MENSAGEM DA CRUZ

MENSAGEM DA CRUZ
ESPAÇO LITERARIO SOBRE A MENSAGEM DA CRUZ :

quarta-feira, 8 de abril de 2026

VIDA E MORTE DO ESCRAVO CHICO ITAÚNA: LIVRO ON-LINE GRATUITO DE NÚMERO 254!!! POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR!!!


O FRANCISCO APELIDADO DE ITAÚNA O PEDRA PRETA PELOS INDIOS DA TRIBO PURIS!!! UMA MISTURA DE FICÇÃO E REALIDADE DA HISTÓRIA BRASILEIRA!!!

Esta história aconteceu nos meados de 1870 uns dez anos antes do término da escravatura no Brasil; No ano de 1888 a escravidão foi abolida através da Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel no dia 13 de maio daquele ano. Essa medida beneficiou uma grande quantidade de escravos que ainda existia no país.

Contudo, não podemos achar que a escravidão acabou no Brasil do dia para a noite. Entre uma pitada e outra do velho e bom para o Chico cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho; conta sua história desde os primeiros anos como escravo assim como também de seus avôs vindo da África em navios chamados negreiros:

Os navios negreiros ou navios tumbeiros foram embarcações que fizeram a travessia do Atlântico, transportando mercadorias para troca no continente africano, homens e mulheres do continente africano para as colônias europeias no novo mundo, e produtos como açúcar e café, dentre tantos outros, para o continente europeu.

Esse modelo de negócio ficou conhecido como comércio triangular, cuja principal atividade foi o tráfico negreiro, um dos negócios mais lucrativos do mundo da época, enviando cativos que se tornaram escravos para sustentar as produções nas plantações ou explorações do ouro, como foi o caso do Brasil.

O velho Chico começa sua historia às vezes meio triste outras vezes esboçava um leve sorriso naquela boca desdentada e com muitos dentes apodrecidos pelos maus tratos e de mastigar o fumo de rolo; ele conta sua longa historia: 

O moço Chico jovem escravo fortalecido pela dureza das batalhas do dia a dia, corpo marcado pelos chicotes e amarras dos brancos com seu subjugo nas duras correntes que cortavam os pulsos e calcanhares do pobre mulato que nasceu na senzala e tirado de sua mãe quando tinha quatro anos. Criado pelos duros feitores homens maus e castigadores crescendo entre troncos, cafezais, chicotes e canaviais, com cicatrizes que eram como tatuagens da ignorância dos senhores de engenhos e dos cafezais...

Os avôs de Chico chegaram ao Brasil depois de ficarem por muito tempo nos porões de navios de negros africanos trazidos pelos comerciantes portugueses e vendidos para produção de açúcar chegando homens e mulheres que foram caçados, aprisionados e depois escravizados e judiados pelos homens brancos, agora eu pergunto quem vai pagar por tais atrocidades??? Os escravos faziam os trabalhos rudimentares com suas tarefas pesadas e cruéis. 

Entre senzalas e vendas e leilões animalescos como se os brancos fossem donos do mundo, mas eram apenas homens sem bondade, misericórdia e alma. Homens orgulhosos, soberbos e ignorantes que ignorava que os negros tinham e tem almas, sofrimentos e sentimentos que eram homens e mulheres normais apenas diferenciadas por sua cor, que eram tratados como animais das florestas com semelhança ao homem.

Um dia Chico já um homem forte depois de viver mais de vinte anos subjugados nos troncos: Tronco era o nome dado ao material de tortura e grande humilhação, era constituída de madeira dura como os corações insensíveis dos senhores e feitores; que eram homens contratados pelos senhores de fazenda cuja função principal era vigiar e castigar as duras penas os escravos. O tronco era colocado estrategicamente nos lugares onde podia ser visto por todos nas senzalas a titulo de exemplo... Se fossemos medir a ignorância destes homens chegaríamos à insensibilidade zero a desumanidade total. 

E hoje eu vejo pessoas indignadas e com razão de Hitler e seus castigos hediondos, pessoas que são descendentes insensíveis quanto ao trato de familiares cruéis dos seus bisavôs; feitores e donos de cafezais e cana de açúcar que são seus antepassados que deixaram na família um rastro de maldição quanto as suas atrocidades, mancharam suas riquezas com sangue inocente.

Um dia o escravo Chico estava em mais um dia de sua dura lida trabalhando nos cafezais de seu Manuelino um homem mal de família portuguesa rico de bens e pobre dos bens, subjugado pelo capataz Genésio homem mal contratado a peso de ouro, por causa de sua maldade nos tratamentos dos escravos. Dia comum onde o sofrimento era algo do cotidiano. Genésio sem dó pega com seu chicote e castiga o Bentinho escravo adolescente e visto como rebelde presença assídua nos troncos com seu corpo já marcado... 

Os jovens de hoje tem tatuagens neste tempo de escuridão no Brasil pela dureza da cerviz dos cafeicultores os corpos eram marcados pelos cortes dos chicotes malditos da era colonial ou podemos chamar do período covarde dos senhores das fazendas com seus bigodes nojentos e encardidos pelo fumo e pelas marafas. Bentinho não suportando a dureza das chicotadas desmaia e seu corpo inerte cai completamente desfalecido. Neste momento atroz o escravo Chico pensou; Mataram Bentinho!!!

Em um momento de fúria o moço Chico escravo forte com seus músculos naturais construídos pela labuta do dia a dia no roçado, pega a Genésio pela sua jugular e em um só golpe de seus braços quebrando o pescoço do maldoso capataz. Agora não tem jeito mais; Chico moço valente sai correndo embreando nas matas em uma corrida frenética pela vida. 

Sem parar para descansar o escravo Chico chega a uma aldeia de índios chamados Os Puris; Era um povo de origem Puri, grupo indígena possivelmente oriundo dos Tupis-Guaranis, que juntamente com os brancos e os negros são responsáveis pela formação do povo de Viçosense. As tribos que formavam o triangulo mineiro pertenciam predominantemente ao grupo Jê ou Tapuia. 

Já na Zona da Mata Mineira havia uma exceção, a origem era Goitacá. Eram eles os croatas e Puris. Sabendo disso e pensando exclusivamente nos Puris, um dos possíveis fatores que justificam sua chegada em Viçosa e região, a partir do século dezesseis, pode ser entendida sua migração para estas terras com o episodio de 1556, lembrado por PANIAGO.

A autora resgata a luta dos franceses, que contaram com a ajuda dos povos Tamoios (que habitavam a região do Paraíba) para se instalarem no Brasil. Nesta batalha os Tamoios foram derrotados e expulsos pelas tropas de Mem de Sá em 20 de janeiro de 1567 e migraram para as terras mineiras onde encontraram os povos Puris que já habitavam a região do Paraíba. 

Por possuírem uma personalidade pacífica os Puris acabaram sendo obrigados a deixar suas terras. Foi a partir daí que migram para o interior de Minas Gerais, instalando-se primeiramente no Vale do Rio Pomba, onde acabaram sendo expulsos pelos Goitacazes de Muriaé. Em seguida procuraram refúgio nas terras altas da região de Viçosa e no Vale do Piranga.

Os Cropós e Puris possuíam estatura ora baixa, ora mediana e eram de formas robustas, grossos e compactos, portanto, além de espadaúdos. Mediam os homens entre 1,35 m e 1,65 m de altura e as mulheres alcançavam, em média, apenas 1,40 m de altura. O peito se lhes apresentava largo e curto; grosso era-lhes o pescoço. 

Tinham braços musculosos e redondos, pés estritos atrás e largos na frente e pele de coloração acobreada. Seus cabelos, de negro carregado, apresentavam-se grossos, compridos e abundantes. Cultivavam especialmente milho e mandioca. Eram também grandes conhecedores de ervas e sabiam produzir bebidas das mais variadas fontes. 

Aquela aldeia que era uma das facções dos Puris povo que vivia pacificamente, generosos e hospitaleiros cuidaram do índio Chico que eles já sabiam que era um dos muitos fugitivos dos flagelos cruentos e desumanos dos brancos modernistas e colonizadores das terras indígenas e nas matanças de seu povo.

Ali o jovem escravo negro forte e alto mistura de raça do homem branco dono de cafezais com sua mãe a moça Francisca dado a origem de seu nome Francisco que também era seu sobre nome Francisco de Francisca. Os Puris contaram para Chico a historia dos índios Brasileiros e de kikio: Antes da chegada do europeu, os índios eram os únicos habitantes das Américas. No momento do expansionismo indígena pela América um dos povos se diferenciou desenvolvendo uma língua proto-tupi no sul da Amazônia. 

