MENSAGEM DA CRUZ

MENSAGEM DA CRUZ
ESPAÇO LITERARIO SOBRE A MENSAGEM DA CRUZ :

sexta-feira, 5 de abril de 2024

SERVOS APENAS SERVOS??? PASTORES: LIVRO ON LINE DE NUMERO 255!!!


UM TRABALHO DE COMPILAÇÃO – PESQUISA – REVELAÇÃO E ADAPTAÇÃO DO PASTOR – ESCRITOR – HISTORIADOR BÍBLICO OSWALDO SOUZA!!!

PREFACIO: QUEM SOU EU - PASTORES TRABALHADORES DE DEUS – PASTORES E LOBOS – PASTOR UM PRIVILÉGIO – O QUE É UM PASTOR? – OS DEZ NUNCA DO PASTOR - OS PASTORES E SEUS DEVERES – PASTORES NABUCODONISIANO - HÁ PASTORES E PASTORES – PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS...

QUEM SOU EU:

Quem sou eu? Tenho um coração quadrangular! Pertenço à assembleia dos santos! Sigo os métodos dos metodistas! Sou um anabatista! Pertenço à igreja universal! Sou adorador e alguém que louva a Deus nas comunidades! Busco um amor ágape! Reúno em um templo de milagres!

Sigo a cruz do calvário! Vivo na igreja de Deus! Congrego na igreja mundial do poder de Deus. Tenho uma vida nova com Jesus! Jesus me fez viver uma nova vida! Sou congregacional! Tenho vontade de orar no jardim das oliveiras! Chorei com o Getsêmani! Sou pescador de almas!

Navego nos mares de Deus! Mergulho no oceano de bênçãos! Portanto sou um cidadão do céu! Que deseja mudar para uma cidade celestial, Jerusalém! Que almeja viver a cada dia o primeiro amor! Enfim: jejuo. Ensino. Sirvo. Unifico. Sonho os sonhos de Deus para minha vida, Amém...

PASTORES TRABALHADORES DE DEUS:

Quem é você que julga o servo alheio? Aquele que cuida do solo, que ara o campo, que semeia a semente, que cuida da arvore frutífera, aquela que você colhe o fruto e come desfrutando de seus renovos... Quem é você que julga o soldado de Deus? Aquele que sai para a guerra, aquele que coloca sua vida em risco, aquele que sai derrubando fronteiras, aquele que luta com gigantes, para que você desfrute tempo de paz...

Quem é você que julga o servo de Deus?  Aquele que sai pela vida, aquele que cuida dos feridos e doentes espirituais, Aquele que chora com os que choram aquele que sofre com o sofrimento alheio, aquele que cuida do rebanho de Deus, para que você coma das carnes de seus gados...

Portanto todo trabalho do homem é participante da atividade de Deus, e na bíblia não foi só Jesus que trabalhou homens dedicados, trabalhadores fizeram o seu serviço nesta obra. Toda a atividade do Criador é apresentada com uma linguagem humana, que compara as mãos de Deus com as nossas. Ele faz o que nós fazemos. Se nós trabalhamos, é porque somos semelhantes a Deus...

Deus foi oleiro, Nós cuidamos dos vasos, Deus foi jardineiro, nós cuidamos do seu jardim, Deus foi médico, nós somos seus enfermeiros e cuidamos dos restabelecidos, Deus foi pastor, nós cuidamos de suas ovelhas...

Quem foi Miriã e Arão para julgar Moisés? Ficaram leprosos. Quem foi ló para julgar a Abraão? Tornou-se cativo em Sodoma. Quem foi Esaú pra julgar Jacó? Perdeu sua primogenitura, quem foi Judas para julgar Jesus?  Morreu por trinta moedas. Quem é você para julgar o servo de Deus? - Não é bom tocar em um ungido do Senhor (Sl 105.15; 1 Sm 24.6,7). Porque o SENHOR defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam lhes tirará a vida. Provérbios 22.23...

O erro de muitos é não conhecer os termos das alianças que o Senhor firmou com o Seus servos. Quando Golias amaldiçoou Davi (1 Sm 17.43), o filisteu cavou sua própria cova, pois, naquele momento, mesmo sem saber, colocou o poder divino operando contra si mesmo. Davi, por conhecer o que o Todo-Poderoso havia prometido a Abraão – e, por extensão, aos seus servos, gritou que, naquele mesmo dia, Deus derrubaria aquele adversário e o colocaria em suas mãos (v. 46)...

PASTORES E LOBOS:

Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. No entanto, não é difícil distinguir entre um e outro.

Veja: Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas. Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes. Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos. Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade. Pastores têm amigos, lobos têm admiradores. Pastores vivem de salários, lobos enriquecem. Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.

Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a igreja deles. Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos. Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas. Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais. Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.

Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas. Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso. Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada. Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais. Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas. Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.

Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas. Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem. Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas. Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles. Pastores constroem vínculos de amizade, lobos aprisionam em vínculos de dependência...

PASTOR UM PRIVILÉGIO: 

Como pastor existem muitas cobranças a respeito da idoneidade, de apresentar um bom testemunho, por esta razão você não deve dar lugar a intimidades. O lugar do pastor é junto do seu rebanho, portanto deve ser cuidadoso por onde tens andado.  Ser pastor é privilégio ou não de alguns, porém se você quer mesmo ser um pastor ou tem vocação divina deve tomar alguns cuidados.

Segue aqui alguns relatos do autor do livro o Jovem Pastor, John B. Wilder, que com sua longa experiência de ministério, vem alertar a estes vocacionados acerca de alguns erros que devem ser evitados e dificuldades como enfrentá-las ou prevenir-se. Ser Ministro é ser pastor ou guia espiritual. O verbo ministrar significa servir, atender ou contribuir. Só a chamada é poderosa para fazer que você resista a tudo nas horas difíceis.

Só ela fará que, passado o primeiro entusiasmo, em face das lutas, quando os problemas tiverem convertido em inextricável enleio o seu trabalho pastoral, você ainda permaneça na certeza inicial. Se você foi chamado para o ministério sagrado, saberá tirar partido das dificuldades, e não renunciará, não deixará sua igreja, mas a ela se sentirá ainda mais ligado, na solidariedade dos momentos duros.

Existem alguns fundamentos necessários ao ministério como a fidelidade, crença, convicção, reconhecimento, dedicação. A fidelidade consciente à Palavra de Deus - é mister que você tenha a Bíblia como sua única regra de fé e prática, acatando sua autoridade, nela pautando tanto o que disser como o que fizer. A crença inabalável no valor da alma humana - há de dizer-se que a alma é o homem: é o que e quem ele é. É o centro de sua inteligência, de seu caráter e de sua coragem. Quando se trabalha com a alma, trata-se com a eternidade. 

A convicção de que fora de Cristo não há salvação - importa lembrar o que diz a Bíblia: “... porque debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, em que devamos ser salvos” (Atos 4:12). Ter ainda convicção de que o diabo existe. É uma realidade. Orça por suicídio espiritual de um pastor o não reconhecimento da existência do tentador. O diabo há de resistir-lhe, o provocará, fá-lo-á de tolo, insuflar-lhe-á desânimo, destrui-lo-á e o desgraçará se ele não se precaver contra a veracidade de sua existência e contra a força do seu poderio para o mal.

A dedicação completa da vida ao Espírito Santo de Deus - impõe-se a verdade de que sem Deus você nada fará com êxito em seu ministério. Como pastor existem muitas cobranças a respeito da idoneidade, de apresentar um bom testemunho, por esta razão você não deve dar lugar a intimidades. Que todos saibam guardar distância de você e lhe atribuírem respeito. Não deve um pastor ser contador de piadas inconvenientes, nem ser pronunciador de palavrões, pois o mesmo atrofia a alma. Haja cuidado nas ilustrações de seus sermões, para não dar lugar a exageros que pendam pela mentira.

O lugar do pastor é junto do seu rebanho, portanto deve ser cuidadoso por onde tens andado. Nenhuma igreja pode aspirar à maturidade com um pastor ocupado com outras tarefas, fora da igreja, devemos atentar para esta colocação, pois em nossos dias existem pastores desenvolvendo funções, que tem ocupado mais tempo do que seu próprio ministério.

O Pastor deve ser cuidadoso com sua aparência externa tanto quanto como a interna. Fazer a barba regularmente, pois seu rosto pode não ser muito bonito, mas, se estiver de barba feita, tornar-se-á pelo menos agradável. Quanto aos cuidados dos dentes, cuidar para que eles tenham escovações também regulares, evitando o mal hálito e amarelação dos mesmos.

Os cabelos devem sempre estar bem cortados e penteado ou se caso estiver crescido, bom é que faça uso de fixador para eles. As roupas deverão sempre estar bem passadas e de preferência combinando as cores, o mesmo cuidado deverá ser dado a gravata, que por muitos são desprezadas sempre estando em desacordo com a cor da roupa ou muita das vezes toda amarrotada.

Algumas tarefas são atribuídas aos pastores como o cuidado que deve ter com o povo. Sua tarefa é acudi-las nas necessidades espirituais e encaminhá-las para a salvação pessoal. O pastor deve ser homem preparado em relações humanas. Deve saber guardar segredos e confidências que recolher no exercitar o seu ofício pastoral. As confidências são como segredos profissionais, que se guardam avaramente. Há quem nos faça depositário de seus segredos e, depois, se torna nosso inimigo pelo fato de haver revelado.

“Se alguém cuidar ser religioso e não refrear a sua língua, sua religião é vã.” (Tiago 1:26). Não revele suas fraquezas, suas esperanças e seus desejos a outrem. Evite quando puder, a popularidade pois ela é tirania. Muitos pastores, para serem populares, sacrificam tudo - igreja, família, a si mesmos. Querem estar presentes em festas, congressos, retiros, e deixam tudo para cortejar a popularidade em seu meio.

Tenha um coração de tal maneira sensível que possa compreender a dor alheia, os impulsos de cada um e as tormentas que vão na alma de muitos. Sorria mesmo que isso lhe custe bastante. Use de sinceridade nos negócios. Pontualidade no solver de suas obrigações.

Conserve zelosamente seu crédito. Seja cortês para com os funcionários públicos e dê-lhes ajuda, se for preciso. Dê tempo e atenção aos jovens do seu lugar, tanto nos trabalhos da igreja como nos esportes. Seja amigo do seu povo. Fale a todos a quem encontrar. Faça um aceno amável a todos, mesmo que não seja retribuído. Não esqueça os velhos, trate-os com o mesmo cuidado que os jovens. Idem para as crianças.

Pode chegar ocasião quando você será compelido a deixar sua igreja por causa da oposição de algum indivíduo ou de algum grupo dela. Isso tem acontecido a muitos pastores. Se isso acontecer, saiba que deve manter a cabeça fria e quente o coração. Isso honrará a Deus e trará benção para o seu coração. Se alguma hora sentir que errou em seu ministério, declare-o sem constrangimento perante a igreja. Isso é como engolir novamente o que se falou.

Sempre cometemos erros quando damos lugar as emoções, agindo impulsivamente trazendo alguns danos para o ministério. É melhor esperar por hora oportuna para falar ou fazer alguma coisa. Quando a tempestade amainar, quando o coração se acalmar, então será momento para fazer ou falar.

O Pastor deve ser bastante cauteloso com as filhas de Eva. Nenhuma outra porção do trabalho do pastor é mais importante do que suas relações com o mundo feminino. Não há maior perigo na vida dum pastor que o que advém do mundo feminino. Por isso sabendo que é assim, ele deve precaver-se, cuidar de seus lábios, sua mente e seus olhos, sem esquecer de cuidar das mãos. Ao lidar com mulheres, em quaisquer circunstâncias, deve o pastor usar a cabeça.

Pela nobreza da vocação e pela alteza da causa de Deus que o chama, seja prudente como as serpentes e simples como as pombas, conforme lá está dito na Bíblia. Em nenhuma hipótese deverá falar a uma mulher sozinha num quarto de hotel, no seu carro ou no dela, deve pôr a mesma cautela. Quando efetuar visitas faça-o sempre acompanhado ou que o marido ou o pai da mulher esteja em casa para evitar dar margens a comentários. 

O pastor precisa de ter sua esposa, porque, sem ela, ele é semelhante a casa sem telhado, automóvel sem pneus ou garrafa sem tampa. O Pastor deve ser cuidadoso no que diz respeito ao seu coração, como diz a Bíblia (Jeremias 17:9) “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas e perverso; quem o poderá conhecer?”.

O homem deve vigiar e guardar seu coração. O melhor é pensar que a admoestação é dirigida toda a humanidade. Vemos um exemplo prático disto com Davi, homem segundo o coração de Deus, que mesmo depois de ter Deus em sua vida, cometeu adultério, e homicídio. Outro também que vemos é Paulo, dizendo que tudo oque ele queria fazer, não o fazia e tudo o que não queria fazer vivia fazendo. Por esta e outras é que o homem deve vigiar.

Devemos ser cuidadosos para não sermos vaidosos, nem orgulhosos, complacentes ou negligentes, ciumentos, intolerantes, procedências estas do coração não preparado. Depois de vinte anos em que Davi ainda sentia dores de seus erros, declarou em Salmos 108 “O meu coração preparado está para render-Te louvores.”

