MENSAGEM DA CRUZ

MENSAGEM DA CRUZ
ESPAÇO LITERARIO SOBRE A MENSAGEM DA CRUZ :

segunda-feira, 26 de maio de 2025

SABEDORIA DA PALAVRA É A SABEDORIA DA VIDA: SEXAGÉSIMA LIÇÃO (60) DO SEMINÁRIO E ENSINAMENTOS PARA OS SERVOS DE DEUS: POR OSWALDO SOUZA ESCRITOR!!!


Levanta-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti; porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti.” (Isaías 60: 1 e 2) ... 

Recebemos a palavra do Senhor, com promessa maravilhosa e poderosa. Apesar de todas as dificuldades previstas sobre nossa terra, Deus mostrará Seu poder em nossas vidas nos identificando como pessoas diferentes, sabias. Para que isso aconteça precisamos buscar a sabedoria de Deus. - Porque ao homem que é bom diante dele, dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria… (Eclesiastes 2: 26)

Temos sido alertados desde nossa conversão sobre a necessidade de adquirir sabedoria. Não podemos nos acomodar com as promessas, pelo contrário é fundamental crescer. Quando lemos um texto como este de Eclesiastes podemos reagir de diversas maneiras, mas certamente nem toda reação atrairá bênçãos e milagres. - Na parábola dos talentos - Mateus 25:14—30...

A Parábola dos Talentos: 14 Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. 15 A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu. 16 O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. 17 Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. 18 Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor. 19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.

20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. 21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 22 E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei. 

23 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 24 Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, 25 receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

26 Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? 27 Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. 28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. 29 Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30 E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes. 

Um dos três personagens raciocinou mal, e perdeu seu talento e ainda foi levado a um lugar de dor. Ou seja, ele recebeu uma grande bênção, foi confiado a ele um talento...

Ele podia multiplicar agindo e procedendo com sabedoria, e com isso ser levado a um novo padrão de vida. Mas sua inércia, Paralisia e medo bloquearam suas ações e com isso o pior chegou sobre ele. A falta de ação ou a ação errada, apesar da consciência de respeito e reverência ao senhor, O LEVOU AO FRACASSO DA VIDA. Por outro lado, os outros dois tiveram uma experiência diferente da dele, assumiram a responsabilidade, agiram sobre ela e foram abençoados com a multiplicação e a bênção.

NÃO EXISTE CONQUISTA, BÊNÇÃOS, MILAGRES, SEM AÇÕES POSITIVAS, sem as respostas do homem ao chamado divino. Queremos ser sábios e por isso precisamos agir em tudo aquilo que Deus tem nos ensinado em Sua palavra. VAMOS APRENDER COM ESSE TEXTO ABAIXO SOBRE SABEDORIA:

SABEDORIA: - “Estas quatro coisas são das menores da terra, porém bem providas de sabedoria: As formigas não são um povo forte; todavia no verão preparam a sua comida; Os coelhos são um povo débil; e, contudo, põem a sua casa na rocha; Os gafanhotos não têm rei; e, contudo, todos saem, e em bandos se repartem; A lagartixa apanha-se com as mãos, contudo anda nos palácios dos reis.” (Provérbios 30: 24 a 28) ...

COM ESTES “BICHINHOS” PODEMOS APRENDER: FORMIGAS: São Fracas, mas discernem que existem tempos: Verão e Inverno, tempo bom e tempo. Trabalham no verão ajuntando para o inverno, devemos aprender aproveitar as oportunidades, existem tempos diferentes sobre a terra, precisamos deste entendimento... Que tenhamos sabedoria para discernir qual é o nosso tempo. APROVEITE AS OPORTUNIDADES.

COELHOS: São Débeis, mas estabelecem suas casas na rocha. Também precisamos edificar nossas vidas na rocha, tudo o que vamos fazer tem que ser em Cristo, Ele é a nossa rocha, fora Dele nada dará certo. FAÇA TUDO EM JESUS.

Olha o que diz a bíblia: Mateus 7.24 "Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.25 Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.

26 Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia.27 Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda".

GAFANHOTOS: Não tem rei, mas não estão sozinhos, vivem em coletividade e grupo. Em nossas vidas teremos vitórias se estivermos no “corpo” em associação, o corpo é a igreja, não podemos ficar isolados, o isolamento é uma estratégia do inimigo, lembre-se: Ovelha sozinha é petisco de lobo. NÃO ANDE SOZINHO!!!

LAGARTIXA: Apanha-se com as mãos, mas anda em lugares nobres. Apesar de nossas fragilidades e das adversidades que nos cercam, podemos enxergar a vida com a ótica de Cristo, de esperança e fé sabendo que Nele somos vencedores.

ANDE EM LUGARES ALTOS!!! ANDE EM FÉ!!! – “Colossenses – Capítulo 3.1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.

4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;6 por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência].”

7Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas.8 Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos.10 e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou...

Vamos começar a praticar a sabedoria em nossas vidas e teremos bênçãos maravilhosas, de muita saúde, paz, alegria, conquista, etc. DEUS TEM PODER PARA TE FAZER A PESSOA MAIS FELIZ DO MUNDO, e Ele quer isso, mas faça sua parte.

Não se esqueça de ser sábio como os quatro “bichinhos”, APROVEITANDO AS OPORTUNIDADES, AGINDO E PENSANDO COMO JESUS, NUNCA ISOLADO E CURTINDO A VIDA EM FAMÍLIA E A VIDA EM IGREJA (FAMÍLIA DA FÉ) E RENOVE SEMPRE SUA MENTE ESPERANDO PELA FÉ NO MAIS DE DEUS.

 

DEUS TE ABENÇOE!!! OSWALDO DE SOUZA...


 

PLANO DE REVIGORAÇÃO, RESTAURAÇÃO E RENOVAÇÃO ESPIRITUAL: POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR!!!


Modelo e tabela para a alimentação de nossa alma: LEITURA BÍBLICA: Vamos começar com a leitura bíblica - Billy Graham ensina como começar a ler a Bíblia: Aos poucos, com calma e de forma sistemática. Se ler a bíblia é uma forma de se alimentar devemos fazer com alegria e prazer.

Como você pode começar a descobrir os tesouros da Bíblia por si mesmo? Leia a Bíblia de forma sistemática. Não leia livros aleatórios. Comece a ler uma parte de um livro todos os dias. Eu sugiro os Evangelhos, que nos diz sobre quem é Jesus e o que Ele tem feito por nós.

Não tente ler muito. Você pode iniciar lendo apenas um capítulo diário. Antes de começar, peça a Deus para ajudá-lo a compreender e, em seguida leia cuidadosamente e com calma; Meditando no que está lendo e buscando revelação divina e entendimento de como aplicar na prática.

O que isso a leitura nos diz sobre Deus ou Jesus, ou como Deus quer que vivamos!!! A obediência a palavra de Deus é fundamental para um aprendizado. O exercício e a aplicação abrem o nosso conhecimento de Deus.

Deus é a fonte de todo conhecimento. Ele dá sabedoria e entendimento àqueles que o buscam. Existem muitos tipos de conhecimento, mas o conhecimento mais importante é o conhecimento de Deus. Conhecimento na Bíblia: O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina. Provérbios 1:7.

Será que quem fez o ouvido não ouve? Será que quem formou o olho não vê? Aquele que disciplina as nações os deixará sem castigo? Não tem sabedoria aquele que dá ao homem o conhecimento? O Senhor conhece os pensamentos do homem, e sabe como são fúteis. Salmos 94:9-11.

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (arte de conhecer o coração do homem), e o conhecimento (arte de conhecer o coração de Deus) do Santo é entendimento (revelação dos propósitos naturais e espirituais). Provérbios 9:10.

Esforço-me para que eles sejam fortalecidos em seu coração, estejam unidos em amor e alcancem toda a riqueza do pleno entendimento, a fim de conhecerem plenamente o mistério de Deus, a saber, Cristo. Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Colossenses 2:2-3.

A BIBLIA: Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo; O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto.

Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:1-3.

Finalmente, leia a Bíblia de maneira obediente. O que Deus quer te ensinar através dessa passagem? Que diferença isso deve fazer na sua vida?

Faça a Bíblia ser parte da sua vida todos os dias, e Deus vai usá-la para te transformar em uma pessoa que Ele quer que você seja. Amém. A BIBLIA É UM LIVRO TRANSFORMADOR!!!

ALIMENTAR-SE DA BIBLIA É OS PRINCIPIOS DE UMA DIETA DE FORTALECIMENTO ESPIRITUAL!!!