Essa língua com o tempo se derivou transformando em várias outras línguas que deram origem a várias etnias indígenas entre elas os Tupis e os Guaranis... Kikiô morreu feliz. Deixando a terra para os dois. Guarani foi pro sul, Tupi pro norte...

Com a migração indígena pelo Brasil e América do Sul os Guaranis se deslocaram para o sul, se fixam principalmente no Paraguai e nos Estados do Sul do Brasil. Já os Tupis se deslocaram principalmente para o norte e nordeste brasileiro. E formaram suas tribos. Cada um em seu lugar. Vez em quando se encontravam. Pelos rios da América. E lutavam juntos contra o branco. 

Em busca de servidão. E sofreram tantas dores. Acuados no sertão. Tupi entrou no Amazonas. Guarani ainda chama... A luta contra o branco foi algo constante na história do índio, os índios do nordeste se deslocaram para o sertão para fugir do branco e com o passar do tempo tiveram que se deslocar cada vez mais em busca de abrigo. 

Os Guaranis acabaram em reduções jesuíticas (os Jesuítas que matavam índios em nome da religião e achando que era em nome de Deus; OBS: E não era) ou indo trabalhar administrados pelos brancos. Com a falta de mão de obra escrava os guaranis eram caçados pelos bandeirantes (considerados heróis no Brasil, heróis? matadores de índios e caçadores de índios colonizando suas terras tomadas por suas armas cruentas)...

Dizem a lenda que: Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiô na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiooooooo!!! Podemos entender com esse trecho que Kikio é na verdade o verdadeiro dono dessas terras deixando elas para seus filhos, os índios e grita ate hoje por suas terras e seu povo, seu sangue clama por justiça!!! Com esta historia o escravo foragido Chico entendeu que não foram apenas os escravos, mas também os índios Brasileiros foram subjugados e judiados pelos homens brancos que buscavam servidão. 

Aquela aldeia dos Puris era situada em uma mata fechada onde formaram o grupo Puris do caiapó em um lugar perto da aldeia embrenhadas pelas matas na bocaina de Botafogo que era um Quilombo para onde o escravo Chico Itaúna (Pedra Preta); apelido e nome dado pelos índios do povo indígena Puris. Já totalmente recuperado de sua luta pela liberdade e em busca de uma vida de paz.

Observamos aqui; Dois povos duas marcas uma dos fugitivos; Os escravos a outra expulsa de seus habitares naturais tentam sobreviver de maneira pacifica e harmoniosa o povo de origem indígena e o povo de origem escravos do Quilombo da Bocaina do Botafogo. 

O Quilombo da bocaina do Botafogo foi de origem da família composta por doze escravos fugitivos que deram origem aqueles grupos de escravos fortalecidos cada dia mais pelos fugitivos que já compunha em sua quantidade de mais de cento e trinta homens e mulheres mais crianças que viviam da caça e das hortaliças e frutas campestres plantadas e cultivadas em meio ao matagal com suas grandes arvores e plantas nativas, aquele lugar era chamado de quilombolas. O município de Botafogo existe ate os nossos dias vista como uma comunidade de origem Quilombeiras.

Quilombo é o nome dado no Brasil aos locais de refúgio dos escravos fugidos de engenhos e fazendas durante o período colonial e imperial. Nesses locais, os escravos passavam a viver em liberdade, criando novas relações sociais com índios e nativos os matutos e ermitões grupo que eram chamados eremitas. Muitos quilombos existiram no Brasil e centenas deles ainda existem, formando o que hoje é chamado também de comunidades quilombolas. 

Os quilombos no Brasil também eram conhecidos como mocambos. Nos demais locais da América onde houve escravidão também ocorreu a formação desses locais de refúgio e vida em liberdade. Na América espanhola, essas comunidades ficaram conhecidas como palenques; na América francesa, o nome era maronage; e na América inglesa eram nomeados como marroom communities.

Os quilombos eram locais de refúgio, mas também de resistência dos escravos contra a escravidão. Neles, os escravos plantavam e realizavam coletas de produtos das matas, como madeira e frutos, além de caçarem e criarem animais. A população dos quilombos era formada tanto por escravos e escravas quanto por indígenas e homens livres, mestiços ou brancos pobres. Houve quilombos grandes e pequenos, alguns com milhares de pessoas, outros com algumas centenas, sendo os pequenos os mais comuns. Nos quilombos os fugidos constituíam famílias, criando uma nova forma de sociedade, na maioria dos casos livre da escravidão. 

Na chegada daquele novo escravo Francisco o Itaúna ou pedra preta, negro forte corajoso e bom de briga e guerra que sabia a arte de se esconder e que corria quilômetros sem se cansar. Chico logo conheceu uma escrava branca de olhos azuis como o céu e cintilante quanto o mar seu nome era Inácia, pois era filha de fazendeiros que viviam de plantação de café e mandioca na confecção de farinhas de mandioca em meio aquela terra hostis com homens maus de um arraial chamado Tabuleiro.

Inácia teve seu nome trocado por, Céu nos olhos por ser uma linda moça companheira e ajudadora de olhos de um puro anil, em todas as tarefas era prestativa  e logo o moço Chico se apaixona por aquela escrava branca de olhos azuis da cor do céu que deu origem ao seu apelido; Vitoria (por causa da lenda indígena da Vitoria Regia). Assim como em outros municípios da Zona da Mata, a região onde se localiza o município de Tabuleiro teve como seus primeiros habitantes índios das tribos Croatos e Cropós e também em suas matas os Puris. 

Na segunda metade do século dezessete, Por volta de 1767, o Padre José Manoel de Jesus Maria inicia o processo de catequese dos índios na então freguesia do Mártir São Manoel dos Rios Pomba e Peixe dos Índios Croatos e Cropós, sendo que 74 anos depois, pela lei provincial de 7 de abril de 1841, foi criado o curato do Senhor Bom Jesus da Cana Verde no local onde hoje funciona a própria sede da prefeitura municipal de Tabuleiro.

Tudo indica que a origem do nome de Tabuleiro remete ao modo como viajantes tropeiros e mascates denominavam a região, pois, quando por ali passavam, eram recebidos pelos moradores vendendo doces, pães, bolos e alimentos diversos em tabuleiros de madeira que eram colocados nas janelas das casas. Em 02 de janeiro de 1866 Tabuleiro é elevado a distrito com o nome de Tabuleiro do Pomba pela Lei Provincial n° 1275 e posteriormente ratificada, já na república, pela Lei Estadual n° 02 de 14 de setembro de 1891. 

Em 1911 é figurada como Vila e em 12 de dezembro de 1953, pela lei n° 1.039 é o primeiro município a emancipar-se política e administrativamente de Rio Pomba. A 1° de janeiro de 1954 é celebrada a sessão solene de instalação do município assim descrita pelo jornal O Imparcial: Naquele lugar moravam os pais de Inácia ate que foram ameaçados e perseguidos por duros cafeicultores em busca de terras para seus plantios e suas ocupações que eram feitas de mortes e violência.

As casas dos colonos eram queimadas e expulsos de suas propriedades e a partir dai se tornavam escravos dos grandes senhores de engenho e cafeicultores com sua força politica e corrupta chegavam com seus matadores de alugueis tomando de maneira covarde e cruel suas propriedades subjugando os que ficavam vivos que eram tratados como escravos brancos. Ali no subjugo dos chicotes cresceu a linda escrava branca Inácia com seus olhos de cor azul da cor do mar. 

Um belo dia ainda adolescente Inácia trabalhava na dura colheita de café. Linda e perseguida pelos patrões e seus filhos por sua beleza, foi atacada em meio ao estradão um caminho escuro cercado por uns matagais e animais. Inácia foi atacada por cinco dos homens do seu Senhor e nesta luta Inácia foi feroz como uma onça, mas em seu corpo jovem e frágil foi subjugada; Pelos malfeitores homens maus e perseguidores.

Ali perto quatro dos índios Puris estavam caçando com suas flechas envenenadas por ervas cujo veneno adormecia os animais que eram levados para servirem de alimentos e seus ossos de adereços e pontas de lança armas usadas na caça e na proteção contra homens perseguidores em busca de terras para plantio. 

A guerra e as lutas eram constantes entre os senhores dos vilarejos com os índios que viviam de maneira pacifica e ordeira em meio das matas de Bocaina de Botafogo. Foram cinco flechadas certeiras e aqueles animais vestidos de gente, pois assim eram chamados os capatazes, feitores e matadores de alugueis por seus maus por sua origem e piores dos que os animais.