O púlpito é considerado o lugar mais santo dentro de uma igreja, semelhante ao templo antigo, onde existia o santo e o santo dos santos. O púlpito se assemelha ao santo dos santos onde o sacerdote oferece o sacrifício do povo a Deus e recebe de Deus para falar ao povo.

O Pastor deve dispor de tempo para sua esposa e filhos, enfim para si próprio, pois muitas das vezes dedica-se tanto ao ministério e acaba se separando da esposa pois ele não tem tempo para ela, por isso seja vigilante se tem feito isso.  O Pastor deve ser transparente com relação as suas finanças, para evitar os falatórios inúteis, onde seguem dizendo que o pastor está usando dinheiro da igreja para adquirir bens. Deixe boas recordações de seu ministério, bons exemplos, causando sempre sede e fome de justiça a igreja.

Deixe de ficar afirmando que ovelhas geram ovelhas e o pastor cuida, seja também gerador de ovelhas, pois o ide de Deus é tanto para ovelhas como para pastores. Não queira fazer tudo sozinho, delegue funções específicas a liderança.

Um Pastor de almas precisa ter: A paciência de Jô. A plenitude do Espírito de Estêvão. A fé de Abraão. A integridade de José. A mansidão de Moisés. A obediência de Samuel. A coragem de Davi. A amizade de Jônatas. A fidelidade de Elias. A simpatia de Isaias. A humildade de Jeremias. A firmeza de Daniel. A sinceridade de Natanael. A consolação de Barnabé. A pureza de Timóteo. O amor de João. O espírito evangelístico de Paulo...

O QUE É UM PASTOR???

Como é de praxe para responder esta pergunta começamos pelo mais lógico e simples. O pastor é quem pastoreia, cuida do rebanho, o responsável pelas ovelhas. Bastante lógico e simples. Não é? E é isto que a Bíblia quer passar com a função de pastor, em todas as suas figuras, tanto no Novo como no Velho Testamento.

Veja o exemplo de Davi que era pastor de ovelhas e usa essa figura no Salmo 23 para mostrar como se sentia, como ovelha, em relação a Deus que é seu Pastor. Também Jesus usa a figura de pastor se colocando como o Bom Pastor. Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. João 10:11...

Sendo assim por comparação entendemos que o pastor humano, sacerdote cristão é o guardador e guia das ovelhas de Cristo, que é o Sumo-pastor, pela qual eles darão conta. Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. Hebreus 13:17... 

DEUS INSTITUIU OS PASTORES:

E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo... Efésios 4:11-13. Estes que citam os versículos acima são, abaixo de Cristo, os cabeças da igreja, responsáveis pelo crescimento organizado e perfeito da igreja:

APÓSTOLOS – A palavra significa enviado – Sendo assim como Jesus é o enviado de Deus ele enviou os discípulos, os 12 ou mais. Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. João 20:21. PROFETAS – São os que falam da Palavra de Deus. Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação.

I Coríntios 14:3. Assim a função do profeta visa o crescimento da igreja. Profeta não é adivinho!!! EVANGELISTA – é quem prega as boas novas, porém não tem a função de doutrinar a igreja, veja o exemplo de Filipe, que é o único na Bíblia que tem o título de evangelista Atos 21:8. Examine a historia dele e você verá que ele só pregava a Cristo, levava o povo a serem crentes, porém outros doutrinavam. (em Atos 8, Filipe leva o Evangelho a Samaria, porém Pedro e João consolidam, da mesma forma o eunuco que se converte e não é discipulado por Filipe); quanto ao título Paulo também manda Timóteo fazer o trabalho de um evangelista, porém não o intitula de evangelista. II Timóteo 4:5. 

MISSIONÁRIO – o título de missionário não tem na Bíblia, a palavra significa alguém com uma missão, contudo o típico missionário é Paulo, e a função de um missionário é pregar o evangelho, consolidar uma igreja, e depois que tudo está pronto e consolidado ele passa a responsabilidade da igreja para um pastor.

Note que a função de um missionário e correlato ao do apóstolo, ou seja, o missionário é o apóstolo, porém por se achar um título muito pomposo os mais antigos preferiram ser chamados de missionários em vez de apóstolos. Sendo assim missionário e apóstolos são a mesma coisa. Veja a historia de Paulo que fundou varias igrejas e consolidou as que existiam. Notem também que um ônibus, avião ou uma mudança de cidade não torna um pastor missionário.

PASTORES E MESTRES - são correlatos estudaremos mais especificamente sobre os pastores. Pastor é mais do que um dom é uma vocação. Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. Hebreus 13:17.

Quem já esteve em um posto de liderança sabe o quanto é difícil lidar com pessoas, veja o caso dos guias (pastor, missionário e líderes em geral) na igreja nós temos várias categorias de membros que são antagônicas; veja uma comparação abaixo: Temos ovelha e cabritos - Mateus 25: 31-33.

Quando Jesus vier Ele vai separar, mas por enquanto eles estão juntos. Temos Trigo e Joio - Mateus 13: 24-30. Quando Jesus vier Ele vai separar, mas por enquanto eles estão crescendo juntos. Temos crianças espirituais - I Coríntios 14:20, temos santos e pecadores, temos cristãos carnais e espirituais. Enfim temos todo tipo de gente boa e ruim, tudo isso para o pastor cuidar. Convenhamos isso não é coisa fácil. Então para conseguir administrar toda essa “Arca de Noé” o pastor tem de ter muito amor, paciência, discernimento, e etc., e ponha etc. nisso.

O PASTOR TEM DE TER CIÊNCIA E CONHECIMENTO:

Hoje em dia temos visto várias pessoas desqualificadas que se dizem “pastores”, porém no máximo eles deveriam serem chamados de evangelistas, pois é uma função que não exige muito de conhecimento profundos do ministro, como é o caso dos pastores, mestres e missionários/apóstolos. E vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência. Jeremias 3:15...

É a vontade de Deus que os pastores sejam pessoas instruídas, pessoas que usam de seus conhecimentos totalmente, infelizmente o que hoje vemos são “pastores” que malmente sabem o português, falam errado, distorcem as Escrituras Sagradas por pura ignorância e nunca leram algum livro e certamente nem leram a Bíblia por completo, ficam, como papagaios repetindo coisas que ouviram de outro, na televisão, no rádio etc.

Por isso muitos perdem a fé e esses são rejeitados por Deus. O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. Oséias 4:6...

Veja que Deus rejeita o sacerdote que rejeita o conhecimento e qualificação para o sacerdócio. E não vá dizer que Deus dá conhecimento! Conhecimento Ele dá, porém alfabetizar Ele não alfabetiza, nem faz o que é obrigação do homem fazer, e estudar é obrigação de todos, principalmente do pastor. Um pastor sem conhecimento e inteligência não é um pastor, é um tolo e as ovelhas estão sem pastor, quando surgir uma dificuldade, simplesmente as ovelhas não terão a quem recorrer.

Portanto ovelhas, veja as credenciais do pastor, ele estudou onde, quem o consagrou a pastor, duvide se ele disser que foi Deus, isso significa que ninguém o consagrou, infelizmente parece até piada, mas veja se ele sabe ler direito, e não descarte a formação secular, 2º grau no mínimo.

Veja que estou falando de pastores e mestres que devem dirigir a igreja que não é coisa fácil, um analfabeto pode até ser um profeta como era o caso do profeta Jeremias que dizer os estudiosos que era analfabeto, por isso Deus mandou outro escrever no lugar dele Jeremias 36:4, Porém pastor tem de ter ciência e inteligência.

RELAÇÃO DO PASTOR COM SEU REBANHO:

Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; cuida bem dos teus rebanhos; porque as riquezas não duram para sempre; e duraria a coroa de geração em geração? Quando o feno é removido, e aparece a erva verde, e recolhem-se as ervas dos montes, os cordeiros te proverão de vestes, e os bodes, do preço do campo. E haverá bastante leite de cabras para o teu sustento, para o sustento da tua casa e das tuas criadas. Provérbios 27: 23 – 27...

Nesse texto temos a relação do pastor com seu rebanho, o pastor deve cuidar do rebanho e o rebanho deve sustentar o pastor. O trabalho de cuidar de um rebanho é árduo, nós já falamos sobre isso, então quanto menos o pastor estiver preocupado com as condições seculares, melhor, quanto menos problema melhor, as ovelhas devem sempre estar sustentando o pastor, tanto com a renda, como também em orações, pois um depende do outro.

E o pastor por sua vez tem que ficar atendo as ovelhas, cuidar para que elas estejam em segurança, evitando os “lobos e mercenários”, que podem matar as ovelhas. Vemos no texto que o coração do pastor deve estar no rebanho e não preocupado com as outras coisas, só assim ele prosperará junto com o rebanho.

Com o crescimento do rebanho o pastor também é sustentado. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-lo por mim e por ti. Mateus 17:27. A dracma é descrita em Mateus 17:24-27 como o imposto anual que o judeu pagava ao tesouro do templo, cobrado de Jesus através de Pedro, que foi pago de maneira miraculosa, através da pesca de um peixe (Mateus 17:27), dentro do qual havia um estáter, moeda grega de valor próximo a 4 dracmas ou 2 dracma, com o qual foi pago o tributo da dupla.

Nós entendemos deste texto acima, que a igreja cresce com a pregação da palavra e o evangelismo, Pedro era pescador de homens. Marcos 1:17. e Jesus ao mandar ele pescar e tirar o resultado da pesca para Ele e para Pedro entendemos que as condições seculares do pastor, as finanças e tudo secular melhora com o crescimento da membresias da igreja.

CONCLUSÃO: 

O pastor é um cargo de suma importância para a igreja de Cristo, e é fundamental que os pastores sejam pessoas preparadas, integras e idôneas para esse fim, infelizmente hoje muitos desqualificados têm se colocado esse título e aberto “igrejas” e dirigindo pessoas como o próprio Cristo falou um cego guiando outro cego. E propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura um cego guiar outro cego? não cairão ambos no barranco? Lucas 6:39...

Muito cuidado e que Deus coloque em nossas igrejas pastores de verdade, e que a igreja possa provar os pastores que são verdadeiros. Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança; sei que não podes suportar os maus, e que puseste à prova os que se dizem apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos. Apocalipse 2:2. Que o Espírito de Deus nos dê o discernimento para conhecer os verdadeiros pastores e na qualidade de ovelhas venhamos a ser obedientes e orar pela vida e ministério de nossos pastores.

OS DEZ NUNCA DO PASTOR:

Como perceber e evitar erros na hora de pastorear: Como resultado de minha experiência e observação no ministério, cheguei a alguns "Nunca" que, creio, serão de grande utilidade para os nossos pastores e líderes. Espero que essas orientações estejam sempre na sua cabeceira, e visto todos os dias antes de sair de casa.

NUNCA "PESQUE EM AQUÁRIO" DOS OUTROS: 

Tenho visto muitos pastores "pescando em aquários", convidando membros de outras Congregações para se tornarem membros de sua igreja. Eticamente isso é um grande erro, pois além de causar problemas de relacionamentos com seus colegas pastores, produzirá questões de relacionamento também entre as igrejas. Por outro lado, a Palavra de Deus nos adverte a não abandonar nossa congregação (Hebreus 10:25), e quando você convida alguém para fazer isso e se filiar á sua igreja, estará indo contra a bíblia. Cuidado! Será que não há outras pessoas mais necessitadas do que os irmãos de outras igrejas para você convidar?

NUNCA TOME PARTIDO NUMA QUESTÃO SEM OUVIR OS DOIS LADOS:

Esse é um problema delicado, lamentavelmente tenho visto pastores se enredando em questões ministeriais, porque, ao ouvirem uma facção da igreja que apresente uma causa, já tomam logo partido em defesa deste lado, sem ouvir o outro. Isso infelizmente pode trazer injustiças e problemas de relacionamento. Entretanto, julgue a luz da Bíblia, ouça os dois lados, ore e dependa do Espírito santo, para direcionar a questão.

NUNCA DEIXE DE PREGAR A PALAVRA DE DEUS COM MEDO DE OFENDER AS PESSOAS:

Alguns companheiros não falam sobre determinados assuntos com medo de ofender as pessoas. Isso é pecado! Há pastores que não falam sobre dízimo e ofertas, com medo de o povo sair da igreja. Pessoalmente, eu prefiro que os avarentos saiam da igreja, por eles não terem parte no reino de Deus. (Efésios 5.5.). Lembre-se, sempre se pergunte: "Devo agradar á Deus ou aos Homens?"

NUNCA USE O PÚLPITO PARA ATACAR PESSOAS:

Ou descarregar suas ansiedades e preocupações pessoais: O púlpito da igreja é um lugar especial e reservado para a pregação e ensino da Palavra de Deus. O uso do púlpito para "indiretinhas e piadinhas" para uso pessoal também é pecado. Quantos saem da igreja frustrados e magoados por conversar uma coisa com o pastor ou alguém do corpo ministerial e isso vira o tema do sermão da Noite de domingo, principalmente o imaturo, novo convertido.