AS ÁGUAS DE QUERITE; ÁGUAS DO SUSTENTO DE DEUS: 1 REIS 17.1-16. QUERITE, SIGNIFICA: Cortar, colocar no tamanho certo. Ali, a sós com Deus, o profeta seria moldado. Mas, ele era um homem de fé, um profeta!!! Querite: Quer dizer lugar de corte, molde.

Também, lugar de intensificar a comunhão, sentar-se às margens do Rio de Deus. Ali, Elias, estabeleceu longos diálogos com Deus (oração). Derramou lágrimas, foi confortado e transformado. Elias cresceu. Ficou em Querite, até o dia, em que o riacho secou. 

QUERITE: Tipifica; nossas lutas e problemas, algo a enfrentar, uma dificuldade de momento – Um momento, uma fase, uma vitória que virá, um milagre chegando, a ação bendita de Deus em nossas vidas!!! Digam amém...

INTRODUÇÃO: A vida de Elias, um profeta dedicado em restabelecer o concerto de Deus com Israel ou restaurar o altar: A vida de Elias nos ensina que, mesmo estando no centro da vontade de Deus, às vezes passamos lutas e dificuldades, mas veja a palavra no mundo tereis aflições.

Foi assim nos tempos bíblicos e assim ainda é. Porém, em meio a tais experiências Deus nos assiste de maneira diferente e maravilhosa, muito além do que podemos esperar. (lembre-se das pegadas na areia) ... EM TEMPO DE CRISE DEUS TEM SEMPRE UM MILAGRE PARA VOCÊ!!!

1º – O SUSTENTO POR MEIO DE UM FILETE DE ÁGUA: Este ribeiro de Querite era um filete de água só ativado em tempos de chuva ou quando a neve dos montes altos derretia - (Sl 133.3).

Esta pequena torrente (Curso de água de montanha, rápido e irregular) de Querite era um escape provisório na vida do profeta, quando este se encontrava perseguido. Ali Deus transformou em esconderijo – Esconde-te junto ao ribeiro de Querite - (v.3). Tudo o que Elias fez estava de acordo com a vontade do Senhor,

e ainda assim começaria a ser PERSEGUIDO; por isso foi orientado pelo próprio Deus a se esconder por um momento. Deus mesmo providenciou um lugar de esconderijo (Sl 91.1), onde o profeta poderia esperar que passasse a fúria do rei Acabe.

A Bíblia nos garante que em meio às lutas que se levantam em nossas vidas sempre haverá um lugar de refúgio (Is 4.6). Mesmo que esse lugar seja um pequeno e provisório (riacho), Deus é quem nos esconde dos nossos inimigos (Sl 32.7).

2º. DE ONDE DEUS TIROU SUPRIMENTO? – E há de ser que beberás do ribeiro - (v. 4). A seca era um instrumento usado por Deus para exercer juízo sobre os ímpios; Por isso, tenham cuidado para não serem enganados e levados a desviar-se.

Caso contrário, a ira do Senhor se acenderá contra vocês e ele fechará o céu para que não chova e para que a terra nada produza e assim vocês logo desaparecerão da boa terra que o Senhor lhes está dando. Deuteronômio 11:16,17...

Mas os justos são sustentados pelo Senhor - (Sl 37.17). Pois o braço forte dos ímpios será quebrado, mas o Senhor sustém (ampara, sustenta) os justos... Enquanto Elias cumpria a sua missão na terra, Deus se encarregava do seu suprimento, dando exclusivamente para o profeta uma fonte no deserto.

DEUS SUSTENTA OS SEUS SERVOS: - Eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem. - (v.4). - Ao Senhor pertencem as saídas para escapar da morte - (Sl 68.20) Por estranho que possa parecer, ser alimentado por aves consideradas imundas, foi uma providência totalmente divina. Deus não está condicionado nem ao natural, nem à nossa vontade para prover em nossas vidas. Seus métodos são especiais.

4º - O SUSTENTO POR MEIO DA POBRE VIÚVA: Quando a água do ribeiro de Querite acabou, Deus deu novas ordens para Elias. Naquele momento, havia outra pessoa que também precisava da provisão em sua casa. Deus agora usaria o seu servo para abençoar e ser abençoado.

Semeando na pobreza o sustento: Eu ordenei ali a uma mulher viúva para que lhe sustente. - (v.9). Deus, mais uma vez coloca Elias em situação difícil (nossas dificuldades são confrontamentos e desafios de Deus). Ser sustentado por uma viúva pobre, em meio à tão grande seca.

COMO ISSO SERIA POSSÍVEL? O que ela tinha nas mãos era a sua última refeição, como sustentar um profeta?

Aquela mulher, apesar de estrangeira (fenícia), passava agora por um grande teste de fé, ante as exigências do profeta para que o poder do milagre fosse liberado sobre ela. Assim diz o Senhor, Deus de Israel - (v.14). Aquela promessa foi mais forte que seus temores e necessidades. Agora que creu e alimentou o profeta, toda vez que a mulher procurava azeite e farinha, lá estava à mesma quantidade.

Deus deu ordens à viúva para dar o pouco que tinha abençoando assim o profeta. Agora, era recompensada com o milagre da perpetuidade (sabe o que quer dizer isto? Enquanto ela vivesse seria sustentada pelo milagre).

DEUS TE ABENÇOE!!! OSWALDO DE SOUZA...


 

SEIS PASSOS UM SACRIFICIO: CARREGANDO NOS OMBROS A GLORIA DE DEUS!!! POR OSWALDO DE SOUZA PESQUIZADOR E ESCRITOR...


 IGREJA COMUNIDADE FAMILIA EM BELA AURORA JUIZ DE FORA BRAZIL!!!

Davi queria levar a arca do Senhor em carro novo. Levar a arca em carro de bois é coisa de Filisteu. A arca precisava ser levada no ombro dos sacerdotes. E nós somos os sacerdotes de nossa vida espiritual: 

Apocalipse 1:5 E de Jesus Cristo, que é a Testemunha fiel, o Primogênito dentre os mortos e o Soberano dos reis da terra. Ele, que nos ama e, mediante seu sangue, nos libertou de todos os nossos pecados, 6e nos constituiu reino e sacerdotes para servir a Deus, seu Pai; a Ele, portanto, sejam glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém!!! 7 Eis que Ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram, e todas as tribos da terra se lamentarão por causa dele. Certamente, assim será. Amém!!!

SOMOS SACERDOTES AQUELES QUE INTERCEDEM E CARREGAM A GLORIA DE DEUS NO CORAÇÃO!!! Sacerdote eram aqueles que ofereciam sacrifícios diante de Deus e somos nós que hoje oferecemos o culto a Deus santo (limpo), vivo (sem mortes) e agradável (voluntario)... 

Sacerdotes que quiser a presença de Deus na sua vida e igreja vai ter que carregar o peso. (Oração, vigília, etc...). Para ter a arca do Senhor (Presença de Deus) em sua vida ou igreja, você vai ter que sacrificar mais um pouquinho (sacrificar a carne). II Samuel. 6:13 E sucedeu que, quando os que levavam a arca do SENHOR tinham dado seis passos, sacrificava bois e carneiros cevados.

Da casa de Obede-Edom até Jerusalém os estudiosos dizem que a distância era de 25 Km e eles gastaram um período de tempo de aproximadamente 6 meses para levarem a arca. Diz ainda que a cada 6 passos faziam um sacrifício de 14 cabeças de animais. 

Imagine que 6 passos correspondem aproximadamente a 3 metros, em 25 Km devem ter sido feitos aproximadamente 8.333 sacrifícios. Se para cada sacrifício, matavam-se 14 cabeças, então chegamos à conclusão de que foram mortos aproximadamente 116.662 animais.

Lição: Para trazer a arca, Davi teve que sacrificar a boiada. Se você quiser a arca (Presença de Deus) vai ter que dar um prejuízo a sua carne. Renunciando as vontades da carne para andar no Espírito. MAS O RESULTADO SERÁ MARAVILHOSO!!!

O PECADO NOS SEPARA DE DEUS: Isaías 59:1 Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. 2 Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. 

3 Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniquidade; os vossos lábios falam falsidade, a vossa língua pronúncia perversidade. 4 Ninguém há que clame pela justiça, nem ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniquidade.

