MENSAGEM DA CRUZ

MENSAGEM DA CRUZ
ESPAÇO LITERARIO SOBRE A MENSAGEM DA CRUZ :

domingo, 16 de julho de 2023

VIDAS EFEMERAS VERSOS VIDA ETERNA: POR MAURÍLIO OSWALDO ESCRITOR, PESQUISADOR E HISTORIADOR BIBLÍCO!!!


VIDAS EFEMERAS:

Quero fazer uma comparação bíblica a respeito do homem e sua vida, ela diz que o homem é como a erva do campo e toda sua gloria, força e beleza é como a flor da erva. Este homem vai crescendo lentamente sem parar, e Deus compara o homem como uma erva por causa de sua fragilidade é o lado efêmero (transitório – passageiro) de tudo isso que nos leva a pensar na vida. As ervas do campo devem trazer a nossa memória que tudo passa. O lado frágil da natureza humana...

Nós devemos viver nossas vidas lembrando sempre desta lição da erva do campo, não podemos viver como se tudo isso vai durar para sempre e observar que a vida é feita de fases e que tudo passa e muito rápido. Lembro-me parece que foi ontem eu brincando como criança, correndo como adolescente, aprendendo como jovem, buscando praticar como adulto e chegando a minha chamada terceira idade. Olha meus amigos tudo passa e sempre estarão sofrendo mudanças...

A chamada flor da erva traz a memória a também efêmera gloria do homem. Aí está o que muitas vezes nos levam as vaidades da vida, a força, beleza e juventude que o homem busca e muitas vezes se agarram freneticamente sem querer largar. Este período se torna a guerra em busca do reconhecimento onde o mais e nunca o menos, o maior e nunca o menor, uma busca por elogios daquilo que amanhã se tornara apenas uma recordação no porta retrato, daquilo que foi e já não é mais...

Que momento perigoso da vida onde nossas escolhas podem trazer consequência ou recompensas, neste momento da vida nos sentimos como super heróis sem saber que somos apenas humanos como pedras e barros, buscando o pódio da vida ou o mais alto monte escorregamos em uma realidade simples e imutável; o homem é como a erva do campo e toda sua gloria, força e beleza é como a flor da erva...

A VAIDADE DA VIDA E LUZ NO FIM DO TUNEL: 

Um ano vai outro ano vem, mas algumas coisas continuam do mesmo jeito. Mudanças não existem nos anos, pessoas certamente vai nascer outras certamente morreram lutas e discórdias, honras e desonras, paz e guerras, momentos de prosperidades e mananciais, momento de desertos e vales. Situações que nos alegraram outras que vai trazer tristezas, pois tudo é vaidade com frases feitas com efeitos e sem efeitos...

Vaidade é tudo vaidade; qual é o objetivo da vida? Se não há mudanças, pois tudo é vaidade debaixo do sol. Aqui observamos o vazio da vida destituída de objetivos, alvos ou metas. Um viver sem sentido enfraquecido pela falta de esperança, pessoas caminham e vivem por viver fugindo de um sentido maior. Vivendo suas vidas como se estivessem mendigando migalhas de alegrias ou felicidade... 

Quando observamos esta mensagem parece que somos colocados em um túnel escuro sem luz e sem saída. Mas há uma luz no meio das trevas, há uma luz no fim do túnel escuro de nossas vidas de vaidades, Uma luz intensa que como um farol nos conduz a uma existência com Deus em nossos corações. Não podemos esquecer que somente Jesus Cristo a luz do mundo traz à razão nossa existência humana. Este é Deus o criador de todas as coisas e Aquele que faz novas todas as coisas, pois viver com Deus certamente é um viver em novidade de vida...

Guarda a palavra de Deus no seu coração, pois este ato vai levar você a uma novidade de vida, e acendera uma luz que conduzira a um viver em plena claridade e algo novo a cada dia... Nestes momentos os anos não serão mais os mesmos, pois viver com Deus é um despertar para grandes novidades e cumprimentos de promessas e realizações de grandes milagres em nossas vidas...

A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO:

Mateus 28:6: “Ele não está aqui; RESSUSCITOU, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia.” - Meus queridos irmãos na Fé, meu amado e amada em Cristo Jesus, minha família, eleitos de Deus!!! Esta é uma mensagem especial, mais ampla, sobre a ressurreição de Cristo. Quero dizer que a ressurreição é a fundação principal, o alicerce principal da Fé cristã, a tal ponto que, só está verdadeiramente firmado e estabelecido no cristianismo aquele que compreende, sabe e crê de todo o coração no significado da ressurreição.

Vê como Paulo ensinou à igreja de Coríntios: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: Os que dormiram em Cristo pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.” (1Coríntios 15:17-20) ...

O que nos faz diferentes das demais crenças é crermos na ressurreição de Cristo. Apesar de respeitarmos todas as religiões, sabemos que o Único que ressuscitou foi Jesus. Todos os outros profetas, a quem se atribui o surgimento das diversas religiões, estão e permanecem no túmulo. Ora, se Cristo ressuscitou, sendo esse o alicerce da Fé, devemos crer que Ele está vivo, que o túmulo onde Ele foi enterrado está vazio. Essa é a verdadeira VITORIA SOBRE A MORTE.

A gloriosa ressurreição, que aconteceu no terceiro dia, é a razão da nossa ida à igreja. Se Jesus não tivesse ressuscitado, pereceríamos eternamente. A vitória de Jesus Cristo sobre a morte nos traz PAZ, ALEGRIA, JUSTIÇA E ESPERANÇA, nos ensina a LUTAR DILIGENTEMENTE PELA FÉ E PELA VIDA. No livro de João 20:1-9 diz: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida. Então, correu e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram.

Saiu, pois, Pedro e o outro discípulo e foram ao sepulcro. Ambos corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro; e, abaixando-se, viu os lençóis de linho; todavia, não entrou. Então, Simão Pedro, seguindo-o, chegou e entrou no sepulcro. Ele também viu os lençóis, e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte. Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. Pois ainda não tinham compreendido a Escritura, que era necessário ressuscitar ele dentre os mortos.”

Amado, todos fomos criados por Deus e para Deus. Só quem vê Jesus e ouve o Seu chamado tem a sua fome e sede saciadas. Só nEle as angústias do coração e aflições do ser humano encontram respostas. Não adianta procurar no mundo qualquer tipo de satisfação. Tudo lá se choca com Jesus, leva à decepção. Tudo do mundo é contrário à Sua magnífica e maravilhosa Palavra. Quando se ouve a Voz de Jesus, se vê Jesus. Eu tenho visto Jesus agir na minha vida e me dar dupla honra. A ressurreição do Senhor me transformou. Não sou o mesmo homem que era antes de conhece-lo, de ouvir a Sua Voz. Ele está vivo!!! – JESUS CRISTO RESSUCITOU... AMEMMMM...

A RESSURREIÇÃO DA PASCOA - JESUS CRISTO É O NOSSO DEUS DE MILAGRES:

O MILAGRE DA RESSURREIÇÃO DE LAZARO: Na cidade de Betânia um acontecimento reúne dezenas de pessoas. Lázaro, irmão de Marta e Maria, após dias de sofrimento, morre. Um mal repentino acometeu o amigo amado de Jesus em um momento que estava a três quilômetros de distância, em Jerusalém. Tão logo as irmãs de Lázaro percebem a gravidade do estado de saúde do irmão, enviam um mensageiro até Jesus. Marta e Maria acreditam que Jesus virá correndo para salvar Lázaro da morte. Mesmo distante Jesus sente quando Lázaro dá o último suspiro, ao que diz: “Lázaro, o nosso amigo dorme, mas vou desperta-lo do sono” Jo 11:11.

A passagem Bíblica de João 11 é rica em lições, tantas que renderiam um livro, mas quero falar apenas do fato de Jesus ressuscitar Lázaro, estando este quatro dias na sepultura. O silêncio de Deus, não significa abandono, significa “Propósito”. Se existe algo pelo qual estamos clamando e ainda não vimos resultado, confiemos no Senhor, Ele jamais desampara seus amigos, os que amam Sua presença e buscam sua gloria, como Marta e Maria. JESUS CONSIDERA NOSSA FRAQUEZA, AS IRMÃS DE LÁZARO, TEMERAM, FICARAM DESOLADAS, CHEIAS DE DÚVIDAS, MAS JESUS VEIO ALELUIA. ELE SEMPRE VEM AO NOSSO ENCONTRO!!!

E quando Ele vem tudo se transforma!!! Nem mesmo a morte, o mais terrível mal da humanidade, nos afasta desse Amor, ela não tem domínio sobre os filhos de Deus. “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá” Jo 11:25. Não sabemos quanto tempo ainda mais Lázaro viveu, após ter sido ressuscitado por Jesus, tudo que sabemos é que testemunho de sua ressurreição já salvou e continua salvando vidas no mundo inteiro.