NUNCA SE POSSIVEL PEÇA DINHEIRO EMPRESTADO:

"O que toma emprestado é servo do que empresta" (Pv. 22.7): O pastor precisa estar com sua mente livre de preocupações. É terrível pregar com ansiedade, sabendo que naquela semana há uma conta para pagar. Alguns pegam dinheiro da igreja com a ideia de que depois vão repor. Pastor, nunca faça tal coisa! Isso abre uma brecha para os ataques do inimigo, que poderá usar uma situação como essa para destruir seu ministério. O diabo é “expert” nisso, ele pode usar uma situação de envolvimento financeiro para acusar o pastor e deixa-lo sem autoridade espiritual. Cuidado! Lembre-se disso: "nunca dê o passo maior do que as pernas"...

NUNCA SUBESTIME O MINISTÉRIO ANTERIOR AO SEU:

Existem alguns pastores que, ao assumirem a liderança de uma igreja, tem a tendência de mudar tudo. Desrespeitam a histeria e o ministério anterior da igreja. Sempre jogam a culpa nos antecessores, falando mal da administração, da visão, do jeito de trabalhar do outro, etc. Lembre-se de que um dia também poderá ser substituído e que o que está fazendo agora, poderá ser melhorado pelos seus sucessores. Perfeição, só no céu!

NUNCA MANUSEIE FINANÇAS DA IGREJA: 

O pastor nunca deve tocar nas finanças da igreja. Deixe que o tesoureiro cuide disso e que a comissão de exame de contas sempre apresente o relatório. Nesse delicado assunto, o pastor nunca deve legislar em causa própria. Você poderá compartilhar com a diretoria da igreja suas necessidades ou dificuldades financeiras, mas deixe que eles tomem as decisões sobre seu salário e benefícios.

NUNCA FAÇA CAMPANHAS PARA ARRUMAR CASAMENTO:

Há muitas pessoas que não respeitam a situação do solteiro e ficam pressionando para que ele arrume um casamento. Já ouvi de alguns casamentos frustrados, "arranjados" por pastores. O pastor deve saber que Deus o cobrará se isso acontecer. Saiba que Deus tem a pessoa certa, na hora certa, se esta for à vontade Dele, e não a sua.

NUNCA ESQUEÇA SUA FAMÍLIA: 

A primeira prioridade do ministro é a sua própria família, que inclui esposa e filhos. O apóstolo Paulo diz que o pastor, "deve governar a sua casa criando seus filhos sob disciplina, com todo respeito" (I Tm. 3.4). No versículo seguinte, inclusive, o escritor diz que aquele que não governar sua casa está desqualificado para o ministério. Quantos infelizmente querem ensinar e pregar para a igreja e não podem, até fazem, mas será que dá certo? Alguém o obedece? Como isso pode acontecer se os de sua casa não estão nem aí? E vice e versa.

NUNCA SE ISOLE NO MINISTÉRIO:

É muito importante ter amigos para compartilhar as lutas e tribulações. Tenho visto líderes caírem em pecado por serem muitos independentes. A bíblia diz "Levai as cargas uns dos outros" (Gl. 6.2) Como pastores e líderes, precisamos de companheiros com que possamos abrir nossos corações, orarmos juntos, exortarmo-nos e edificarmo-nos mutuamente. Pastor busque alguém que você sabe que leva Deus á Sério e o convide para ser seu companheiro!!!

OS PASTORES E SEUS DEVERES:

Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Atos 20.28. Nenhuma igreja poderá funcionar sem dirigentes para dela cuidar. Logo, conforme Atos 14.23, congregação local, cheia do Espírito, buscando a direção de Deus em oração e jejum, elegiam certos irmãos para o cargo de presbítero ou bispo de acordo com as qualificações espirituais estabelecidas pelo Espírito Santo em 1 Tm 3.1-7.

Na realidade é o Espírito que constitui o dirigente da igreja. O discurso de Paulo diante dos presbíteros de Éfeso (20.17-35) é um trecho básico quanto a princípios bíblicos sobre o exercício do ministério de pastor de uma igreja local.

PROPAGANDO A FÉ:

Um dos deveres principais do dirigente é alimentar as ovelhas mediante o ensino da Palavra de Deus. Ele deve ter sempre em mente que o rebanho que lhe foi entregue é a congregação de Deus, que ele comprou para si com o sangue precioso do seu Filho amado (cf. 20.26; 1 Co 6.20; 1 Pe 1.18,19; Ap 5.9).

Em 20.19-27, Paulo descreve de que maneira serviu como pastor da igreja em Éfeso; tornou patente toda a vontade de Deus, advertindo e ensinando fielmente os cristãos efésios (20.27). Daí, ele poder exclamar: estou limpo do sangue de todos (20.26). Os pastores de nossos dias também devem instruir suas igrejas em todo o desígnio de Deus. Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina (2 Tm 4.2) e nunca ministrar para agradar os ouvintes, dizendo apenas aquilo que estes desejam ouvir (2 Tm 4.3).

GUARDANDO A FÉ:

Além de alimentar o rebanho de Deus, o verdadeiro pastor deve diligentemente resguardá-lo de seus inimigos. Paulo sabe que no futuro Satanás levantará falsos mestres dentro da própria igreja, e, também, falsários vindos de fora, infiltrar-se-ão e atingirão o rebanho com doutrinas antibíblicas, conceitos mundanos e ideias pagãs e humanistas. Os ensinos e a influência destes dois tipos de elementos arruinarão a fé bíblica do povo e Deus. Paulo os chama de lobos cruéis, indicando que são fortes, difíceis de subjugar, insaciáveis e perigosos.

Tais indivíduos desviarão as pessoas dos ensinos de Cristo e as atrairão a si mesmos e ao seu evangelho distorcido. O apelo veemente de Paulo (20.28-31) impõe uma solene obrigação sobre todos os obreiros da igreja, no sentido de defendê-la e opor-se aos que distorcem a revelação original e fundamental da fé, segundo o NT.

A igreja verdadeira consiste somente daqueles que, pela graça de Deus e pela comunhão do Espírito Santo, são fiéis ao Senhor Jesus Cristo e à Palavra de Deus. Por isso, é de grande importância na preservação da pureza da igreja de Deus que os seus pastores mantenham a disciplina corretiva com amor (Ef 4.15), e reprovem com firmeza (2 Tm 4.1-4; Tt 1.9-11) quem na igreja fale coisas perversas contrárias à Palavra de Deus e ao testemunho apostólico (20.30).

Líderes eclesiásticos, pastores de igrejas locais e dirigentes administrativos da obra devem lembrar-se de que o Senhor Jesus os tem como responsáveis pelo sangue de todos os que estão sob seus cuidados (20.26-17, cf. Ez 3.20,21). Se o dirigente deixar de ensinar e pôr em prática todo o conselho de Deus para a igreja (20.27), principalmente quanto à vigilância sobre o rebanho (20.28), não estará “limpo do sangue de todos”. Deus o terá por culpado do sangue dos que se perderem, por ter ele deixado de proteger o rebanho contra os falsificadores da Palavra.

É altamente importante que os responsáveis pela direção da igreja mantenham a ordem quanto a assuntos teológicos doutrinários e morais na mesma. A pureza da doutrina bíblica e de vida cristã deve ser zelosamente mantida nas faculdades evangélicas, institutos bíblicos, seminários, editoras e demais segmentos administrativos da igreja (2 Tm 1.13,14).

A questão principal aqui é nossa atitude para com as Escrituras divinamente inspiradas, que Paulo chama a “palavra da sua graça” (20.32). Falsos mestres, pastores e líderes tentarão enfraquecer a autoridade da Bíblia através de seus ensinos corrompidos e princípios antibíblicos. Ao rejeitarem a autoridade absoluta da Palavra de Deus, negam que a Bíblia é verdadeira e fidedigna em tudo que ela ensina (20.28-31) (ver 1 Tm 4.1; 2 Tm 3.8). A bem da igreja de Deus, tais pessoas devem ser excluídas da comunhão (2 João 9-11).

A igreja que perde o zelo ardente do Espírito Santo pela sua pureza (20.18-35), que se recusa a formar posição firme em prol da verdade e que se omite em disciplinar os que minam a autoridade da Palavra de Deus, logo deixará de existir como igreja neotestamentário” ...

VIDA DE PASTOR:

Ele acorda, levanta-se, ajoelha e ora, louva, consagra, jejua, exorta, sorri e chora. Aprende, ensina, repreende, consola e abençoa. Glorifica, prega, unge, visita, compreende e perdoa. Semeia, cultiva, colhe, alimenta e oferece. Acalenta, socorre, profetiza, peleja, vence e agradece. Santifica, ouve e cala. Dá, recebe, restaura, triunfa, edifica, sente e fala.

VIDA DE PASTOR:

Olha o relógio, já está atrasado! Se não tem carro, pega um ônibus apertado. Vai ao hospital, presídio, velório, seja onde forem busca da ovelha perdida, pois ele é um pastor. Seu corpo cansado aguarda a hora de ir para a cama. E quando isso acontece, logo o telefone chama. Levanta apressado e reconhece a voz do outro lado; é a ovelha aflita que precisa de cuidado. E lá se vai o pastor, levando consolo ao coração aflito. Dos seus olhos rola uma lágrima no lugar do grito. É a dor que se transforma na alegria da compensação por ter sido escolhido para tão sublime missão...

PASTORES NABUCODONISIANO:

O imperador da Babilônia estava em marcha para o Egito, quando recebeu notícias da morte de seu pai – voltou, então, apressadamente para Babilônia, apenas acompanhado das suas tropas ligeiras. Foi por este tempo que espreitou e circundou ligeiramente ao reino de Israel com sua tropa, roubando aquilo que Israel tinha de melhor, os jovens mais ricos e promissores levou Daniel e seus companheiros que foram conduzidos para Babilônia, onde bem depressa se tornaram notáveis sob a proteção de Nabucodonosor...

Hoje não é diferente o ministério Nabucodonisiano continua em moda ou em voga. Onde com seus pastores investido de notoriedade em suas cidades voltam ligeiramente e apressadamente para espreitar, circundar e convencer a juventude de nossas igrejas, levando com ele os jovens  não os estudantes, mais muitas vezes os notáveis ricos e promissores. Começa ai a sedução com proposta de cargos e liderança ou um ministério. Como no Velho Oeste aquele que saca mais rápido obtém sua falsa vitória...

Os jovens são conduzidos ao império Babilônico disfarçado com seus pastores Nabucodonisiano...

HÁ PASTORES E PASTORES:

Há pastores que cuidam das ovelhas e pastores que só usufrui das lãs. Há pastores das lutas do deserto e pastores dos banquetes de Jerusalém. Há pastores dos montes e pastores dos confortos dos apriscos. Há pastores que lutas contra os lobos e pastores que usufrui das carnes apetitosas das ovelhas. Há pastores que lutas com os ursos e pastores que saboreiam o frescor dos leites das ovelhas. Portanto há pastores que servem e pastores que são servidos...

Há pastores da geração de Davi e pastores das gerações de Saul. Há pastores que vivem no púlpito e pastores que vivem  em seus palcos. Há pastores que buscam os sonhos dos irmãos e pastores que buscam seus sonhos penas seus sonhos. Há pastores que choram com os que choram e pastores que vivem apenas das alegrias. Há pastores que saem pelos mares da vida pescando os incrédulos e pastores que pescam em aquários. Há pastores com ética e pastores sem a mesma. Há pastores que seguem Jesus e sua palavra e pastores que buscam sua prosperidade pessoa...

Portanto e no entando; HÁ PASTORES E PASTORES!!!­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­

PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS: Oswaldo Luiz Gomes Jacob. Pr - Jeremias - 3 - 15:15.

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES:

1. O texto faz parte da promessa de Deus de levantar homens que pudessem reverter o quadro caótico de Judá, reino do sul. 2. "O pano de fundo para a profecia é a longa batalha ocorrida em Judá entre a adoração idólatra de deuses estrangeiros, profundamente enraizada desde o reinado de Manassés (696-642 a.C), e a adoração ao Senhor, que Josias tentou restaurar com a sua reforma (2 Rs 22,23). A reforma teve início em 628 a.C (ver 2 Cr 34.3) e recebeu novo impulso com a descoberta do Livro da Lei em 621 a.C (2 Rs 22.8).

3. O chamado de Jeremias se deu em 626 a.C (Jr 1.2-5). A fase inicial do seu ministério coincide com a reforma de Josias. Contudo, Jeremias testemunha o fracasso da reforma de Josias na tentativa de proporcionar um grande impacto na vida do povo, pois os abusos religiosos de Manassés foram retomados pelos assessores de Josias". (Genebra).

4. Comentando este verso, o Dr. R. K. Harrison, declara: "Quando for formada outra liderança nacional, em lugar da corrupta anterior, Judá será governado por verdadeiros servos de Deus, como foi Davi (1 Sm 13.14), não por usurpadores militares como os do reino do norte (Os 8.4). A liderança do rebanho divino é algo crucial; tanto no AT (Ez 34.8-10; Zc 10.13; 11.17) como no NT (Mc 13.22; 2 Pe 2.1; 1 Jo 4.1).

5. O Dr. Antonio Neves de Mesquita, comentando este verso, diz: "Jeremias está contemplando o retorno do cativeiro babilônico, já no programa. Então chamarão a Jerusalém o trono do Senhor. Agora só mesmo um castigo longo, quando as saudades e a lembrança da mãe pátria poderão produzir o milagre da volta a Javé. O profeta está vendo esse dia, mesmo que não o tenha contemplado. Só mesmo o cativeiro poderia dar a essa gente um outro espírito e uma outra maneira de pensar. Se era isso o de que precisava, isso teria".