Salvo de seus algozes a adolescente Inácia foi protegida pelos Índios Puris. O chefe daquele grupo de caça foi o moço índio Caipora hábil caçador que não se condoía de matar animais cortando com sua faca feita de ossos os pescoços. Ali estavam agora indefesos os homens capatazes hediondos completamente adormecidos pelo veneno das pontas das flechas, Caiporas da uma ordem matam como o carcará ave de rapina sem dó nem pena e cortando suas jugulares e jogam no rio para serem levados para longe de suas aldeias. 

E assim foi feito, levaram aquela moça branca e escrava que perdeu seu direito de liberdade pela maldade dos brancos. É levada em proteção para a aldeia próxima ao Quilombo de Bocaina do Botafogo.

Na crença daqueles índios os homens que morriam que não pertencia a tribo deveriam ser jogados nos rios assim fazendo trariam para os índios abundancia de peixes. Isto era orientado pelo Pajé: O pajé era uma figura de extrema importância dentro das tribos indígenas do Brasil. Detentor de muitos conhecimentos e da história da tribo, ele é o indígena mais experiente. 

Eram os Pajés responsáveis por passar adiante a cultura, história e tradições da tribo. O pajé também possui a função de curandeiro dentro da tribo, pois conhecia diversos rituais e também o poder da cura com ervas e plantas. O pajé também possui a função de líder espiritual da tribo. Ele conhece os meios de entrar em contato com os espíritos e deuses protetores da tribo.

Muitas lendas indígenas eram ensinadas pelos pajés; vamos ver uma delas: A lenda da Vitória Régia, muito conhecida na região Norte do Brasil, surgiu de algumas crenças indígenas da tribo tupi-guarani a respeito dos deuses. E era essa lenda que os pajés contavam para explicar o surgimento da planta Vitória Régia. 

Há muito tempo atrás, na tribo dos índios tupi-guarani, contavam uma história em que a lua, que era chamada de Jaci pelos índios, era um lindo deus guerreiro e que quando a noite começava Jaci beijava os rostos das mais belas virgens índias da aldeia. Ele as namorava e sempre que se escondia atrás das montanhas escolhia uma moça para levar consigo.  Quando isso acontecia, a moça deixava a sua forma humana e virava uma estrela.

Essa história era contada para todos da tribo, e uma jovem muito bela e guerreira, chamada Naiá, era apaixonada pela lua e queria muito ser levada e transformada em uma estrela. Os anciãos da tribo dela alertava a índia, pois quando uma moça era levada por Jaci e nunca mais voltava: Deixavam de ser humana. Mas Naiá não se importava, o que ela queria mesmo era ser uma estrela a brilhar no céu. Todas as noites ela ia à procura da lua, sempre a seguia em todo lugar que estivesse. 

Fazia cavalgadas pelas montanhas, pelas matas, subia e descia os montes, mas não conseguia alcançar Jaci e nada lhe acontecia. A jovem índia começou a ficar obcecada, parou de comer e de beber, só pensava na lua e em nada mais. Em uma linda e iluminada noite, Naiá parou um pouco sua caminhada e chegou perto de um riacho para descansar e beber um pouco de água.

Ao se aproximar das águas do riacho viu a lua refletida na água, imediatamente a índia achou que Jaci havia descido do céu para encontra-la e sem pensar duas vezes, Naiá se atirou dentro da água de encontro ao seu amado deus. Ela estava tão deslumbrada com seu desejo de ser levada pela lua que depois de pular dentro da água se deu conta que era apenas um reflexo, tentou sair, mas não conseguiu, a índia acabou se afogando dentro das águas e nunca mais foi vista por ninguém. Ao ver o que havia ocorrido com Naiá, Jaci, o deus da lua, ficou muito comovido e quis encontrar uma forma de recompensar o sacrifício feito pela bela jovem. 

Foi então que ele a transformou em uma estrela das águas, essa seria uma estrela única e deferente de todas as outras. A Vitória Régia é uma planta aquática, suas flores são brancas e só se abrem a noite, para serem iluminadas pela lua, exalando um perfume muito agradável.

Voltando a historia da escrava branca salva pelos índios que passou a ser chamada de Vitoria, por causa da lenda da Vitoria Régia, pois ela era branca como a flor da planta aquática que tinha os azuis cintilantes em suas pétalas como o azul dos olhos da moça. Como ela insistia em ser chamada por Inácia; Passou a ser chamada de Vitoria Inácia. Ali entre os índios Puris aquela escrava branca agora tratada com carinho e cuidada pelas índias mais velhas, pois era assim naquela comunidade indígena as mais experientes cuidavam como mães das mais novas. 

Inácia agora escondida e guardada pelos índios Puris passa a viver entre sua nova família a família dos selvagens e fortes contra os inimigos e homens maus, mais benevolentes e protetores dos homens bons os índio Puris da Bocaina. Seu nome Inácia é trocado por açucena agora batizada pelo Pajé da tribo: Que quer dizer branca e singela, a escrava branca e adolescente vive agora livre em meio a sua nova família a Vitoria Inácia ou Açucena.

Assim como na chegada de Chico Itaúna a pedra preta cercada de curiosidades das índias solteiras. Vitoria Inácia a Açucena foi cercada pelos índios jovens e solteiros que nunca viu uma moça tão branca e doce como aquela. O escravo Chico Itaúna negro por natureza fugitivo que vivia ainda com os índios Puris saiu a caça e ensinava aos índios a arte da caça das tribos africanas arte aprendida com seu avô que tinha sido cacique de sua tribo de origem dos Zulu: Zulu é o maior grupo étnico na África do Sul, sendo a sua população de mais ou menos 11 milhões de pessoas   e eram considerados como cidadãos de terceira classe durante o regime do apartheid.

APARTHEID A SEGREGAÇÃO RACIAL NA AFRICA: A Apartheid foi uma política de segregação social ocorrida na África do Sul entre 1948 e 1994, com a ascensão do Partido Nacional, cujo governo foi composto por uma minoria branca. O país foi governado por esta minoria que adotou desde 1948 uma política de segregação racial. 

Com o fortalecimento do regime entre as décadas de 1960 e 1970, uma forte oposição se fez presente. O Partido Nacional tinha como parâmetro as ideias de superioridade racial branca e para manutenção de seu governo e desse sistema investiu em vigilância e repressão constantes. 

Os casamentos entre brancos e negros eram proibidos e o ato sexual de brancos com não brancos, se descobertos, eram punidos com prisão. Somente brancos atuavam nos cargos diretivos do governo, no parlamento e eram eles os proprietários de terras produtivas. Já aos negros cabia o trabalho como mão de obra barata nas fazendas, nas minas e na indústria.

Além disso, a circulação pelo país era restrita e controlada por diversos documentos de identificação ou passes e salvo-condutos. A burocracia foi uma importante estratégia de controle sobre mulheres e homens negros e sua livre circulação pelo país. Nelson Mandela foi o maior defensor dos negros durante a segregação racial, lutou contra o racismo e ficou preso por 27 anos. A apartheid representou a transformação do racismo em lei na África do Sul - a segregação racial foi legalmente aceita entre 1948 e 1994. 

Os zulus que eram considerados pela apartheid terceira classe das criaturas; São povos que vivem na África, mais especificamente na região da África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique Atualmente os zulus, tem expansão e poderes políticos restritos, mas no passado, foi uma nação guerreira que resistiu ao máximo à invasão Imperialista Britânica e Bôeres no século XIX.

Eles moram em cabanas, feitas de palhas de árvores próprias das florestas tropicais e em forma circular, sem janelas e facilmente desmontáveis. Na filosofia do povo Zulu; Os homens vivem para a caça e para a guerra. Todos os ensinamentos de caça dos Zulus foram passados para Chico Itaúna que agora passa os costumes milenários das tribos da África antiga. O avô do escravo descendente dos reis Zulus com seu olhar altivo de cacique, embora sendo escravo judiado não perdeu sua dignidade dos chefes das tribos. 

Com sua voz forte de trovão ensinava os costumes da tribo os Zulus para Chico Itaúna: Na tribo Zulu quando um rapaz tinha idade suficiente para passar a guerreiro, era despojado das roupas e, todo o seu corpo, pintado de branco, davam-lhe a seguir um escudo para se proteger e uma azagaia ou pequena lança para matar animais ou inimigos. Soltavam-no então dentro do mato. 

Quem o visse, ainda enquanto estivesse pintado de branco, deveria caça-lo e mata-lo. E esta tinta branca levava cerca de um mês para desaparecer. Por isso o rapaz era obrigado a ficar no mato durante um mês viver da melhor forma que pudesse.