E TUDO PORQUE JESUS “CHEGOU ATRASADO”!!! - Podemos achar que Ele está atrasado para resgatar situações ou pessoas “da sepultura”, mas Ele jamais erra à hora, ele nunca atrasa. A maior declaração de fé e obediência em toda a história da Ressurreição de Lázaro foi feita por Marta, ao retirar a pedra do sepulcro. Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias. Disse-lhe Jesus:

Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? João 11:39,40... AQUI HÁ O ENCONTRO DE DUAS VERDADES A DE JESUS CHEIA DE IMPOSSIBILIDADE E A VERDADE HUMANA CHEIA DE IMPOSSIBILIDADES!!! TENHO O COSTUME DE DIZER QUE NOSSA FÉ É DINÂMICA E GRADUAL!!! “Não te hei dito que, se creres, verá a glória de Deus”? João 11:40. Que vocês meus irmãos na semelhança de Marta, removamos “a pedra do sepulcro QUE IMPEDE A AÇÃO DE DEUS SOBRE SUA VIDA (A INCREDULIDADE)” na confiança em Cristo, autor e consumador da nossa fé.

Prossigamos certos de que Sua vontade é sempre para o nosso bem. A Ressurreição de Lázaro era a alternativa do improvável, impossível para os que viveram junto a dor da família triste e sofrendo com a perda. Todos duvidavam, até que uma semente de fé germinou e cresceu no coração de Marta, ela creu contra a multidão e viu a glória de Deus. E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir. João 11:43,44... E VOCÊ

MEUS IRMÃOS E MEUS AMIGOS ACHAM QUE JESUS CRISTO CHEGOU TARDE? NÃO!!! O MOMENTO DE COLOCAR SUA FÉ EM AÇÃO É AGORA. O MILAGRE QUER E VAI ACONTECER NA SUA VIDA: A CURA DAS ENFERMIDADES – A LIBERTAÇÃO DAS AMARRAS – A BENÇÃOS DAS PROMESSAS EM SUA FAMILIA E FINANÇAS – E A UNÇÃO ESPIRITUAL SOBRE SUA VIDA... AMÉM!!!

RESSURREIÇÃO DA FILHA DE JAIRO:

Lucas 8:40-42 e 49-56. Ao regressar Jesus, a multidão o recebeu com alegria, porque todos o estavam esperando. Eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, lhe suplicou que chegasse até a sua casa. Pois tinha uma filha única de uns doze anos, que estava à morte. Enquanto ele ia, as multidões o apertavam. Falava ele ainda, quando veio uma pessoa da casa do chefe da sinagoga, dizendo: Tua filha já está morta, não incomodes mais o Mestre.

Mas Jesus, ouvindo isto, lhe disse: Não temas, crê somente, e ela será salva. Tendo chegado à casa, a ninguém permitiu que entrasse com ele, senão Pedro, João, Tiago e bem assim o pai e a mãe da menina. E todos choravam e a pranteavam. Mas ele disse: Não choreis; ela não está morta, mas dorme. E riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. Entretanto, ele, tomando-a pela mão, disse-lhe, em voz alta: Menina, levanta-te! Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou, e ele mandou que lhe dessem de comer. Seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido.

Jairo havia procurado Jesus não para a ressurreição de sua filha, mas a cura da enfermidade dela. Só que nesse ínterim sua filha faleceu. Vemos então que vem ao seu encontro um mensageiro para lhe dar a notícia, mas não somente isso, mas também para dizer-lhe que o tempo havia se esgotado. Não adiantava mais falar com Jesus. Mas Jesus tinha outra realidade para Jairo.

Viver o poder da ressurreição e do milagre de Deus na sua vida, ainda que aparentemente o tempo houvesse se esgotado. O mundo pode até rir do nosso posicionamento por um tempo, mas no fim terão que reconhecer o poder de Deus em nossas vidas. A menina realmente apenas dormia, porque a morte não tem poder algum sobre aquele que é cheio do Espírito Santo. As áreas da vida na verdade não morreram, mas estão apenas dormindo, e o Senhor as despertará.

Logo em seguida ao milagre deram de comer àquela menina. Viveremos hoje esse milagre, e tudo aquilo que morreu em nossa vida não só vai ressuscitar, mas também será alimentado e fortalecido poderosamente pelo Senhor. Assim como aconteceu com aquela menina: Hoje o senhor vai te curar de toda enfermidade no espírito e todo tempo que você perdeu dormindo e todas as áreas que estavam paralisadas o Senhor vai te despertar para viver um tempo de ressurreição “Amém”.

LUCAS 8:54a55: “Entretanto, ele, tomando-a pela mão, disse-lhe, em voz alta: Menina levanta-te!!! Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou, e ele mandou que lhe dessem de comer.” Ezequiel 37:9 Então, ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. Abra a tua boca e profetize ao espírito por que ele vai te despertar para que você possa viver um tempo maravilhoso de ressurreição.

O PODER DE DEUS ESTAVA NOS LABIOS DE JESUS CRISTO O QUE CHAMAMOS ESPIRITO DA FÉ, E TAMBÉM ESTÁ NOS LABIOS DA IGREJA. PORTANTO PROFETIZA COM FÉ A CURA, AS BENÇÃOS FINANCEIRAS A PROSPERIADE DO SENHOR, FISICA A SAUDE, AS BENÇÃOS FAMILIARES A PAZ A HARMONIA NO LAR EM NOME DE JESUS CRISTO. AMÉM!!!

O HOMEM É UMA TRICOTOMIA:

Espírito: é formado de intuição, consciência e comunhão. A intuição é onde Deus revela Sua vontade. A consciência é a campainha moral. A comunhão é para adorar a Deus. Alma: é formada de mente, emoção e vontade. Com a mente eu penso, raciocínio, com a emoção eu sinto; com a vontade eu decido, escolho, tomo decisões. Corpo: é formado de carne, osso e sangue. Por meio dele tenho contato com a matéria.

A Alma é o órgão de decisão. Nela está a nossa vontade, através da qual escolhemos. Ela fica entre o espírito e o corpo e decide se o mundo espiritual ou o mundo material governará. O homem quando foi criado, se tornou Alma Vivente. Adão não era um homem espiritual; era inocente, mas precisava comer do fruto da árvore da vida para ganhar a vida eterna, a vida de Deus.

Sabemos que ele comeu o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, que era o alimento da alma. Quando o inimigo de Deus conquistou sua vontade, a morte atingiu o espírito e este morreu. Depois a morte atingiu a alma e o corpo.

Novo Nascimento: Quando nascemos de novo (de cima), nosso espírito morto é vivificado e volta a viver para Deus. O Espírito Santo passa a habitar nesse novo espírito. AMÉMMMM!!!

0 ESPIRITO SANTO COLOCA EM NÓS A RESSURREIÇÃO PARA A ETERNIDADE!!!

RESSURREIÇÃO DO FILHO DA VIÚVA DE NAIM - Lucas 7.11-15:

RESSURREIÇÃO DO FILHO DA VIÚVA DE NAIM: “E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim” .... - Naim é uma cidade que fica no sopé do monte Tabor (CHAMADO TAMBÉM DO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO): É uma vila muito pobre, habitada por árabes muçulmanos; -” E com JESUS CRISTO iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão” ... - E Jesus entrou nesta cidade juntamente com seus discípulos, e os acompanhava uma grande multidão, e cada homem, mulher e criança, que estava naquela caminhada, tinham grandes motivos para estarem ali.

Todos tinham necessidades, seja física ou espiritual; cada paralítico, possessos por espíritos imundos, enfermo, leproso, cego, surdo; todos conheciam o poder de Jesus, a multidão sabia que onde Jesus estava, haveria vida, alegria, operação de milagres. Toda aquela multidão que estava acompanhando Jesus, não era por somente ouvir falar a respeito, mas o conhecia por testemunhar as grandes obras que o Senhor havia realizado, cada um deles foi testemunha de quando o Senhor:

HAVIA FEITO VARIOS MILAGRES NO CAMINHOS QUE SEGUIA!!! - Porque ao lado de Jesus não existe tristeza, somente alegria: Porque ao lado de Jesus não existe enfermidade, somente saúde - Porque ao lado de Jesus não existe morte, somente vida; Mas principalmente, porque temos em nosso coração uma gratidão pelo que o Senhor tem feito pelas nossas vidas. - “E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva;” E quando Jesus chegou perto da porta da cidade, vinha em sua direção uma outra multidão, estes levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva.

