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR...


Deixar pra lá significa esquecer as angústias e humilhações do passado, não levar em conta as maldades e perseguições simplesmente DEIXAR PRA LÁ!!! Atos dos Apóstolos 7: 53 a 60 – três atitudes foram importantes para a preservação da humanidade: 1 – ATITUDE DE JOSÉ - Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento. SEM O PERDÃO, ESQUECIMENTO E O PROSSEGUIR, CERTAMENTE A HISTÓRIA DE ISRAEL ACABAVA ALI!!!

2 – ATITUDE JESUS CRISTO: Veja o exemplo de Jesus foi vilipendiado (difamado), foi escarnecido (zombado, ridicularizado e menosprezado). Colocaram uma coroa de espinha em sua cabeça... Foi chicoteado, foi crucificado... Sabe o que Jesus o cristo fez?

DEIXOU PRA LÁ: Pai, perdoa esse homem ou Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem é uma das falas de Jesus Cristo durante a sua crucificação, registrada no Evangelho de Lucas 23:34 na Bíblia, mostrando seu exemplo supremo de amor e perdão aos que o crucificavam, mesmo em meio à dor extrema.

A Palavra de Jesus a Pedro: Jesus diz a Pedro: "Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?" (Mateus 26:53). Naquela época, uma legião romana era composta por cerca de 6.000 soldados. Portanto, 12 legiões representariam um exército de mais de 72.000 anjos prontos para intervir.

JESUS COM O PERDÃO NÃO SOMENTE SALVOU A IGREJA DOS PECADOS DANDO A SALVAÇÃO ETERNA, MAS PRESERVOU A HUMANIDADE DE UMA CATÁSTROFE!!! AMÉMMM...

QUEM ERA ESTEVÃO? Segundo a história, Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos da igreja nascente, a Igreja primitiva, que logo após a morte e ressureição de Jesus, saíram pregando os ensinamentos de Cristo e convertendo tanto judeus como gentios.

Segundo alguns estudiosos, Estevão pertencia a um grupo de cristãos que pregavam uma mensagem mais radical, um grupo que ficou conhecido como os Helenitas, já que os seus membros tinham nomes gregos e eram educados na cultura grega e que separou do grupo dos doze apóstolos.

Estevão foi detido pelas autoridades judaicas, levado diante do Sinédrio (a suprema assembleia de Jerusalém), onde foi condenado por blasfémia, sendo sentenciado a ser apedrejado (At-8). Entre os presentes na execução, estaria Paulo de Tarso, ainda durante os seus dias de perseguidor de cristãos. Estevão é o primeiro cristão a morrer pela sua fé.

Era sem dúvida, Estevão, um verdadeiro convertido, e volto a reafirmar que a bíblia garante isso, pois o que mais se vê hoje dentro da casa de Deus, são pessoas convencidas, e que não querem e nem se preocupam em conhecer o significado da palavra conversão. Existe hoje um evangelho interesseiro, descompromissado. E isso fez com que Estevão pregasse uma mensagem tipo espada. Por isso eu conclamo a todos na igreja da verdade que não tenham medo de falar aquilo que Deus quer que vocês falem.

CONCLUSÃO: Talvez nesse momento, você esteja sofrendo com pedradas atiradas em sua direção. Então agora observe mais algumas considerações. Ninguém que esteja longe de você pode em potencial lhe atirar uma pedra que lhe cause um dano razoável, mas sim aqueles que estão por perto, estes são aqueles que te julgam, te condenam e querem dar a sentença, e ainda se ajuntam com aqueles, os quais chamamos de "MARIA VAI COM AS OUTRAS", para mostrarem supremacia de força, e atirarem pedras em sua vida, seu ministério ou sua família.

Enquanto você está sofrendo com as pedradas dos seus acusadores, existem ainda os que não se importam, enquanto você fica gritando por socorro, tentando suportar a dor de cada pedra, estas pessoas que você acreditava serem seus amigos, e que te ajudariam, mas te deixaram sozinho, não estão por perto. Sobre isto queria te fazer uma pergunta, QUEM É SEU GRANDE AMIGO? Vou responder seus grandes amigos são sua mãe, sua família.

Preste bem atenção, meus irmãos, você não está sozinho, pois o Senhor Jesus Cristo disse que antes mesmo que você fosse colocado no ventre de sua mãe, Ele já o havia escolhido (Sl-139). Mas talvez você diga, "eu não sou pregador ou pregadora da palavra", então o Senhor lhe diz que ele te separou e te escolheu, e te segura pela mão direita (Is-41).

Quero encerrar dizendo a todos, uma história vivida por mim ESCRITOR OSWAQLDO DE SOUZA. Eu cresci em uma bairro pobre, na verdade era uma fazenda transformada depois em bairro, mas livre, feliz e saudável.

Próximo ao lugar onde morávamos existia um lugar o qual chamávamos de Mangueiral, pois ali existiam cerca de 50 árvores de manga. E quando chegava o tempo do fruto, juntávamos os meninos e corríamos para lá. Lá chegando passávamos por algumas árvores e íamos a uma frondosa e robusta árvore.