O pecado dos filhos de Eli (Hofni e Finéias) fez com que Deus permitisse Israel perder a arca (Símbolo da presença de Deus perderam a presença e a gloria de Deus). Nasceu “Icabode” (Foi-se a Glória). Samuel Homem de Deus orou e a arca voltou. Saul reinou vinte anos, mas no seu reinado, não se falou em arca (Não se importaram com a glória, não almejaram a presença de Deus).

Davi assumiu o trono e trouxe a arca para Jerusalém. ISm.4:20 E, ao tempo em que ia morrendo, disseram as mulheres que estavam com ela: Não temas, pois deste à luz um filho. Ela, porém, não respondeu, nem fez caso disso. 21a E chamou ao menino Icabode, dizendo: De Israel se foi a glória!!!

COM O PECADO O HOMEM PERDE A GLORIA DE DEUS NA SUA VIDA, MAS O SACRIFICIO VICARIO DE JESUS TRAZ A GLORIA A ARCA (A PRESENÇA DE DEUS) DE VOLTA PARA NOSSAS VIDAS!!! 

Exemplos: Hofni e Finéias (Sacerdotes que amam o pecado, afastam a glória de Deus da igreja). Eli (Líderes que compactuam com o pecado alheio, isto é, fingem que não estão vendo, afastam a glória de Deus da igreja). Samuel (Homens de Deus que não se conformam em viver sem a Glória = presença de Deus e oram por avivamento).

Saul (Líderes e crentes carnais, que estão interessados só em bênçãos materiais, porém não estão interessados em presença de Deus). Davi (Líderes e crentes que pagam o preço para trazer a arca de Deus Glória para suas vidas e igrejas). 

PAGAR O PREÇO? ESTAR NAS REUNIÕES – CHEGAR NO HORARIO – DAR ATENÇÃO AO CULTO – LER A BIBLIA DIARIAMENTE – ORAÇÃO CONTINUA E ESPECÍFICA – JEJUM OU PROPOSITOS – VIGILIAS DE ORAÇÃO – LOUVOR E MINISTRAÇAO E ENSINO DA PALAVRA GENUINA SEM SOFISMAS!!! - IISm.6:14 E Davi saltava com todas as suas forças diante do SENHOR; e estava Davi cingido de um éfode de linho. 15 Assim subindo, levavam Davi e todo o Israel a arca do SENHOR, com júbilo, e ao som das trombetas.

O PRECISAMOS SABER? PRIMEIRA COISA: Que somos pecadores e quanto tempo levamos para pecar!!! Seis são seis passos que dizer segundos para errar... Vou contar o exemplo de Jone uma jovem que ainda adolescente tornou-se tetraplégica, como por sua tetraplegia ela não podia pecar ela montou uma estratégica de pecar contra a Deus pensando... - Não importa o que somos (títulos) o que temos nossa condição (o que temos) somos pecadores e carecemos da gloria de Deus.

SEGUNDA COISA: Quantos bois você teria que matar diariamente em sua caminhada cristã junto com Deus (a arca de hoje)??? Não precisamos, pois temos Jesus Cristo: 

JESUS É O CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRA O PECADO DO MUNDO (O meu e o seu pecado). - No Antigo Testamento, quando alguém se arrependia de seus pecados, oferecia um cordeiro sem defeito a Deus, para pagar o castigo do pecado. Tinha de ser uma vida por uma vida, porque o castigo do pecado é a morte. Jesus veio para ser nosso cordeiro.

O cordeiro do Antigo Testamento era apenas um símbolo da salvação que Jesus iria trazer. Sem mancha do pecado e sacrificado como um cordeiro na cruz, Jesus pagou o preço por todos os pecados. Seu sangue nos liberta do castigo do pecado e muda nossas vidas!!! - No dia seguinte, João viu Jesus aproximando-se e disse: "Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!!! João 1:29...

Quando alguém for culpado de qualquer dessas coisas, confessará em que pecou e, pelo pecado que cometeu, trará ao Senhor uma ovelha ou uma cabra do rebanho como oferta de reparação; e em favor do culpado o sacerdote fará pro­piciação pelo pecado!!! Levítico 5:5-6...

PROPICIAÇÃO é alguma coisa que leva alguém a perdoar uma ofensa recebida, ou a proceder misericordiosamente para com o ofensor. Duas vezes é Jesus chamado por João (1 Jo 2.2 e 4.10) A PROPICIAÇÃO PELOS NOSSOS PECADOS – e Paulo fala da redenção (salvação) que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, como propiciação.

Rm 3:24,25 - Sendo justificados (inocentados) gratuitamente (sem pagar) pela sua graça (favor imerecido), pela redenção (salvação eterna) que há em Cristo Jesus (cordeiro pascoal). Ao qual Deus propôs para propiciação (lugar de perdão) pela fé no seu sangue (sem sangue não há remissão de pecados), para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Romanos 3:24,25...

Deste modo, a propiciação requerida pela justiça de Deus é manifestada em Cristo Jesus pela misericórdia de Deus. A palavra usada em Rm 3.25 significa LUGAR OU INSTRUMENTO DE PROPICIAÇÃO A CRUZ LUGAR DE NOSSO PERDÃO!!! AMÉM!!!

Como carregar a arca em nossas vidas: De CINCO MANEIRAS (1 Crônicas 15): PRIMEIRA (verso 2); COM SERVIÇO - Então, disse Davi: Ninguém pode levar a arca de Deus, senão os levitas; porque o SENHOR os elegeu, para levarem a arca de Deus e o servirem para sempre. Nós somos os levitas de hoje trabalhadores de Deus!!!

SEGUNDA – COM O CORAÇÃO PREPARADO PARA RECEBER A DEUS (verso1); Fez também Davi casas para si mesmo, na Cidade de Davi; e preparou um lugar para a arca de Deus e lhe armou uma tenda. Se você quer Deus manifeste a sua presença, você tem que preparar um lugar para que Ele possa se mover (nosso coração).

TERCEIRA – TEMOS QUE TER NOSSA VIDA SEPARADA PARA DEUS (SANTOS) – Verso12!!! E Davi lhes disse: Vós sois os cabeças das famílias dos levitas; santificai-vos, vós e vossos irmãos, para que façais subir a arca do SENHOR, Deus de Israel, ao lugar que lhe preparei. O povo precisa ser santificado, separado, para poder levar a presença de Deus.  

QUARTA – COM ALEGRIA MUITO ALEGRIA (verso16): Com música, dança e louvor mais adoração a Deus; Disse Davi aos chefes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os cantores, para que, com instrumentos músicos, com alaúdes, harpas e címbalos se fizessem ouvir e levantassem a voz com alegria.

QUINTA – NA NOSSA CAMINHADA DEVE HAVER SACRIFICIOS (verso26): Tendo Deus ajudado os levitas que levavam a arca da Aliança do SENHOR, ofereceram em sacrifício sete novilhos e sete carneiros. Nossos sete novilhos e carneiros são as nossas atitudes com a casa de Deus sua Igreja vida de sacrifícios meu irmão:

Oração de joelhos – leitura bíblicas – frequências aos cultos e reuniões – jejuns e louvor com adoração... - Rm 12.1, Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. - Hb 13.15, Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.

Deus deseja se mover sobre sua vida!!! Os sacerdotes carregavam uma caixa de ouro – a presença de Deus!!! No Novo Testamento, carregamos o Senhor Jesus Cristo. Para que Ele tenha liberdade de se mover em você, em mim, em nós!!!

Deus te abençoe!!! Oswaldo Souza...




quinta-feira, 22 de maio de 2025

HISTÓRIA DO MEU BISAVÔ ITAUNA O PEDRA PRETA: UMA MISTURA DE FICÇÃO E REALIDADE!!! A HISTÓRIA DO ESCRAVO CHICO ITAÚNA O PEDRA PRETA – LIVRO BONUS (189) ON-LINE GRATUITO: POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR E HISTORIADOR!!!


O FRANCISCO APELIDADO DE ITAÚNA O PEDRA PRETA PELOS INDIOS DA TRIBO PURIS!!! UMA MISTURA DE FICÇÃO E REALIDADE DA HISTÓRIA BRASILEIRA!!! Esta historia aconteceu nos meados de 1870 uns dez anos antes do termino da escravatura no Brasil; No ano de 1888 a escravidão foi abolida através da Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel no dia 13 de maio daquele ano. Essa medida beneficiou uma grande quantidade de escravos que ainda existia no país. Contudo, não podemos achar que a escravidão acabou no Brasil do dia para a noite.