Existe um grande contraste entre estas duas multidões; na primeira havia alegria, festa, vida, presença de milagres; na segunda havia tristeza, choro, pranto, morte, sofrimento. O que havia de diferente entre as duas multidões era a presença de Jesus, e isto é o que reflete na nossa vida, somente haverá alegria, festa, vida, presença de milagres, se Jesus fizer parte da nossa vida, Se nós estivermos caminhando junto com o Mestre; pois de outra forma, a nossa caminhada será regada de sofrimento, de tristeza, de choro, de morte. “E com ela ia uma grande multidão da cidade.”

Ao chegar à presença de Jesus, aquela mulher colocou todas as suas necessidades, toda a sua dor, todo o seu sofrimento, ela naquele momento representava toda a multidão QUE ESTAVA COM ELA. O filho estava morto, não havia motivo para alegria, mas agora ela estava na presença do Senhor e toda a sua situação poderia ser transformada. - “E DISSE-LHE: NÃO CHORES.”

Mas é necessário observar a forma como ela se apresentou ao Senhor, (chorando), e esta atitude tocou no coração do senhor; o choro do servo move o coração de Deus. - “E, chegando-se, tocou o esquife”. - Quando o Senhor tocou a esquife algo extraordinário aconteceu, céus e terra foram movidos naquele instante, e um grande milagre aconteceu, COM APENAS UM TOQUE DO SENHOR, a morte mais uma vez não prevaleceu diante de nosso Mestre. - “(e os que o levavam pararam), e disse: JOVEM, A TI TE DIGO: LEVANTA-TE. E O DEFUNTO ASSENTOU-SE, E COMEÇOU A FALAR. E ENTREGOU-O A SUA MÃE.”

MEUS IRMÃOS MEDIANTE AS NOSSAS LUTAS E PROBLEMAS É TUDO ISTO QUE PRECISAMOS DE: “APENAS UM TOQUE DE JESUS CRISTO E TUDO PELA OPERAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO EM NOME DE JESUS SERÁ ABENÇOADO E O MILAGRE VAI ACONTECER!!!

VIDA ETERNA:

Vida eterna, segundo o cristianismo, é vida para sempre com Deus ou na presença de Deus. Nela, o beneficiário estará desfrutando da maravilhosa graça de Deus, que inclui, também, a ausência de todas as limitações existentes nesta vida ("enfermidades" do corpo e da alma), impostas pelo pecado, e, estará também, tributando-lhe, com e por um eterno senso de gratidão, honra, louvor e glória.

É impossível exemplificar vida eterna na vida presente, ou seja, neste mundo, porque quem tem, neste mundo, comunhão com Deus por meio de seu Filho, Jesus Cristo, já possui vida eterna.

DEUS TE ABENÇOE!!! MAURÍLIO OSWALDO...

 

 


 

terça-feira, 11 de julho de 2023

O ESCRAVO CHICO ITAÚNA O PEDRA PRETA: HISTÓRIA DO MEU BISAVÔ LIVRO ON-LINE GRATUITO: POR MAURÍLIO OSWALDO ESCRITOR E HISTORIADOR. O FRANCISCO APELIDADO DE ITAÚNA O PEDRA PRETA PELOS INDIOS DA TRIBO PURIS!!!


 


UMA MISTURA DE FICÇÃO E REALIDADE DA HISTÓRIA BRASILEIRA!!!

Esta historia aconteceu nos meados de 1870 uns dez anos antes do termino da escravatura no Brasil; No ano de 1888 a escravidão foi abolida através da Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel no dia 13 de maio daquele ano. Essa medida beneficiou uma grande quantidade de escravos que ainda existia no país. Contudo, não podemos achar que a escravidão acabou no Brasil do dia para a noite. Entre uma pitada e outra do velho e bom para o Chico cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho; conta sua historia desde os primeiros anos como escravo assim como também de seus avôs vindo da África em navios chamados negreiros:

Os navios negreiros ou navios tumbeiros foram embarcações que fizeram a travessia do Atlântico, transportando mercadorias para troca no continente africano, homens e mulheres do continente africano para as colônias europeias no novo mundo, e produtos como açúcar e café, dentre tantos outros, para o continente europeu. Esse modelo de negócio ficou conhecido como comércio triangular, cuja principal atividade foi o tráfico negreiro, um dos negócios mais lucrativos do mundo da época, enviando cativos que se tornaram escravos para sustentar as produções nas plantações ou explorações do ouro, como foi o caso do Brasil.

O velho Chico começa sua historia às vezes meio triste outras vezes esboçava um leve sorriso naquela boca desdentada e com muitos dentes apodrecidos pelos maus tratos e de mastigar o fumo de rolo; ele conta sua longa historia: O moço Chico jovem escravo fortalecido pela dureza das batalhas do dia a dia, corpo marcado pelos chicotes e amarras dos brancos com seu subjugo nas duras correntes que cortavam os pulsos e calcanhares do pobre mulato que nasceu na senzala e tirado de sua mãe quando tinha quatro anos. Criado pelos duros feitores homens maus e castigadores crescendo entre troncos, cafezais, chicotes e canaviais, com cicatrizes que eram como tatuagens da ignorância dos senhores de engenhos e dos cafezais...

Os avôs de Chico chegaram ao Brasil depois de ficarem por muito tempo nos porões de navios de negros africanos trazidos pelos comerciantes portugueses e vendidos para produção de açúcar chegando homens e mulheres que foram caçados, aprisionados e depois escravizados e judiados pelos homens brancos, agora eu pergunto quem vai pagar por tais atrocidades??? Os escravos faziam os trabalhos rudimentares com suas tarefas pesadas e cruéis. Entre senzalas e vendas e leilões animalescos como se os brancos fossem donos do mundo, mas eram apenas homens sem bondade, misericórdia e alma. Homens orgulhosos, soberbos e ignorantes que ignorava que os negros tinham e tem almas, sofrimentos e sentimentos que eram homens e mulheres normais apenas diferenciadas por sua cor, que eram tratados como animais das florestas com semelhança ao homem.

Um dia Chico já um homem forte depois de viver mais de vinte anos subjugados nos troncos: Tronco era o nome dado ao material de tortura e grande humilhação, era constituída de madeira dura como os corações insensíveis dos senhores e feitores; que eram homens contratados pelos senhores de fazenda cuja função principal era vigiar e castigar as duras penas os escravos. O tronco era colocado estrategicamente nos lugares onde podia ser visto por todos nas senzalas a titulo de exemplo... Se fossemos medir a ignorância destes homens chegaríamos à insensibilidade zero a desumanidade total. E hoje eu vejo pessoas indignadas e com razão de Hitler e seus castigos hediondos, pessoas que são descendentes insensíveis quanto ao trato de familiares cruéis dos seus bisavôs; feitores e donos de cafezais e cana de açúcar que são seus antepassados que deixaram na família um rastro de maldição quanto as suas atrocidades, mancharam suas riquezas com sangue inocente.

Um dia o escravo Chico estava em mais um dia de sua dura lida trabalhando nos cafezais de seu Manuelino um homem mal de família portuguesa rico de bens e pobre dos bens, subjugado pelo capataz Genésio homem mal contratado a peso de ouro, por causa de sua maldade nos tratamentos dos escravos. Dia comum onde o sofrimento era algo do cotidiano. Genésio sem dó pega com seu chicote e castiga o Bentinho escravo adolescente e visto como rebelde presença assídua nos troncos com seu corpo já marcado... Os jovens de hoje tem tatuagens neste tempo de escuridão no Brasil pela dureza da cerviz dos cafeicultores os corpos eram marcados pelos cortes dos chicotes malditos da era colonial ou podemos chamar do período covarde dos senhores das fazendas com seus bigodes nojentos e encardidos pelo fumo e pelas marafas. Bentinho não suportando a dureza das chicotadas desmaia e seu corpo inerte cai completamente desfalecido. Neste momento atroz o escravo Chico pensou; Mataram Bentinho!!!

Em um momento de fúria o moço Chico escravo forte com seus músculos naturais construídos pela labuta do dia a dia no roçado, pega a Genésio pela sua jugular e em um só golpe de seus braços quebrando o pescoço do maldoso capataz. Agora não tem jeito mais; Chico moço valente sai correndo embreando nas matas em uma corrida frenética pela vida. Sem parar para descansar o escravo Chico chega a uma aldeia de índios chamados Os Puris; Era um povo de origem Puri, grupo indígena possivelmente oriundo dos Tupis-Guaranis, que juntamente com os brancos e os negros são responsáveis pela formação do povo de Viçosense. As tribos que formavam o triangulo mineiro pertenciam predominantemente ao grupo Jê ou Tapuia. Já na Zona da Mata Mineira havia uma exceção, a origem era Goitacá. Eram eles os croatas e Puris. Sabendo disso e pensando exclusivamente nos Puris, um dos possíveis fatores que justificam sua chegada em Viçosa e região, a partir do século dezesseis, pode ser entendida sua migração para estas terras com o episodio de 1556, lembrado por PANIAGO.