Ela ficava no centro do pomar, pois ela era a única árvore que dava as maiores e melhores mangas. Assim, pegávamos algumas pedras e antes que alguém subisse nela, todos atiravam as pedras para derrubar alguns frutos. SABE O EU APRENDO AQUI? Talvez o um dos maiores ensinamentos da minha vida.  "ÁRVORE QUE NÃO DÁ FRUTO, NÃO LEVA PEDRADAS"

Se você está sofrendo com pedradas, então entenda que você está FRUTIFICANDO, mas a mão de Deus vai proteger todos os seus frutos e nenhum deles se perderá. O Senhor é contigo. Deixem seus acusadores jogarem as pedras, continue como Estevão, com seus olhos voltados para o trono de Deus, pois Ele, o Senhor é teu Juiz.

Não ouse proferir algum juízo, diga a Jesus que os perdoe, ore por eles, ainda que isso pareça difícil, pois Deus mudou a vida de Jó enquanto ele orava por seus amigos. Eu estarei orando por cada uma das vidas na igreja que estão congregando conosco. Seja quem for, esteja onde estiver Deus vai te abençoar na entrada e na saída, amém. PORTANTO DEIXA PRÁ LÁ, PERDOA, ESQUEÇA E PROSSIGA – LEMBREM-SE: ESQUECIMENTO E PROSPERIDADE!!!

Deus te abençoe!!! Oswaldo Souza...


 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

DEIXA PRA LÁ PERDOA, ESQUEÇA E PROSSIGA: MENSAGEM BÍBLICA!!! UMA COLETANIA DOS MEUS 256 LIVROS GRATUITOS POSTADOS: ESCRITOR, PESQUISADOR E HISTORIADOR BÍBLICO OSWALDO DE SOUZA!!!


Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. Fil 3:13-14!!! 

Deixar pra lá significa esquecer as angústias e humilhações do passado, não levar em conta as maldades e perseguições simplesmente DEIXAR PRA LÁ!!! Veja o exemplo de Jesus foi vilipendiado (difamado), foi escarnecido (zombado, ridicularizado e menosprezado). Colocaram uma coroa de espinha em sua cabeça...

FOI CHICOTEADO: A Bíblia não menciona explicitamente o número exato de chicotadas que Jesus recebeu. No entanto, tradicionalmente, baseia-se no costume judaico de aplicar 39 chicotadas (quarenta menos uma) para evitar erros na contagem da lei mosaica. A flagelação romana era brutal, frequentemente usando chicotes de múltiplas pontas com metal e ossos.

FOI CRUSCIFICADO - Feito maldito pela cruz, pois a bíblia diz assim: A frase "Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro" é uma citação bíblica encontrada em Gálatas 3:13 (citando Deuteronômio 21:23) que descreve a maldição divina sobre criminosos expostos após a morte. No Novo Testamento, essa expressão destaca que Jesus se fez maldição em lugar dos homens, resgatando a humanidade da condenação da lei.

Sabe o que Jesus o cristo fez? DEIXOU PRA LÁ: Pai, perdoa esse homem ou Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem é uma das falas de Jesus Cristo durante a sua crucificação, registrada no Evangelho de Lucas 23:34 na Bíblia, mostrando seu exemplo supremo de amor e perdão aos que o crucificavam, mesmo em meio à dor extrema.

VEJA OUTRO EXEMPLO JOSÉ DO EGITO: Teve dois sonho, Os sonhos de José, relatando sua futura superioridade sobre os irmãos e pais, estão em Gênesis 37:5-11. O primeiro envolve feixes de trigo curvando-se ao seu, e o segundo mostra o sol, a lua e onze estrelas se inclinando a ele. Esses sonhos geraram inveja e ódio, levando à sua venda.

Seu irmão com ciúme e inveja começou a maltratar a José: Movidos por inveja e ódio, os irmãos de José o jogaram em uma cisterna (POÇO), planejaram matá-lo, mas acabaram vendendo-o como escravo a mercadores ismaelitas por vinte moedas de prata, que o levaram para o Egito; para justificar sua ausência, sujaram a túnica especial de José com sangue de animal e enganaram seu pai, Jacó, fazendo-o acreditar que José havia sido morto por uma fera selvagem, conforme narrado no livro de Gênesis na Bíblia.

JOSÉ NA CASA DE POTIFAR: A história de José na casa de Potifar está narrada principalmente em Gênesis, capítulo 39, especialmente os versículos 2 a 5, que destacam a bênção de Deus sobre José e como ele prosperou, sendo feito mordomo de Potifar, e os versículos 7 a 12, que descrevem a tentação pela mulher de Potifar e a fuga de José, deixando sua capa, resultando em sua prisão... FOI ACUSADO INJUSTAMENTE!!!

DEIXAR A CAPA: José deixou sua capa (ou túnica) na Bíblia em dois momentos cruciais: primeiro, quando foi jogado no poço por seus irmãos, que a rasgaram e a sujaram para simular sua morte, simbolizando a perda de sua inocência e posição familiar. Depois, em sua casa no Egito, ao fugir da esposa de Potifar, ele a deixou para trás para escapar do adultério, demonstrando sua integridade e pureza, mesmo que isso o levasse à prisão, mas preservando sua fidelidade a Deus.

