MENSAGEM DA CRUZ

MENSAGEM DA CRUZ
ESPAÇO LITERARIO SOBRE A MENSAGEM DA CRUZ :

sexta-feira, 26 de abril de 2024

TRAJETORIA DE UMA VIDA OU CURRICULUM VITAE: UMA AUTOBIOGRAFIA!!! UMA COLETANIA DOS MEUS 250 LIVROS GRATUITOS POSTADOS: LIVRO NÚMERO CINCO - ESCRITOR OSWALDO DE SOUZA!!!


O que é um curriculum vitae? - Curriculum vitae que significa currículo, em português, é um termo proveniente do latim, e significa trajetória de vida.

INTRODUÇÃO VISÃO NO ALTO DO MONTE:

Depois da minha conversão, neófito ainda Deus me deu uma visão: Estava em cima de um alto monte sobre uma grande cidade, de repente eu vejo as pessoas saindo de suas casas e aquela visão de casas torna-se visões de pessoas sedentas e famintas, mas não de água ou alimento e sim da palavra de Deus. Neste momento eu ouço uma voz que me diz prega a minha palavra em tempo e fora do tempo.

“Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina”. 2 Timóteo 4:2...

2 Timóteo 4:1 - Eu te encorajo solenemente, na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, por ocasião da sua manifestação pessoal e mediante seu Reino: 2 - Prega a Palavra, insiste a tempo e fora de tempo, aconselha, repreende e encoraja com toda paciência e sã doutrina. 3 - Porquanto, chegará o tempo em que não suportarão o santo ensino; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, reunirão mestres para si mesmos, de acordo com suas próprias vontades.

Levarei minha palavra a todas as nações e continentes através do seu ministério. Na verdade uma promessa onde vi uma grande possibilidade de expressar as verdades de Deus naquele momento, pois congregava em uma igreja universal e um grande ministério no centro da cidade e com programas de radio e varias manifestações evangelísticas e possibilidades missionarias. Alguns anos depois recebi de Deus uma visão, mas não era uma visão de multiplicação e sim uma visão de um ministério familiar com um trabalho de famílias.

Questionei a Deus perguntando como pode suceder isto? Deus me respondeu “A TEMPO PARA TUDO”: Cada coisa no seu tempo... - (Eclesiastes 3)...

Como é difícil esperar pelo tempo de Deus, ainda que a palavra nos fale que há um tempo, para cada coisa debaixo dos céus, que há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Aqui dentro no nosso coração existirá sempre uma incompreensão e pressa, uma resistência em compreender e aceitar o chamado tempo determinado por Deus.

Pois muitas vezes queremos fazer no nosso tempo e ai eu chamo de ministério da fruta verde, se ela não amadurecer fica impossível de comê-la. Chamo também:

MINISTÉRIO DO NEOFITISMO!!!

Por isso elevo meus pensamentos a Deus a cada manhã e pedir com todas as minhas forças que Ele me ensine a esperar por seu tempo, que Ele me de paciência e sabedoria para compreender os propósitos e momento Dele para a minha vida e, sobretudo que Ele abra minha mente e meus olhos para que eu possa ver e aceitar, compreender as boas novas da sua palavra seja: LOGOS (no tempo) ou REMA (fora do tempo ou em todo o tempo).

MEU MINISTÉRIO:

Comecei na obra do Senhor com uma iniciativa própria. Fui na antiga e já fechada loja “A Casa da Bíblia” e comprei mil folhetos ai eu estava dando o primeiro passo para meu ministério. Chegava meia hora mais cedo na igreja com os folhetos que havia comprado com meu dinheiro e distribuía aos transeuntes.

Depois como “Missionário do Lar” batendo de casa em casa em casa pregando a palavra de Deus. - Passei a buscar os perdidos: Mendigos e prostitutas nas esquinas do centro de minha cidade entregando folhetos e orando por cada um deles. Depois fui para os hospitais todos os domingos visitando quem eu não conhecia para dar animo e esperança através da palavra de Jesus Cristo.

Depois destas coisas passei a ir todos os domingos com pequenos grupos pregando e fazendo orações aos grupos que paravam para ouvir minhas pregações e deprecações. Passei a fazer pequenas viagens nos coletivos dos bairros, e ali no ônibus entrava no centro da cidade para os Bairros distribuindo folhetos e quando o motorista permitia fazia pequenos cultos, com pequenas mensagens.