Entre uma pitada e outra do velho e bom para o Chico cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho; conta sua historia desde os primeiros anos como escravo assim como também de seus avôs vindo da África em navios chamados negreiros:

Os navios negreiros ou navios tumbeiros foram embarcações que fizeram a travessia do Atlântico, transportando mercadorias para troca no continente africano, homens e mulheres do continente africano para as colônias europeias no novo mundo, e produtos como açúcar e café, dentre tantos outros, para o continente europeu.

Esse modelo de negócio ficou conhecido como comércio triangular, cuja principal atividade foi o tráfico negreiro, um dos negócios mais lucrativos do mundo da época, enviando cativos que se tornaram escravos para sustentar as produções nas plantações ou explorações do ouro, como foi o caso do Brasil.

O velho Chico começa sua historia às vezes meio triste outras vezes esboçava um leve sorriso naquela boca desdentada e com muitos dentes apodrecidos pelos maus tratos e de mastigar o fumo de rolo; ele conta sua longa historia: O moço Chico jovem escravo fortalecido pela dureza das batalhas do dia a dia, corpo marcado pelos chicotes e amarras dos brancos com seu subjugo nas duras correntes que cortavam os pulsos e calcanhares do pobre mulato que nasceu na senzala e tirado de sua mãe quando tinha quatro anos.

Criado pelos duros feitores homens maus e castigadores crescendo entre troncos, cafezais, chicotes e canaviais, com cicatrizes que eram como tatuagens da ignorância dos senhores de engenhos e dos cafezais...

Os avôs de Chico chegaram ao Brasil depois de ficarem por muito tempo nos porões de navios de negros africanos trazidos pelos comerciantes portugueses e vendidos para produção de açúcar chegando homens e mulheres que foram caçados, aprisionados e depois escravizados e judiados pelos homens brancos, agora eu pergunto quem vai pagar por tais atrocidades???

Os escravos faziam os trabalhos rudimentares com suas tarefas pesadas e cruéis. Entre senzalas e vendas e leilões animalescos como se os brancos fossem donos do mundo, mas eram apenas homens sem bondade, misericórdia e alma. Homens orgulhosos, soberbos e ignorantes que ignorava que os negros tinham e tem almas, sofrimentos e sentimentos que eram homens e mulheres normais apenas diferenciadas por sua cor, que eram tratados como animais das florestas com semelhança ao homem.

Um dia Chico já um homem forte depois de viver mais de vinte anos subjugados nos troncos: Tronco era o nome dado ao material de tortura e grande humilhação, era constituída de madeira dura como os corações insensíveis dos senhores e feitores; que eram homens contratados pelos senhores de fazenda cuja função principal era vigiar e castigar as duras penas os escravos.

O tronco era colocado estrategicamente nos lugares onde podia ser visto por todos nas senzalas a titulo de exemplo... Se fossemos medir a ignorância destes homens chegaríamos à insensibilidade zero a desumanidade total. E hoje eu vejo pessoas indignadas e com razão de Hitler e seus castigos hediondos, pessoas que são descendentes insensíveis quanto ao trato de familiares cruéis dos seus bisavôs; feitores e donos de cafezais e cana de açúcar que são seus antepassados que deixaram na família um rastro de maldição quanto as suas atrocidades, mancharam suas riquezas com sangue inocente.

Um dia o escravo Chico estava em mais um dia de sua dura lida trabalhando nos cafezais de seu Manuelino um homem mal de família portuguesa rico de bens e pobre dos bens, subjugado pelo capataz Genésio homem mal contratado a peso de ouro, por causa de sua maldade nos tratamentos dos escravos. Dia comum onde o sofrimento era algo do cotidiano. Genésio sem dó pega com seu chicote e castiga o Bentinho escravo adolescente e visto como rebelde presença assídua nos troncos com seu corpo já marcado...

Os jovens de hoje tem tatuagens, naquele tempo de escuridão no Brasil pela dureza da cerviz dos cafeicultores os corpos eram marcados pelos cortes dos chicotes malditos da era colonial ou podemos chamar do período covarde dos senhores das fazendas com seus bigodes nojentos e encardidos pelo fumo e pelas marafas. Bentinho não suportando a dureza das chicotadas desmaia e seu corpo inerte cai completamente desfalecido. Neste momento atroz o escravo Chico pensou; Mataram Bentinho!!!

Em um momento de fúria o moço Chico escravo forte com seus músculos naturais construídos pela labuta do dia a dia no roçado, pega a Genésio pela sua jugular e em um só golpe de seus braços quebrando o pescoço do maldoso capataz. Agora não tem jeito mais; Chico moço valente sai correndo embreando nas matas em uma corrida frenética pela vida. Sem parar para descansar o escravo Chico chega a uma aldeia de índios chamados Os Puris; Era um povo de origem Puri, grupo indígena possivelmente oriundo dos Tupis-Guaranis, que juntamente com os brancos e os negros são responsáveis pela formação do povo de Viçosense.

As tribos que formavam o triangulo mineiro pertenciam predominantemente ao grupo Jê ou Tapuia. Já na Zona da Mata Mineira havia uma exceção, a origem era Goitacá. Eram eles os croatas e Puris. Sabendo disso e pensando exclusivamente nos Puris, um dos possíveis fatores que justificam sua chegada em Viçosa e região, a partir do século dezesseis, pode ser entendida sua migração para estas terras com o episodio de 1556, lembrado por PANIAGO.

A autora resgata a luta dos franceses, que contaram com a ajuda dos povos Tamoios (que habitavam a região do Paraíba) para se instalarem no Brasil. Nesta batalha os Tamoios foram derrotados e expulsos pelas tropas de Mem de Sá em 20 de janeiro de 1567 e migraram para as terras mineiras onde encontraram os povos Puris que já habitavam a região do Paraíba.

Por possuírem uma personalidade pacífica os Puris acabaram sendo obrigados a deixar suas terras. Foi a partir daí que migram para o interior de Minas Gerais, instalando-se primeiramente no Vale do Rio Pomba, onde acabaram sendo expulsos pelos Goitacazes de Muriaé. Em seguida procuraram refúgio nas terras altas da região de Viçosa e no Vale do Piranga.

Os Cropós e Puris possuíam estatura ora baixa, ora mediana e eram de formas robustas, grossos e compactos, portanto, além de espadaúdos. Mediam os homens entre 1,35 m e 1,65 m de altura e as mulheres alcançavam, em média, apenas 1,40 m de altura. O peito se lhes apresentava largo e curto; grosso era-lhes o pescoço. Tinham braços musculosos e redondos, pés estritos atrás e largos na frente e pele de coloração acobreada.

Seus cabelos, de negro carregado, apresentavam-se grossos, compridos e abundantes. Cultivavam especialmente milho e mandioca. Eram também grandes conhecedores de ervas e sabiam produzir bebidas das mais variadas fontes. Aquela aldeia que era uma das facções dos Puris povo que vivia pacificamente, generosos e hospitaleiros cuidaram do índio Chico que eles já sabiam que era um dos muitos fugitivos dos flagelos cruentos e desumanos dos brancos modernistas e colonizadores das terras indígenas e nas matanças de seu povo.

Ali o jovem escravo negro forte e alto mistura de raça do homem branco dono de cafezais com sua mãe a moça Francisca dado a origem de seu nome Francisco que também era seu sobre nome Francisco de Francisca. Os Puris contaram para Chico a historia dos índios Brasileiros e de kikio: Antes da chegada do europeu, os índios eram os únicos habitantes das Américas.

No momento do expansionismo indígena pela América um dos povos se diferenciou desenvolvendo uma língua proto-tupi no sul da Amazônia. Essa língua com o tempo se derivou transformando em várias outras línguas que deram origem a várias etnias indígenas entre elas os Tupis e os Guaranis... Kikiô morreu feliz. Deixando a terra para os dois. Guarani foi pro sul, Tupi pro norte...

Com a migração indígena pelo Brasil e América do Sul os Guaranis se deslocaram para o sul, se fixam principalmente no Paraguai e nos Estados do Sul do Brasil. Já os Tupis se deslocaram principalmente para o norte e nordeste brasileiro. E formaram suas tribos. Cada um em seu lugar. Vez em quando se encontravam. Pelos rios da América. E lutavam juntos contra o branco. Em busca de servidão. E sofreram tantas dores. Acuados no sertão. Tupi entrou no Amazonas. Guarani ainda chama...