PRISÃO DE JOSÉ DO EGITO: José foi levado ao Egito e vendido a Potifar, oficial do Faraó e comandante da guarda. Na casa de Potifar, ele prosperou, mas foi falsamente acusado pela esposa de seu senhor, após resistir às suas tentativas de sedução. Por essa acusação, José foi lançado na prisão. JOSÉ TORNOU-SE GERENTE NA PRISÃO!!!

Na prisão, José encontrou favor diante do carcereiro, que o encarregou de todos os outros presos. Lá, ele interpretou os sonhos do copeiro e do padeiro do Faraó, que também estavam presos. A interpretação para o copeiro foi favorável (seria restaurado ao seu cargo), e para o padeiro, desfavorável (seria executado). Tudo aconteceu como José havia interpretado.

José era o governador daquela terra e era ele que vendia grãos a todos os povos. Por isso, quando os irmãos de José chegaram, curvaramse diante dele com o rosto em terra. DIANTE DOS SEUS IRMÃO SABE O QUE JOSÉ FEZ? DEIXOU PRA LÁ ESQUEÇOU TUDO E ABENÇOOU SUA FAMILIA!!! – Esquecendo que para traz ficam!!!

JOSÉ PERDOOU SUA FAMILIA: E cuidou do seu pai e irmãos restaurando o vínculo quebrado e a capa rasgada; teve seu primeiro filho MANASSÉS, QUE QUER DIZER ESQUECIMENTO!!! Aquele que faz esquecer ou Deus me fez esquecer...  Aí veio seu segundo filho José colocou o nome de EFRAIM, QUE QUER DIZER NA BIBLIA FRUTIFERO, PROSPERO!!! DEPOIS DO ESQUECIMENTO A PROSPERIDADE...

Olha meus irmãos esqueçam e perdoam as injurias: DEIXA PRA LÁ e prossigam para a prosperidade do SENHOR NOSSO DEUS QUE NOS ABENÇOU COM TODA SORTE DE BENÇÃOS NAS REGIÕES CELESTIAIS!!! Lembram-se só chegam as regiões celestes quem??? PERDOOU – ESQUECEU E PROSSEGUIU. DEIXA PRA LÁ!!!

JOSÉ, UM HOMEM QUE COLHEU ALÉM DOS LIMITES: Vejamos o exemplo de José que sonhou e recebeu em dimensões maiores daquilo que sonhou ou imaginou... José sonhou em ser líder de sua tribo e família e Deus o fez um líder da nação mais poderosa desta terra. - Pelo que Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento. Assim não fostes vós que me enviastes para cá: 

SENÃO DEUS, QUE ME TEM POSTO POR PAI DE FARAÓ, E POR SENHOR DE TODA A SUA CASA, E COMO REGENTE EM TODA A TERRA DO EGITO. (Gênesis 45:7,8) ...

José reconheceu que tudo era um plano de Deus, seu sofrimento e abandono, suas lutas e privações foram pela permissão de Deus para forjar nele um perfil: PERDOADOR E VENCEDOR!!! AMÉMMMMMM...

DEUS fez com que JOSÉ colhesse além dos limites, além do esperado. Claro que quando José foi vendido ao Egito, ele não imaginava que alcançaria o posto que alcançou, nem que chegaria aonde chegou, apesar de seus sonhos nobres de grandeza. Meu irmão sonhe e pense grande, Deus sempre vai fazer uma dimensão maior do que sonhou a ponto de ser imensurável (que não dá para contar) ...

Diga amém e profetiza!!! Precisamos ser como José. Para termos uma colheita extraordinária, além do limite, é necessário ter fé e ser perdoador, e acreditar, crer e confiar nas promessas infalíveis de Deus. 2 Coríntios 1:20 – “Pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, todas têm em Cristo o “sim”. Por isso, por intermédio dele, o “Amém” É PROCLAMADO POR NÓS PARA A GLÓRIA DE DEUS”. 

PROCLAMAR = Anunciar; fazer uma declaração publicamente, em voz alta e, geralmente, de maneira solene: VAMOS PROCLAMAR; “EU VOU VIVER TODAS AS PROMESSAS DE DEUS NESTA TERRA – SAÚDE, PROSPERIDADE, BÊNÇÃOS FAMILIARES, BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS”!!! AMÉM...

JACÓ E ESAU: ESAU DISSE “DEIXA PRA LÁ”!!! 

Na Bíblia, Jacó fez duas coisas principais com seu irmão Esaú: primeiro, enganou-o para roubar-lhe o direito de primogenitura por um prato de lentilhas quando Esaú estava com fome, e depois, enganou-o novamente com a ajuda de sua mãe Rebeca para roubar a bênção patriarcal de Isaque, que era destinada a Esaú. Esses atos geraram grande ódio em Esaú, levando Jacó a fugir por 20 anos, mas eles se reconciliaram mais tarde, com Jacó oferecendo presentes para apaziguar Esaú, que o perdoou. E DISSE DEIXA PRA LA: ESQUEÇA E VAMOS PROSSEGUIR!!!

Disse mais Jacó: Deus de meu pai Abraão, e Deus de meu pai Isaque, o Senhor, que me disseste: Torna-te à tua terra, e a tua parentela, e far-te-ei bem; Menor sou eu que todas as beneficências, e que toda a fidelidade que fizeste ao teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão, e agora me tornei em dois bandos.