Durante um mês era está a sua vida, tanto sob um calor ardente quanto sob chuva ou frio. Quando finalmente a pintura branca desaparecia, ele podia regressar à sua aldeia. Era recebido então com grande alegria e permitia-se que tomasse seu lugar entre os jovens guerreiros da tribo. Mas eles não eram enviados nas matas fechadas sem os treinamentos dos caciques que eram exímios guerreiros ali no meio das florestas entre os animais ferozes, o índio tinha que ser o caçador e predador e ao mesmo tempo presa e mais um na cadeia alimentar daquele lugar. 

Tinha que se proteger e caçar usando as técnicas de caça de se esconder e também lutar pela sobrevivência. Chico Itaúna o homem de pedra como era chamado saia para a caça e trazia suas caças para a tribo Puris, e sempre quando chegava à aldeia da Bocaina de Botafogo, tinha festa e o que não faltava no fogo das fogueiras improvisadas eram as carnes dos animais. 

Quando Chico Itaúna chegou jovem negro e bonito, forte e valente foi recebido com festa e logo apresentado para a escrava branca de olhos azuis e singela, muito bela com seus cabelos claros agora soltos sem os lenços protetores e o grande chapéu de palha que sombreava seu rosto.

O homem de pedra Itaúna abre um sorriso com seus dentes brancos cuidado com ervas e ossos de animais, pois era assim que cuidavam dos dentes e hálitos com plantas dos ensinamentos dos ancestrais: Sem tecnologia, itens tirados da natureza faziam sucesso na busca pelo sorriso perfeito. Antigamente o homem já fazia bochechos com uma mistura de hortelã e água para deixar o hálito mais agradável, portanto naquela tribo o cultivo da hortelã era fundamental para manter o hálito saudável. Alguns povos usavam galhos, folhas de árvores e penas para essa função. 

Outros, pequenas lascas de madeiras entendidas como palitos e há até os que usavam as próprias mãos para fazer a higienização bucal com plantas que criavam em suas resinas espumas amargas mais eficazes na limpeza bucal. Ao ver aquele sorriso bonito e simpático daquele grande e forte ébano, pois Chico Itaúna destaca-se por sua altura com quase dois metro de altura e seus ombros largos e fortes que parecia ter muito mais de dois metros em sua altura.

Vitoria Inácia; a Açucena nome dado pelo Pajé por sua pele branca e singela ficou encantada e seu pequeno coração de moça nova nunca tinha batido tão forte, parecia que ia saltar de seus lábios rosas por natureza. Não podia negar; alguma coisa aconteceu com ela a partir daquele momento sentiu que estava diante do homem de sua vida, e olha que aquilo não era algo comum como nos dias hoje. 

Quando as jovens se apaixonavam era única sua paixão. Itaúna agora suado pelas caçadas e cansado da longa caminhada carregando junto com o pequeno grupo de caçadores as carnes das caçadas, pede licença para a moça bonita de olhos tão azuis que nunca fora visto por ele.

O índio Barnabé Crescêncio o Coto amigo agora mais que irmão do Itaúna o homem de pedra; como gostava de ser chamado, índio que cresceu nas fazendas dos brancos, mas quando adolescente foi resgatado de seu cativeiro pelos Guerreiros Puris que eram homens treinados e guerreiros que resgatavam os índios Tupis e Guaranis dos jugos dos brancos em busca de servidão. Chamada como a bandeira de caça aos índios no Brasil do século dezessete: 

Neste período inicio o ciclo da caça aos índios, os holandeses dominaram vários pontos africanos em que os portugueses obtinham escravos. Com pouca quantidade de escravos para atender as necessidades dos fazendeiros e senhores de engenho brasileiros, ocorreu uma procura maior por mão-de-obra escrava indígena.

Foi então que muitos bandeirantes, principalmente paulistas, aproveitaram a situação para entrar neste negócio. Agora pergunto os Bandeirantes eram heróis ou vilões da historia Brasileira. A corrupção e busca pelo o ouro não é coisa nova no Brasil. As bandeiras de caça ao índio foram expedições (bandeiras) organizadas por paulistas (bandeirantes), que tinham como objetivo capturar e aprisionar indígenas. 

Estes eram vendidos para servirem de mão-de-obra, principalmente na agricultura. A maioria das bandeiras de caça ao índio foi em direção ao sul do Brasil, pois nesta área havia maior concentração de aldeamentos indígenas controlados pelos jesuítas.

A preferência pelos indígenas dos aldeamentos do sul também tinha outra justificativa. Os índios destes aldeamentos já estavam acostumados com o trabalho agrícola, em função dos ensinamentos dados pelos jesuítas. Estes indígenas trabalhavam no plantio e colheita destes aldeamentos. Como conheciam o trabalho, era uma mão-de-obra que os bandeirantes conseguiam obter maior valor de venda. 

A maior parte dos indígenas capturados por estas bandeiras foram vendidos para fazendeiros de São Paulo. Mas a Capitania do Rio de Janeiro e os senhores de engenho do Nordeste também compraram esta mão-de-obra, embora em menor quantidade. E foi em uma destas caçadas que o menino Barnabé Crescêncio foi levado para a venda como um escravo branco.

Comprado junto com alguns índios que foram amarrados e trazidos para a escravidão em Minas Gerais comprado na grande feira de São Paulo não tinha hortigranjeiros, mas sim homem e mulheres em comum acordo dos Jesuítas que treinavam para valorização dos preços por causa do conhecimento nos cultivos do roçado. Os Bandeirantes que eram os mercadores desta mercadoria útil para os senhores dos cafés e engenhos de açúcar. 

Amarrados a uma carroça e cercados por quatro capangas que na verdade eram matadores profissionais. Com aqueles quatro não tinha perdão a tentativa e a força para escapar era punida com agressões e torturas. Barnabé Crescêncio menino novo ágil e bom por sua natureza foi tirado de sua família pelos Jesuítas e agora vendido para as terras mineiras como escravo dos cafezais pelos Bandeirantes.

Neste tempo tinha surgido a lenda do cavalheiro fantasma que diziam entre os índios e escravos que era a alma de uma mistura do índio branco com um escravo negro que voltava dos mortos para assombrarem os cafezais e seus senhores e saiam nas caladas das noites de lua cheia em busca de vingança e sangue dos brancos. 

O cavalheiro fantasma que surgia em seu cavalo preto chamado Ébano cujos olhos eram chamados de chamas de fogo, montado no cavalo Ébano saia o vingador assombrado cuja finalidade era a caça e morte dos senhores e capatazes assim como a libertação dos índios escravos brancos e os negros. A meia noite saia o bando do cavalheiro fantasma em busca de sangue com sua tropa de encapuzados chamados de bando das trevas, pois vestiam com roupas toda de preto e ninguém sabia sua origem. 

Este grupo aterrorizavam os Senhores e nas noites de lua cheia o bando colocava terror com suas armas em formas de tridentes com flechas venenosas em suas pontas caçando feitores de escravos e a soltura dos escravos que eram libertados e suas senzalas queimadas...

Como lutar com aqueles agentes das trevas os vingadores do cavalheiro fantasma. O medo e terror invadiam as noites e todos ouviam o tropel do cavalheiro e seu bando. Feita de chifre dos carneiros se ouvia ao longe antes dos ataques e queimadas com as solturas dos escravos que sumiam cobertos pela negridão da noite. Ouvia o som parecido com um berrante ou shofar dos Hebreus, alguns diziam que era o som do inferno para os senhores dos cafezais, mas para os escravos era o som do céu e de sua liberdade... 

Os escravos capturados eram levados para um lugar chamado à floresta dos malditos, pois todos que entravam naquelas matas fechadas nunca mais saiam para contar a historia daquele lugar que nem índios nem escravos ou homens brancos por mais coragem que tinham não entravam adentro daquele lugar sinistro e funesto. Na sua entrada havia esqueletos de feitores e capangas. A lenda entre os índios era que naquela mata morava o cavalheiro fantasma com seus cavalheiros das trevas.

Barnabé Crescêncio agora estava preso amarrado a carroça com sede e com fome fragilizado pelo cansaço da dura e comprida viagem. Todos os dez escravos comprados a peso de ouro estavam fracos por causa da inanição careciam de alimentos para se fortalecerem. 

Neste momento a escuridão começa a alcançar aquela tropa constituída dos dez escravos indígenas, o carroceiro apelidado de Bagaça, pois gostava de se embriagar com a cachaça guardada em sua cuia de cuité. Neste momento se ouve a ordem de parada iam acampar a beira do rio próximo a hoje Coronel Pacheco. O nome da cidade homenageia o Coronel José Manoel Pacheco (1838-1914), que foi vereador em Juiz de Fora nas legislaturas de 1873-76, 1898-1900 e 1905-07. Mas naquele tempo se chamava; Agua Limpa:

O município teve origem no antigo povoado de Água Limpa, depois conhecido por Triqueda, que tornou-se distrito de Juiz de Fora em 31 de julho de 1890. Posteriormente, a sede do distrito foi transferida, definitivamente, para o povoado de Lima Duarte, renomeado Água Limpa. 