A luta contra o branco foi algo constante na história do índio, os índios do nordeste se deslocaram para o sertão para fugir do branco e com o passar do tempo tiveram que se deslocar cada vez mais em busca de abrigo. Os Guaranis acabaram em reduções jesuíticas (os Jesuítas que matavam índios em nome da religião e achando que era em nome de Deus; OBS: E não era) ou indo trabalhar administrados pelos brancos. Com a falta de mão de obra escrava os guaranis eram caçados pelos bandeirantes (considerados heróis no Brasil, heróis? matadores de índios e caçadores de índios colonizando suas terras tomadas por suas armas cruentas)...

Dizem a lenda que: Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiô na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiooooooo!!! Podemos entender com esse trecho que Kikio é na verdade o verdadeiro dono dessas terras deixando-as para seus filhos, os índios e grita ate hoje por suas terras e seu povo, seu sangue clama por justiça!!!

Com esta historia o escravo foragido Chico entendeu que não foram apenas os escravos, mas também os índios Brasileiros foram subjugados e judiados pelos homens brancos que buscavam servidão. Aquela aldeia dos Puris era situada em uma mata fechada onde formaram o grupo Puris do caiapó em um lugar perto da aldeia embrenhadas pelas matas na bocaina de Botafogo que era um Quilombo para onde o escravo Chico Itaúna (Pedra Preta); apelido e nome dado pelos índios do povo indígena Puris. Já totalmente recuperado de sua luta pela liberdade e em busca de uma vida de paz.

Observamos aqui; Dois povos duas marcas, uma dos fugitivos; Os escravos a outra expulsa de seus habitares naturais tentam sobreviver de maneira pacifica e harmoniosa o povo de origem indígena e o povo de origem escravos do Quilombo da Bocaina do Botafogo.

O Quilombo da bocaina do Botafogo foi de origem da família composta por doze escravos fugitivos que deram origem aqueles grupos de escravos fortalecidos cada dia mais pelos fugitivos que já compunha em sua quantidade de mais de cento e trinta homens e mulheres mais crianças que viviam da caça e das hortaliças e frutas campestres plantadas e cultivadas em meio ao matagal com suas grandes arvores e plantas nativas, aquele lugar era chamado de quilombolas. O município de Botafogo existe ate os nossos dias vista como uma comunidade de origem Quilombeiras.

Quilombo é o nome dado no Brasil aos locais de refúgio dos escravos fugidos de engenhos e fazendas durante o período colonial e imperial. Nesses locais, os escravos passavam a viver em liberdade, criando novas relações sociais com índios e nativos os matutos e ermitões grupo que eram chamados eremitas. Muitos quilombos existiram no Brasil e centenas deles ainda existem, formando o que hoje é chamado também de comunidades quilombolas. Os quilombos no Brasil também eram conhecidos como mocambos.

Nos demais locais da América onde houve escravidão também ocorreu a formação desses locais de refúgio e vida em liberdade. Na América espanhola, essas comunidades ficaram conhecidas como palenques; na América francesa, o nome era maronage; e na América inglesa eram nomeados como marroom communities.

Os quilombos eram locais de refúgio, mas também de resistência dos escravos contra a escravidão. Neles, os escravos plantavam e realizavam coletas de produtos das matas, como madeira e frutos, além de caçarem e criarem animais. A população dos quilombos era formada tanto por escravos e escravas quanto por indígenas e homens livres, mestiços ou brancos pobres. Houve quilombos grandes e pequenos, alguns com milhares de pessoas, outros com algumas centenas, sendo os pequenos os mais comuns.

Nos quilombos os fugidos constituíam famílias, criando uma nova forma de sociedade, na maioria dos casos livre da escravidão. Na chegada daquele novo escravo Francisco o Itaúna ou pedra preta, negro forte corajoso e bom de briga e guerra que sabia a arte de se esconder e que corria quilômetros sem se cansar. Chico logo conheceu uma escrava branca de olhos azuis como o céu e cintilante quanto o mar seu nome era Inácia, pois era filha de fazendeiros que viviam de plantação de café e mandioca na confecção de farinhas de mandioca em meio aquela terra hostis com homens maus de um arraial chamado Tabuleiro.

Inácia teve seu nome trocado por, Céu nos olhos por ser uma linda moça companheira e ajudadora de olhos de um puro anil, em todas as tarefas era prestativa  e logo o moço Chico se apaixona por aquela escrava branca de olhos azuis da cor do céu que deu origem ao seu apelido; Vitoria (por causa da lenda indígena da Vitoria Regia). Assim como em outros municípios da Zona da Mata, a região onde se localiza o município de Tabuleiro teve como seus primeiros habitantes índios das tribos Croatos e Cropós e também em suas matas os Puris.

Na segunda metade do século dezessete, Por volta de 1767, o Padre José Manoel de Jesus Maria inicia o processo de catequese dos índios na então freguesia do Mártir São Manoel dos Rios Pomba e Peixe dos Índios Croatos e Cropós, sendo que 74 anos depois, pela lei provincial de 7 de abril de 1841, foi criado o curato do Senhor Bom Jesus da Cana Verde no local onde hoje funciona a própria sede da prefeitura municipal de Tabuleiro.

Tudo indica que a origem do nome de Tabuleiro remete ao modo como viajantes tropeiros e mascates denominavam a região, pois, quando por ali passavam, eram recebidos pelos moradores vendendo doces, pães, bolos e alimentos diversos em tabuleiros de madeira que eram colocados nas janelas das casas. Em 02 de janeiro de 1866 Tabuleiro é elevado a distrito com o nome de Tabuleiro do Pomba pela Lei Provincial n° 1275 e posteriormente ratificada, já na república, pela Lei Estadual n° 02 de 14 de setembro de 1891.

Em 1911 é figurada como Vila e em 12 de dezembro de 1953, pela lei n° 1.039 é o primeiro município a emancipar-se política e administrativamente de Rio Pomba. A 1° de janeiro de 1954 é celebrada a sessão solene de instalação do município assim descrita pelo jornal O Imparcial: Naquele lugar moravam os pais de Inácia ate que foram ameaçados e perseguidos por duros cafeicultores em busca de terras para seus plantios e suas ocupações que eram feitas de mortes e violência.

As casas dos colonos eram queimadas e expulsos de suas propriedades e a partir dai se tornavam escravos dos grandes senhores de engenho e cafeicultores com sua força politica e corrupta chegavam com seus matadores de alugueis tomando de maneira covarde e cruel suas propriedades subjugando os que ficavam vivos que eram tratados como escravos brancos. Ali no subjugo dos chicotes cresceu a linda escrava branca Inácia com seus olhos de cor azul da cor do mar.

Um belo dia ainda adolescente Inácia trabalhava na dura colheita de café. Linda e perseguida pelos patrões e seus filhos por sua beleza, foi atacada em meio ao estradão um caminho escuro cercado por uns matagais e animais. Inácia foi atacada por cinco dos homens do seu Senhor e nesta luta Inácia foi feroz como uma onça, mas em seu corpo jovem e frágil foi subjugada; Pelos malfeitores homens maus e perseguidores.

Ali perto quatro dos índios Puris estavam caçando com suas flechas envenenadas por ervas cujo veneno adormecia os animais que eram levados para servirem de alimentos e seus ossos de adereços e pontas de lança armas usadas na caça e na proteção contra homens perseguidores em busca de terras para plantio.

A guerra e as lutas eram constantes entre os senhores dos vilarejos com os índios que viviam de maneira pacifica e ordeira em meio das matas de Bocaina de Botafogo. Foram cinco flechadas certeiras e aqueles animais vestidos de gente, pois assim eram chamados os capatazes, feitores e matadores de alugueis por seus maus por sua origem e piores dos que os animais.

Salvo de seus algozes a adolescente Inácia foi protegida pelos Índios Puris. O chefe daquele grupo de caça foi o moço índio Caipora hábil caçador que não se condoía de matar animais cortando com sua faca feita de ossos os pescoços. Ali estavam agora indefesos os homens capatazes hediondos completamente adormecidos pelo veneno das pontas das flechas, Caiporas da uma ordem matam como o carcará ave de rapina sem dó nem pena e cortando suas jugulares e jogam no rio para serem levados para longe de suas aldeias.

E assim foi feito, levaram aquela moça branca e escrava que perdeu seu direito de liberdade pela maldade dos brancos. É levada em proteção para a aldeia próxima ao Quilombo de Bocaina do Botafogo.