LIVRA-ME, PEÇO-TE, DA MÃO DE MEU IRMÃO, DA MÃO DE ESAÚ; porque eu o temo; porventura não venha, e me fira, e a mãe com os filhos. E tu o disseste: Certamente te farei bem, e farei a tua descendência como a areia do mar, que pela multidão não se pode contar. Gênesis 32:9-12...

Uma paz para Jacó, agora renomeado por Israel, Gênesis 33 comentado narra a instauração da paz entre Jacó e Esaú, as vezes temos que colocar nossos problemas nas mãos de Deus, e apenas assim podemos vencer nossos problemas, quando não enxergamos uma solução, ela só pode estar nãos mãos do Senhor. “Levantou Jacó os olhos, e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele.” (Gn 33:1) ...

Jacó vivia por meio de artimanhas, enganos e ataques. Quando as coisas não iam bem, encontrava um jeito de manipular as circunstâncias. A forma de como agiu com o irmão e seu sogro evidenciava a esperteza e suas táticas. Depois da luta com Deus e de vê-Lo cara a cara, Jacó não era mais o mesmo homem. JACÓ TEVE UM ENCONTRO COM DEUS QUE O TRANSFORMOU DE USURPADOR EM ABENÇOADOR!!!

Mesmo sofrendo uma transformação espiritual, tinha receio que Esaú levasse a efeito a ameaça de matá-lo. Jacó estava em dificuldades e tinha que solucionar o problema do encontro com seu irmão. Anteriormente Jacó havia buscado em Deus respostas para o temido encontro. Em sua oração lembrou a Deus que o protegeria em sua volta a Canaã (Gn 32:9); - Reconheceu o quanto Deus o havia abençoado e confessou ser indigno (Gn 32:10) ...

Pediu livramento da mão de seu irmão porque o temia (Gn 32:11); - E, lembrou a Deus de Suas promessas para com ele (Gn 32:12). Naquela oração disse a Deus exatamente o que queria. Daí em diante era seguir em frente fosse o que Deus quisesse. Seu destino estava nas mãos de Deus. A ORAÇÃO NOS COLOCA NAS MÃOS DE DEUS É O GUARDA DE ISRAEL NELE PODEMOS CONFIAR!!!

Chegou o momento tão esperado. Jacó olhou e viu Esaú se aproximando. Lá estava, diante dele, o valente caçador e guerreiro que o havia jurado de morte (Gn 27:41) - E Esaú odiou a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; e matarei a Jacó meu irmão. Gênesis 27:41. SÓ DEU ATRAVÉS DA ORAÇÃO MUDA O CORAÇÃO DO HOMEM!!!

Jacó nada sabia sobre os sentimentos de Esaú quanto ao passado, mas lembrou da promessa de Deus e prosseguiu (Gn 31:3). - E disse o Senhor a Jacó: Torna-te à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo. Gênesis 31:3. QUANDO ORAMOS DEUS SEMPRE NOS RESPONDE!!! 

Jacó reconheceu que havia errado e queria consertar o que fez a seu irmão. Era um homem diferente. Também era um guerreiro, um estrategista. Estava pronto para reencontrar seu irmão. Nervoso dividiu sua família, servos e rebanho em grupos e aproximou-se de Esaú.

O que parecia ser um acontecimento trágico tornou-se um dos mais belos momentos na vida dos filhos de Isaque. Jacó, embora temendo seu irmão, reverentemente inclinou-se a sua frente, demonstrando humildade e submissão. A ORAÇÃO EM NOSSAS VIDAS É UM EXERCÍCIO PRÁTICO DE HUMILDADE E COMPLETA SUBMISSÃO AO DEUS TODO PODEROSO!!!

Para surpresa e alívio, Esaú correu em direção a Jacó e abraçou-o, beijou-o e juntos choraram (Gn 33: 4). -Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram. Gênesis 33:4. ESAÚ DISSE DEIXA PRA LÁ E ESQUEÇA!!!

NA ORAÇÃO A BIBLIA DIZ QUE ENTREGA O TEU CAMINHO AO SENHOR NOSSO DEUS E CONFIA NELE QUE O MAIS (TUDO) ELE FARÁ!!! - Aquela cena foi uma demonstração da liberação do perdão (DEIXA PRA LÁ) por parte de Esaú e o arrependimento de Jacó. Deus havia preparado Esaú para não fazer mal a Jacó. A reconciliação entre os irmãos restaurou suas vidas e a comunhão com Deus. NA ORAÇÃO ARREPENDIDA DEUS LIBERA O PERDÃO E RESTAURA A NOSSA COMUNHÃO COM ELE E COM A SANTA GREI (IGREJA)!!!

Esaú olhando para o povo que acompanhava Jacó, perguntou-lhe quem eram e obteve como resposta que eram os filhos que Deus os havia dado bondosamente (Gn 33:5). - Depois levantou os seus olhos, e viu as mulheres, e os meninos, e disse: Quem são estes contigo? E ele disse: Os filhos que Deus graciosamente tem dado a teu servo. Gênesis 33:5.