A autora resgata a luta dos franceses, que contaram com a ajuda dos povos Tamoios (que habitavam a região do Paraíba) para se instalarem no Brasil. Nesta batalha os Tamoios foram derrotados e expulsos pelas tropas de Mem de Sá em 20 de janeiro de 1567 e migraram para as terras mineiras onde encontraram os povos Puris que já habitavam a região do Paraíba. Por possuírem uma personalidade pacífica os Puris acabaram sendo obrigados a deixar suas terras. Foi a partir daí que migram para o interior de Minas Gerais, instalando-se primeiramente no Vale do Rio Pomba, onde acabaram sendo expulsos pelos Goitacazes de Muriaé. Em seguida procuraram refúgio nas terras altas da região de Viçosa e no Vale do Piranga.

Os Cropós e Puris possuíam estatura ora baixa, ora mediana e eram de formas robustas, grossos e compactos, portanto, além de espadaúdos. Mediam os homens entre 1,35 m e 1,65 m de altura e as mulheres alcançavam, em média, apenas 1,40 m de altura. O peito se lhes apresentava largo e curto; grosso era-lhes o pescoço. Tinham braços musculosos e redondos, pés estritos atrás e largos na frente e pele de coloração acobreada. Seus cabelos, de negro carregado, apresentavam-se grossos, compridos e abundantes. Cultivavam especialmente milho e mandioca. Eram também grandes conhecedores de ervas e sabiam produzir bebidas das mais variadas fontes. Aquela aldeia que era uma das facções dos Puris povo que vivia pacificamente, generosos e hospitaleiros cuidaram do índio Chico que eles já sabiam que era um dos muitos fugitivos dos flagelos cruentos e desumanos dos brancos modernistas e colonizadores das terras indígenas e nas matanças de seu povo.

Ali o jovem escravo negro forte e alto mistura de raça do homem branco dono de cafezais com sua mãe a moça Francisca dado a origem de seu nome Francisco que também era seu sobre nome Francisco de Francisca. Os Puris contaram para Chico a historia dos índios Brasileiros e de kikio: Antes da chegada do europeu, os índios eram os únicos habitantes das Américas. No momento do expansionismo indígena pela América um dos povos se diferenciou desenvolvendo uma língua proto-tupi no sul da Amazônia. Essa língua com o tempo se derivou transformando em várias outras línguas que deram origem a várias etnias indígenas entre elas os Tupis e os Guaranis... Kikiô morreu feliz. Deixando a terra para os dois. Guarani foi pro sul, Tupi pro norte...

Com a migração indígena pelo Brasil e América do Sul os Guaranis se deslocaram para o sul, se fixam principalmente no Paraguai e nos Estados do Sul do Brasil. Já os Tupis se deslocaram principalmente para o norte e nordeste brasileiro. E formaram suas tribos. Cada um em seu lugar. Vez em quando se encontravam. Pelos rios da América. E lutavam juntos contra o branco. Em busca de servidão. E sofreram tantas dores. Acuados no sertão. Tupi entrou no Amazonas. Guarani ainda chama... A luta contra o branco foi algo constante na história do índio, os índios do nordeste se deslocaram para o sertão para fugir do branco e com o passar do tempo tiveram que se deslocar cada vez mais em busca de abrigo. Os Guaranis acabaram em reduções jesuíticas (os Jesuítas que matavam índios em nome da religião e achando que era em nome de Deus; OBS: E não era) ou indo trabalhar administrados pelos brancos. Com a falta de mão de obra escrava os guaranis eram caçados pelos bandeirantes (considerados heróis no Brasil, heróis? matadores de índios e caçadores de índios colonizando suas terras tomadas por suas armas cruentas)...

Dizem a lenda que: Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiô na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiooooooo!!! Podemos entender com esse trecho que Kikio é na verdade o verdadeiro dono dessas terras deixando elas para seus filhos, os índios e grita ate hoje por suas terras e seu povo, seu sangue clama por justiça!!! Com esta historia o escravo foragido Chico entendeu que não foram apenas os escravos, mas também os índios Brasileiros foram subjugados e judiados pelos homens brancos que buscavam servidão. Aquela aldeia dos Puris era situada em uma mata fechada onde formaram o grupo Puris do caiapó em um lugar perto da aldeia embrenhadas pelas matas na bocaina de Botafogo que era um Quilombo para onde o escravo Chico Itaúna (Pedra Preta); apelido e nome dado pelos índios do povo indígena Puris. Já totalmente recuperado de sua luta pela liberdade e em busca de uma vida de paz.

Observamos aqui; Dois povos duas marcas uma dos fugitivos; Os escravos a outra expulsa de seus habitares naturais tentam sobreviver de maneira pacifica e harmoniosa o povo de origem indígena e o povo de origem escravos do Quilombo da Bocaina do Botafogo. O Quilombo da bocaina do Botafogo foi de origem da família composta por doze escravos fugitivos que deram origem aqueles grupos de escravos fortalecidos cada dia mais pelos fugitivos que já compunha em sua quantidade de mais de cento e trinta homens e mulheres mais crianças que viviam da caça e das hortaliças e frutas campestres plantadas e cultivadas em meio ao matagal com suas grandes arvores e plantas nativas, aquele lugar era chamado de quilombolas. O município de Botafogo existe ate os nossos dias vista como uma comunidade de origem Quilombeiras.

Quilombo é o nome dado no Brasil aos locais de refúgio dos escravos fugidos de engenhos e fazendas durante o período colonial e imperial. Nesses locais, os escravos passavam a viver em liberdade, criando novas relações sociais com índios e nativos os matutos e ermitões grupo que eram chamados eremitas. Muitos quilombos existiram no Brasil e centenas deles ainda existem, formando o que hoje é chamado também de comunidades quilombolas. Os quilombos no Brasil também eram conhecidos como mocambos. Nos demais locais da América onde houve escravidão também ocorreu a formação desses locais de refúgio e vida em liberdade. Na América espanhola, essas comunidades ficaram conhecidas como palenques; na América francesa, o nome era maronage; e na América inglesa eram nomeados como marroom communities.

Os quilombos eram locais de refúgio, mas também de resistência dos escravos contra a escravidão. Neles, os escravos plantavam e realizavam coletas de produtos das matas, como madeira e frutos, além de caçarem e criarem animais. A população dos quilombos era formada tanto por escravos e escravas quanto por indígenas e homens livres, mestiços ou brancos pobres. Houve quilombos grandes e pequenos, alguns com milhares de pessoas, outros com algumas centenas, sendo os pequenos os mais comuns. Nos quilombos os fugidos constituíam famílias, criando uma nova forma de sociedade, na maioria dos casos livre da escravidão. Na chegada daquele novo escravo Francisco o Itaúna ou pedra preta, negro forte corajoso e bom de briga e guerra que sabia a arte de se esconder e que corria quilômetros sem se cansar. Chico logo conheceu uma escrava branca de olhos azuis como o céu e cintilante quanto o mar seu nome era Inácia, pois era filha de fazendeiros que viviam de plantação de café e mandioca na confecção de farinhas de mandioca em meio aquela terra hostis com homens maus de um arraial chamado Tabuleiro.

Inácia teve seu nome trocado por, Céu nos olhos por ser uma linda moça companheira e ajudadora de olhos de um puro anil, em todas as tarefas era prestativa  e logo o moço Chico se apaixona por aquela escrava branca de olhos azuis da cor do céu que deu origem ao seu apelido; Vitoria (por causa da lenda indígena da Vitoria Regia). Assim como em outros municípios da Zona da Mata, a região onde se localiza o município de Tabuleiro teve como seus primeiros habitantes índios das tribos Croatos e Cropós e também em suas matas os Puris. Na segunda metade do século dezessete, Por volta de 1767, o Padre José Manoel de Jesus Maria inicia o processo de catequese dos índios na então freguesia do Mártir São Manoel dos Rios Pomba e Peixe dos Índios Croatos e Cropós, sendo que 74 anos depois, pela lei provincial de 7 de abril de 1841, foi criado o curato do Senhor Bom Jesus da Cana Verde no local onde hoje funciona a própria sede da prefeitura municipal de Tabuleiro.