Na crença daqueles índios os homens que morriam que não pertencia a tribo deveriam ser jogados nos rios assim fazendo trariam para os índios abundancia de peixes. Isto era orientado pelo Pajé: O pajé era uma figura de extrema importância dentro das tribos indígenas do Brasil. Detentor de muitos conhecimentos e da história da tribo, ele é o indígena mais experiente. Eram os Pajés responsáveis por passar adiante a cultura, história e tradições da tribo.

O pajé também possui a função de curandeiro dentro da tribo, pois conhecia diversos rituais e também o poder da cura com ervas e plantas. O pajé também possui a função de líder espiritual da tribo. Ele conhece os meios de entrar em contato com os espíritos e deuses protetores da tribo.

Muitas lendas indígenas eram ensinadas pelos pajés; vamos ver uma delas: A lenda da Vitória Régia, muito conhecida na região Norte do Brasil, surgiu de algumas crenças indígenas da tribo tupi-guarani a respeito dos deuses. E era essa lenda que os pajés contavam para explicar o surgimento da planta Vitória Régia.

Há muito tempo atrás, na tribo dos índios tupi-guarani, contavam uma história em que a lua, que era chamada de Jaci pelos índios, era um lindo deus guerreiro e que quando a noite começava Jaci beijava os rostos das mais belas virgens índias da aldeia. Ele as namorava e sempre que se escondia atrás das montanhas escolhia uma moça para levar consigo.  Quando isso acontecia, a moça deixava a sua forma humana e virava uma estrela.

Essa história era contada para todos da tribo, e uma jovem muito bela e guerreira, chamada Naiá, era apaixonada pela lua e queria muito ser levada e transformada em uma estrela. Os anciãos da tribo dela alertava a índia, pois quando uma moça era levada por Jaci e nunca mais voltava: Deixavam de ser humana. Mas Naiá não se importava, o que ela queria mesmo era ser uma estrela a brilhar no céu.

Todas as noites ela ia à procura da lua, sempre a seguia em todo lugar que estivesse. Fazia cavalgadas pelas montanhas, pelas matas, subia e descia os montes, mas não conseguia alcançar Jaci e nada lhe acontecia. A jovem índia começou a ficar obcecada, parou de comer e de beber, só pensava na lua e em nada mais. Em uma linda e iluminada noite, Naiá parou um pouco sua caminhada e chegou perto de um riacho para descansar e beber um pouco de água.

Ao se aproximar das águas do riacho viu a lua refletida na água, imediatamente a índia achou que Jaci havia descido do céu para encontra-la e sem pensar duas vezes, Naiá se atirou dentro da água de encontro ao seu amado deus. Ela estava tão deslumbrada com seu desejo de ser levada pela lua que depois de pular dentro da água se deu conta que era apenas um reflexo, tentou sair, mas não conseguiu, a índia acabou se afogando dentro das águas e nunca mais foi vista por ninguém.

Ao ver o que havia ocorrido com Naiá, Jaci, o deus da lua, ficou muito comovido e quis encontrar uma forma de recompensar o sacrifício feito pela bela jovem. Foi então que ele a transformou em uma estrela das águas, essa seria uma estrela única e deferente de todas as outras. A Vitória Régia é uma planta aquática, suas flores são brancas e só se abrem a noite, para serem iluminadas pela lua, exalando um perfume muito agradável.

Voltando a historia da escrava branca salva pelos índios que passou a ser chamada de Vitoria, por causa da lenda da Vitoria Régia, pois ela era branca como a flor da planta aquática que tinha os azuis cintilantes em suas pétalas como o azul dos olhos da moça. Como ela insistia em ser chamada por Inácia; Passou a ser chamada de Vitoria Inácia. Ali entre os índios Puris aquela escrava branca agora tratada com carinho e cuidada pelas índias mais velhas, pois era assim naquela comunidade indígena as mais experientes cuidavam como mães das mais novas.

Inácia agora escondida e guardada pelos índios Puris passa a viver entre sua nova família a família dos selvagens e fortes contra os inimigos e homens maus, mais benevolentes e protetores dos homens bons os índio Puris da Bocaina. Seu nome Inácia é trocado por açucena agora batizada pelo Pajé da tribo: Que quer dizer branca e singela, a escrava branca e adolescente vive agora livre em meio a sua nova família a Vitoria Inácia ou Açucena.

Assim como na chegada de Chico Itaúna a pedra preta cercada de curiosidades das índias solteiras. Vitoria Inácia a Açucena foi cercada pelos índios jovens e solteiros que nunca viu uma moça tão branca e doce como aquela. O escravo Chico Itaúna negro por natureza fugitivo que vivia ainda com os índios Puris saiu a caça e ensinava aos índios a arte da caça das tribos africanas arte aprendida com seu avô que tinha sido cacique de sua tribo de origem dos Zulu:

Zulu é o maior grupo étnico na África do Sul, sendo a sua população de mais ou menos 11 milhões de pessoas   e eram considerados como cidadãos de terceira classe durante o regime do apartheid.

APARTHEID A SEGREGAÇÃO RACIAL NA AFRICA: A Apartheid foi uma política de segregação social ocorrida na África do Sul entre 1948 e 1994, com a ascensão do Partido Nacional, cujo governo foi composto por uma minoria branca. O país foi governado por esta minoria que adotou desde 1948 uma política de segregação racial. Com o fortalecimento do regime entre as décadas de 1960 e 1970, uma forte oposição se fez presente.

O Partido Nacional tinha como parâmetro as ideias de superioridade racial branca e para manutenção de seu governo e desse sistema investiu em vigilância e repressão constantes. Os casamentos entre brancos e negros eram proibidos e o ato sexual de brancos com não brancos, se descobertos, eram punidos com prisão. Somente brancos atuavam nos cargos diretivos do governo, no parlamento e eram eles os proprietários de terras produtivas. Já aos negros cabia o trabalho como mão de obra barata nas fazendas, nas minas e na indústria.

Além disso, a circulação pelo país era restrita e controlada por diversos documentos de identificação ou passes e salvo-condutos. A burocracia foi uma importante estratégia de controle sobre mulheres e homens negros e sua livre circulação pelo país. Nelson Mandela foi o maior defensor dos negros durante a segregação racial, lutou contra o racismo e ficou preso por 27 anos. A apartheid representou a transformação do racismo em lei na África do Sul - a segregação racial foi legalmente aceita entre 1948 e 1994.

Os zulus que eram considerados pela apartheid terceira classe das criaturas; São povos que vivem na África, mais especificamente na região da África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique Atualmente os zulus, tem expansão e poderes políticos restritos, mas no passado, foi uma nação guerreira que resistiu ao máximo à invasão Imperialista Britânica e Bôeres no século XIX.

Eles moram em cabanas, feitas de palhas de árvores próprias das florestas tropicais e em forma circular, sem janelas e facilmente desmontáveis. Na filosofia do povo Zulu; Os homens vivem para a caça e para a guerra. Todos os ensinamentos de caça dos Zulus foram passados para Chico Itaúna que agora passa os costumes milenários das tribos da África antiga. O avô do escravo descendente dos reis Zulus com seu olhar altivo de cacique, embora sendo escravo judiado não perdeu sua dignidade dos chefes das tribos. Com sua voz forte de trovão ensinava os costumes da tribo os Zulus para Chico Itaúna:

Na tribo Zulu quando um rapaz tinha idade suficiente para passar a guerreiro, era despojado das roupas e, todo o seu corpo, pintado de branco, davam-lhe a seguir um escudo para se proteger e uma azagaia ou pequena lança para matar animais ou inimigos. Soltavam-no então dentro do mato. Quem o visse, ainda enquanto estivesse pintado de branco, deveria caça-lo e mata-lo. E esta tinta branca levava cerca de um mês para desaparecer. Por isso o rapaz era obrigado a ficar no mato durante um mês viver da melhor forma que pudesse.

Durante um mês era está a sua vida, tanto sob um calor ardente quanto sob chuva ou frio. Quando finalmente a pintura branca desaparecia, ele podia regressar à sua aldeia. Era recebido então com grande alegria e permitia-se que tomasse seu lugar entre os jovens guerreiros da tribo. Mas eles não eram enviados nas matas fechadas sem os treinamentos dos caciques que eram exímios guerreiros ali no meio das florestas entre os animais ferozes, o índio tinha que ser o caçador e predador e ao mesmo tempo presa e mais um na cadeia alimentar daquele lugar. Tinha que se proteger e caçar usando as técnicas de caça de se esconder e também lutar pela sobrevivência.