6. Após fazer estas considerações, gostaria de expor três lições do texto lido: primeiro, os pastores...são aqueles que têm uma profunda percepção de Deus, de Sua majestade; segundo, os pastores ...são aqueles que têm uma consciência amadurecida da sua condição diante do Senhor e da obra que têm que realizar; terceiro, os pastores segundo o coração de Deus são aqueles que desejam gastar-se na proclamação do evangelho bíblico, dispostos a pagarem o preço. Vejamos, então.

PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS SÃO AQUELES QUE TÊM UMA PROFUNDA PERCEPÇÃO DE DEUS, DE SUA MAJESTADE. - 1.1. Aqui nós temos o texto clássico de Isaías 6.1-8 - 1.2. O ministro precisa saber quem é o Senhor. O Senhor que o fez... O Senhor que o redimiu... O Senhor que o chamou...O Senhor que o usa para a Sua glória... 1.3. Pois para ministrarmos aos homens é necessário que ministremos diante de Deus. Como Paulo, devemos ser pastores comprometidos com a profundidade de Deus ao ponto de podermos dizer:

"Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!" (Rm 11.33). - 1.4. Que sabem o quanto vale a comunhão diária com o Senhor através da Palavra e da oração! "Em janeiro de 1855, o ministro da capela da rua New Park começou seu sermão matinal do seguinte modo:

Já foi dito por alguém que o estudo adequado da humanidade é o próprio homem. Não me oponho à ideia, mas creio ser igualmente verdadeiro que o estudo correto do eleito de Deus é Deus; o estudo apropriado do cristão é a Divindade. A mais alta ciência, a mais elevada especulação, a mais poderosa filosofia que possa prender a atenção de um filho de Deus, é o nome, a natureza, a pessoa, a obra, as ações e a existência do Grande Deus, a quem chama Pai.

Nada é melhor para o desenvolvimento da mente do que a contemplação da Divindade. Trata-se de um assunto tão vasto, que todos os nossos pensamentos se perdem na sua imensidão; tão profundo que nosso orgulho desaparece em sua infinitude...

O melhor estudo para expandir a alma é a ciência de Cristo, e Este crucificado, e o conhecimento da Divindade na gloriosa Trindade. Nada alargará mais o intelecto, nada expandirá mais a alma do homem do que a investigação dedicada, ansiosa e contínua do grande tema da divindade..." - (Charles Haddon Spurgeon falou estas palavras há mais de um século quando tinha apenas 20 anos).

1.5. Dr. Tozer, trabalhando no tema "Seguindo a Deus de Perto", coloca magistralmente algumas coisas: "Se examinarmos a vida de grandes homens e mulheres de Deus, do passado, logo sentiremos o calor com que buscavam ao Senhor. Choravam por Ele, oravam, lutavam e buscavam-no dia e noite, a tempo e fora de tempo, e, ao encontrá-lo, a comunhão parecia mais doce, após longa busca. Moisés usou o fato de que conhecia a Deus como argumento para conhecê-lo ainda melhor. Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o Teu caminho, para que eu te conheça, e ache graça aos Teus olhos" (Ex 33.13).

E, partindo daí, fez um pedido ainda mais ousado: "Rogo-Te que me mostres a Tua glória" (Ex 33.18). Deus ficou verdadeiramente alegre com essa demonstração de ardor e, no dia seguinte, chamou Moisés ao monte, e ali, em solene cortejo, fez toda a Sua glória passar diante dele".

"O HOMEM, CUJO TESOURO É O SENHOR, TEM TODAS AS COISAS CONCENTRADAS NELE". (Tozer).

2. PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS SÃO AQUELES QUE TÊM UMA CONSCIÊNCIA AMADURECIDA DA SUA CONDIÇÃO DIANTE DO SENHOR E DA OBRA QUE TÊM QUE REALIZAR. - 2.1. Voltando a experiência de Isaias, quando ele disse: "Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros, hábito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!"

2.2. O profeta Jeremias, quando da sua chamada, diz: "Então, lhe disse eu: Ah! Senhor Deus! Eis que eu não sei falar, porque não passo de uma criança. Mas o Senhor me disse: Não digas: Não passo de uma criança; porque a todos a quem eu te enviar irás; e tudo quanto eu te mandar falarás" (Jr 1.6,7). - 2.3. O grande líder Moisés tem a mesma percepção: "Então disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel? Deus lhe respondeu: Eu serei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei: depois de haveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste Monte...EU SOU me enviou a vós outros" (Êx 3.11,12; 14b)...

2.4. Foi o que Paulo expressou em 2 Coríntios 3.4-6: "E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica".

2.5. Richard Baxter, no seu excelente livro: "O Pastor Aprovado", no capítulo "Cuidando de Nós Mesmos", declara: a) Somos exortados a olhar por nós mesmos, para não suceder estarmos vazios da divina graça salvadora que estamos oferecendo a outros, porquanto, é possível oferecermos esta graça a outros e, todavia, estarmos alheios às operações eficazes do evangelho que pregamos. b) Somos exortados a olhar por nós mesmos, para não suceder que convivamos com os mesmos pecados contra os quais pregamos. (A história de um líder evangélico brasileiro)...

c) Precisamos olhar por nós mesmos para que não estejamos despreparados para as grandes tarefas que nos incumbimos de levar a cabo. Temos que trabalhar com gente desorientada. d) Olhem por si mesmos para não virem a ser exemplos de doutrina contraditória. Cuidado, para não desfazerem com suas vidas o que dizem com suas línguas. Assim é que uma palavra arrogante, grosseira, insolente, ou uma discussão desnecessária, ou um ato de cobiça, pode cortar a garganta de muitos sermões. Há muitos olhos fitos em nós" (Baxter).

3. PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS SÃO AQUELES QUE DESEJAM GASTAR-SE NA PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO BÍBLICO, DIPOSTOS A PAGAREM O PREÇO. 3.1. Olhemos para a vida de Paulo: a) Primeiro, o que ele diz aos romanos: "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo... (1.16) - b) Segundo o seu testemunho aos coríntios: "Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós"(1 Co 2.1-3) - c) Terceiro, aos pastores de Éfeso: At 20.17-24 (LER). - d) Quarto, ele testemunha a Timóteo, jovem pastor, dizendo: 2 Tm 4.7,8 (LER)...

3.2. Como João Batista que apontou para Jesus e disse: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1.29). Vejamos o que o mesmo João diz em Mateus 3.1-11... natureza perversa produzi frutos dignos de arrependimento...(vv.7,8). Ele também denunciou o pecado de Herodes: "Assim, pois, com muitas outras exortações anunciava o evangelho ao povo; mas Herodes, o tetrarca, sendo repreendido por ele, por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por todas as maldades que o mesmo Herodes havia feito, acrescentou ainda sobre todas a de lançar João no cárcere" (Lc 3.19,20). J. C. Ryle, comentando o texto sobre o ministério de João Batista, quando ele havia denunciado Herodes por pecado de adultério, declara:

"Quão amargamente as pessoas odeiam um pregador que repreende, quando elas estão resolvidas a não abandonar os seus pecados...O profeta Elias foi chamado de perturbador de Israel" (1 Rs 18.17). O profeta Micaías foi odiado por Acabe porque, conforme o monarca alegou, 'nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau" (1 Rs 22.8).

Jamais deveríamos sentir-nos surpresos ao ouvir fiéis ministros do evangelho sendo caluniados, ultrajados e odiados. Ao invés disso, cumpre-nos lembrar que eles foram consagrados ao ministério para testemunhar contra o pecado, o mundo e o diabo, e que, se forem fiéis, não poderão evitar gerar ofensa. 

Não é uma desgraça, para o caráter de um ministro de Deus, quando as pessoas ímpias não gostam dele. Não é uma honra verdadeira. para um ministro do evangelho, quando todos pensam bem dele. Aquelas palavras de nosso Senhor nem sempre são suficientemente levadas em conta: 'Ai de vós, quando todos vos louvarem!' (Lc 6.26)".

Ainda sobre João Batista, "Herodes o 'temia' e sentiu-se perturbado depois da morte desse profeta. Um pregador destituído de amigos, solitário, sem qualquer outra arma além da verdade de Deus, perturbava e aterrorizava um rei". (Ryle).

A Igreja da Inglaterra tem no seu Livro de Oração Comum o seguinte: "Deus Todo-Poderoso, por cuja providencia teu servo João Batista nasceu milagrosamente e foi enviado a preparar o caminho de teu Filho, nosso Salvador, pregando o arrependimento: concede-nos que sigamos de tal maneira sua santa vida e doutrina, que nos arrependamos verdadeiramente segundo ele pregou; e que a exemplo seu falemos a verdade constantemente, repreendamos livremente os vícios, e soframos com toda paciência por amor da verdade mediante Jesus Cristo nosso Senhor" Amém. (William Barclay).

É muito deleitoso enfatizar o que Marcos coloca: "Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo, e o tinha em segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, escutando-o de boa mente" (6.20). 

3.3. Voltando ao maravilhoso profeta de Deus Jeremias, a Dra. Henrietta Mears declara: "A mensagem de Jeremias nunca foi popular. Uma ocasião, ele mal escapou com vida (Jr 27.7-16). Em outra, seus inimigos bateram nele e o puseram na prisão. Os homens sempre trataram as testemunhas ou profetas de Deus dessa forma".

CONSIDERAÇÕES FINAIS: 

1. Que sejamos pastores segundo o coração de Deus, vivendo a excelência do ministério neste tempo em que ser pastor é sinônimo de esperteza, mercantilismo, soberba, autossuficiência, política baixa, disputa de poder, mentira, hipocrisia, auto apascentamento; levar vantagem, avareza, egoísmo. Há elementos que envergonham o ministério pastoral. Seriam eles pastores?

2. Que sejamos pastores segundo o coração de Deus como foi Jeremias e outros maravilhosos homens de Deus. Pastores que possuem uma profunda percepção de Deus, da Sua majestade porque vivem diariamente em comunhão com Ele; pastores que têm consciência da sua própria condição de inadequação, inabilidade e limitações a partir de si mesmos e diante da extraordinária obra a realizar; pastores que estão prontos a gastarem a si mesmos no combate das almas, na pregação do evangelho através da bíblia sagrada que glorifica a Deus.

3. Que sejamos homens a morrermos retamente como João Batista em lugar de vivermos no erro. Como precisamos imitar o nosso Senhor e morrer de coerência. Sermos homens a somar 2+2= 4 e não 2+2=5.

4. Expondo o porquê de Lausanne (1974), Billy Granham, o evangelista do século, falou a evangelistas do mundo inteiro reunidos em Lausanne, Suíça: "Na tarde anterior ao dia em que foi assassinado, o Dr. Martin Luther King falou em Menphis sobre como galgara a montanha. Disse ele que, ao atingir o cimo, pôde descortinar a Terra Prometida, bradando então: 'Meus olhos avistaram a glória da vinda do Senhor'. Eu e os senhores galgamos a montanha que nos separava do Deus Vivo. Atingimos o cimo. Descortinamos a Terra Prometida. 

E os nossos olhos viram o esplendor de Deus. Ele nos deu visão para perceber, fé para crer, coragem para agir. Mas ainda não entramos na Terra Prometida. Lá embaixo, nas planuras do mundo, há milhões de pessoas que não sabem que existe uma Terra Prometida a ocupar. Não viram, não acreditaram, nem agiram. Nós, que avistamos a Terra Prometida, devemos descer ao Vale, quando esta Jornada estiver concluída, e dizer às multidões que existe uma montanha para galgar uma Terra Prometida a ocupar.

Deus abriu um atalho para o cimo daquela montanha com o sangue de Seu Filho. Deus preparou uma Terra Prometida onde não existe noite, nem pecado, nem sofrimento, nem fome, nem pesar, nem lágrimas, nem morte.

A nós foi-nos dada a tarefa, bem como o privilégio, de dizer a todos os homens, em toda parte que, se seguirem a trilha manchada de sangue do Filho de Deus, hão de galgar a montanha, avistar a Terra Prometida e conhecer a Glória da vinda do Senhor". (A Missão da Igreja no Mundo de Hoje).

Sejamos pastores segundo o coração de Deus, buscando a semelhança com Ele para a glória dEle. À Ele a Glória, a Honra, o Louvor, o Domínio, a Majestade e a Sublimidade pelos séculos dos séculos, amém, amém.

 

Deus te abençoe!!! Oswaldo de Souza...

  

A FLECHA DA VITÓRIA: 2 Reis 13.18,19...


Eliseu mandou o rei pegar as flechas e golpear o chão. Ele golpeou o chão três vezes e parou. O homem de Deus ficou irado com ele e disse: Você deveria ter golpeado o chão cinco ou seis vezes; então iria derrotar a Síria e a destruiria completamente. Mas agora você a derrotará somente três vezes. (2 Reis 13.18,19) ...

Estamos lendo as palavras de um profeta que cumpriu sua missão com coragem e ousadia. Eliseu enfrentou a crise política, econômica e espiritual, num tempo em que até a seca e a fome assolaram seu povo. O profeta teve um ministério que durou mais de 50 anos e vale lembrar que seu começo não foi nada fácil.