NA ORAÇÃO E PERDÃO DEUS ABENÇOA A NOSSA FAMÍLIA TRAZENDO CRESCIMENTO E PROSPERIDADE!!!

Jacó apresentou sua família que reverenciaram a Esaú (Gn 33:6-7). - Então chegaram às servas; elas e os seus filhos, e inclinaram-se. E chegou também Lia com seus filhos, e inclinaram-se; e depois chegou José e Raquel e inclinaram-se. Gênesis 33:6,7... NA ORAÇÃO E PERDÃO DEUS RESTAURA A PAZ PERDIDA E TRAZ A BENÇÃO DO RELACIONAMENTO SADIO!!!

ESAÚ DEIXOU PRA LÁ: Após as apresentações, Jacó insistiu que Esaú recebesse os presentes que tinha enviado na frente. A princípio Esaú recusou, mas Jacó insistiu para que os recebesse (Gn 33:8-11). - E disse Esaú: De que te serve todo este bando que tenho encontrado? E ele disse: Para achar graça aos olhos de meu senhor.

Mas Esaú disse: Eu tenho bastante, meu irmão; seja para ti o que tens. Então disse Jacó: Não, se agora tenho achado graça em teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão; porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus, e tomaste contentamento em mim. SABE QUANDO FICAMOS MAIS PARECIDOS COM DEUS? QUANDO PERDOAMOS E ESQUECEMOS DEIXANDO PRA LÁ!!!

Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi trazida; porque Deus graciosamente me tem dado; e porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a tomou. Gênesis 33:8-11... NA ORAÇÃO DEUS NOS DÁ BENÇÃO PARA NOSSA POSSE E BENÇÃO PARA REPARTIR E DAR A OUTROS!!! E melhor é dar do que receber, pois quem dá lhe será dado boa medida recalcada e sacudida e quem retém lhe será retido.

NUNCA ESQUEÇA ESTA É A MÁXIMA DE DEUS!!! Em retribuição, Esaú, ofereceu-se para acompanhar Jacó e sua família a terra de Seir, ou pelo menos que seus homens os protegessem em sua viagem.  Mas Jacó ficou satisfeito em ter podido fazer as pazes. (Gn 33:12-17). - E disse: Caminhemos, e andemos, e eu partirei adiante de ti. Porém ele lhe disse:

Meu senhor, sabe que estes filhos são tenros, e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se as afadigarem somente um dia, todo o rebanho morrerá. Ora passe, o meu senhor, adiante de seu servo; e eu irei como guia pouco a pouco, conforme ao passo do gado que vai adiante de mim, e conforme ao passo dos meninos, até que chegue a meu senhor em Seir. E Esaú disse:

Permite então que eu deixe contigo alguns da minha gente. E ele disse: Para que é isso? Basta que ache graça aos olhos de meu senhor. Assim voltou Esaú aquele dia pelo seu caminho a Seir. Jacó, porém, partiu para Sucote e edificou para si uma casa; e fez cabanas para o seu gado; por isso chamou aquele lugar Sucote (cabanas ou barracas, lugar de acampamento de pernoite – temporário). Gênesis 33:12-17.

QUANDO ORAMOS DEUS TRAZ A PAZ SOBRE NÓS E COLOCA COMPANHEIROS PARA CAMINHAR NO BOM CAMINHO DO COMBATE DA FÉ!!! Deus perdoou nossos pecados e falhas, lavou com seu sangue e livrando-nos de toda condenação. DEUS DISSE PARA NÓS DEIXA PRA LÁ!!! AMÉM...

O PROFETA OSEIAS DISSE DEIXA PRA LÁ, ESQUEÇA E PROSSIGA:

ESTA HISTÓRIA É BASEADA NO AMOR E PERDÃO UMA ANALOGIA DAS MISERICÓRDIAS E PERDÃO DE DEUS POR SEU POVO E CRISTO POR SUA IGREJA!!!

O ROMANCE DE OSEIAS E A PROSTITUTA GÔMER: Deus falou a Oseias acerca do seu casamento: “Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR” (Oseias 1:2). Ao longo dos anos, estas instruções têm sido entendidas de diversas formas pelos estudiosos das Escrituras. 

Alguns acreditam que Deus estivesse mandando Oseias se casar com uma ex-prostituta. Outros acham que uma mulher de prostituições se referia simplesmente a uma mulher de Israel, o reino do norte, uma nação culpada de adultério espiritual.

Seja qual for o caso, é óbvio que ela era uma mulher profundamente afetada pela negligência moral da sociedade onde vivia, e Deus pretendia usar o relacionamento pessoal do profeta com ela como uma lição clara e objetiva sobre o Seu próprio relacionamento com Seu povo infiel, Israel.

Fosse qual fosse seu passado, Gômer deve ter demonstrado algum sinal de verdadeiro arrependimento e fé no Senhor. Talvez ela tenha correspondido ao ministério cheio do Espírito do próprio Oseias, e ele se viu atraído por ela com um amor profundo e abnegado. Deus o levou a tomá-la como esposa e foi assim que Gômer, filha de Diblaim, tornou-se a esposa do jovem pregador iniciante, um profeta novo e inexperiente.