Preguei a palavra nas praças, centros espiritas, programas de radio, hospitais, nas esquinas da cidade em hora de grande movimento, na minha casa para os meus, nos botequins aos amigos, nos vestiários de campo de futebol. Portanto fiz minha parte e deixei meu legado.

O seminário não foi minha escola o púlpito das igrejas não foi minha escolha, apenas fiz e Deus me conduziu. E Hoje como escritor, historiador e pesquisador bíblico esforço-me na luta incansável da obra de Deus: Alcançar o mundo com seus continentes, países e cidades com um único objetivo levar a palavra transformadora do evangelho de Jesus Cristo. Tudo para honra e a gloria de Nosso Deus vivo e real...

EU ACORDO COM FOME:

Eu acordo com fome, com muita fome, mas com tanta fome que esqueço até de comer algo, minha fome é de pregar o evangelho!!!

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregue o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. Marcos 16:15,16... Esta é a principal ordem de Jesus a sua igreja, fazer isto é um ato de obediência aos mandamentos de Deus. - Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. João 14:21...

Comecei a matar minha fome de pregar o evangelho com um seminário chamado missionário do lar, a partir dai não parei mais, foram muitos domingos e feriados nesta busca incessante de falar de Jesus. De maneira pessoal aos meus próximos; Casa (família), trabalho, amigos de futebol e de infância... 2 Timóteo 4:2 - Prega a Palavra, insiste a tempo e fora de tempo, aconselha, repreende e encoraja com toda paciência e sã doutrina...

EM TODA LINGUÁS E NAÇÕES:

Agradeço a Deus pela inspiração e auxilio nesta jornada gratificante de semear a palavra Dele pelo mundo EM TODAS AS LINGUÁS E NAÇÕES, são cento e sessenta livros: Livro de pesquisas, compilações, revelações e mensagens. Vários Salmos pela manhã, como uma devoção diária que traz em seu conteúdo pequenos salmos inspirados por Deus pela manhã.

Frases de um sonhador de Deus, um livro que trazem reflexão e meditação. Na ação do Espirito Santo escrevo livros inspirados que identifica a ação e mover poderoso do Espirito de Deus na igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo, Conto historia da minha vida contada em crônicas. E mais estudos sobre a salvação de Deus....

São mais de mil e setecentas com o objetivo de alcançar duas mil mensagens postadas e ainda muito mais sendo preparadas para postar além de crônicas escritas com quase em suas maiorias já postadas. Todas as publicações com tradutores em linguagem universal colocando em viabilidades de todos entenderem e com isso podendo ser edificados pelas mensagens escritas no blog “EU AMO A MENSAGEM DA CRUZ, COM A IDENTIDADE DE MAURÍLIO777”.

Agradeço a Deus em sua bondade que permitiu através de Jesus Cristo e seu Espirito Santo inspirador a esta benção, trazendo muita alegria ao autor deste livro...

Hoje a promessa de Deus é cumprida em minha vida são mais de cinco mil cidades distribuídas em quase cento e cinquenta nações, mostrando que Deus é fiel. Diariamente são mais de trezentas de visualizações em um total de mais de um milhão de visitações.

Deus me deu um ministério que mesmo dormindo ou viajando, assim como pregando nos púlpitos da igreja ao mesmo tempo na duplicidade e bilocagem não minha, mas da palavra transformadora do evangelho que esta sendo espalhada por todo o mundo conforme a visão da promessa de Deus. Amém!!!

MEU PASTORADO:

Um dia fizeram-me a seguinte pergunta: PASTOR como o Senhor Conseguiu chegar ao PASTORADO? Simples, vou te contar um pouco da minha história: Perseguiram-me, não saí da Igreja. Difamaram-me, não saí da Igreja. Caluniaram-me, não saí da Igreja. Acusaram-me, não saí da Igreja. Fiquei enfermo, não saí da Igreja. Fiquei desempregado, não saí da Igreja. Fiquei sozinho, não saí da Igreja. Não me deram oportunidade, não saí da Igreja.

Não me consagraram, não saí da Igreja. Não me incentivaram, não saí da Igreja. Não me abraçaram, não saí da Igreja. Fiquei sem carro, não saí da Igreja. Tive problemas pessoais, não saí da Igreja. Tive problemas familiares, não saí da Igreja. Zombaram de mim, não saí da Igreja.

