Gênesis 16:7–13 - O Deus que vê, encontra e alcança
aqueles que foram esquecidos pelas pessoas. Existem lugares na vida em que
ninguém gostaria de estar: o lugar da rejeição, da solidão, das lágrimas e das
perguntas sem respostas. Existem momentos em que as pessoas que prometeram
ficar são justamente as primeiras a partir.
Mas a Bíblia nos apresenta uma verdade poderosa: o
abandono humano não significa abandono divino. Em Gênesis 16, encontramos Agar,
uma mulher que, em meio aos conflitos e à aflição, fugiu para o deserto.
Enquanto as circunstâncias pareciam empurrá-la para o esquecimento, Deus foi ao
seu encontro. Agar não precisou encontrar o caminho de volta para ser vista por
Deus. Deus foi até o lugar onde ela estava!!!
DEUS CONHECE O LUGAR DA SUA DOR: Gênesis 16:8 — Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? Deus
perguntou a Agar de onde ela vinha e para onde ia. Não porque desconhecesse sua
história, mas porque estava tratando com uma pessoa ferida. Há dores que você não consegue explicar às pessoas.
Há lágrimas que caem escondidas. Há batalhas que
ninguém percebe por que você aprendeu a sorrir mesmo quando está sofrendo. Mas o Deus da Bíblia não contempla
apenas aquilo que as pessoas veem. Ele conhece a história por trás do silêncio.
O DESERTO NÃO
IMPEDE A VISITAÇÃO DE DEUS: Gênesis 16:7 — O Anjo do Senhor encontrou Agar junto a
uma fonte de água no deserto. O deserto era o cenário da aflição de Agar, mas também se tornou o lugar
do seu encontro com Deus.
Às vezes, Deus não
nos encontra nos lugares de aplausos, mas nos momentos em que nossas forças
parecem pequenas. Não significa que toda dor foi enviada por Deus, mas que
nenhuma circunstância está fora do seu alcance. A sua dor pode passar
despercebida pelos homens, mas não está escondida dos olhos de Deus.
José encontrou
Deus na prisão. Elias ouviu sua voz no meio do esgotamento. Agar foi encontrada
no deserto. Não pense que Deus só trabalha quando tudo está bem. Ele também se
revela quando a vida parece ter perdido a direção.
Agar sempre foi a
segunda, a outra, a apagada, a que serve a quem tem poder para fazê-la servir.
Nada disso, porém, impediu que ela colocasse seu filho sobre um povo inteiro. Nascida
no Egito, Agar seguiu Abraão por onde o homem andava. Não por ter algo com ele,
mas por ter com sua esposa. Como era comum naquela época, Sarai era dona de
Agar e, como dona de uma mulher, dona também de qualquer filho que ela tivesse.
Foi assim que Agar
entrou definitivamente na vida de Abraão e na história. Como não conseguia ter
filhos, Sarai deu sua serva ao esposo e, passados 9 meses, nasceu o primogênito
de Abraão, aquele que cumpriria as promessas feitas por Deus muito tempo antes.
Agar passou de
serva à mãe do herdeiro da casa e se deixou influenciar pela sensação de poder.
Desprezou Sarai e foi punida por isso. Humilhada, fugiu grávida para longe
dali. “Volta para a tua senhora e
humilha-te sob suas mãos. Multiplicarei sobremodo a tua descendência, de
maneira que, por numerosa, não será contada. Concebeste e darás à luz um filho,
a quem chamarás Ismael, porque o Senhor te acudiu na tua aflição.”
Isso foi o que
prometeu o Anjo que lhe encontrou pelo caminho. E Agar voltou. Qual a mãe que
diante da dificuldade não se sacrifica por seu filho? Agar era uma serva
pisoteada por Sarai e acreditou que fugir dali era o melhor para ela e para a
criança. Jogou-se sem nada ao mundo que a condenaria por ser mãe solteira; quis
o melhor para ela e para o bebê.
Acreditando no que
o Anjo lhe disse, porém, aceitou ser humilhada novamente, pelo bem da criança. Quando
Ismael tinha 14 anos de idade, nasceu o segundo filho de Abraão, dessa vez do
ventre de Sarai, agora já rebatizada como Sara. Como criança que era, Ismael
caçoava do novo bebê e isso não agradava a Sara.
A raiva da dona da casa se transformou em atitude da forma mais dura possível: no meio de uma madrugada, Abraão colocou para fora de casa Agar e Ismael. Apenas com pão e um odre de água, ela saiu errante pelo deserto. A dor de ver o menino naquela situação de quase morte foi tanta que Agar chegou a deixá-lo só para não o ver morrer. Sentou-se distante e, mais uma vez, recebeu o Anjo. “Ergue-te, levanta o rapaz, segura-o pela mão, porque eu farei dele um grande povo”, disse ele.
Todas as mães
agiriam como Agar agiu. Embora a dor e o medo consumissem célula por célula de
seu corpo, ela resistiu. Quantos desertos não são atravessados por mães hoje em
dia? Vendo seus filhos sofrerem da sede de fé, sem terem o que comer ou
esperanças na vida, elas ainda dão tudo de si para que eles sobrevivam e, em
algum momento, encontrem Deus e sejam salvos.
A PROMESSA DO ANJO
FOI CUMPRIDA, ISMAEL SE TORNOU O PATRIARCA DE UM DOS MAIORES POVOS DO MUNDO,
MAS TUDO FOI FEITO PELAS MÃOS DE SUA MÃE!!! Deus é o Deus dos abandonados e órfãos e viúvas. Deus supre as necessidades físicas e emocionais dos homens e mulheres
que se achegam próximo ao DEUS DO ABANDONADOS!!! AMÉM...
DEUS TE ABENÇOE!!!
OSWALDO DE SOUZA...

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