Água Limpa pertenceu, entre 1938-43, ao município de Rio Novo, retornando a Juiz de Fora após esse período. Em 30 de dezembro de 1962, se emancipou de Juiz de Fora, adotando a denominação de Coronel Pacheco. Ali naquele lugar a escuridão tomou conta da noite, o silencio fúnebre era quebrado apenas pelos estalos da fogueira. 

Os escravos cansados não conseguiam dormir por causa da fome tinham comido apenas mandioca crua e dura. Os capatazes se revezavam em dupla para vigiar e guardar o acampamento, sabiam que breve chegariam ao seu destino. De repente se ouve o som tenebroso do shofar que como um grito de liberdade ecoou quebrando o silencio da noite.

Os capatazes que vigiavam ficaram atentos os que dormiam sabia que era uma emboscada do cavalheiro das trevas e seu bando de encapuzados infernais. Com suas armas chamadas: pistola de pederneira, as primeiras foram feitas no século dezessete. Era um mecanismo feito para substituir o fecho de mecha, consistia em uma pedra de sílex presa no percussor, que após ser acionado, provocava uma faísca que detonava a pólvora. 

Mas estas armas na escuridão da noite e a luz da fogueira criavam um alvo fácil para as flechas certeiras do cavalheiro das trevas e seu bando. Quatro flechadas se ecoou na calada da noite acertando os alvos dos capangas que cem imobilizados pelas flechas envenenadas com fortíssimo soníferos extraídos das plantas manipuladas pelo pajé dos índios Puris.

Naquele momento a garganta começa fechar com o choque anafilático as vistas escurecem e as pernas ficam bambas e não mais suportam o peso do corpo e caem no chão desfalecidos os homens maus e algozes dos índios escravos brancos daquela comitiva. Neste momento a figura daquele cavalheiro alto, pois dizia que a lenda tinha a aparência de três metros de altura um gigante forte e impiedoso com os escravagistas. 

Escravagistas: Homens que defendiam a escravatura, a escravidão; Chamados também de escravocrata. Que eram partidário do escravagismo, do sistema segundo o qual algumas pessoas devem ser privadas de sua liberdade, por servidão, especialmente os negros e agora com os Jesuítas e Bandeirantes os índios.

Com golpes certeiros de sua lança em forma de tridentes o Cavalheiro das trevas mata a cada um dos quatro capatazes e matadores de aluguel torturadores de índios e escravos. Seus corpos são pendurados e uma marca foi colocada a fogo no corpo uma marca de caveira como símbolo da morte; Sinal e aviso do Cavalheiro contra todos que subjugavam com maldade os escravos. 

Um aviso de mudanças ou tratavam bem seus escravos ou teriam a visita do bando das trevas. Na mesma hora alimentos de mandioca cozida e frutas como banana, laranjas e abacaxis assim como gomos da cana açucarada para os escravos índios novos ainda em sua adolescência. 

O cavalheiro olha para Barnabé Crescêncio e logo uma empatia se deu entre os dois. O cavalheiro sabia que ali estava um ótimo ajudante para seu bando, o cavalheiro olha para o carroceiro Bagaça e diz para ele contar a historia para todos na venda do seu Joaquim na Vila de Tabuleiro.

De repente em um abrir e fechar de olhos o cavalheiro desaparece na escuridão da noite levando com ele o seu bando e os escravos índios brancos que desapareceram e aqueles índios nunca mais foram visto por aquelas bandas. A pergunta era constante na Vila de Tabuleiro; para onde eram levados aqueles que desapareceriam juntos aos barulhos dos tropéis dos cavalos. O mais rápido possível o Bagaça pegou um dos cavalos ainda atrelados e em galope correu para a fazenda do seu Firmino que parecia dono e chefe maior daquelas redondezas. 

Diz a historia que enriqueceu explorando a vendas de escravos e das terras tomadas pela força e miras dos seus capangas matadores de alugueis. E logo que contou o enredo fúnebre de sua viagem correu para a venda do seu Joaquim o Bijoia.

Ali começa a contar a sua versão estava ainda sem sono quando ouviu um som como se fosse um gemido de uma alma penada foram três gemidos como se anunciando o ataque, logo os ouvidos aguçados dos quatro capangas dos dois que estavam acordados e ou outros dois que estavam cochilando em uma ronqueira só disse Bagaça. 

De repente como um raio quatro flechas certeiras atingiram os pescoços dos homens que caiaram sem direito a um gemido, e nem tempo de atirarem com suas pistolas pederneiras. De repente surge diante dele alumiado pela fogueira aquele cavalheiro e seu cavalo que soltava fogo em suas respiradas, o cavalheiro com um salto só empunhando uma arma branca:

A alabarda que era composta por uma haste pequena que tinha na ponta, afiada, uma espécie de machado, e em quatro golpes certeiros cortam na rapidez de um corisco os pescoços dos capangas do seu Firmino que não tiveram tempo de se defenderem. Com uma voz rouca de trovão o cavalheiro da uma ordem e quando a ordem saia de sua boca todos tremiam diante aquele mandamento. A ordem era que pendurasse os mortos nos galhos das arvores e neste momento o cavalheiro usa novamente a sua alabarda cujo fio brilha com a luz da fogueira improvisada. 

Neste momento o cavalheiro das trevas deixa a marca como um aviso para todos que maltratassem índios e escravos um xis era colocado sinal de eliminação e destruição de todos os covardes; sejam senhores, capangas e feitores todos estavam agora na mira do cavalheiro das trevas e seu bando infernal.

Seu Firmino quando vê os corpos de seus capangas solta brado de maldições e seus gritos se ouvia ao longe e jura ali diante dos mortos que destruiria o bando e o cavalheiro. Mas como matar e destruir uma alma penada que voltou das trevas para assombrar a todos os fazendeiros da região. Assim cresceu naquela região as façanhas do cavalheiro das trevas e seu bando. Com a lenda os fazendeiros começaram a tratar bem os seus escravos e colonos. Não havia mais os roubos das terras e os escravos das Quilombeiras tinham a paz. 

Ate que um dia foi proclamado a Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país.

Agora os índios selvagens deixam suas terras próximas às cidades e começam a adentrar ainda mais pelas florestas desaparecendo e refugiando pelas grandes matas. Com os fazendeiros agora sossegados e com o tratamento mais humanizados o Chico Itaúna pode descansar junto a sua amada nas terras aquilombadas de Botafogo. Ali cria sua família a família do Francisco o negro da tribo Zulu com sua amada e não se houve mais falar do terrível e temido cavalheiro de três metros de altura o fantasma do cavalheiro das trevas. 

Mas dizem que muitos colonos escutam os rastros das correntes e os urros de um cavalheiro nas noites de lua cheia ouviam o tropel de seu bando provocando calafrio e temos entre os senhores de engenho e cafeicultores. Diz o Bagaça no botequim do Bijoia que era um aviso ou tratavam bem seus empregados ou receberiam a visita do justiceiro vingador o cavalheiro das trevas.

Entre uma pitada e outra do velho é bom Chico com seu cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho, me diz com uma voz forte do cavalheiro vai deitar netinho tá tarde. Neste momento me levanto dou um beijo naquela mão de herói e respondo “boa noite vô Chico, sua bença”. 

Neste momento viro encostado no umbral daquele casebre que era nosso lar e vejo uma lagrima cair dos olhos do Francisco Itaúna; A pedra preta. Saudade não apenas ainda desejo de vingança das hostilidades e crueldades dos homens ricos e brancos!!!

Em uma manhã fria de inverno Chico Itaúna fecha seus olhos pela última vez, no colo de sua veia a Açucena de olhos azuis da cor do céu. O velho Chico só tinha um pedido que logo foi atendido pelos filhos dos escravos das terras Quilombeiras. Lança o meu corpo no rio, pois um dia voltarei em forma de um grande peixe vigiando as águas e terras de maldades. 

E neste dia quando anoitecer o grande peixe se transformara nos temível Cavalheiro das Trevas e seu bando para libertar os oprimidos daquele vilarejo. em um beijo suave e doce despedi do meu velho avô e logo vi o seu corpo de pedra desaparecer nas águas caudalosas do rio, descanse em paz Velho Chico Itaúna o Pedra Preta...

A lenda do cavaleiro ainda continua nas noites de lua cheia com o relincho do seu cavalo e o som do shofar; anunciando que o guardião esta a espreita e com isso ouve paz por aquelas bandas nas terras vermelhas do sertão no tropel do bando dos justiceiros!!! 