Eliseu abandonou seu trabalho para seguir o propósito de Deus em sua vida. Ele se despediu dos pais, matou seus bois, queimou seus equipamentos e seguiu um caminho sem volta. QUANTOS SE CONVERTEM E NÃO ABANDONAM A VELHA VIDA E AI NÃO PENSE QUE SERÁ COMPLETAMENTE ABENÇOADO POR DEUS: TEREMOS 100% DE DEUS QUANDO ENTREGARMOS DE MANEIRA 100%...

O poder de decisão de Eliseu nos ensina, em primeiro lugar, que para chegarmos ao destino certo, é preciso pegar nossa mala e seguir viagem, sem lamentar NEM MURMURAR NEGOCIANDO COM DEUS COM o que abandonamos.

Para ver nascer algo novo é preciso lidar com a morte da velha vida PARA TORNAR UM NOVO HOMEM OU MULHER PRECISAMOR FAZER MORRER PELA SANTIDADE O VELHO HOMEM E MULHER. 

A partir do momento em que dizemos sim para o nosso propósito E META ESPIRITUAL, temos que dizer não para muitas outras opções que nos são oferecidas. E, agora que já falamos de Eliseu, vamos ao contexto da vida do rei de Israel que decidiu procurar o profeta para pedir conselho. Jeoás, que reinou cerca de 16 anos, recebeu de Eliseu algumas profecias simbólicas.

E Eliseu lhe disse: TRAGA UM ARCO E ALGUMAS FLECHAS e ele assim fez. PEGUE O ARCO EM SUAS MÃOS, disse ao rei de Israel. Quando pegou, Eliseu pôs suas mãos sobre as mãos do rei e lhe disse PARA ABRIR A JANELA que dava para o leste e atirar. O rei o fez, então Eliseu declarou: 

ESTA É A FLECHA DA VITÓRIA DO SENHOR, a flecha da vitória sobre a Síria!!! VOCÊ DESTRUIRÁ TOTALMENTE OS ARAMEUS, EM AFEQUE. (2 Reis 13.15-17) ...

ESTA É A FLECHA DA VITÓRIA DO SENHOR: Eliseu profetizou e interpretou a profecia. Perceba que, antes de mandar o rei atirar a flecha no chão, ele deixou claro que se tratava da FLECHA DA VITÓRIA DO SENHOR

Vale aqui observar o estado dos dois homens — Eliseu estava doente e iria morrer, e mesmo assim estava cumprindo seu propósito ao atender o rei e profetizar.

Jeoás estava saudável, mas não estava conectado com Deus, pois o versículo 11 diz que ele fez: o que o Senhor reprova e não se desviou dos pecados, o que levava o povo de Israel a pecar também. O pecado é algo que nos afasta do Pai, tornando inacessível (SEM ACESSO) as suas bênçãos, limitando nossa visão espiritual e, por isso, nos fazendo sentir medo diante das ameaças do inimigo.

O MEDO É UM REFLEXO DA FALTA DE FÉ, POIS A FÉ GERA CORAGEM, MAS O PECADO NOS AFASTA DO AMOR DE DEUS QUE LANÇA FORA TODO MEDO!!!

Naquela época, a Síria estava atacando Israel e a Assíria estava se tornando uma potência mundial. Foi por esse motivo que o rei saiu em busca do conselho do profeta. O texto mostra, inclusive, o quanto ele estava desesperado.

Ora, Eliseu estava sofrendo da doença da qual morreria. Então Jeoás, rei de Israel, foi visitá-lo e, curvado sobre ele, chorou gritando: Meu pai!!! Meu pai!!! Tu és como os carros e os cavaleiros de Israel!!! (2 Reis 13.14) ...

O rei chorou e gritou e quando disse que Eliseu era COMO OS CARROS E OS CAVALEIROS DE ISRAEL, ele estava dizendo que o profeta era a força da nação durante as guerras — Eliseu era a força do povo. É por isso que a Bíblia diz: Alguns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós confiamos no nome do Senhor nosso Deus. (Salmos 20.7) ...

E aqui podemos refletir sobre a nossa própria situação. Em quem depositamos toda a nossa confiança? Será que confiamos no governo e no exército para nos sentir seguros? OU CONFIAMOS PLENAMENTE EM NOSSO DEUS?

O QUE SIGNIFICA LANÇAR A FLECHA? É a nossa ação!!! Deus nos equipa com arco e flecha, mas depende de nós lançar a flecha para o alvo. Assim como depende de nós abrir a janela para visualizar esse alvo. Não é um profeta que vai fazer isso, somos nós. DEUS QUER FAZER UM GRANDE MILAGRE NA SUA VIDA, MAS SÓ FARÁ O MILAGRE SE PEDIRMOS EM ORAÇÃO!!!

Sempre que oramos e profetizamos a palavra de Deus, estamos nos movendo no espiritual. A função do profeta se limita a nos orientar, pois ele não pode fazer nada em nosso lugar. 

A flecha da vitória é a direção de Deus, mas essa flecha não vai sair da aljava sozinha. Deus quer nos tirar da zona de conforto. Ele quer nos ensinar a viver o extraordinário. E nós podemos fazer muito além do que imaginamos quando somos AMIGOS DE DEUS.

Lance a flecha na direção que Deus mandou, mesmo que você não consiga ainda visualizar a sua vitória, pois a Bíblia diz em Hebreus 11.1 que: A FÉ É A CERTEZA DAQUILO QUE ESPERAMOS E A PROVA DAS COISAS QUE AINDA NÃO VEMOS.

ABRE SUA JANELA E LANÇA SUA FLECHA DA VITORIA!!!

DEUS TE ABENÇOE OSWALDO DE SOUZA...


 

terça-feira, 2 de abril de 2024

HUPERETES E DIAKONOS E LEITOURGOS: SERVOS E MINISTROS DO SENHOR: POR OSWALDO SOUZA ESCRITOR!!!


Depois de muito tempo como missionário do lar saindo de casa em casa procurando um coração aberto para ouvir a pregação da palavra de Deus. Foram muitas, mas muitas idas aos hospitais consolando os doentes, nos ônibus em idas e vindas dos bairros em sua maioria carentes, logico no meu ponto de vista.

Pregando para mendigos, prostitutas e por muitos domingos dando longos sermões tendo os bancos do Parque Halfeld e esquinas do centro da cidade de Juiz de Fora e cidade circunvizinhas como púlpitos.

Propagando a palavra eterna e gloriosa nos programas de radio: Voz do semeador – O verbo vivo – Uma vida nova com Jesus – Hora da Universal – Momentos com Deus e outros em hora de enlevo espiritual...

Viajando por mais de vinte anos e quase quarenta anos pregando nos púlpitos da igreja (NÃO DAS IGREJAS, POIS IGREJA É UMA SÓ O QUE MUDA SÃO AS DENOMINAÇÕES COROA DA DIVISÃO DE HOMENS LOUCOS E INSENSATOS NO SENTIDO HUMANO).

O tempo passou e sentimos que nossas forças e motivações não são as mesmas dos mais de quarenta anos atrás. Hoje minha maior motivação e alegria, o alvo para minha vida é pesquisar e escrever como um escritor e historiador da palavra de Deus: É contar em formas de livros, mensagens, crônicas e estudos minhas experiências mínimas, mais sinceras das minhas longas e incansáveis experiências.

Estudando a origem ou etimologias das palavras encontrei a palavra: HUPERETES; cuja palavra servo e ministro teremos em grego doulos (servos) e diakonos e leitourgos (ministros), e aqui a palavra grega é HUPERETES. 

Buscando o significado deste tal huperetes, fiquei conhecendo e reconhecendo esta realidade, pois HUPERETES além de declarar alguém que ajuda alguém que ministra qualquer que serve com as mãos, etc, quer dizer também remador de navios de baixa categoria.

DEFINAÇÃO DA PALAVRA: Remador de baixa categoria, o homem apto para o serviço de remador. Entrando na história, veremos uma embarcação bem rudimentar, os navios antigos ainda tinham muito dos barcos fenícios, estruturas de madeira, as velas e motores não eram utilizados...

Estes barcos antigos eram movidos pela energia humana, nas laterais das embarcações precárias existiam pequenas janelas onde eram introduzidos os remos, em muitas embarcações os remadores não eram contratados era trabalho dos escravos de guerra. Desertores, prisioneiros, condenados etc.

Em contraste com homens hoje chamados grandes pregadores com grandes salários e honra: Estes chamados ministros na bíblia nada recebiam além da comida e da água, e isso tudo ao ritmo de um som de um tambor, chibatadas, suor, tortura. Os remadores de baixa categoria ou remadores do último porão eram para aqueles que remariam até a morte, não haveria outra oportunidade, era remar, remar, remar até morrer.

Lucas, como um contraste aos nossos dias, coloca o ministro ou servo da Palavra de Deus como um caminho de serviço sem volta, uma vez recrutado é sentenciado, e por fim, condenado a realizar esta tarefa queira ou não queira até o último suspiro de vida. Em nossos dias ser ministro é sinônimo de fama, glória e status. Tenho o costume de dizer que alguns têm pedigrees.  Outros chamados o top ou pop dos pastores.

Remador do último porão não aparece nos dias de hoje, homens antigamente mergulhados em meio à escuridão, umidade, suor, fome, remando sem ser notado, mas o barco do evangelho continua andando e se espalhando, seguindo o curso, o que importa é remar, remar, remar até morrer.

Servo e ministro remam sem parar, não busquem reconhecimento e nem gloria humana. Tenha em mente que somos mesmo é servo, escravo e não Senhor cheio de orgulho e diferenças, trabalham não param em sua caminhada, mas servem ao Deus altíssimo que a tudo reconhece.

Que o Santo Espírito de Deus nestes dias venha trazer entendimento do que é servir, entregar-se até as últimas consequências sem esperar nada em troca. A DEUS SEJA A HONRA A GLORIA E O LOUVOR!!!

DEUS TE ABENÇOE!!! OSWALDO DE SOUZA...

A HISTÓRIA DO ESCRAVO CHICO ITAÚNA O PEDRA PRETA: LIVRO ON-LINE GRATUITO DE NÚMERO 254!!! POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR!!!


O FRANCISCO APELIDADO DE ITAÚNA O PEDRA PRETA PELOS INDIOS DA TRIBO PURIS!!! UMA MISTURA DE FICÇÃO E REALIDADE DA HISTÓRIA BRASILEIRA!!!

Esta história aconteceu nos meados de 1870 uns dez anos antes do término da escravatura no Brasil; No ano de 1888 a escravidão foi abolida através da Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel no dia 13 de maio daquele ano. Essa medida beneficiou uma grande quantidade de escravos que ainda existia no país.

Contudo, não podemos achar que a escravidão acabou no Brasil do dia para a noite. Entre uma pitada e outra do velho e bom para o Chico cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho; conta sua história desde os primeiros anos como escravo assim como também de seus avôs vindo da África em navios chamados negreiros:

Os navios negreiros ou navios tumbeiros foram embarcações que fizeram a travessia do Atlântico, transportando mercadorias para troca no continente africano, homens e mulheres do continente africano para as colônias europeias no novo mundo, e produtos como açúcar e café, dentre tantos outros, para o continente europeu.

Esse modelo de negócio ficou conhecido como comércio triangular, cuja principal atividade foi o tráfico negreiro, um dos negócios mais lucrativos do mundo da época, enviando cativos que se tornaram escravos para sustentar as produções nas plantações ou explorações do ouro, como foi o caso do Brasil.

O velho Chico começa sua historia às vezes meio triste outras vezes esboçava um leve sorriso naquela boca desdentada e com muitos dentes apodrecidos pelos maus tratos e de mastigar o fumo de rolo; ele conta sua longa historia: 

O moço Chico jovem escravo fortalecido pela dureza das batalhas do dia a dia, corpo marcado pelos chicotes e amarras dos brancos com seu subjugo nas duras correntes que cortavam os pulsos e calcanhares do pobre mulato que nasceu na senzala e tirado de sua mãe quando tinha quatro anos. Criado pelos duros feitores homens maus e castigadores crescendo entre troncos, cafezais, chicotes e canaviais, com cicatrizes que eram como tatuagens da ignorância dos senhores de engenhos e dos cafezais...

Os avôs de Chico chegaram ao Brasil depois de ficarem por muito tempo nos porões de navios de negros africanos trazidos pelos comerciantes portugueses e vendidos para produção de açúcar chegando homens e mulheres que foram caçados, aprisionados e depois escravizados e judiados pelos homens brancos, agora eu pergunto quem vai pagar por tais atrocidades??? 

Os escravos faziam os trabalhos rudimentares com suas tarefas pesadas e cruéis. Entre senzalas e vendas e leilões animalescos como se os brancos fossem donos do mundo, mas eram apenas homens sem bondade, misericórdia e alma. 

Homens orgulhosos, soberbos e ignorantes que ignorava que os negros tinham e tem almas, sofrimentos e sentimentos que eram homens e mulheres normais apenas diferenciadas por sua cor, que eram tratados como animais das florestas com semelhança ao homem.