Tudo indica que a origem do nome de Tabuleiro remete ao modo como viajantes tropeiros e mascates denominavam a região, pois, quando por ali passavam, eram recebidos pelos moradores vendendo doces, pães, bolos e alimentos diversos em tabuleiros de madeira que eram colocados nas janelas das casas. Em 02 de janeiro de 1866 Tabuleiro é elevado a distrito com o nome de Tabuleiro do Pomba pela Lei Provincial n° 1275 e posteriormente ratificada, já na república, pela Lei Estadual n° 02 de 14 de setembro de 1891. Em 1911 é figurada como Vila e em 12 de dezembro de 1953, pela lei n° 1.039 é o primeiro município a emancipar-se política e administrativamente de Rio Pomba. A 1° de janeiro de 1954 é celebrada a sessão solene de instalação do município assim descrita pelo jornal O Imparcial: Naquele lugar moravam os pais de Inácia ate que foram ameaçados e perseguidos por duros cafeicultores em busca de terras para seus plantios e suas ocupações que eram feitas de mortes e violência.

As casas dos colonos eram queimadas e expulsos de suas propriedades e a partir dai se tornavam escravos dos grandes senhores de engenho e cafeicultores com sua força politica e corrupta chegavam com seus matadores de alugueis tomando de maneira covarde e cruel suas propriedades subjugando os que ficavam vivos que eram tratados como escravos brancos. Ali no subjugo dos chicotes cresceu a linda escrava branca Inácia com seus olhos de cor azul da cor do mar. Um belo dia ainda adolescente Inácia trabalhava na dura colheita de café. Linda e perseguida pelos patrões e seus filhos por sua beleza, foi atacada em meio ao estradão um caminho escuro cercado por uns matagais e animais. Inácia foi atacada por cinco dos homens do seu Senhor e nesta luta Inácia foi feroz como uma onça, mas em seu corpo jovem e frágil foi subjugada; Pelos malfeitores homens maus e perseguidores.

Ali perto quatro dos índios Puris estavam caçando com suas flechas envenenadas por ervas cujo veneno adormecia os animais que eram levados para servirem de alimentos e seus ossos de adereços e pontas de lança armas usadas na caça e na proteção contra homens perseguidores em busca de terras para plantio. A guerra e as lutas eram constantes entre os senhores dos vilarejos com os índios que viviam de maneira pacifica e ordeira em meio das matas de Bocaina de Botafogo. Foram cinco flechadas certeiras e aqueles animais vestidos de gente, pois assim eram chamados os capatazes, feitores e matadores de alugueis por seus maus por sua origem e piores dos que os animais.

Salvo de seus algozes a adolescente Inácia foi protegida pelos Índios Puris. O chefe daquele grupo de caça foi o moço índio Caipora hábil caçador que não se condoía de matar animais cortando com sua faca feita de ossos os pescoços. Ali estavam agora indefesos os homens capatazes hediondos completamente adormecidos pelo veneno das pontas das flechas, Caiporas da uma ordem matam como o carcará ave de rapina sem dó nem pena e cortando suas jugulares e jogam no rio para serem levados para longe de suas aldeias. E assim foi feito, levaram aquela moça branca e escrava que perdeu seu direito de liberdade pela maldade dos brancos. É levada em proteção para a aldeia próxima ao Quilombo de Bocaina do Botafogo.

Na crença daqueles índios os homens que morriam que não pertencia a tribo deveriam ser jogados nos rios assim fazendo trariam para os índios abundancia de peixes. Isto era orientado pelo Pajé: O pajé era uma figura de extrema importância dentro das tribos indígenas do Brasil. Detentor de muitos conhecimentos e da história da tribo, ele é o indígena mais experiente. Eram os Pajés responsáveis por passar adiante a cultura, história e tradições da tribo. O pajé também possui a função de curandeiro dentro da tribo, pois conhecia diversos rituais e também o poder da cura com ervas e plantas. O pajé também possui a função de líder espiritual da tribo. Ele conhece os meios de entrar em contato com os espíritos e deuses protetores da tribo.

Muitas lendas indígenas eram ensinadas pelos pajés; vamos ver uma delas: A lenda da Vitória Régia, muito conhecida na região Norte do Brasil, surgiu de algumas crenças indígenas da tribo tupi-guarani a respeito dos deuses. E era essa lenda que os pajés contavam para explicar o surgimento da planta Vitória Régia. Há muito tempo atrás, na tribo dos índios tupi-guarani, contavam uma história em que a lua, que era chamada de Jaci pelos índios, era um lindo deus guerreiro e que quando a noite começava Jaci beijava os rostos das mais belas virgens índias da aldeia. Ele as namorava e sempre que se escondia atrás das montanhas escolhia uma moça para levar consigo.  Quando isso acontecia, a moça deixava a sua forma humana e virava uma estrela.

Essa história era contada para todos da tribo, e uma jovem muito bela e guerreira, chamada Naiá, era apaixonada pela lua e queria muito ser levada e transformada em uma estrela. Os anciãos da tribo dela alertava a índia, pois quando uma moça era levada por Jaci e nunca mais voltava: Deixavam de ser humana. Mas Naiá não se importava, o que ela queria mesmo era ser uma estrela a brilhar no céu. Todas as noites ela ia à procura da lua, sempre a seguia em todo lugar que estivesse. Fazia cavalgadas pelas montanhas, pelas matas, subia e descia os montes, mas não conseguia alcançar Jaci e nada lhe acontecia. A jovem índia começou a ficar obcecada, parou de comer e de beber, só pensava na lua e em nada mais. Em uma linda e iluminada noite, Naiá parou um pouco sua caminhada e chegou perto de um riacho para descansar e beber um pouco de água.

Ao se aproximar das águas do riacho viu a lua refletida na água, imediatamente a índia achou que Jaci havia descido do céu para encontra-la e sem pensar duas vezes, Naiá se atirou dentro da água de encontro ao seu amado deus. Ela estava tão deslumbrada com seu desejo de ser levada pela lua que depois de pular dentro da água se deu conta que era apenas um reflexo, tentou sair, mas não conseguiu, a índia acabou se afogando dentro das águas e nunca mais foi vista por ninguém. Ao ver o que havia ocorrido com Naiá, Jaci, o deus da lua, ficou muito comovido e quis encontrar uma forma de recompensar o sacrifício feito pela bela jovem. Foi então que ele a transformou em uma estrela das águas, essa seria uma estrela única e deferente de todas as outras. A Vitória Régia é uma planta aquática, suas flores são brancas e só se abrem a noite, para serem iluminadas pela lua, exalando um perfume muito agradável.

Voltando a historia da escrava branca salva pelos índios que passou a ser chamada de Vitoria, por causa da lenda da Vitoria Régia, pois ela era branca como a flor da planta aquática que tinha os azuis cintilantes em suas pétalas como o azul dos olhos da moça. Como ela insistia em ser chamada por Inácia; Passou a ser chamada de Vitoria Inácia. Ali entre os índios Puris aquela escrava branca agora tratada com carinho e cuidada pelas índias mais velhas, pois era assim naquela comunidade indígena as mais experientes cuidavam como mães das mais novas. Inácia agora escondida e guardada pelos índios Puris passa a viver entre sua nova família a família dos selvagens e fortes contra os inimigos e homens maus, mais benevolentes e protetores dos homens bons os índio Puris da Bocaina. Seu nome Inácia é trocado por açucena agora batizada pelo Pajé da tribo: Que quer dizer branca e singela, a escrava branca e adolescente vive agora livre em meio a sua nova família a Vitoria Inácia ou Açucena.

Assim como na chegada de Chico Itaúna a pedra preta cercada de curiosidades das índias solteiras. Vitoria Inácia a Açucena foi cercada pelos índios jovens e solteiros que nunca viu uma moça tão branca e doce como aquela. O escravo Chico Itaúna negro por natureza fugitivo que vivia ainda com os índios Puris saiu a caça e ensinava aos índios a arte da caça das tribos africanas arte aprendida com seu avô que tinha sido cacique de sua tribo de origem dos Zulu: Zulu é o maior grupo étnico na África do Sul, sendo a sua população de mais ou menos 11 milhões de pessoas   e eram considerados como cidadãos de terceira classe durante o regime do apartheid.

APARTHEID A SEGREGAÇÃO RACIAL NA AFRICA: A Apartheid foi uma política de segregação social ocorrida na África do Sul entre 1948 e 1994, com a ascensão do Partido Nacional, cujo governo foi composto por uma minoria branca. O país foi governado por esta minoria que adotou desde 1948 uma política de segregação racial. Com o fortalecimento do regime entre as décadas de 1960 e 1970, uma forte oposição se fez presente. O Partido Nacional tinha como parâmetro as ideias de superioridade racial branca e para manutenção de seu governo e desse sistema investiu em vigilância e repressão constantes. Os casamentos entre brancos e negros eram proibidos e o ato sexual de brancos com não brancos, se descobertos, eram punidos com prisão. Somente brancos atuavam nos cargos diretivos do governo, no parlamento e eram eles os proprietários de terras produtivas. Já aos negros cabia o trabalho como mão de obra barata nas fazendas, nas minas e na indústria.