FIM... Oswaldo de Souza...

 

 


 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

COROA DOS HIPOCRITAS: LIVRO ON LINE GRATUITO BONUS POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR, PESQUISADOR E HISTORIADOR BIBLÍCO!!!


A JANELA LUGAR DOS HIPOCRITAS: Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência.

Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar... (Tiago 1:23 -25).

Tiago nos diz, nesses versículos, exatamente como devemos usar a Bíblia. Devemos estudar para nos vermos mais claramente, com disposição para mudar e corrigir cada defeito que observamos. A pessoa que usa a Bíblia desse modo será abençoada em seu crescimento espiritual!!!

Devo olhar pra mim mesmo quanto à análise da palavra de Deus e assim sermos transformados pelo pleno conhecimento do que está escrito nela e que nos leva a buscar uma versão melhor de nós mesmo...

Contudo, há uma grande tentação para se usar a Bíblia como janela, no lugar de espelho. Em vez de se olhar no espelho, para ver como posso melhorar, é mais fácil olhar pela janela para ver os erros dos outros. Esse era o problema do fariseu que orava em Lucas 18:11-12.

O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.

O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!!! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado. Lucas 18:11-14...

O fariseu da história de Jesus olhava para a janela, em vez de agradecer a Deus pelos seus grandes feitos em sua vida. Exaltava-se olhando para as misérias e defeitos dos publicanos. Já o publicano olhava no espelho e pedia a Deus plena misericórdia, pois reconhecia suas falhas e o quanto deveria melhorar em seus comportamentos!!!

Em vez de ver seus próprios problemas, o fariseu se confortava com o fato de haver outros pecadores maiores em volta dele. Quanto facilmente nós defendemos nossos próprios erros encontrando alguém que julgamos ser pior!!! Este comportamento faz de nossas igrejas um tribunal e deixa de lado sua própria significância que é ser um hospital de cura e alento para o doente e pecador...

A igreja é o tanque de Betesda que quer dizer: Casa de misericórdia; Miseris e cordia duas junções que nos diz lugar onde olhamos as misérias do próximo com um olhar do coração, cheio de bondade e amor. A palavra Betesda também quer dizer: Casa da azeitona; Lugar onde tem a unção do azeite que cura o doente e liberta o encarcerados de suas prisões!!!

E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção. Isaías 10:27...

Jesus conheceu grande quantidade de pessoas que se achavam justas, que passavam seu tempo olhando pela janela para criticar e condenar outras. Ele certamente deve ter pensado em algumas delas quando pregou o sermão do monte. Ali, ele advertiu contra tal julgamento condenatório. Precisamos primeiro aplicar a verdade em nossas vidas antes de tentarmos resolver os problemas de outros (Mateus 7:1-5).

Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Mateus 7:1-5...

A palavra argueiro significa algo bem pequeno, uma partícula, enquanto a trave é algo bem grande!!! Contudo, isso não quer dizer que devemos ignorar o pecado de nosso irmão. Pelo contrário, temos que corrigir com amor e misericórdia os que erram (Gálatas 6:1; Mateus 18:15-17). - Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Gálatas 6:1,2...

Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada.

E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Mateus 18:15-18...

Mas quando escondemos nossas próprias impiedades atrás dos pecados dos outros, não estamos seguindo a Deus. Podemos enganar outras pessoas. Podemos até enganar a nós mesmos. Mas Deus fez o espelho, e sabe exatamente o que ele reflete!!!

Meus irmãos e amigos sejamos o melhor de nós mesmo, seguindo em amor a lei de Cristo pela vida e o melhor se sua igreja. E a lei de Cristo é esta: O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. João 15:12-14...

Estudo bíblico honesto exige coração sincero e humilde. Por Dennis Allan e adaptação Oswaldo de Souza...

JULGAMENTO A COROA DA HIPOCRISIA: NÃO EXISTEM ASSUNTOS POLEMICOS E SIM ASSUNTOS CONFLITANTES ENTRE O FALAR E O FAZER!!! A bíblia é como um espelho que reflete nossa imagem: Primeiro contemplamos para depois sermos transformado!!!

NÃO PODEMOS MUDAR O MUNDO, MAS PODEMOS MUDAR NOSSO PRÓXIMO!!! MUDANÇA NÃO SE FAZ DE UM DIA PARA UMA NOITE É COMO UM QUEBRA CABEÇA QUE MONTAMOS DEVAGAR E COM PACIÊNCIA ATÉ CHEGAR NA SUA PLENITUDE EM UM QUADRO PERFEITO. MAURÍLIO SOUZA...

JULGA-TE A TI MESMO: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Para julgar a si mesmo e ser humilde é a maior coisa que se pode fazer nesta vida!!! – 1 Cor 11:28 - Examine, pois, cada um a si próprio, e dessa maneira coma do pão e beba do cálice.

Jesus conheceu grande quantidade de pessoas que se achavam justas, que passavam seu tempo olhando pela janela para criticar e condenar outras. Ele certamente deve ter pensado em algumas delas quando pregou o sermão do monte. Ali, ele advertiu contra tal julgamento condenatório. Precisamos primeiro aplicar a verdade em nossas vidas antes de tentarmos resolver os problemas de outros (Mateus 7:1-5).

Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?

Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Mateus 7:1-5. Argueiro: partícula pequeníssima, destacada de qualquer corpo; grânulo, cisco, coisa mínima, sem qualquer importância; ninharia, nonada (insignificância). – Trave: Grande tronco ou madeiro retilíneo, grosso e comprido, para sustentar partes elevadas de uma construção chamada viga.

ATENÇÃO: O malhete ou martelo é vinculado nesta mensagem ao antigo cajado utilizado pelos sacerdotes judeus e cristãos, que, quando presidindo os cultos ou reuniões públicas, o utilizavam para chamar a atenção da assembleia. E nesta mensagem quero ensinar a maneira que devemos julgar nossos irmãos:

1 – COM MISERICORDIA: (Miseris e cordia – olhar do coração) – Se quer julgar julgue com compaixão (sentir a dor de outro). – Tiago 2:13 Porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia; a misericórdia triunfa sobre o juízo. - Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou. - Efésios 2:4...

Não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, Tito 3:5. - Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. Hebreus 4:16.

Olha quando escondemos nossa própria impiedade e erros atrás dos pecados e erros dos outros irmãos, não estamos seguindo a Deus e nem obedecendo a sua palavra. Podemos até enganar outras pessoas. Podemos até enganar a nós mesmos. Mas Deus fez o espelho, e sabe exatamente o que ele reflete!!!

OLHOS E OUVIDOS DE DEUS: Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que firmam toda a esperança em suas misericórdias. – Salmo 38:18 - 1 Pedro 3…11 - afaste-se do mal e pratique o bem; busque a paz e nela persevere. 12 - Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e seus ouvidos estão atentos às suas orações, entretanto, a face do Senhor volta-se contra os que praticam a maldade. 13 - Ora, quem vos fará mal se sois zelosos do bem e: (da bondade e compaixão)?

O PERIGO DA HIPOCRISIA: O MUNDO É TRASFORMADO PELO SEU EXEMPLO E NÃO POR SUAS IDEIAS SOFISMATICAS!!!

A palavra hipocrisia deriva do vocábulo grego "ator", significando aquele que finge ou engana. A prática de dissimular declarando crenças, sentimentos ou virtudes que não possuímos é considerado hipocrisia. NOSSAS ATITUDES DEVEM ESTAR EM ACORDO COM O QUE FALAMOS!!!

Muitas vezes somos tentados a camuflar a verdade para conseguir aquilo que queremos. Na verdade, a hipocrisia funciona dessa forma: Quando fingimos o que não somos, o que não sentimos ou o que não cremos na verdade, estamos sendo hipócritas. Essa tentativa de enganar e distorcer a verdade é tão séria que a Bíblia nos alerta muitas vezes sobre esse perigo. O ENGANO É UM LAÇO DO PROPRIO ENGANADOR CONTRA SI MESMO!!!

Na parábola do joio e do trigo, Jesus ensina sobre a realidade de algo que aparenta ser o que não é. O joio é uma erva daninha que cresce nas plantações de trigo. Devido à semelhança, os agricultores preferiam deixar que ele permanecesse, até o amadurecimento do trigo para que na colheita fosse arrancado, e lançada no fogo.

O joio é uma espécie de metáfora para hipócritas que até convivem no meio dos cristãos, mas não são verdadeiros. No fim, o trigo (filhos legítimos) será separado do joio (daqueles que são falsos) e este será retirado do reino de Deus.