O início de seu casamento deve ter sido lindo, à medida que o amor entre eles florescia.  E Deus abençoou sua união com um filho. Como o coração de Oseias deve ter se enchido de alegria!!! Ele estava convencido de que seu casamento seria melhor do que nunca com este pequeno para iluminar seu lar. Foi Deus quem deu o nome ao bebê, pois este nome devia ter um significado profético para a nação.

Ele o chamou de Jezreel, pois foi lá que Jeú, bisavô de Jeroboão, ambiciosamente subiu ao trono por meio de violência e derramamento de sangue. Embora a dinastia de Jeú tivesse prosperado por algum tempo, sua destruição despontava no horizonte e devia acontecer no vale de Jezreel (Oseias 1:4-5) ... Foi logo após o nascimento de Jezreel que Oseias parece ter notado uma mudança em Gômer. Ela se tornou irrequieta e infeliz, como um passarinho preso na gaiola.

Ele continuou a pregar, conclamando a nação desobediente a deixar o pecado e confiar em Deus para livrá-la das ameaças das nações circunvizinhas. Voltem para o Senhor!!! Era o tema da sua mensagem, e ele pregava poderosa e repetidamente (Os. 6:1; 14:1).

No entanto, Gômer parecia cada vez menos interessada em seu ministério. Na verdade, talvez tenha começado a se ressentir dele. Talvez até tenha acusado Oseias de pensar mais na sua pregação do que nela. Ela começou a procurar outras coisas para se ocupar e a passar cada vez mais tempo longe de casa. A preocupação do marido com o trabalho talvez seja o maior fator contribuinte para a separação.

Ou talvez seja o crescente envolvimento da esposa em atividades fora de casa e a consequente negligência do seu lar. Pode ser também um simples desinteresse pelas coisas do Senhor de qualquer uma das partes. No entanto, isso abre o caminho para uma grande calamidade. Marido e mulher precisam fazer coisas juntos e ter interesse nas coisas um do outro.

Nesta história inspirada, a responsabilidade é claramente colocada em Gômer, não em Oseias. Ela não compartilhava do amor do marido por Deus. Isso nos leva, em segundo lugar, à incessante agonia de Oseias.

A Escritura não nos dá detalhes sobre os acontecimentos, mas o que ela diz nos permite fazer algumas conjecturas sobre o que causou a trágica situação que veremos em breve. Provavelmente, as ausências de Gômer foram ficando cada vez mais frequentes e prolongadas, e logo Oseias começou a sentir uma ponta de suspeita sobre a fidelidade dela para com ele.

À noite, ele se deitava na cama e lutava com seus medos. Durante o dia, ele pregava com o coração pesado. E suas suspeitas foram confirmadas quando Gômer engravidou pela segunda vez. Agora era uma menina, e Oseias estava convencido de que a criança não era sua. Sob a direção de Deus, ele a chamou de Lo-Ruama, que significa “desfavorecida” ou “não-amada”, implicando que ela não desfrutaria do amor do seu verdadeiro pai.

Novamente, o nome era um símbolo do afastamento de Israel do amor de Deus e da disciplina que logo viria. Contudo, nem mesmo essa mensagem espiritual conseguiu acalmar a alma atribulada do profeta. Tão logo a pequena Desfavorecida foi desmamada, Gômer concebeu mais uma vez. Era outro menino. Deus disse a Oseias para chamá-lo de Lo-Ami, que significa “não meu povo” ou “não meu parente”.

Este nome simbolizava a alienação de Israel do Senhor, e também desmascarava as escapadas pecaminosas de Gômer. A criança nascida na casa de Oseias também não era dele.

Agora tudo tinha vindo à tona. Todo mundo sabia dos casos amorosos de Gômer. Embora o segundo capítulo inteiro da profecia de Oseias descreva o relacionamento do Senhor com Seu povo infiel, Israel, é difícil deixar de sentir que isso é demonstrado no relacionamento entre Oseias e Gômer, no meio entre dois capítulos que claramente descrevem essa história triste e sórdida.

Ele pleiteou com ela (2:2); ameaçou deserdá-la (2:3); e mesmo assim ela continuou correndo atrás de seus amantes, porque eles lhe prometiam muitas coisas materiais (2:5). Em certa ocasião, ele até tentou impedi-la (2:6), mas ela continuou a procurar seus companheiros de pecado (2:7). Oseias sempre a levava de volta, demonstrando seu amor e perdão, e eles tentavam novamente. No entanto, o arrependimento dela tinha vida curta e logo ela estava outra vez atrás de um novo amante.

Então, veio o golpe fatal. Talvez tenha sido um bilhete ou um recado enviado por um amigo, mas a essência parece ter sido: “Estou indo embora, e desta vez é para sempre. Encontrei meu verdadeiro amor. Não volto mais”. Como Oseias deve ter sofrido!!!

Ele a amava tanto, e chorou tanto por sua causa, que era como se ela tivesse morrido. Seu coração doía por saber que ela escolhera uma vida que certamente a levaria à ruína. Seus amigos provavelmente lhe disseram: “Deixa-a ir, Oseias. Agora você pode se livrar dessa adúltera de uma vez por todas”. Mas Oseias não pensava assim. Ele queria tê-la em casa de novo. NÃO PODEMOS DEIXAR PASSAR ESSA MENSAGEM DE AMOR ETERNO!!!