Além disso, a circulação pelo país era restrita e controlada por diversos documentos de identificação ou passes e salvo-condutos. A burocracia foi uma importante estratégia de controle sobre mulheres e homens negros e sua livre circulação pelo país. Nelson Mandela foi o maior defensor dos negros durante a segregação racial, lutou contra o racismo e ficou preso por 27 anos. A apartheid representou a transformação do racismo em lei na África do Sul - a segregação racial foi legalmente aceita entre 1948 e 1994. Os zulus que eram considerados pela apartheid terceira classe das criaturas; São povos que vivem na África, mais especificamente na região da África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique Atualmente os zulus, tem expansão e poderes políticos restritos, mas no passado, foi uma nação guerreira que resistiu ao máximo à invasão Imperialista Britânica e Bôeres no século XIX.

Eles moram em cabanas, feitas de palhas de árvores próprias das florestas tropicais e em forma circular, sem janelas e facilmente desmontáveis. Na filosofia do povo Zulu; Os homens vivem para a caça e para a guerra. Todos os ensinamentos de caça dos Zulus foram passados para Chico Itaúna que agora passa os costumes milenários das tribos da África antiga. O avô do escravo descendente dos reis Zulus com seu olhar altivo de cacique, embora sendo escravo judiado não perdeu sua dignidade dos chefes das tribos. Com sua voz forte de trovão ensinava os costumes da tribo os Zulus para Chico Itaúna: Na tribo Zulu quando um rapaz tinha idade suficiente para passar a guerreiro, era despojado das roupas e, todo o seu corpo, pintado de branco, davam-lhe a seguir um escudo para se proteger e uma azagaia ou pequena lança para matar animais ou inimigos. Soltavam-no então dentro do mato. Quem o visse, ainda enquanto estivesse pintado de branco, deveria caça-lo e mata-lo. E esta tinta branca levava cerca de um mês para desaparecer. Por isso o rapaz era obrigado a ficar no mato durante um mês viver da melhor forma que pudesse.

Durante um mês era está a sua vida, tanto sob um calor ardente quanto sob chuva ou frio. Quando finalmente a pintura branca desaparecia, ele podia regressar à sua aldeia. Era recebido então com grande alegria e permitia-se que tomasse seu lugar entre os jovens guerreiros da tribo. Mas eles não eram enviados nas matas fechadas sem os treinamentos dos caciques que eram exímios guerreiros ali no meio das florestas entre os animais ferozes, o índio tinha que ser o caçador e predador e ao mesmo tempo presa e mais um na cadeia alimentar daquele lugar. Tinha que se proteger e caçar usando as técnicas de caça de se esconder e também lutar pela sobrevivência. Chico Itaúna o homem de pedra como era chamado saia para a caça e trazia suas caças para a tribo Puris, e sempre quando chegava à aldeia da Bocaina de Botafogo, tinha festa e o que não faltava no fogo das fogueiras improvisadas eram as carnes dos animais. Quando Chico Itaúna chegou jovem negro e bonito, forte e valente foi recebido com festa e logo apresentado para a escrava branca de olhos azuis e singela, muito bela com seus cabelos claros agora soltos sem os lenços protetores e o grande chapéu de palha que sombreava seu rosto.

O homem de pedra Itaúna abre um sorriso com seus dentes brancos cuidado com ervas e ossos de animais, pois era assim que cuidavam dos dentes e hálitos com plantas dos ensinamentos dos ancestrais: Sem tecnologia, itens tirados da natureza faziam sucesso na busca pelo sorriso perfeito. Antigamente o homem já fazia bochechos com uma mistura de hortelã e água para deixar o hálito mais agradável, portanto naquela tribo o cultivo da hortelã era fundamental para manter o hálito saudável. Alguns povos usavam galhos, folhas de árvores e penas para essa função. Outros, pequenas lascas de madeiras entendidas como palitos e há até os que usavam as próprias mãos para fazer a higienização bucal com plantas que criavam em suas resinas espumas amargas mais eficazes na limpeza bucal. Ao ver aquele sorriso bonito e simpático daquele grande e forte ébano, pois Chico Itaúna destaca-se por sua altura com quase dois metro de altura e seus ombros largos e fortes que parecia ter muito mais de dois metros em sua altura.

Vitoria Inácia; a Açucena nome dado pelo Pajé por sua pele branca e singela ficou encantada e seu pequeno coração de moça nova nunca tinha batido tão forte, parecia que ia saltar de seus lábios rosas por natureza. Não podia negar; alguma coisa aconteceu com ela a partir daquele momento sentiu que estava diante do homem de sua vida, e olha que aquilo não era algo comum como nos dias hoje. Quando as jovens se apaixonavam era única sua paixão. Itaúna agora suado pelas caçadas e cansado da longa caminhada carregando junto com o pequeno grupo de caçadores as carnes das caçadas, pede licença para a moça bonita de olhos tão azuis que nunca fora visto por ele.

O índio Barnabé Crescêncio o Coto amigo agora mais que irmão do Itaúna o homem de pedra; como gostava de ser chamado, índio que cresceu nas fazendas dos brancos, mas quando adolescente foi resgatado de seu cativeiro pelos Guerreiros Puris que eram homens treinados e guerreiros que resgatavam os índios Tupis e Guaranis dos jugos dos brancos em busca de servidão. Chamada como a bandeira de caça aos índios no Brasil do século dezessete: Neste período inicio o ciclo da caça aos índios, os holandeses dominaram vários pontos africanos em que os portugueses obtinham escravos. Com pouca quantidade de escravos para atender as necessidades dos fazendeiros e senhores de engenho brasileiros, ocorreu uma procura maior por mão-de-obra escrava indígena.

Foi então que muitos bandeirantes, principalmente paulistas, aproveitaram a situação para entrar neste negócio. Agora pergunto os Bandeirantes eram heróis ou vilões da historia Brasileira. A corrupção e busca pelo o ouro não é coisa nova no Brasil. As bandeiras de caça ao índio foram expedições (bandeiras) organizadas por paulistas (bandeirantes), que tinham como objetivo capturar e aprisionar indígenas. Estes eram vendidos para servirem de mão-de-obra, principalmente na agricultura. A maioria das bandeiras de caça ao índio foi em direção ao sul do Brasil, pois nesta área havia maior concentração de aldeamentos indígenas controlados pelos jesuítas.

A preferência pelos indígenas dos aldeamentos do sul também tinha outra justificativa. Os índios destes aldeamentos já estavam acostumados com o trabalho agrícola, em função dos ensinamentos dados pelos jesuítas. Estes indígenas trabalhavam no plantio e colheita destes aldeamentos. Como conheciam o trabalho, era uma mão-de-obra que os bandeirantes conseguiam obter maior valor de venda. A maior parte dos indígenas capturados por estas bandeiras foram vendidos para fazendeiros de São Paulo. Mas a Capitania do Rio de Janeiro e os senhores de engenho do Nordeste também compraram esta mão-de-obra, embora em menor quantidade. E foi em uma destas caçadas que o menino Barnabé Crescêncio foi levado para a venda como um escravo branco.

Comprado junto com alguns índios que foram amarrados e trazidos para a escravidão em Minas Gerais comprado na grande feira de São Paulo não tinha hortigranjeiros, mas sim homem e mulheres em comum acordo dos Jesuítas que treinavam para valorização dos preços por causa do conhecimento nos cultivos do roçado. Os Bandeirantes que eram os mercadores desta mercadoria útil para os senhores dos cafés e engenhos de açúcar. Amarrados a uma carroça e cercados por quatro capangas que na verdade eram matadores profissionais. Com aqueles quatro não tinha perdão a tentativa e a força para escapar era punida com agressões e torturas. Barnabé Crescêncio menino novo ágil e bom por sua natureza foi tirado de sua família pelos Jesuítas e agora vendido para as terras mineiras como escravo dos cafezais pelos Bandeirantes.

Neste tempo tinha surgido a lenda do cavalheiro fantasma que diziam entre os índios e escravos que era a alma de uma mistura do índio branco com um escravo negro que voltava dos mortos para assombrarem os cafezais e seus senhores e saiam nas caladas das noites de lua cheia em busca de vingança e sangue dos brancos. O cavalheiro fantasma que surgia em seu cavalo preto chamado Ébano cujos olhos eram chamados de chamas de fogo, montado no cavalo Ébano saia o vingador assombrado cuja finalidade era a caça e morte dos senhores e capatazes assim como a libertação dos índios escravos brancos e os negros. A meia noite saia o bando do cavalheiro fantasma em busca de sangue com sua tropa de encapuzados chamados de bando das trevas, pois vestiam com roupas toda de preto e ninguém sabia sua origem. Este grupo aterrorizavam os Senhores e nas noites de lua cheia o bando colocava terror com suas armas em formas de tridentes com flechas venenosas em suas pontas caçando feitores de escravos e a soltura dos escravos que eram libertados e suas senzalas queimadas...