Uma das dificuldades daqueles que dizem viver de uma realidade e vivem outra completamente diferente é que passam a não enxergar as suas próprias falhas e enganos. Eles veem a todo tempo os erros alheios, os problemas e o que os "outros" fazem de mal, mas nunca reconhecem que eles próprios precisam e podem melhorar em vários sentidos.

NÃO DEVEMOS SER JANELA E SIM ESPELHO; JANELA OLHAMOS O OUTRO NO ESPELHO OLHAMOS A NÓS MESMO!!! Não querem enxergar nem retirar as suas próprias falhas antes de poder alertar os outros.

A Bíblia alerta para o descrédito que o hipócrita manifesta. Independentemente de quem são, do que fazem, ou de onde podem ter influência, quando é reconhecida a sua prática de hipocrisia, é comum as pessoas à sua volta se afastarem. Mesmo amigos e colegas chegados sabem que não se pode confiar em quem age com hipocrisia. No momento da dificuldade, as pessoas sabem que não podem recorrer ao apoio do hipócrita.

Jesus alerta aos seus discípulos sobre o "fermento dos fariseus". Fermento é uma substância que, em pequena quantidade, ao ser misturada à massa do pão a faz levedar e crescer. Aqui o fermento dos fariseus é a hipocrisia, que sendo aparentemente inofensiva, causa um grande e crescente mal.

Os fariseus, tal como os religiosos falsos dos dias de hoje, vivem uma vida dupla, corrompida, contaminando a outros para agirem da mesma forma. "Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade". (Mateus 23:28).

DEUS TE ABENÇOE!!! OSWALDO SOUZA...


 

sábado, 4 de abril de 2026

PASSOS DO SACRIFICIO: POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR!!!


Os Últimos Passos de Jesus (Via-Sacra) - Condenação: Jesus é condenado à morte por Pôncio Pilatos. SENDO INOCENTE!!! A Cruz: Jesus recebe a cruz nas costas. CHAMADA A VIA SACRA OU VIA DOLOROSA!!! Primeira Queda: Jesus cai pela primeira vez sob o peso da cruz. O PROBLEMA NÃO ERA O PESO E SIM A FRAQUEZA DE JESUS CRISTO...

Encontro com Maria: Jesus encontra sua mãe no caminho.

Simão Cireneu: Simão é forçado a ajudar Jesus a carregar a cruz. NÃO FOI EM VÃO A AJUDA DE SIMÃO, COM ISTO TROUXE A CONVERSÃO DE SEUS FILHOS ALEXANDRE E RUFU!!!

Segunda Queda: Jesus cai pela segunda vez. Mulheres de Jerusalém: Jesus consola as mulheres que choram por ele. Terceira Queda: Jesus cai pela terceira vez, exausto.

Despojamento: Jesus é despido de suas vestes. Crucificação: Jesus é pregado na cruz. Morte: Jesus morre na cruz. Descida: Jesus é tirado da cruz e entregue a sua mãe. Sepultamento: Jesus é colocado no sepulcro.

O SIGNIFICADO DO SACRIFÍCIO: Troca de Lugar: Jesus, sendo sem pecado, assume o lugar dos pecadores para oferecer a salvação. CHAMADO SACRIFICIO VICARIO!!!

O Cordeiro de Deus: Jesus se torna o sacrifício perfeito, encerrando a necessidade de sacrifícios antigos. Redenção: Através de sua morte e ressurreição, Jesus liberta O PECADOR QUE SE ARREPENDE da condenação do pecado e estabelece uma nova aliança.

PELA GRAÇA SOIS SALVO MEDIANTE A FÉ ISTO NÃO VEM DE NÓS, MAS É UM PRESENTE DE DEUS “A SALVAÇÃO” ...

JESUS CRISTO NOSSO CORDEIRO PASCAL: Quando JESUS veio ao mundo enviado pelo mesmo DEUS que enviara MOISÉS; Ele JESUS, foi apresentado como o “... Cordeiro que tira o pecado do mundo”. Ou seja, JESUS foi identificado com o mesmo cordeiro da “Páscoa Judaica”, que a exemplo daquele, foi morto para que todos aqueles que NELE crerem não pereça, mas tenha vida eterna!!!

ENTÃO NA VERDADE, JESUS HOJE É A NOSSA PÁSCOA!!! - JESUS vem substituir a “Páscoa Judaica”. No Evangelho de Mateus, capítulo 26 é narrado à celebração da última páscoa em que JESUS participou com seus discípulos. A partir do v. 26 está à instituição da Páscoa pelo Senhor Jesus, oferecendo sua vida, simbolicamente representada pelo PÃO (sua carne) e pelo VINHO (seu sangue), que ELE derramaria no calvário pelo meu pecado e pelo seu pecado!!!

Por isso, irmãos, a PÁSCOA tem como definição: UMA FESTA RELIGIOSA em que os JUDEUS comemoram a libertação da escravidão do Egito, sob o comando de Moisés. - PARA A IGREJA DE HOJE A PÁSCOA É: UMA FESTA RELIGIOSA EM QUE OS CRISTÃOS COMEMORAM A RESSURREIÇÃO DE CRISTO QUE É A RAZÃO DA NOSSA FÉ!!!

Vem Cear – 301 - Harpa Cristã: VEM CEAR - Cristo já nos preparou, Um manjar que nos comprou, E, agora, nos convida a cear, Com celestial maná, Que de graças Deus te dá, Vem, faminto, tua alma saciar. “Vem cear”, o mestre chama:” Vem Cear” Hoje mesmo tu te podes saciar; Poucos pães multiplicou, Água em vinho transformou, Vem, faminto, a Jesus, “Vem cear”!!!!

CEIA: 1 CORINTIOS 11:23 Pois isto é o que o próprio Senhor disse com relação à sua mesa, e que eu antes já lhes havia transmitido: Que na noite em que Judas O traiu, o Senhor tomou o pão, 24 e, depois de haver agradecido a Deus, partiu-o e o deu aos seus discípulos, dizendo: "Tomem isto e comam.

Isto é o meu corpo, que é entregue por vocês. Façam isto para se lembrarem de mim". 25 De igual modo, Ele tomou o cálice de vinho depois da ceia, dizendo: "Este cálice é o novo contrato entre Deus e você, estabelecido e posto em vigor por meio do meu sangue. Pensem nisto, em memória de mim, toda vez que o beberem".

26 Porque cada vez que vocês comerem esse pão e beberem esse cálice, estão repetindo a mensagem da morte do Senhor, morte que Ele sofreu por vocês. Façam isto até que Ele volte de novo.

 

DEUS TE ABENÇOE!!! OSWALDO SOUZA...


 

segunda-feira, 30 de março de 2026

ABRIR A MINHA CASA PARA VIVER A CURA: O MILAGRE (SOGRA DE PEDRO) ... ESTUDO BIBLICO POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR!!!


“(Lucas 4:37) - E a sua fama divulgava-se por todos os lugares, em redor daquela comarca. (Lucas 4:38) - Ora, levantando-se Jesus da sinagoga, entrou em casa de Simão; e a sogra de Simão estava enferma com muita febre, e rogaram-lhe por ela. (Lucas 4:39) - E, inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e está a deixou. E ela, levantando-se logo, servia-os. (Lucas 4:40) - E, ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam; e, pondo as mãos sobre cada um deles, os curava.” Jesus deixou Nazaré, que era muito longe e foi morar em Cafarnaum, onde realizou poderosos milagres, iniciando ali seu ministério de curas maravilhosas.

Jesus utilizou casa da sogra de Pedro para morar. Foi esta atitude dela que viabilizou o Ministério de Jesus. Ela propiciou um lugar para abençoar o povo, dando sua oferta de amor àquele Ministério. No trecho da palavra que lemos, foi exatamente o momento que vemos que a sogra de Pedro, cujo nome nem é mencionado, estava profundamente enferma.

Mas ela permitiu que Jesus entrasse em sua casa, em sua vida, em sua saúde, tocando nela através de suas palavras, repreendeu aquele espírito que a estava assolando com a febre e este a deixou. A atitude desta mulher trouxe cura a ela, a todos aqueles que estavam ao seu redor, abrindo um novo tempo milagroso naquele lugar.

Hoje é o dia que você vai viver esta cura dentro da tua casa, da tua família, dos teus relacionamentos, de tudo aquilo que está ao teu redor. Jesus vai começar uma grande obra na tua vida e esta obra será iniciada com a tua cura, a febre que tem te afastado de todos aqueles que você ama... A doença que tem rompido toda a amizade na tua família e na tua casa está sendo quebrada hoje.