Chico Itaúna o homem de pedra como era chamado saia para a caça e trazia suas caças para a tribo Puris, e sempre quando chegava à aldeia da Bocaina de Botafogo, tinha festa e o que não faltava no fogo das fogueiras improvisadas eram as carnes dos animais. Quando Chico Itaúna chegou jovem negro e bonito, forte e valente foi recebido com festa e logo apresentado para a escrava branca de olhos azuis e singela, muito bela com seus cabelos claros agora soltos sem os lenços protetores e o grande chapéu de palha que sombreava seu rosto.

O homem de pedra Itaúna abre um sorriso com seus dentes brancos cuidado com ervas e ossos de animais, pois era assim que cuidavam dos dentes e hálitos com plantas dos ensinamentos dos ancestrais: Sem tecnologia, itens tirados da natureza faziam sucesso na busca pelo sorriso perfeito. Antigamente o homem já fazia bochechos com uma mistura de hortelã e água para deixar o hálito mais agradável, portanto naquela tribo o cultivo da hortelã era fundamental para manter o hálito saudável. Alguns povos usavam galhos, folhas de árvores e penas para essa função.

Outros, pequenas lascas de madeiras entendidas como palitos e há até os que usavam as próprias mãos para fazer a higienização bucal com plantas que criavam em suas resinas espumas amargas mais eficazes na limpeza bucal. Ao ver aquele sorriso bonito e simpático daquele grande e forte ébano, pois Chico Itaúna destaca-se por sua altura com quase dois metro de altura e seus ombros largos e fortes que parecia ter muito mais de dois metros em sua altura.

Vitoria Inácia; a Açucena nome dado pelo Pajé por sua pele branca e singela ficou encantada e seu pequeno coração de moça nova nunca tinha batido tão forte, parecia que ia saltar de seus lábios rosas por natureza. Não podia negar; alguma coisa aconteceu com ela a partir daquele momento sentiu que estava diante do homem de sua vida, e olha que aquilo não era algo comum como nos dias hoje. Quando as jovens se apaixonavam era única sua paixão.

Itaúna agora suado pelas caçadas e cansado da longa caminhada carregando junto com o pequeno grupo de caçadores as carnes das caçadas, pede licença para a moça bonita de olhos tão azuis que nunca fora visto por ele.

O índio Barnabé Crescêncio o Coto amigo agora mais que irmão do Itaúna o homem de pedra; como gostava de ser chamado, índio que cresceu nas fazendas dos brancos, mas quando adolescente foi resgatado de seu cativeiro pelos Guerreiros Puris que eram homens treinados e guerreiros que resgatavam os índios Tupis e Guaranis dos jugos dos brancos em busca de servidão.

Chamada como a bandeira de caça aos índios no Brasil do século dezessete: Neste período inicio o ciclo da caça aos índios, os holandeses dominaram vários pontos africanos em que os portugueses obtinham escravos. Com pouca quantidade de escravos para atender as necessidades dos fazendeiros e senhores de engenho brasileiros, ocorreu uma procura maior por mão-de-obra escrava indígena.

Foi então que muitos bandeirantes, principalmente paulistas, aproveitaram a situação para entrar neste negócio. Agora pergunto os Bandeirantes eram heróis ou vilões da historia Brasileira. A corrupção e busca pelo o ouro não é coisa nova no Brasil. 

As bandeiras de caça ao índio foram expedições (bandeiras) organizadas por paulistas (bandeirantes), que tinham como objetivo capturar e aprisionar indígenas. Estes eram vendidos para servirem de mão-de-obra, principalmente na agricultura. A maioria das bandeiras de caça ao índio foi em direção ao sul do Brasil, pois nesta área havia maior concentração de aldeamentos indígenas controlados pelos jesuítas.

A preferência pelos indígenas dos aldeamentos do sul também tinha outra justificativa. Os índios destes aldeamentos já estavam acostumados com o trabalho agrícola, em função dos ensinamentos dados pelos jesuítas. Estes indígenas trabalhavam no plantio e colheita destes aldeamentos. Como conheciam o trabalho, era uma mão-de-obra que os bandeirantes conseguiam obter maior valor de venda.

A maior parte dos indígenas capturados por estas bandeiras foram vendidos para fazendeiros de São Paulo. Mas a Capitania do Rio de Janeiro e os senhores de engenho do Nordeste também compraram esta mão-de-obra, embora em menor quantidade. E foi em uma destas caçadas que o menino Barnabé Crescêncio foi levado para a venda como um escravo branco.

Comprado junto com alguns índios que foram amarrados e trazidos para a escravidão em Minas Gerais comprado na grande feira de São Paulo não tinha hortigranjeiros, mas sim homem e mulheres em comum acordo dos Jesuítas que treinavam para valorização dos preços por causa do conhecimento nos cultivos do roçado.

Os Bandeirantes que eram os mercadores desta mercadoria útil para os senhores dos cafés e engenhos de açúcar. Amarrados a uma carroça e cercados por quatro capangas que na verdade eram matadores profissionais. Com aqueles quatro não tinha perdão a tentativa e a força para escapar era punida com agressões e torturas. Barnabé Crescêncio menino novo ágil e bom por sua natureza foi tirado de sua família pelos Jesuítas e agora vendido para as terras mineiras como escravo dos cafezais pelos Bandeirantes.

Neste tempo tinha surgido a lenda do cavalheiro fantasma que diziam entre os índios e escravos que era a alma de uma mistura do índio branco com um escravo negro que voltava dos mortos para assombrarem os cafezais e seus senhores e saiam nas caladas das noites de lua cheia em busca de vingança e sangue dos brancos. 

O cavalheiro fantasma que surgia em seu cavalo preto chamado Ébano cujos olhos eram chamados de chamas de fogo, montado no cavalo Ébano saia o vingador assombrado cuja finalidade era a caça e morte dos senhores e capatazes assim como a libertação dos índios escravos brancos e os negros.

A meia noite saia o bando do cavalheiro fantasma em busca de sangue com sua tropa de encapuzados chamados de bando das trevas, pois vestiam com roupas toda de preto e ninguém sabia sua origem. Este grupo aterrorizavam os Senhores e nas noites de lua cheia o bando colocava terror com suas armas em formas de tridentes com flechas venenosas em suas pontas caçando feitores de escravos e a soltura dos escravos que eram libertados e suas senzalas queimadas...

Como lutar com aqueles agentes das trevas os vingadores do cavalheiro fantasma. O medo e terror invadiam as noites e todos ouviam o tropel do cavalheiro e seu bando. Feita de chifre dos carneiros se ouvia ao longe antes dos ataques e queimadas com as solturas dos escravos que sumiam cobertos pela negridão da noite. Ouvia o som parecido com um berrante ou shofar dos Hebreus, alguns diziam que era o som do inferno para os senhores dos cafezais, mas para os escravos era o som do céu e de sua liberdade...

Os escravos capturados eram levados para um lugar chamado à floresta dos malditos, pois todos que entravam naquelas matas fechadas nunca mais saiam para contar a historia daquele lugar que nem índios nem escravos ou homens brancos por mais coragem que tinham não entravam adentro daquele lugar sinistro e funesto. Na sua entrada havia esqueletos de feitores e capangas. A lenda entre os índios era que naquela mata morava o cavalheiro fantasma com seus cavalheiros das trevas.

Barnabé Crescêncio agora estava preso amarrado a carroça com sede e com fome fragilizado pelo cansaço da dura e comprida viagem. Todos os dez escravos comprados a peso de ouro estavam fracos por causa da inanição careciam de alimentos para se fortalecerem.

Neste momento a escuridão começa a alcançar aquela tropa constituída dos dez escravos indígenas, o carroceiro apelidado de Bagaça, pois gostava de se embriagar com a cachaça guardada em sua cuia de cuité. Neste momento se ouve a ordem de parada iam acampar a beira do rio próximo a hoje Coronel Pacheco. O nome da cidade homenageia o Coronel José Manoel Pacheco (1838-1914), que foi vereador em Juiz de Fora nas legislaturas de 1873-76, 1898-1900 e 1905-07. Mas naquele tempo se chamava; Agua Limpa:

O município teve origem no antigo povoado de Água Limpa, depois conhecido por Triqueda, que se tornou distrito de Juiz de Fora em 31 de julho de 1890. Posteriormente, a sede do distrito foi transferida, definitivamente, para o povoado de Lima Duarte, renomeado Água Limpa. Água Limpa pertenceu, entre 1938-43, ao município de Rio Novo, retornando a Juiz de Fora após esse período. Em 30 de dezembro de 1962, se emancipou de Juiz de Fora, adotando a denominação de Coronel Pacheco.