Como lutar com aqueles agentes das trevas os vingadores do cavalheiro fantasma. O medo e terror invadiam as noites e todos ouviam o tropel do cavalheiro e seu bando. Feita de chifre dos carneiros se ouvia ao longe antes dos ataques e queimadas com as solturas dos escravos que sumiam cobertos pela negridão da noite. Ouvia o som parecido com um berrante ou shofar dos Hebreus, alguns diziam que era o som do inferno para os senhores dos cafezais, mas para os escravos era o som do céu e de sua liberdade... Os escravos capturados eram levados para um lugar chamado à floresta dos malditos, pois todos que entravam naquelas matas fechadas nunca mais saiam para contar a historia daquele lugar que nem índios nem escravos ou homens brancos por mais coragem que tinham não entravam adentro daquele lugar sinistro e funesto. Na sua entrada havia esqueletos de feitores e capangas. A lenda entre os índios era que naquela mata morava o cavalheiro fantasma com seus cavalheiros das trevas.

Barnabé Crescêncio agora estava preso amarrado a carroça com sede e com fome fragilizado pelo cansaço da dura e comprida viagem. Todos os dez escravos comprados a peso de ouro estavam fracos por causa da inanição careciam de alimentos para se fortalecerem. Neste momento a escuridão começa a alcançar aquela tropa constituída dos dez escravos indígenas, o carroceiro apelidado de Bagaça, pois gostava de se embriagar com a cachaça guardada em sua cuia de cuité. Neste momento se ouve a ordem de parada iam acampar a beira do rio próximo a hoje Coronel Pacheco. O nome da cidade homenageia o Coronel José Manoel Pacheco (1838-1914), que foi vereador em Juiz de Fora nas legislaturas de 1873-76, 1898-1900 e 1905-07. Mas naquele tempo se chamava; Agua Limpa:

O município teve origem no antigo povoado de Água Limpa, depois conhecido por Triqueda, que tornou-se distrito de Juiz de Fora em 31 de julho de 1890. Posteriormente, a sede do distrito foi transferida, definitivamente, para o povoado de Lima Duarte, renomeado Água Limpa. Água Limpa pertenceu, entre 1938-43, ao município de Rio Novo, retornando a Juiz de Fora após esse período. Em 30 de dezembro de 1962, se emancipou de Juiz de Fora, adotando a denominação de Coronel Pacheco. Ali naquele lugar a escuridão tomou conta da noite, o silencio fúnebre era quebrado apenas pelos estalos da fogueira. Os escravos cansados não conseguiam dormir por causa da fome tinham comido apenas mandioca crua e dura. Os capatazes se revezavam em dupla para vigiar e guardar o acampamento, sabiam que breve chegariam ao seu destino. De repente se ouve o som tenebroso do shofar que como um grito de liberdade ecoou quebrando o silencio da noite.

Os capatazes que vigiavam ficaram atentos os que dormiam sabia que era uma emboscada do cavalheiro das trevas e seu bando de encapuzados infernais. Com suas armas chamadas: pistola de pederneira, as primeiras foram feitas no século dezessete. Era um mecanismo feito para substituir o fecho de mecha, consistia em uma pedra de sílex presa no percussor, que após ser acionado, provocava uma faísca que detonava a pólvora. Mas estas armas a escuridão da noite e a luz da fogueira criavam um alvo fácil para as flechas certeiras do cavalheiro das trevas e seu bando. Quatro flechadas se ecoou na calada da noite acertando os alvos dos capangas que cem imobilizados pelas flechas envenenadas com fortíssimo soníferos extraídos das plantas manipuladas pelo pajé dos índios Puris.

Naquele momento a garganta começa fechar com o choque anafilático as vistas escurecem e as pernas ficam bambas e não mais suportam o peso do corpo e caem no chão desfalecidos os homens maus e algozes dos índios escravos brancos daquela comitiva. Neste momento a figura daquele cavalheiro alto, pois dizia que a lenda tinha a aparência de três metros de altura um gigante forte e impiedoso com os escravagistas. Escravagistas: Homens que defendiam a escravatura, a escravidão; Chamados também de escravocrata. Que eram partidário do escravagismo, do sistema segundo o qual algumas pessoas devem ser privadas de sua liberdade, por servidão, especialmente os negros e agora com os Jesuítas e Bandeirantes os índios.

Com golpes certeiros de sua lança em forma de tridentes o Cavalheiro das trevas mata a cada um dos quatro capatazes e matadores de aluguel torturadores de índios e escravos. Seus corpos são pendurados e uma marca foi colocada a fogo no corpo uma marca de caveira como símbolo da morte; Sinal e aviso do Cavalheiro contra todos que subjugavam com maldade os escravos. Um aviso de mudanças ou tratavam bem seus escravos ou teriam a visita do bando das trevas. Na mesma hora alimentos de mandioca cozida e frutas como banana, laranjas e abacaxis assim como gomos da cana açucarada para os escravos índios novos ainda em sua adolescência. O cavalheiro olha para Barnabé Crescêncio e logo uma empatia se deu entre os dois. O cavalheiro sabia que ali estava um ótimo ajudante para seu bando, o cavalheiro olha para o carroceiro Bagaça e diz para ele contar a historia para todos na venda do seu Joaquim na Vila de Tabuleiro.

De repente em um abrir e fechar de olhos o cavalheiro desaparece na escuridão da noite levando com ele o seu bando e os escravos índios brancos que desapareceram e aqueles índios nunca mais foram visto por aquelas bandas. A pergunta era constante na Vila de Tabuleiro; para onde eram levados aqueles que desapareceriam juntos aos barulhos dos tropéis dos cavalos. O mais rápido possível o Bagaça pegou um dos cavalos ainda atrelados e em galope correu para a fazenda do seu Firmino que parecia dono e chefe maior daquelas redondezas. Diz a historia que enriqueceu explorando a vendas de escravos e das terras tomadas pela força e miras dos seus capangas matadores de alugueis. E logo que contou o enredo fúnebre de sua viagem correu para a venda do seu Joaquim o Bijoia.

Ali começa a contar a sua versão estava ainda sem sono quando ouviu um som como se fosse um gemido de uma alma penada foram três gemidos como se anunciando o ataque, logo os ouvidos aguçados dos quatro capangas dos dois que estavam acordados e ou outros dois que estavam cochilando em uma ronqueira só disse Bagaça. De repente como um raio quatro flechas certeiras atingiram os pescoços dos homens que caiaram sem direito a um gemido, e nem tempo de atirarem com suas pistolas pederneiras. De repente surge diante dele alumiado pela fogueira aquele cavalheiro e seu cavalo que soltava fogo em suas respiradas, o cavalheiro com um salto só empunhando uma arma branca:

A alabarda que era composta por uma haste pequena que tinha na ponta, afiada, uma espécie de machado, e em quatro golpes certeiros cortam na rapidez de um corisco os pescoços dos capangas do seu Firmino que não tiveram tempo de se defenderem. Com uma voz rouca de trovão o cavalheiro da uma ordem e quando a ordem saia de sua boca todos tremiam diante aquele mandamento. A ordem era que pendurasse os mortos nos galhos das arvores e neste momento o cavalheiro usa novamente a sua alabarda cujo fio brilha com a luz da fogueira improvisada. Neste momento o cavalheiro das trevas deixa a marca como um aviso para todos que maltratassem índios e escravos um xis era colocado sinal de eliminação e destruição de todos os covardes; sejam senhores, capangas e feitores todos estavam agora na mira do cavalheiro das trevas e seu bando infernal.

Seu Firmino quando vê os corpos de seus capangas solta brado de maldições e seus gritos se ouvia ao longe e jura ali diante dos mortos que destruiria o bando e o cavalheiro. Mas como matar e destruir uma alma penada que voltou das trevas para assombrar a todos os fazendeiros da região. Assim cresceu naquela região as façanhas do cavalheiro das trevas e seu bando. Com a lenda os fazendeiros começaram a tratar bem os seus escravos e colonos. Não havia mais os roubos das terras e os escravos das Quilombeiras tinham a paz. Ate que um dia foi proclamado a Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país.