Um dia Chico já um homem forte depois de viver mais de vinte anos subjugados nos troncos: Tronco era o nome dado ao material de tortura e grande humilhação, era constituída de madeira dura como os corações insensíveis dos senhores e feitores; que eram homens contratados pelos senhores de fazenda cuja função principal era vigiar e castigar as duras penas os escravos. O tronco era colocado estrategicamente nos lugares onde podia ser visto por todos nas senzalas a titulo de exemplo... 

Se fossemos medir a ignorância destes homens chegaríamos à insensibilidade zero a desumanidade total. 

E hoje eu vejo pessoas indignadas e com razão de Hitler e seus castigos hediondos, pessoas que são descendentes insensíveis quanto ao trato de familiares cruéis dos seus bisavôs; feitores e donos de cafezais e cana de açúcar que são seus antepassados que deixaram na família um rastro de maldição quanto as suas atrocidades, mancharam suas riquezas com sangue inocente.

Um dia o escravo Chico estava em mais um dia de sua dura lida trabalhando nos cafezais de seu Manuelino um homem mal de família portuguesa rico de bens e pobre dos bens, subjugado pelo capataz Genésio homem mal contratado a peso de ouro, por causa de sua maldade nos tratamentos dos escravos. Dia comum onde o sofrimento era algo do cotidiano. Genésio sem dó pega com seu chicote e castiga o Bentinho escravo adolescente e visto como rebelde presença assídua nos troncos com seu corpo já marcado... 

Os jovens de hoje tem tatuagens neste tempo de escuridão no Brasil pela dureza da cerviz dos cafeicultores os corpos eram marcados pelos cortes dos chicotes malditos da era colonial ou podemos chamar do período covarde dos senhores das fazendas com seus bigodes nojentos e encardidos pelo fumo e pelas marafas. Bentinho não suportando a dureza das chicotadas desmaia e seu corpo inerte cai completamente desfalecido. Neste momento atroz o escravo Chico pensou; Mataram Bentinho!!!

Em um momento de fúria o moço Chico escravo forte com seus músculos naturais construídos pela labuta do dia a dia no roçado, pega a Genésio pela sua jugular e em um só golpe de seus braços quebrando o pescoço do maldoso capataz. Agora não tem jeito mais; Chico moço valente sai correndo embreando nas matas em uma corrida frenética pela vida. 

Sem parar para descansar o escravo Chico chega a uma aldeia de índios chamados Os Puris; Era um povo de origem Puri, grupo indígena possivelmente oriundo dos Tupis-Guaranis, que juntamente com os brancos e os negros são responsáveis pela formação do povo de Viçosense. As tribos que formavam o triangulo mineiro pertenciam predominantemente ao grupo Jê ou Tapuia. 

Já na Zona da Mata Mineira havia uma exceção, a origem era Goitacá. Eram eles os croatas e Puris. Sabendo disso e pensando exclusivamente nos Puris, um dos possíveis fatores que justificam sua chegada em Viçosa e região, a partir do século dezesseis, pode ser entendida sua migração para estas terras com o episodio de 1556, lembrado por PANIAGO.

A autora resgata a luta dos franceses, que contaram com a ajuda dos povos Tamoios (que habitavam a região do Paraíba) para se instalarem no Brasil. Nesta batalha os Tamoios foram derrotados e expulsos pelas tropas de Mem de Sá em 20 de janeiro de 1567 e migraram para as terras mineiras onde encontraram os povos Puris que já habitavam a região do Paraíba. 

Por possuírem uma personalidade pacífica os Puris acabaram sendo obrigados a deixar suas terras. Foi a partir daí que migram para o interior de Minas Gerais, instalando-se primeiramente no Vale do Rio Pomba, onde acabaram sendo expulsos pelos Goitacazes de Muriaé. Em seguida procuraram refúgio nas terras altas da região de Viçosa e no Vale do Piranga.

Os Cropós e Puris possuíam estatura ora baixa, ora mediana e eram de formas robustas, grossos e compactos, portanto, além de espadaúdos. Mediam os homens entre 1,35 m e 1,65 m de altura e as mulheres alcançavam, em média, apenas 1,40 m de altura. O peito se lhes apresentava largo e curto; grosso era-lhes o pescoço. Tinham braços musculosos e redondos, pés estritos atrás e largos na frente e pele de coloração acobreada. 

Seus cabelos, de negro carregado, apresentavam-se grossos, compridos e abundantes. Cultivavam especialmente milho e mandioca. Eram também grandes conhecedores de ervas e sabiam produzir bebidas das mais variadas fontes. 

Aquela aldeia que era uma das facções dos Puris povo que vivia pacificamente, generosos e hospitaleiros cuidaram do índio Chico que eles já sabiam que era um dos muitos fugitivos dos flagelos cruentos e desumanos dos brancos modernistas e colonizadores das terras indígenas e nas matanças de seu povo.

Ali o jovem escravo negro forte e alto mistura de raça do homem branco dono de cafezais com sua mãe a moça Francisca dado a origem de seu nome Francisco que também era seu sobre nome Francisco de Francisca. Os Puris contaram para Chico a historia dos índios Brasileiros e de kikio: Antes da chegada do europeu, os índios eram os únicos habitantes das Américas. 

No momento do expansionismo indígena pela América um dos povos se diferenciou desenvolvendo uma língua proto-tupi no sul da Amazônia. Essa língua com o tempo se derivou transformando em várias outras línguas que deram origem a várias etnias indígenas entre elas os Tupis e os Guaranis... Kikiô morreu feliz. Deixando a terra para os dois. Guarani foi pro sul, Tupi pro norte...

Com a migração indígena pelo Brasil e América do Sul os Guaranis se deslocaram para o sul, se fixam principalmente no Paraguai e nos Estados do Sul do Brasil. Já os Tupis se deslocaram principalmente para o norte e nordeste brasileiro. E formaram suas tribos. Cada um em seu lugar. Vez em quando se encontravam. Pelos rios da América. E lutavam juntos contra o branco. Em busca de servidão. E sofreram tantas dores. Acuados no sertão. Tupi entrou no Amazonas. Guarani ainda chama... 

A luta contra o branco foi algo constante na história do índio, os índios do nordeste se deslocaram para o sertão para fugir do branco e com o passar do tempo tiveram que se deslocar cada vez mais em busca de abrigo. 

Os Guaranis acabaram em reduções jesuíticas (os Jesuítas que matavam índios em nome da religião e achando que era em nome de Deus; OBS: E não era) ou indo trabalhar administrados pelos brancos. Com a falta de mão de obra escrava os guaranis eram caçados pelos bandeirantes (considerados heróis no Brasil, heróis? matadores de índios e caçadores de índios colonizando suas terras tomadas por suas armas cruentas)...

Dizem a lenda que: Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiô na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikio na lua cheia. Quer Tupi, quer Guarani. Kikiooooooo!!! Podemos entender com esse trecho que Kikio é na verdade o verdadeiro dono dessas terras deixando elas para seus filhos, os índios e grita ate hoje por suas terras e seu povo, seu sangue clama por justiça!!! 

Com esta historia o escravo foragido Chico entendeu que não foram apenas os escravos, mas também os índios Brasileiros foram subjugados e judiados pelos homens brancos que buscavam servidão. 

Aquela aldeia dos Puris era situada em uma mata fechada onde formaram o grupo Puris do caiapó em um lugar perto da aldeia embrenhadas pelas matas na bocaina de Botafogo que era um Quilombo para onde o escravo Chico Itaúna (Pedra Preta); apelido e nome dado pelos índios do povo indígena Puris. Já totalmente recuperado de sua luta pela liberdade e em busca de uma vida de paz.

Observamos aqui; Dois povos duas marcas uma dos fugitivos; Os escravos a outra expulsa de seus habitares naturais tentam sobreviver de maneira pacifica e harmoniosa o povo de origem indígena e o povo de origem escravos do Quilombo da Bocaina do Botafogo. 

O Quilombo da bocaina do Botafogo foi de origem da família composta por doze escravos fugitivos que deram origem aqueles grupos de escravos fortalecidos cada dia mais pelos fugitivos que já compunha em sua quantidade de mais de cento e trinta homens e mulheres mais crianças que viviam da caça e das hortaliças e frutas campestres plantadas e cultivadas em meio ao matagal com suas grandes arvores e plantas nativas, aquele lugar era chamado de quilombolas. O município de Botafogo existe ate os nossos dias vista como uma comunidade de origem Quilombeiras.

Quilombo é o nome dado no Brasil aos locais de refúgio dos escravos fugidos de engenhos e fazendas durante o período colonial e imperial. Nesses locais, os escravos passavam a viver em liberdade, criando novas relações sociais com índios e nativos os matutos e ermitões grupo que eram chamados eremitas. Muitos quilombos existiram no Brasil e centenas deles ainda existem, formando o que hoje é chamado também de comunidades quilombolas. 

Os quilombos no Brasil também eram conhecidos como mocambos. Nos demais locais da América onde houve escravidão também ocorreu a formação desses locais de refúgio e vida em liberdade. Na América espanhola, essas comunidades ficaram conhecidas como palenques; na América francesa, o nome era maronage; e na América inglesa eram nomeados como marroom communities.

Os quilombos eram locais de refúgio, mas também de resistência dos escravos contra a escravidão. Neles, os escravos plantavam e realizavam coletas de produtos das matas, como madeira e frutos, além de caçarem e criarem animais. A população dos quilombos era formada tanto por escravos e escravas quanto por indígenas e homens livres, mestiços ou brancos pobres. 

Houve quilombos grandes e pequenos, alguns com milhares de pessoas, outros com algumas centenas, sendo os pequenos os mais comuns. Nos quilombos os fugidos constituíam famílias, criando uma nova forma de sociedade, na maioria dos casos livre da escravidão. Na chegada daquele novo escravo Francisco o Itaúna ou pedra preta, negro forte corajoso e bom de briga e guerra que sabia a arte de se esconder e que corria quilômetros sem se cansar. 

Chico logo conheceu uma escrava branca de olhos azuis como o céu e cintilante quanto o mar seu nome era Inácia, pois era filha de fazendeiros que viviam de plantação de café e mandioca na confecção de farinhas de mandioca em meio aquela terra hostis com homens maus de um arraial chamado Tabuleiro.

Inácia teve seu nome trocado por, Céu nos olhos por ser uma linda moça companheira e ajudadora de olhos de um puro anil, em todas as tarefas era prestativa  e logo o moço Chico se apaixona por aquela escrava branca de olhos azuis da cor do céu que deu origem ao seu apelido; Vitoria (por causa da lenda indígena da Vitoria Regia). Assim como em outros municípios da Zona da Mata, a região onde se localiza o município de Tabuleiro teve como seus primeiros habitantes índios das tribos Croatos e Cropós e também em suas matas os Puris. 

Na segunda metade do século dezessete, Por volta de 1767, o Padre José Manoel de Jesus Maria inicia o processo de catequese dos índios na então freguesia do Mártir São Manoel dos Rios Pomba e Peixe dos Índios Croatos e Cropós, sendo que 74 anos depois, pela lei provincial de 7 de abril de 1841, foi criado o curato do Senhor Bom Jesus da Cana Verde no local onde hoje funciona a própria sede da prefeitura municipal de Tabuleiro.

Tudo indica que a origem do nome de Tabuleiro remete ao modo como viajantes tropeiros e mascates denominavam a região, pois, quando por ali passavam, eram recebidos pelos moradores vendendo doces, pães, bolos e alimentos diversos em tabuleiros de madeira que eram colocados nas janelas das casas. 

Em 02 de janeiro de 1866 Tabuleiro é elevado a distrito com o nome de Tabuleiro do Pomba pela Lei Provincial n° 1275 e posteriormente ratificada, já na república, pela Lei Estadual n° 02 de 14 de setembro de 1891. Em 1911 é figurada como Vila e em 12 de dezembro de 1953, pela lei n° 1.039 é o primeiro município a emancipar-se política e administrativamente de Rio Pomba. 

A 1° de janeiro de 1954 é celebrada a sessão solene de instalação do município assim descrita pelo jornal O Imparcial: Naquele lugar moravam os pais de Inácia ate que foram ameaçados e perseguidos por duros cafeicultores em busca de terras para seus plantios e suas ocupações que eram feitas de mortes e violência.

As casas dos colonos eram queimadas e expulsos de suas propriedades e a partir dai se tornavam escravos dos grandes senhores de engenho e cafeicultores com sua força politica e corrupta chegavam com seus matadores de alugueis tomando de maneira covarde e cruel suas propriedades subjugando os que ficavam vivos que eram tratados como escravos brancos. Ali no subjugo dos chicotes cresceu a linda escrava branca Inácia com seus olhos de cor azul da cor do mar. Um belo dia ainda adolescente Inácia trabalhava na dura colheita de café. 

Linda e perseguida pelos patrões e seus filhos por sua beleza, foi atacada em meio ao estradão um caminho escuro cercado por uns matagais e animais. Inácia foi atacada por cinco dos homens do seu Senhor e nesta luta Inácia foi feroz como uma onça, mas em seu corpo jovem e frágil foi subjugada; Pelos malfeitores homens maus e perseguidores.

Ali perto quatro dos índios Puris estavam caçando com suas flechas envenenadas por ervas cujo veneno adormecia os animais que eram levados para servirem de alimentos e seus ossos de adereços e pontas de lança armas usadas na caça e na proteção contra homens perseguidores em busca de terras para plantio. 