Oseias queria ver Gômer novamente ao seu lado como uma esposa fiel. E ele acreditava que Deus era poderoso o suficiente para fazer isso. Um dia ele ouviu uma conversa de que ela tinha sido abandonada pelo amante. Ela tinha se vendido à escravidão e atingido o fundo do poço. Essa era a última gota. Com certeza, agora, Oseias iria esquecê-la. Mas seu coração lhe disse:

Não!!! Ele não poderia desistir dela. E, então, Deus lhe falou: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses (Os. 3:1). Gômer ainda era amada por Oseias, mesmo sendo adúltera, e Deus queria que ele fosse atrás dela novamente e lhe mostrasse seu amor.

Como alguém poderia amar tanto? A resposta estava bem ali no mandato de Deus a ele: Como o SENHOR ama. Só alguém que possui o amor e o perdão de Deus pode amar com essa perfeição. E quem experimenta o amor perdoador de Deus não pode deixar de amar e perdoar os outros. Oseias é um excelente exemplo bíblico desse tipo de amor.

Assim ele deu início à sua busca, levado por esse indestrutível amor divino, amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, e jamais acaba. Finalmente ele a encontrou, toda esfarrapada, machucada, doente, suja, desgrenhada, largada, presa a uma plataforma de leilão de um asqueroso mercado de escravos, uma figura repulsiva da mulher que um dia fora.

E ficamos nos perguntando como alguém poderia amá-la nessas condições. Oseias, no entanto, comprou-a por quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada (Oseias 3:2). Então, ele lhe disse: Tu esperarás por mim muitos dias; não te prostituirás, nem serás de outro homem; assim também eu esperarei por ti!!! (Oseias 3:3).

De fato, ele pagou por ela, levou-a para casa e, por fim, restabeleceu-a como sua esposa. Embora não encontremos nada mais na Escritura sobre o relacionamento entre os dois, podemos presumir que Deus tenha usado esse ato bondoso e misericordioso de amor e perdão para enternecer o coração de Gômer e mudar sua vida.

Suponhamos que a vida conjugal do profeta Oseias e Gômer a partir deste momento pela bondade de Deus foi restaurada e Oseias viveu sua vida feliz junto de sua amada e perdoada esposa e seus filhos do coração. DEUS É FIEL!!!

PORTANTO NA VIDA CONJUGAL OSEIAS DEIXOU PRA LÁ. PERDOUOU, ESQUECEU E PROSSEGUIU. ASSIM COMO DEUS NOS PERDOUOU E NOS DEU A ETERNIDADE!!!

O DIÁCONO ESTEVÃO O GRÃO DE TRIGO, MAIS UM EXEMPLO DO DEIXAR PRÁ LÁ: 

A morte de Estêvão, relatada em Atos 7, marca o primeiro martírio cristão. Após discursar contra a rigidez do Sinédrio, ele foi apedrejado fora de Jerusalém, tornando-se o primeiro a dar a vida por Jesus. Em seus últimos momentos, orou por seus agressores e viu os céus abertos, com Saulo (futuro Paulo) aprovando sua morte.

Quando estevão perdoa seus algozes os céus são abertos e tem uma visão (EPFANIA) e os céu se abrem e JESUS CRISTO levanta-se para receber sua alma. Estêvão era um diácono cheio de fé e poder, que confrontou líderes religiosos ao acusá-los de rejeitar a Jesus, resultando em sua condenação por blasfêmia. Enfurecidos, os membros do Sinédrio o arrastaram para fora da cidade e o apedrejaram, deixando suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.

Estevão antes de morrer, teve uma visão dos céus abertos e de Jesus em pé à direita de Deus. Ele clamou: "SENHOR JESUS, RECEBE O MEU ESPÍRITO" E PEDIU PERDÃO PELOS SEUS ASSASSINOS, DIZENDO: "SENHOR, NÃO LHES IMPUTES ESTE PECADO". Ele na sua morte, perdoou, esqueceu e prosseguiu para viver a ETERNIDADE!!!

A morte de Estêvão desencadeou uma grande perseguição contra a igreja em Jerusalém, o que, ironicamente, causou a dispersão dos crentes e a expansão do evangelho por Judeia e Samaria. Jesus disse: "Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto" (João 12:24). ESTEVÃO O GRÃO DE TRIGO!!!

A metáfora ilustra que a morte (sacrifício/renúncia) é necessária para gerar vida e abundância, referindo-se à sua própria morte e ressurreição.

O JOVEM MÁRTIR ESTEVÃO: Atos dos Apóstolos 7: 53 a 60 – “54. E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. 54. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;

56. E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus. 57. Mas eles gritaram com grande voz, taparam os seus ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele. 58. E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo. 

59. E apedrejaram a Estevão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. 60. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu”.

QUEM ERA ESTEVÃO? Segundo a história, Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos da igreja nascente, a Igreja primitiva, que logo após a morte e ressureição de Jesus, saíram pregando os ensinamentos de Cristo e convertendo tanto judeus como gentios.