Agora os índios selvagens deixam suas terras próximas às cidades e começam a adentrar ainda mais pelas florestas desaparecendo e refugiando pelas grandes matas. Com os fazendeiros agora sossegados e com o tratamento mais humanizados o Chico Itaúna pode descansar junto a sua amada nas terras aquilombadas de Botafogo. Ali cria sua família a família do Francisco o negro da tribo Zulu com sua amada e não se houve mais falar do terrível e temido cavalheiro de três metros de altura o fantasma do cavalheiro das trevas. Mas dizem que muitos colonos escutam os rastros das correntes e os urros de um cavalheiro nas noites de lua cheia ouviam o tropel de seu bando provocando calafrio e temos entre os senhores de engenho e cafeicultores. Diz o Bagaça no botequim do Bijoia que era um aviso ou tratavam bem seus empregados ou receberiam a visita do justiceiro vingador o cavalheiro das trevas.

Entre uma pitada e outra do velho é bom Chico com seu cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho, me diz com uma voz forte do cavalheiro vai deitar netinho tá tarde. Neste momento me levanto dou um beijo naquela mão de herói e respondo “boa noite vô Chico, sua bença”. Neste momento viro encostado no umbral daquele casebre que era nosso lar e vejo uma lagrima cair dos olhos do Francisco Itaúna; A pedra preta. Saudade não apenas ainda desejo de vingança das hostilidades e crueldades dos homens ricos e brancos!!!

Em manhã fria de inverno Chico Itaúna fecha seus olhos pela ultima vez, no colo de sua veia a Açucena de olhos azuis da cor do céu. O velho Chico só tinha um pedido que logo foi atendido pelos filhos dos escravos das terras Quilombeiras. Lança o meu corpo no rio, pois um dia voltarei em forma de um grande peixe vigiando as águas e terras de maldades. e neste dia quando anoitecer o grande peixe se transformara nos temível Cavalheiro das Trevas e seu bando para libertar os oprimidos daquele vilarejo. em um beijo suave e doce despedi do meu velho avô e logo vi o seu corpo de pedra desaparecer nas águas caudalosas do rio, descanse em paz Velho Chico Itaúna o Pedra Preta...

A lenda do cavalheiro ainda continua nas noites de lua cheia com o relincho do seu cavalo e o som do shofar; anunciando que o guardião estava a espreita e com isso ouve paz por aquelas banda nas terras vermelhas do sertão no tropel do bando dos justiceiros!!! 

FIM... Maurílio Oswaldo...

 


segunda-feira, 10 de julho de 2023

PENSAMENTOS GERADORES DE VIDA: IMAGINAÇÃO DA TUA ALMA - POSITIVO OU NEGATIVO!!! QUADRAGÉSIMA SETIMA LIÇÃO BIBLICA DO SEMINÁRIO E ENSINAMENTOS PARA OS SERVOS DE DEUS POR MAURÍLIO OSWALDO ESCRITOR, HISTORIADOR E PESQUISADOR BÍBLICO!!!


Irmãos, nunca sejam levados por aquilo que você vê. Lá no livro de Provérbios 23,7 está escrito assim: Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. Come e bebe, te disse ele; porém o seu coração não está contigo.

Deus não está pré-ocupado com a nossa condição humana, ele está pré-ocupado, com o tamanho do problema que se levantou contra você, ele está pré-ocupado de como você enxerga os seus inimigos. Será que eles são maiores do que Deus? Os nossos maiores inimigos são os nossos pensamentos contrários. O que você está pensando?

No livro de João 7, 24 está escrito assim: Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça. Não fale algo, segundo a aparência. Nunca faça isso, se você enxerga o seu inimigo de uma forma, ou seja, maior do que Deus, ele sempre será maior do que Deus.

Mas pastor, o senhor não conhece o meu problema, a minha luta, a minha situação, a minha doença. Irmãos, nunca julguem segundo a aparência. Deus não está pré-ocupado com os seus inimigos, mais como você os está vendo, vencedores ou derrotados. No livro de Deuteronômio 7, 17,18 - está escrito assim:

Se disseres no teu coração: Estas nações são mais numerosas do que eu; como as poderei lançar fora? - Delas não tenhas temor; não deixes de te lembrar do que o Senhor teu Deus fez a Faraó e a todos os egípcios; Das grandes provas que viram os teus olhos, e dos sinais, e maravilhas, e mão forte, e braço estendido, com que o Senhor teu Deus te tirou; assim fará o Senhor teu Deus com todos os povos, diante dos quais tu temes. Deuteronômio 7:17-19...

Antigamente, o povo hebreu era caminhante, viviam em tendas, e havia muitos inimigos contrários a ele. Deus estava dizendo para eles, quando os seus inimigos vierem com mais forças, com exércitos, não pensem que eles são maiores do que o Senhor seu Deus.

Tem cristão que vê um trabalho, um despacho do demônio, mais forte do que, o que reina em nós. Irmão, o que está em nós é maior do que o que está no mundo. Nunca pense que o inimigo é mais forte do que o seu Deus, o que você imaginou assim será. O inimigo é forte, é poderoso? Muito mais forte é o Senhor Jesus. O que eu penso é o que vai acontecer. Ainda que venha uma multidão, e digam, não tem jeito. Ainda que todos digam não tem jeito. Os impossíveis ao homem são possíveis a Deus.

Os nossos inimigos não são as pessoas, os inimigos reais são invisíveis. São aqueles que usam as pessoas para te ferir, usam seus amigos, sua esposa, seu marido. Se esses inimigos se levantarem nunca pense que ele é maior do que o seu Deus.

Vejamos o que está escrito lá no livro de Isaías 41, 10-13: Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.

Eis que, envergonhados e confundidos serão todos os que se indignaram contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo, perecerão. Buscá-los-ás, porém não os acharás; os que pelejarem contigo, tornar-se-ão em nada, e como coisa que não é nada, os que guerrearem contigo.

Porque eu, o SENHOR teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo. Não temas, quer dizer não tenha medo, eu sou contigo. Filho não tenha medo. Ele está te dando suporte, ele está te segurando com a mão direita dele, ele está te dando suporte. Ele te sustenta com a sua mão direita. Essa dívida vai se tornar em nada. A doença vai se tornar em nada. Essa dependência química, essa depressão, esse sofrimento vão se tornar em nada.

Todos os seus inimigos (financeiros, sentimentais, espirituais) Deus garante para você que vão se tornar em nada. Não subestime o poder de Deus, mas ele se levantou, o problema se levantou, se levantou, se levantou, mas para cair por terra diante do poder de nosso DEUS.

No livro de Marcos 11, 22 e 23 está escrito assim: E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito.

Aqui ele está dizendo, coloque a sua esperança em Deus. Nós temos que olhar para o autor e consumador da fé: JESUS CRISTO. Lembrem-se das coisas que ele já fez na sua vida. Quando você preencher o seu pensamento com as coisas de Deus, o seu inimigo será menor. Passem o dia preenchendo os seus pensamentos com as coisas de Deus, sua mente tem que estar cheia da palavra de Deus.

Não fiquem acessando sites pornográficos, assistindo porcariada na televisão. - Aqui ele está dizendo, pensem nos seus inimigos como uma pluma, que vão sair com um sopro.

Olhe para esses montes (problemas), como se ele fosse uma pluma que vai cair no mar, independente do seu tamanho. Irmãos, Jesus pisou na cabeça do diabo, não foi por ele, mas para nós, para que NÓS FOSSEMOS MAIS DO QUE VENCEDORES.

Voltando ao livro de Deuteronômio 7,17: Se disseres no teu coração: Estas nações são mais numerosas do que eu; como as poderei lançar fora?

Se você pensarem que essas nações são mais poderosas do que eu, como poderei lançá-las fora. Os montes são como plumas, que vão sair da sua vida, em nome de Jesus. Qual é o maior milagre que Deus já fez na sua vida? A sua salvação. E ele quer fazer cada dia mais.

ISAIAS 40: 31 “Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão”.

LEMBREM-SE; SOMOS AQUILO QUE PENSAMOS SER, CONCLUSÃO: “Como o homem imagina em sua alma, assim ele é”. (Provérbios 23:7). Que segredo maravilhoso e que benção de Deus! Nossos pensamentos se transformam em nossas palavras, em nossas atitudes. Portanto, é muito importante que escolhamos pensamentos geradores de vida e não de morte.

QUADRAGÉSIMA SETIMA LIÇÃO BIBLICA DO SEMINÁRIO PARA A COMUNIDADE CRISTÃ BELA AURORA – IECOBA...

1-QUIZ BIBLICO: COMO SE CHAMA O PROFETA MESSIANICO?

2-COMO SE CHAMA O PROFETA CHORÃO?

3-COMO CHAMAVA OS DOIS FILHOS DE EFRAIM LADRÕES DE GADO?

4-DIGA UM NOME DE UM DOS FILHOS DE ABRAÃO COM CETURA?

5-QUAL O OUTRO NOME DE NATANAEL?

1-__________ - 2-___________- 3-__________,_________...

4-___________- 5-____________...                                          


Deus te abençoe!!! Maurílio Oswaldo...