Ali naquele lugar a escuridão tomou conta da noite, o silencio fúnebre era quebrado apenas pelos estalos da fogueira. Os escravos cansados não conseguiam dormir por causa da fome tinham comido apenas mandioca crua e dura. Os capatazes se revezavam em dupla para vigiar e guardar o acampamento, sabiam que breve chegariam ao seu destino. De repente se ouve o som tenebroso do shofar que como um grito de liberdade ecoou quebrando o silencio da noite.

Os capatazes que vigiavam ficaram atentos os que dormiam sabia que era uma emboscada do cavalheiro das trevas e seu bando de encapuzados infernais. Com suas armas chamadas: pistola de pederneira, as primeiras foram feitas no século dezessete. Era um mecanismo feito para substituir o fecho de mecha, consistia em uma pedra de sílex presa no percussor, que após ser acionado, provocava uma faísca que detonava a pólvora.

Mas estas armas a escuridão da noite e a luz da fogueira criavam um alvo fácil para as flechas certeiras do cavalheiro das trevas e seu bando. Quatro flechadas se ecoou na calada da noite acertando os alvos dos capangas que cem imobilizados pelas flechas envenenadas com fortíssimo soníferos extraídos das plantas manipuladas pelo pajé dos índios Puris.

Naquele momento a garganta começa fechar com o choque anafilático as vistas escurecem e as pernas ficam bambas e não mais suportam o peso do corpo e caem no chão desfalecidos os homens maus e algozes dos índios escravos brancos daquela comitiva. Neste momento a figura daquele cavalheiro alto, pois dizia que a lenda tinha a aparência de três metros de altura um gigante forte e impiedoso com os escravagistas.

Escravagistas: Homens que defendiam a escravatura, a escravidão; Chamados também de escravocrata. Que eram partidário do escravagismo, do sistema segundo o qual algumas pessoas devem ser privadas de sua liberdade, por servidão, especialmente os negros e agora com os Jesuítas e Bandeirantes os índios.

Com golpes certeiros de sua lança em forma de tridentes o Cavalheiro das trevas mata a cada um dos quatro capatazes e matadores de aluguel torturadores de índios e escravos. Seus corpos são pendurados e uma marca foi colocada a fogo no corpo uma marca de caveira como símbolo da morte; Sinal e aviso do Cavalheiro contra todos que subjugavam com maldade os escravos. Um aviso de mudanças ou tratavam bem seus escravos ou teriam a visita do bando das trevas.

Na mesma hora alimentos de mandioca cozida e frutas como banana, laranjas e abacaxis assim como gomos da cana açucarada para os escravos índios novos ainda em sua adolescência. O cavalheiro olha para Barnabé Crescêncio e logo uma empatia se deu entre os dois. O cavalheiro sabia que ali estava um ótimo ajudante para seu bando, o cavalheiro olha para o carroceiro Bagaça e diz para ele contar a historia para todos na venda do seu Joaquim na Vila de Tabuleiro.

De repente em um abrir e fechar de olhos o cavalheiro desaparece na escuridão da noite levando com ele o seu bando e os escravos índios brancos que desapareceram e aqueles índios nunca mais foram visto por aquelas bandas. A pergunta era constante na Vila de Tabuleiro; para onde eram levados aqueles que desapareceriam juntos aos barulhos dos tropéis dos cavalos. O mais rápido possível o Bagaça pegou um dos cavalos ainda atrelados e em galope correu para a fazenda do seu Firmino que parecia dono e chefe maior daquelas redondezas.

Diz a historia que enriqueceu explorando a vendas de escravos e das terras tomadas pela força e miras dos seus capangas matadores de alugueis. E logo que contou o enredo fúnebre de sua viagem correu para a venda do seu Joaquim o Bijoia.

Ali começa a contar a sua versão estava ainda sem sono quando ouviu um som como se fosse um gemido de uma alma penada foram três gemidos como se anunciando o ataque, logo os ouvidos aguçados dos quatro capangas dos dois que estavam acordados e ou outros dois que estavam cochilando em uma ronqueira só disse Bagaça.

De repente como um raio quatro flechas certeiras atingiram os pescoços dos homens que caiaram sem direito a um gemido, e nem tempo de atirarem com suas pistolas pederneiras. De repente surge diante dele alumiado pela fogueira aquele cavalheiro e seu cavalo que soltava fogo em suas respiradas, o cavalheiro com um salto só empunhando uma arma branca:

A alabarda que era composta por uma haste pequena que tinha na ponta, afiada, uma espécie de machado, e em quatro golpes certeiros cortam na rapidez de um corisco os pescoços dos capangas do seu Firmino que não tiveram tempo de se defenderem. Com uma voz rouca de trovão o cavalheiro da uma ordem e quando a ordem saia de sua boca todos tremiam diante aquele mandamento.

A ordem era que pendurasse os mortos nos galhos das arvores e neste momento o cavalheiro usa novamente a sua alabarda cujo fio brilha com a luz da fogueira improvisada. Neste momento o cavalheiro das trevas deixa a marca como um aviso para todos que maltratassem índios e escravos um xis era colocado sinal de eliminação e destruição de todos os covardes; sejam senhores, capangas e feitores todos estavam agora na mira do cavalheiro das trevas e seu bando infernal.

Seu Firmino quando vê os corpos de seus capangas solta brado de maldições e seus gritos se ouvia ao longe e jura ali diante dos mortos que destruiria o bando e o cavalheiro. Mas como matar e destruir uma alma penada que voltou das trevas para assombrar a todos os fazendeiros da região. Assim cresceu naquela região as façanhas do cavalheiro das trevas e seu bando.

Com a lenda os fazendeiros começaram a tratar bem os seus escravos e colonos. Não havia mais os roubos das terras e os escravos das Quilombeiras tinham a paz. Ate que um dia foi proclamado a Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país.

Agora os índios selvagens deixam suas terras próximas às cidades e começam a adentrar ainda mais pelas florestas desaparecendo e refugiando pelas grandes matas. Com os fazendeiros agora sossegados e com o tratamento mais humanizados o Chico Itaúna pode descansar junto a sua amada nas terras aquilombadas de Botafogo. Ali cria sua família a família do Francisco o negro da tribo Zulu com sua amada e não se houve mais falar do terrível e temido cavalheiro de três metros de altura o fantasma do cavalheiro das trevas.

Mas dizem que muitos colonos escutam os rastros das correntes e os urros de um cavalheiro nas noites de lua cheia ouviam o tropel de seu bando provocando calafrio e temos entre os senhores de engenho e cafeicultores. Diz o Bagaça no botequim do Bijoia que era um aviso ou tratavam bem seus empregados ou receberiam a visita do justiceiro vingador o cavalheiro das trevas.

Entre uma pitada e outra do velho é bom Chico com seu cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho, me diz com uma voz forte do cavalheiro vai deitar netinho tá tarde. Neste momento me levanto dou um beijo naquela mão de herói e respondo “boa noite vô Chico, sua bença”.

Neste momento viro encostado no umbral daquele casebre que era nosso lar e vejo uma lagrima cair dos olhos do Francisco Itaúna; A pedra preta. Saudade não apenas ainda desejo de vingança das hostilidades e crueldades dos homens ricos e brancos!!!

Em manhã fria de inverno Chico Itauna fecha seus olhos pela ultima vez, no colo de sua veia a açucena de olhos azuis da cor do céu. O velho Chico só tinha um pedido que logo foi atendido pelos filhos dos escravos das terras Quilombeiras. lança o meu corpo no rio, pois um dia voltarei em forma de um grande peixe vigiando as águas e terras de maldades.

E neste dia quando anoitecer o grande peixe se transformara nos temível Cavalheiro das Trevas e seu bando para libertar os oprimidos daquele vilarejo. em um beijo suave e doce despedi do meu velho avô e logo vi o seu corpo de pedra desaparecer nas águas caudalosas do rio, descanse em paz Velho Chico Itaúna o Pedra Preta...

A lenda do cavaleiro ainda continua nas noites de lua cheia com o relincho do seu cavalo e o som do shofar; anunciando que o guardião estava a espreita e com isso ouve paz por aquelas bandas nas terras vermelhas do sertão no tropel do bando dos justiceiros!!! 

 

FIM... Oswaldo de Souza...