Segundo alguns estudiosos, Estevão pertencia a um grupo de cristãos que pregavam uma mensagem mais radical, um grupo que ficou conhecido como os Helenistas, já que os seus membros tinham nomes gregos e eram educados na cultura grega e que separou do grupo dos doze apóstolos.

Estevão foi detido pelas autoridades judaicas, levado diante do Sinédrio (a suprema assembleia de Jerusalém), onde foi condenado por blasfémia, sendo sentenciado a ser apedrejado (At-8). Entre os presentes na execução, estaria Paulo de Tarso, ainda durante os seus dias de perseguidor de cristãos.

O seu nome, Estevão, vem do grego Stephanós, o qual se traduz para aramaico como Kelil, que significa "coroa". Estevão é o primeiro cristão a morrer pela sua fé - o protomártir.

Esse era o amado irmão Estevão, um exímio pregador da verdade, e o que mais gosto na história desse valoroso pregador, é saber que ele pregava uma mensagem radical, isso significa que ele falava a verdade, "Doa a quem doer", pois bem sabemos que hoje os "PREGADORES ITNERANTES", renomados e famosos, por desfilarem em grandes congressos nacionais, pregam para quem der a maior oferta, ou seja, quem pagar mais.

Estevão a própria bíblia testifica por ele, e agora que seus conhecimentos foram enriquecidos. Era sem dúvida, Estevão, um verdadeiro convertido, e volto a reafirmar que a bíblia garante isso, pois o que mais se vê hoje dentro da casa de Deus, são pessoas convencidas, e que não querem e nem se preocupam em conhecer o significado da palavra conversão.

Existe hoje um evangelho interesseiro, descompromissado. E isso fez com que Estevão pregasse uma mensagem tipo espada. Por isso eu conclamo a todos os rapazes e moças da verdade que não tenham medo de falar aquilo que Deus quer que vocês falem.

CONCLUSÃO: Talvez nesse momento, você esteja sofrendo com pedradas atiradas em sua direção. Então agora observe mais algumas considerações. Ninguém que esteja longe de você pode em potencial lhe atirar uma pedra que lhe cause um dano razoável, mas sim aqueles que estão por perto...

Estes, os próximos são aqueles que te julgam, te condenam e querem dar a sentença, e ainda se ajuntam com aqueles, os quais chamamos de "Maria vai com as outras", para mostrarem supremacia de força, e atirarem pedras em sua vida, seu ministério ou sua família.

Enquanto você está sofrendo com as pedradas dos seus acusadores, existem ainda os que não se importam, enquanto você fica gritando por socorro, tentando suportar a dor de cada pedra, estas pessoas que você acreditava serem seus amigos, e que te ajudariam, mas te deixaram sozinho, estão longe te abandonaram. Sobre isto queria te fazer uma pergunta, quem é seu grande amigo? Vou responder seus grandes amigos são sua mãe, sua família...

Preste bem atenção, meus amados jovens, você não está sozinho, pois o Senhor Jesus Cristo disse que antes mesmo que você fosse colocado no ventre de sua mãe, Ele já o havia escolhido (Sl-139). Mas talvez você diga, "eu não sou pregador ou pregadora da palavra", então o Senhor lhe diz que ele te separou e te escolheu, e te segura pela mão direita (Is-41).

Quero encerrar dizendo a todos, uma história vivida por mim escritor Oswaldo Souza. Eu cresci em uma bairro pobre, na verdade era uma fazenda transformada em bairro, mas livre, feliz e saudável, e próximo ao lugar onde morávamos existia um lugar o qual chamávamos de Mangueiral, pois ali existiam cerca de 50 árvores de manga.

E quando chegava o tempo do fruto, juntávamos os meninos e corríamos para lá. Lá chegando passávamos por algumas árvores e íamos a uma frondosa e robusta árvore. Ela ficava no centro do pomar, pois ela era a única árvore que dava as maiores e melhores mangas. Assim, pegávamos algumas pedras e antes que alguém subisse nela, todos atiravam as pedras para derrubar alguns frutos.

SABE O EU QUE APRENDO AQUI? Talvez o um dos maiores ensinamentos da minha vida.  "ÁRVORE QUE NÃO DÁ FRUTO, NÃO LEVA PEDRADAS"... Se você está sofrendo com pedradas, então entenda que alguns frutos estão vendo em sua vida, mas a mão de Deus vai proteger todos os seus frutos e nenhum deles se perderá. O Senhor é contigo.

Deixem seus acusadores jogarem as pedras, continue como Estevão, com seus olhos voltados para o trono de Deus, pois Ele, o Senhor é teu Juiz. Não ouse proferir algum juízo, diga a Jesus que os perdoe, ore por eles, ainda que isso pareça difícil, pois Deus mudou a vida de Jó enquanto ele orava por seus amigos. 

Eu estarei orando por cada uma das vidas dos irmãos que estão congregando conosco. Seja quem for, esteja onde estiver Deus vai te abençoar na entrada e na saída, amém.

DEIXA PRÁ LÁ, FAÇA COMO JOSÉ, COMO JESUS, COMO ESAÚ, COMO ESTEVÃO, COMO O PROFETA OSEIAS: PERDOA – ESQUEÇA E PROSSIGA!!! AMEMMMMMM....

DEUS TE ABENÇOE!!! OSWALDO DE SOUZA...