Repita assim: Hoje eu expulso de minha casa todo espírito que vem assolando meus relacionamentos familiares, eu abro meu coração e me posiciono para viver um novo tempo, em nome de Jesus.

A SOGRA DE PEDRO TEVE 2 ATITUDES ESPIRITUAIS:

1 – ELA ABRIU SUA CASA, SUA VIDA E SEU CORAÇÃO PARA VIVER UM NOVO TEMPO DE BÊNÇÃOS: João 3:3 - “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Neste tempo, ela não conhecia a Jesus como nós conhecemos. Ela ouvia seu genro falar, mas não sabia de fato o que acontecia. No entanto, ela abriu sua casa, sua vida para receber o novo do Senhor ela quis nascer de novo para viver o milagre.

Não se importou com seu passado e com aquilo que já conhecia e que a religiosidade já não podia mais lhe dar.  Ela se fechou para o mundo para viver o novo tempo que Jesus tinha para ela: Sua CURA.

Repita: Eu vou ter a atitude da sogra de Pedro, vou abrir minha casa, minha vida e vou fechar minhas portas para o mundo para viver minha cura, em nome de Jesus!

2 – ELA PASSOU A SERVIR A JESUS: - João 12:26 - “Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.” Quando ela foi curada, seu corpo passou a ser lugar bendito, morada do Espírito Santo de Deus. Através desta atitude, Jesus habitava onde ela estivesse. Por isso, a doença foi expulsa, sua vida foi transformada e tudo aquilo que era problema passou a ser um grande mover de Deus na vida dela.

Sua casa passou a ser lugar onde se servia ao Senhor, e com isso Ele, Jesus a honrava em tudo que ela fazia. Repita: Eu tenho a atitude de servir ao Senhor. Isto trará benção para minha casa, minha família, meus relacionamentos. Onde eu colocar a planta de meu pé é lugar abençoado e o poder de Deus está sobre a minha vida, em nome de Jesus!

ESTAS ATITUDES GERAM 3 BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS PARA A VIDA DA SOGRA DE PEDRO: 1 – FEZ DE SUA CASA SER RECONHECIDA COMO UM LOCAL DE MILAGRES: - I Co 6: 19,20 - “19 Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 20 Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.”

2 – TODOS OS QUE ALI VIVIAM, PASSARAM A SER ABENÇOADOS: - Gl 3: 13,14 - “13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; 14 Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.”      

3 – RESTAURAÇÃO DA FAMÍLIA, LIMPANDO TODA DOENÇA, TODO PODERES DO INFERNO VIVENDO A CURA ESPIRITUAL E MATERIAL QUE O SENHOR TEM PARA SUA VIDA. - At 3:21 “O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio”.

CONCLUSÃO: “Sl 101:6 Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá”. “7 O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos. 8 Pela manhã destruirei todos os ímpios da terra, para desarraigar da cidade do SENHOR todos os que praticam a iniquidade”.

REPITA: O Senhor vai cuidar de minha casa, para que nada mais seja destruído, roubado e perdido. Minha casa será abençoada e minha casa será local de milagres. Minha casa abrigara a presença de Jesus Cristo que fará a diferença em tudo o que nós fizermos. AMÉM!!! 2026 anos da restauração da família, por quê? A FAMÍLIA É UM PROJETO DE DEUS.

DEUS TE ABENÇOE!!! OSWALDO DE SOUZA....


 

sábado, 28 de março de 2026

QUAL A GRANDE DIFERENÇA ENTRE CASA E LAR? POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR!!!


Uma vez por mês na sexta feira fazíamos na cidade de Ubá "cidade carinho", uma reunião nas casas dos irmãos o que chamamos de "O CULTO DA COMUNHÃO", ungíamos a casa. E sempre que fazíamos isso eu gostava de falar de uma realidade no mundo espiritual; como pastores, ungimos com óleo a casa que são as paredes, janelas e portas... Mas Deus é aquele que unge o lar que são as pessoas que constitui a família que habita na casa...

CASA E LAR: Casa é uma construção de cimento e tijolos. Lar é uma construção de valores e princípios. Casa é o nosso abrigo das chuvas, do calor, do frio... Lar é o abrigo do medo, da dor e da solidão. Casa é o lugar onde as pessoas entram para dormir, usar o banheiro, comer. Onde temos pressa para sair e retardamos a hora de voltar.

O lar é o lugar onde os membros da família anseiam por estar nele, onde refazem suas energias, alimentam-se de afeto e encontram o conforto do acolhimento. É onde temos pressa de chegar e retardamos a hora de sair. Numa casa criamos e alimentamos problemas. O lar é o centro de resolução de problemas. Numa casa moram pessoas que mal se cumprimentam e se suportam.

Num lar vivem companheiros que, mesmo na divergência, se apoiam e nas lutas se solidarizam. Casa é local de dissensões, conflitos, discórdia... No lar as dissensões, os conflitos, existindo, servirão para esclarecer e engrandecer. Numa casa desdenha-se dos nossos valores. No lar sonhamos juntos.

Numa casa há azedume e destrato. Num lar sempre há lugar para a alegria. Numa casa nascem muitas lágrimas. Num lar plantam-se sorrisos. A casa é um nó que oprime, sufoca...

O lar é um ninho que aconchega. Se você ainda mora em uma casa, nós o (a) convidamos a transformá-la, com urgência, em um lar... Lugar onde Jesus seja sempre o seu SENHOR de nosso lar!!!

COMO TRANSFORMAR MINHA CASA EM UM LAR?

Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos (Provérbios 14:1). Vamos tirar a mulher aí e colocar: Todo casal sábio juntos edificam sua casa, transformando a casa em um lar....

Na minha casa existe um lar porque nela moram as pessoas que mais eu amo no mundo, portanto eu tenho: Tenho que cuidar da minha casa com muito carinho e me esforçar para transformá-la em um lar; tenho que ser um homem ou uma mulher sempre presente...

Tenho que ser um pai e mãe que educa e se preocupa com a vida espiritual dos filhos; tenho que ser um homem e uma mulher cujo; Coração seja perdoador e amoroso e que todos confiam (Provérbios 31:11). Devemos transformar nossas casas em um:

Lar doce lar, em um lugar que seja, impossível não pensar em Deus...  (Provérbios 9:1) - A SABEDORIA já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas. - (Provérbios 24:3) - Com a sabedoria se edifica a casa, e com o entendimento ela se estabelece; (Provérbios 24:4).

Uma casa para ser transformada em um lar tem que ser edificada com carinho, cuidado e muito amor. Quer ter uma casa transformada em um lar? AS SETE COLUNAS: 

1º - ORAÇÃO: Comece dobrando os seus joelhos e pedindo a Deus que (seja um homem e uma mulher dependente de Deus). 2º - Que Ele transforme sua vida (esteja preparado para mudanças). – 3º - Que Ele mude seu coração e que seu coração seja amável (atencioso – cortes – gentil e respeitoso) e amoroso (afetuoso – carinhoso).

4º - Entenda e busque conhecimento dos planos perfeitos de Deus – (você precisa entender e seguir os princípios eternos de Deus). 6º - Edificar e fazer da minha casa em um lar, isso vai dar trabalho e você precisa estar disposto a arregaçar a manga e não “comer o pão da preguiça” - (Provérbios 31:27) - Está atenta ao andamento da casa, e não come o pão da preguiça...

7º - Colocar Deus em primeiro lugar na sua vida - “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33) ... VAMOS TRANSFORMAR O DESERTO ONDE MORAMOS EM UM OÁSIS DE ÁGUAS CRISTALINAS, VAMOS TRANSFORMAR NOSSAS CASAS EM UM LAR:

EDIFICAR: significa construir, levantar, mas eu sei que um lar não é apenas a casa, mas o marido, esposa e filhos. Quero ter uma casa bonita, atraente, mas quero também ter minha família feliz em um ambiente onde tudo combina, onde todos têm o mesmo objetivo. SABE QUAL? FAZER O OUTRO FELIZ.

Deus quer que eu faça da minha casa um lar e, com certeza, é Ele que irá me ajudar a alcançar o meu objetivo. Mas eu tenho que evitar certas coisas que possam destruir o meu lar: 1º - A amargura é uma delas. Este é um sentimento que pode destruir um lar. Um coração cheio de amargura é capaz de usar palavras que machucam, ferem, destroem, dilaceram, separam... Um ambiente cheio de ódio jamais poderá ser chamado de lar.

2º - O pão da preguiça ou do descaso; também faz parte das coisas que destroem um lar. Há mulheres e homens que não têm tempo ou não se importam em cuidar da sua casa, não preparam um tempo para a família...

DEUS TE ABENÇOE!!! OSWALDO DE SOUZA...