A guerra e as lutas eram constantes entre os senhores dos vilarejos com os índios que viviam de maneira pacifica e ordeira em meio das matas de Bocaina de Botafogo. Foram cinco flechadas certeiras e aqueles animais vestidos de gente, pois assim eram chamados os capatazes, feitores e matadores de alugueis por seus maus por sua origem e piores dos que os animais.

Salvo de seus algozes a adolescente Inácia foi protegida pelos Índios Puris. O chefe daquele grupo de caça foi o moço índio Caipora hábil caçador que não se condoía de matar animais cortando com sua faca feita de ossos os pescoços. 

Ali estavam agora indefesos os homens capatazes hediondos completamente adormecidos pelo veneno das pontas das flechas, Caiporas da uma ordem matam como o carcará ave de rapina sem dó nem pena e cortando suas jugulares e jogam no rio para serem levados para longe de suas aldeias. E assim foi feito, levaram aquela moça branca e escrava que perdeu seu direito de liberdade pela maldade dos brancos. É levada em proteção para a aldeia próxima ao Quilombo de Bocaina do Botafogo.

Na crença daqueles índios os homens que morriam que não pertencia a tribo deveriam ser jogados nos rios assim fazendo trariam para os índios abundancia de peixes. Isto era orientado pelo Pajé: O pajé era uma figura de extrema importância dentro das tribos indígenas do Brasil. 

Detentor de muitos conhecimentos e da história da tribo, ele é o indígena mais experiente. Eram os Pajés responsáveis por passar adiante a cultura, história e tradições da tribo. O pajé também possui a função de curandeiro dentro da tribo, pois conhecia diversos rituais e também o poder da cura com ervas e plantas. O pajé também possui a função de líder espiritual da tribo. Ele conhece os meios de entrar em contato com os espíritos e deuses protetores da tribo.

Muitas lendas indígenas eram ensinadas pelos pajés; vamos ver uma delas: A lenda da Vitória Régia, muito conhecida na região Norte do Brasil, surgiu de algumas crenças indígenas da tribo tupi-guarani a respeito dos deuses. E era essa lenda que os pajés contavam para explicar o surgimento da planta Vitória Régia. 

Há muito tempo atrás, na tribo dos índios tupi-guarani, contavam uma história em que a lua, que era chamada de Jaci pelos índios, era um lindo deus guerreiro e que quando a noite começava Jaci beijava os rostos das mais belas virgens índias da aldeia. Ele as namorava e sempre que se escondia atrás das montanhas escolhia uma moça para levar consigo.  Quando isso acontecia, a moça deixava a sua forma humana e virava uma estrela.

Essa história era contada para todos da tribo, e uma jovem muito bela e guerreira, chamada Naiá, era apaixonada pela lua e queria muito ser levada e transformada em uma estrela. Os anciãos da tribo dela alertava a índia, pois quando uma moça era levada por Jaci e nunca mais voltava: Deixavam de ser humana. Mas Naiá não se importava, o que ela queria mesmo era ser uma estrela a brilhar no céu. 

Todas as noites ela ia à procura da lua, sempre a seguia em todo lugar que estivesse. Fazia cavalgadas pelas montanhas, pelas matas, subia e descia os montes, mas não conseguia alcançar Jaci e nada lhe acontecia. 

A jovem índia começou a ficar obcecada, parou de comer e de beber, só pensava na lua e em nada mais. Em uma linda e iluminada noite, Naiá parou um pouco sua caminhada e chegou perto de um riacho para descansar e beber um pouco de água.

Ao se aproximar das águas do riacho viu a lua refletida na água, imediatamente a índia achou que Jaci havia descido do céu para encontra-la e sem pensar duas vezes, Naiá se atirou dentro da água de encontro ao seu amado deus. 

Ela estava tão deslumbrada com seu desejo de ser levada pela lua que depois de pular dentro da água se deu conta que era apenas um reflexo, tentou sair, mas não conseguiu, a índia acabou se afogando dentro das águas e nunca mais foi vista por ninguém. Ao ver o que havia ocorrido com Naiá, Jaci, o deus da lua, ficou muito comovido e quis encontrar uma forma de recompensar o sacrifício feito pela bela jovem. 

Foi então que ele a transformou em uma estrela das águas, essa seria uma estrela única e deferente de todas as outras. A Vitória Régia é uma planta aquática, suas flores são brancas e só se abrem a noite, para serem iluminadas pela lua, exalando um perfume muito agradável.

Voltando a historia da escrava branca salva pelos índios que passou a ser chamada de Vitoria, por causa da lenda da Vitoria Régia, pois ela era branca como a flor da planta aquática que tinha os azuis cintilantes em suas pétalas como o azul dos olhos da moça. Como ela insistia em ser chamada por Inácia; Passou a ser chamada de Vitoria Inácia. 

Ali entre os índios Puris aquela escrava branca agora tratada com carinho e cuidada pelas índias mais velhas, pois era assim naquela comunidade indígena as mais experientes cuidavam como mães das mais novas. 

Inácia agora escondida e guardada pelos índios Puris passa a viver entre sua nova família a família dos selvagens e fortes contra os inimigos e homens maus, mais benevolentes e protetores dos homens bons os índio Puris da Bocaina. Seu nome Inácia é trocado por açucena agora batizada pelo Pajé da tribo: Que quer dizer branca e singela, a escrava branca e adolescente vive agora livre em meio a sua nova família a Vitoria Inácia ou Açucena.

Assim como na chegada de Chico Itaúna a pedra preta cercada de curiosidades das índias solteiras. Vitoria Inácia a Açucena foi cercada pelos índios jovens e solteiros que nunca viu uma moça tão branca e doce como aquela. 

O escravo Chico Itaúna negro por natureza fugitivo que vivia ainda com os índios Puris saiu a caça e ensinava aos índios a arte da caça das tribos africanas arte aprendida com seu avô que tinha sido cacique de sua tribo de origem dos Zulu: Zulu é o maior grupo étnico na África do Sul, sendo a sua população de mais ou menos 11 milhões de pessoas   e eram considerados como cidadãos de terceira classe durante o regime do apartheid.

APARTHEID A SEGREGAÇÃO RACIAL NA AFRICA: A Apartheid foi uma política de segregação social ocorrida na África do Sul entre 1948 e 1994, com a ascensão do Partido Nacional, cujo governo foi composto por uma minoria branca. O país foi governado por esta minoria que adotou desde 1948 uma política de segregação racial. 

Com o fortalecimento do regime entre as décadas de 1960 e 1970, uma forte oposição se fez presente. O Partido Nacional tinha como parâmetro as ideias de superioridade racial branca e para manutenção de seu governo e desse sistema investiu em vigilância e repressão constantes. 

Os casamentos entre brancos e negros eram proibidos e o ato sexual de brancos com não brancos, se descobertos, eram punidos com prisão. Somente brancos atuavam nos cargos diretivos do governo, no parlamento e eram eles os proprietários de terras produtivas. Já aos negros cabia o trabalho como mão de obra barata nas fazendas, nas minas e na indústria.

Além disso, a circulação pelo país era restrita e controlada por diversos documentos de identificação ou passes e salvo-condutos. A burocracia foi uma importante estratégia de controle sobre mulheres e homens negros e sua livre circulação pelo país. Nelson Mandela foi o maior defensor dos negros durante a segregação racial, lutou contra o racismo e ficou preso por 27 anos. A apartheid representou a transformação do racismo em lei na África do Sul - a segregação racial foi legalmente aceita entre 1948 e 1994. 

Os zulus que eram considerados pela apartheid terceira classe das criaturas; São povos que vivem na África, mais especificamente na região da África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique Atualmente os zulus, tem expansão e poderes políticos restritos, mas no passado, foi uma nação guerreira que resistiu ao máximo à invasão Imperialista Britânica e Bôeres no século XIX.

Eles moram em cabanas, feitas de palhas de árvores próprias das florestas tropicais e em forma circular, sem janelas e facilmente desmontáveis. Na filosofia do povo Zulu; Os homens vivem para a caça e para a guerra. Todos os ensinamentos de caça dos Zulus foram passados para Chico Itaúna que agora passa os costumes milenários das tribos da África antiga. O avô do escravo descendente dos reis Zulus com seu olhar altivo de cacique, embora sendo escravo judiado não perdeu sua dignidade dos chefes das tribos. 

Com sua voz forte de trovão ensinava os costumes da tribo os Zulus para Chico Itaúna: Na tribo Zulu quando um rapaz tinha idade suficiente para passar a guerreiro, era despojado das roupas e, todo o seu corpo, pintado de branco, davam-lhe a seguir um escudo para se proteger e uma azagaia ou pequena lança para matar animais ou inimigos. 

Soltavam-no então dentro do mato. Quem o visse, ainda enquanto estivesse pintado de branco, deveria caça-lo e mata-lo. E esta tinta branca levava cerca de um mês para desaparecer. Por isso o rapaz era obrigado a ficar no mato durante um mês viver da melhor forma que pudesse.

Durante um mês era está a sua vida, tanto sob um calor ardente quanto sob chuva ou frio. Quando finalmente a pintura branca desaparecia, ele podia regressar à sua aldeia. Era recebido então com grande alegria e permitia-se que tomasse seu lugar entre os jovens guerreiros da tribo. 

Mas eles não eram enviados nas matas fechadas sem os treinamentos dos caciques que eram exímios guerreiros ali no meio das florestas entre os animais ferozes, o índio tinha que ser o caçador e predador e ao mesmo tempo presa e mais um na cadeia alimentar daquele lugar. 

Tinha que se proteger e caçar usando as técnicas de caça de se esconder e também lutar pela sobrevivência. Chico Itaúna o homem de pedra como era chamado saia para a caça e trazia suas caças para a tribo Puris, e sempre quando chegava à aldeia da Bocaina de Botafogo, tinha festa e o que não faltava no fogo das fogueiras improvisadas eram as carnes dos animais. 

Quando Chico Itaúna chegou jovem negro e bonito, forte e valente foi recebido com festa e logo apresentado para a escrava branca de olhos azuis e singela, muito bela com seus cabelos claros agora soltos sem os lenços protetores e o grande chapéu de palha que sombreava seu rosto.

O homem de pedra Itaúna abre um sorriso com seus dentes brancos cuidado com ervas e ossos de animais, pois era assim que cuidavam dos dentes e hálitos com plantas dos ensinamentos dos ancestrais: Sem tecnologia, itens tirados da natureza faziam sucesso na busca pelo sorriso perfeito. Antigamente o homem já fazia bochechos com uma mistura de hortelã e água para deixar o hálito mais agradável, portanto naquela tribo o cultivo da hortelã era fundamental para manter o hálito saudável. Alguns povos usavam galhos, folhas de árvores e penas para essa função. 

Outros, pequenas lascas de madeiras entendidas como palitos e há até os que usavam as próprias mãos para fazer a higienização bucal com plantas que criavam em suas resinas espumas amargas mais eficazes na limpeza bucal. Ao ver aquele sorriso bonito e simpático daquele grande e forte ébano, pois Chico Itaúna destaca-se por sua altura com quase dois metro de altura e seus ombros largos e fortes que parecia ter muito mais de dois metros em sua altura.

Vitoria Inácia; a Açucena nome dado pelo Pajé por sua pele branca e singela ficou encantada e seu pequeno coração de moça nova nunca tinha batido tão forte, parecia que ia saltar de seus lábios rosas por natureza. Não podia negar; alguma coisa aconteceu com ela a partir daquele momento sentiu que estava diante do homem de sua vida, e olha que aquilo não era algo comum como nos dias hoje. 

Quando as jovens se apaixonavam era única sua paixão. Itaúna agora suado pelas caçadas e cansado da longa caminhada carregando junto com o pequeno grupo de caçadores as carnes das caçadas, pede licença para a moça bonita de olhos tão azuis que nunca fora visto por ele.

O índio Barnabé Crescêncio o Coto amigo agora mais que irmão do Itaúna o homem de pedra; como gostava de ser chamado, índio que cresceu nas fazendas dos brancos, mas quando adolescente foi resgatado de seu cativeiro pelos Guerreiros Puris que eram homens treinados e guerreiros que resgatavam os índios Tupis e Guaranis dos jugos dos brancos em busca de servidão. Chamada como a bandeira de caça aos índios no Brasil do século dezessete: 

Neste período inicio o ciclo da caça aos índios, os holandeses dominaram vários pontos africanos em que os portugueses obtinham escravos. Com pouca quantidade de escravos para atender as necessidades dos fazendeiros e senhores de engenho brasileiros, ocorreu uma procura maior por mão-de-obra escrava indígena.

Foi então que muitos bandeirantes, principalmente paulistas, aproveitaram a situação para entrar neste negócio. Agora pergunto os Bandeirantes eram heróis ou vilões da historia Brasileira. 

A corrupção e busca pelo o ouro não é coisa nova no Brasil. As bandeiras de caça ao índio foram expedições (bandeiras) organizadas por paulistas (bandeirantes), que tinham como objetivo capturar e aprisionar indígenas. Estes eram vendidos para servirem de mão-de-obra, principalmente na agricultura. A maioria das bandeiras de caça ao índio foi em direção ao sul do Brasil, pois nesta área havia maior concentração de aldeamentos indígenas controlados pelos jesuítas.

A preferência pelos indígenas dos aldeamentos do sul também tinha outra justificativa. Os índios destes aldeamentos já estavam acostumados com o trabalho agrícola, em função dos ensinamentos dados pelos jesuítas. Estes indígenas trabalhavam no plantio e colheita destes aldeamentos. Como conheciam o trabalho, era uma mão-de-obra que os bandeirantes conseguiam obter maior valor de venda. 

A maior parte dos indígenas capturados por estas bandeiras foram vendidos para fazendeiros de São Paulo. Mas a Capitania do Rio de Janeiro e os senhores de engenho do Nordeste também compraram esta mão-de-obra, embora em menor quantidade. E foi em uma destas caçadas que o menino Barnabé Crescêncio foi levado para a venda como um escravo branco.

Comprado junto com alguns índios que foram amarrados e trazidos para a escravidão em Minas Gerais comprado na grande feira de São Paulo não tinha hortigranjeiros, mas sim homem e mulheres em comum acordo dos Jesuítas que treinavam para valorização dos preços por causa do conhecimento nos cultivos do roçado. Os Bandeirantes que eram os mercadores desta mercadoria útil para os senhores dos cafés e engenhos de açúcar.


Amarrados a uma carroça e cercados por quatro capangas que na verdade eram matadores profissionais. Com aqueles quatro não tinha perdão a tentativa e a força para escapar era punida com agressões e torturas. Barnabé Crescêncio menino novo ágil e bom por sua natureza foi tirado de sua família pelos Jesuítas e agora vendido para as terras mineiras como escravo dos cafezais pelos Bandeirantes.

Neste tempo tinha surgido a lenda do cavalheiro fantasma que diziam entre os índios e escravos que era a alma de uma mistura do índio branco com um escravo negro que voltava dos mortos para assombrarem os cafezais e seus senhores e saiam nas caladas das noites de lua cheia em busca de vingança e sangue dos brancos. 

O cavalheiro fantasma que surgia em seu cavalo preto chamado Ébano cujos olhos eram chamados de chamas de fogo, montado no cavalo Ébano saia o vingador assombrado cuja finalidade era a caça e morte dos senhores e capatazes assim como a libertação dos índios escravos brancos e os negros. 

A meia noite saia o bando do cavalheiro fantasma em busca de sangue com sua tropa de encapuzados chamados de bando das trevas, pois vestiam com roupas toda de preto e ninguém sabia sua origem. Este grupo aterrorizavam os Senhores e nas noites de lua cheia o bando colocava terror com suas armas em formas de tridentes com flechas venenosas em suas pontas caçando feitores de escravos e a soltura dos escravos que eram libertados e suas senzalas queimadas...

Como lutar com aqueles agentes das trevas os vingadores do cavalheiro fantasma. O medo e terror invadiam as noites e todos ouviam o tropel do cavalheiro e seu bando. Feita de chifre dos carneiros se ouvia ao longe antes dos ataques e queimadas com as solturas dos escravos que sumiam cobertos pela negridão da noite. Ouvia o som parecido com um berrante ou shofar dos Hebreus, alguns diziam que era o som do inferno para os senhores dos cafezais, mas para os escravos era o som do céu e de sua liberdade... 

Os escravos capturados eram levados para um lugar chamado à floresta dos malditos, pois todos que entravam naquelas matas fechadas nunca mais saiam para contar a historia daquele lugar que nem índios nem escravos ou homens brancos por mais coragem que tinham não entravam adentro daquele lugar sinistro e funesto. Na sua entrada havia esqueletos de feitores e capangas. A lenda entre os índios era que naquela mata morava o cavalheiro fantasma com seus cavalheiros das trevas.

Barnabé Crescêncio agora estava preso amarrado a carroça com sede e com fome fragilizado pelo cansaço da dura e comprida viagem. Todos os dez escravos comprados a peso de ouro estavam fracos por causa da inanição careciam de alimentos para se fortalecerem. Neste momento a escuridão começa a alcançar aquela tropa constituída dos dez escravos indígenas, o carroceiro apelidado de Bagaça, pois gostava de se embriagar com a cachaça guardada em sua cuia de cuité. 

Neste momento se ouve a ordem de parada iam acampar a beira do rio próximo a hoje Coronel Pacheco. O nome da cidade homenageia o Coronel José Manoel Pacheco (1838-1914), que foi vereador em Juiz de Fora nas legislaturas de 1873-76, 1898-1900 e 1905-07. Mas naquele tempo se chamava; Agua Limpa:

O município teve origem no antigo povoado de Água Limpa, depois conhecido por Triqueda, que tornou-se distrito de Juiz de Fora em 31 de julho de 1890. Posteriormente, a sede do distrito foi transferida, definitivamente, para o povoado de Lima Duarte, renomeado Água Limpa. Água Limpa pertenceu, entre 1938-43, ao município de Rio Novo, retornando a Juiz de Fora após esse período. Em 30 de dezembro de 1962, se emancipou de Juiz de Fora, adotando a denominação de Coronel Pacheco. 

Ali naquele lugar a escuridão tomou conta da noite, o silencio fúnebre era quebrado apenas pelos estalos da fogueira. Os escravos cansados não conseguiam dormir por causa da fome tinham comido apenas mandioca crua e dura. Os capatazes se revezavam em dupla para vigiar e guardar o acampamento, sabiam que breve chegariam ao seu destino. De repente se ouve o som tenebroso do shofar que como um grito de liberdade ecoou quebrando o silencio da noite.

Os capatazes que vigiavam ficaram atentos os que dormiam sabia que era uma emboscada do cavalheiro das trevas e seu bando de encapuzados infernais. Com suas armas chamadas: pistola de pederneira, as primeiras foram feitas no século dezessete. Era um mecanismo feito para substituir o fecho de mecha, consistia em uma pedra de sílex presa no percussor, que após ser acionado, provocava uma faísca que detonava a pólvora. 

Mas estas armas a escuridão da noite e a luz da fogueira criavam um alvo fácil para as flechas certeiras do cavalheiro das trevas e seu bando. Quatro flechadas se ecoou na calada da noite acertando os alvos dos capangas que cem imobilizados pelas flechas envenenadas com fortíssimo soníferos extraídos das plantas manipuladas pelo pajé dos índios Puris.

Naquele momento a garganta começa fechar com o choque anafilático as vistas escurecem e as pernas ficam bambas e não mais suportam o peso do corpo e caem no chão desfalecidos os homens maus e algozes dos índios escravos brancos daquela comitiva. Neste momento a figura daquele cavalheiro alto, pois dizia que a lenda tinha a aparência de três metros de altura um gigante forte e impiedoso com os escravagistas. 

Escravagistas: Homens que defendiam a escravatura, a escravidão; Chamados também de escravocrata. Que eram partidário do escravagismo, do sistema segundo o qual algumas pessoas devem ser privadas de sua liberdade, por servidão, especialmente os negros e agora com os Jesuítas e Bandeirantes os índios.

Com golpes certeiros de sua lança em forma de tridentes o Cavalheiro das trevas mata a cada um dos quatro capatazes e matadores de aluguel torturadores de índios e escravos. Seus corpos são pendurados e uma marca foi colocada a fogo no corpo uma marca de caveira como símbolo da morte; Sinal e aviso do Cavalheiro contra todos que subjugavam com maldade os escravos. 

Um aviso de mudanças ou tratavam bem seus escravos ou teriam a visita do bando das trevas. Na mesma hora alimentos de mandioca cozida e frutas como banana, laranjas e abacaxis assim como gomos da cana açucarada para os escravos índios novos ainda em sua adolescência. O cavalheiro olha para Barnabé Crescêncio e logo uma empatia se deu entre os dois. O cavalheiro sabia que ali estava um ótimo ajudante para seu bando, o cavalheiro olha para o carroceiro Bagaça e diz para ele contar a historia para todos na venda do seu Joaquim na Vila de Tabuleiro.

De repente em um abrir e fechar de olhos o cavalheiro desaparece na escuridão da noite levando com ele o seu bando e os escravos índios brancos que desapareceram e aqueles índios nunca mais foram visto por aquelas bandas. A pergunta era constante na Vila de Tabuleiro; para onde eram levados aqueles que desapareceriam juntos aos barulhos dos tropéis dos cavalos. 

O mais rápido possível o Bagaça pegou um dos cavalos ainda atrelados e em galope correu para a fazenda do seu Firmino que parecia dono e chefe maior daquelas redondezas. Diz a historia que enriqueceu explorando a vendas de escravos e das terras tomadas pela força e miras dos seus capangas matadores de alugueis. E logo que contou o enredo fúnebre de sua viagem correu para a venda do seu Joaquim o Bijoia.

Ali começa a contar a sua versão estava ainda sem sono quando ouviu um som como se fosse um gemido de uma alma penada foram três gemidos como se anunciando o ataque, logo os ouvidos aguçados dos quatro capangas dos dois que estavam acordados e ou outros dois que estavam cochilando em uma ronqueira só disse Bagaça. 

De repente como um raio quatro flechas certeiras atingiram os pescoços dos homens que caiaram sem direito a um gemido, e nem tempo de atirarem com suas pistolas pederneiras. De repente surge diante dele alumiado pela fogueira aquele cavalheiro e seu cavalo que soltava fogo em suas respiradas, o cavalheiro com um salto só empunhando uma arma branca:

A alabarda que era composta por uma haste pequena que tinha na ponta, afiada, uma espécie de machado, e em quatro golpes certeiros cortam na rapidez de um corisco os pescoços dos capangas do seu Firmino que não tiveram tempo de se defenderem. Com uma voz rouca de trovão o cavalheiro da uma ordem e quando a ordem saia de sua boca todos tremiam diante aquele mandamento. A ordem era que pendurasse os mortos nos galhos das arvores e neste momento o cavalheiro usa novamente a sua alabarda cujo fio brilha com a luz da fogueira improvisada. 

Neste momento o cavalheiro das trevas deixa a marca como um aviso para todos que maltratassem índios e escravos um xis era colocado sinal de eliminação e destruição de todos os covardes; sejam senhores, capangas e feitores todos estavam agora na mira do cavalheiro das trevas e seu bando infernal.

Seu Firmino quando vê os corpos de seus capangas solta brado de maldições e seus gritos se ouvia ao longe e jura ali diante dos mortos que destruiria o bando e o cavalheiro. Mas como matar e destruir uma alma penada que voltou das trevas para assombrar a todos os fazendeiros da região. Assim cresceu naquela região as façanhas do cavalheiro das trevas e seu bando. Com a lenda os fazendeiros começaram a tratar bem os seus escravos e colonos. 

Não havia mais os roubos das terras e os escravos das Quilombeiras tinham a paz. Ate que um dia foi proclamado a Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país.

Agora os índios selvagens deixam suas terras próximas às cidades e começam a adentrar ainda mais pelas florestas desaparecendo e refugiando pelas grandes matas. Com os fazendeiros agora sossegados e com o tratamento mais humanizados o Chico Itaúna pode descansar junto a sua amada nas terras aquilombadas de Botafogo. Ali cria sua família a família do Francisco o negro da tribo Zulu com sua amada e não se houve mais falar do terrível e temido cavalheiro de três metros de altura o fantasma do cavalheiro das trevas. 

Mas dizem que muitos colonos escutam os rastros das correntes e os urros de um cavalheiro nas noites de lua cheia ouviam o tropel de seu bando provocando calafrio e temos entre os senhores de engenho e cafeicultores. Diz o Bagaça no botequim do Bijoia que era um aviso ou tratavam bem seus empregados ou receberiam a visita do justiceiro vingador o cavalheiro das trevas.

Entre uma pitada e outra do velho é bom Chico com seu cigarro de palha com seu fumo de rolo. Francisco homem velho de idade com rugas da dureza do tempo, cabeça branquinha com suas cãs pichainho, me diz com uma voz forte do cavalheiro vai deitar netinho tá tarde. Neste momento me levanto dou um beijo naquela mão de herói e respondo “boa noite vô Chico, sua benção”. 

Neste momento viro encostado no umbral daquele casebre que era nosso lar e vejo uma lagrima cair dos olhos do Francisco Itaúna; A pedra preta. Saudade não apenas ainda desejo de vingança das hostilidades e crueldades dos homens ricos e brancos!!!

Em manhã fria de inverno Chico Itaúna fecha seus olhos pela última vez, no colo de sua veia a Açucena de olhos azuis da cor do céu. O velho Chico só tinha um pedido que logo foi atendido pelos filhos dos escravos das terras Quilombeiras. Lança o meu corpo no rio, pois um dia voltarei em forma de um grande peixe vigiando as águas e terras de maldades. 

E neste dia quando anoitecer o grande peixe se transformara nos temível Cavalheiro das Trevas e seu bando para libertar os oprimidos daquele vilarejo. em um beijo suave e doce despedi do meu velho avô e logo vi o seu corpo de pedra desaparecer nas águas caudalosas do rio, descanse em paz Velho Chico Itaúna o Pedra Preta...

A lenda do cavaleiro ainda continua nas noites de lua cheia com o relincho do seu cavalo e o som do shofar; anunciando que o guardião estava a espreita e com isso ouve paz por aquelas bandas nas terras vermelhas do sertão no tropel do bando dos justiceiros!!! 



FIM... Oswaldo de Souza...