Não me visitaram, não saí da Igreja. Não aceitaram minha opinião, não saí da Igreja. Minha oração não foi respondida, não saí da Igreja. Fiquei deprimido, não saí da Igreja. Sofri preconceito, não saí da Igreja. Desprezaram-me, não saí da Igreja. Quem ajudei me abandonou, não saí da Igreja. Quem ajudei me apedrejou, não saí da Igreja. Quem ajudei foi ingrato, não saí da Igreja.

Quando errei não fui compreendido, não saí da Igreja. Quando me arrependi e não recebi compaixão, não saí da Igreja. OLHA MEUS IRMÃOS: Deus tem prazer em levantar para o santo ministério aquele que suporta os processos e permanece, Deus sempre honra quem tem prazer em congregar. Frutifique onde Deus te plantou, crie raízes profundas e se prepare para ser usado nas mãos de Deus. Deus te abençoe!!!

QUEM SOU EU? UM SERVO UNICISTA:

Quem sou eu? Tenho um coração quadrangular! Pertenço à assembleia dos santos! Sigo os métodos dos metodistas! Sou um anabatista! Pertenço à igreja universal! Sou adorador e alguém que louva a Deus nas comunidades! Busco um amor ágape! Reúno em um templo de milagres! Sigo a cruz do calvário! Vivo na igreja de Deus! Congrego na igreja mundial do poder de Deus. Tenho uma vida nova com Jesus!

Jesus me fez viver uma nova vida! Sou congregacional! Tenho vontade de orar no jardim das oliveiras! Chorei com o Getsêmani! Sou pescador de almas! Navego nos mares de Deus! Mergulho no oceano de bênçãos! Portanto sou um cidadão do céu! Que deseja mudar para uma cidade celestial, Jerusalém! Que almeja viver a cada dia o primeiro amor!

Enfim: jejuo. Ensino. Sirvo. Unifico. Sonho os sonhos de Deus para minha vida, Amém... SOU E SEMPRE FUI E SEMPRE SEREI UM TRABALHADOR DA OBRA DO DEUS CRIADOR, SOBERANO E ETERNO!!!

QUEM É VOCÊ?

QUEM SOU EU? UM SERVO QUE FOI MUITO JULGADO!!! – QUE POR DEUS FOI PERDOADO: Quem é você que julga o servo alheio? Aquele que cuida do solo, que ara o campo, que semeia a semente, que cuida da arvore frutífera, aquela que você colhe o fruto e come desfrutando de seus renovos. Quem é você que julga o soldado de Deus?

Aquele que sai para a guerra, aquele que coloca sua vida em risco, aquele que sai derrubando fronteiras, aquele que luta com gigantes, para que você desfrute tempo de paz... - Quem é você que julga o servo de Deus?  Aquele que sai pela vida, aquele que cuida dos feridos e doentes espirituais, Aquele que chora com os que choram aquele que sofre com o sofrimento alheio, aquele que cuida do rebanho de Deus, para que você coma das carnes de seus gados...

Portanto todo trabalho do homem é participante da atividade de Deus, e na bíblia não foi só Jesus que trabalhou homens dedicados, trabalhadores fizeram o seu serviço nesta obra. Toda a atividade do Criador é apresentada com uma linguagem humana, que compara as mãos de Deus com as nossas. Ele faz o que nós fazemos.

Se nós trabalhamos, é porque somos semelhantes a Deus. Deus foi oleiro, Nós cuidamos dos vasos, Deus foi jardineiro, nós cuidamos do seu jardim, Deus foi medico, nós somos seus enfermeiros e cuidamos dos restabelecidos, Deus foi pastor, nós cuidamos de suas ovelhas...

Quem foi Miriã e Arão para julgar Moisés? Ficaram leprosos. Quem foi ló para julgar a Abraão? Tornou-se cativo em Sodoma. Quem foi Esaú pra julgar Jacó? Perdeu sua primogenitura, quem foi Judas para julgar Jesus?  Morreu por trinta moedas. Quem é você para julgar o servo de Deus? - Não é bom tocar em um ungido do Senhor - Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas.

Salmos 105:15 - E disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do SENHOR, estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido do SENHOR.

E com estas palavras Davi conteve os seus homens, e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul; e Saul se levantou da caverna, e prosseguiu o seu caminho. 1 Samuel 24:6,7. - Não toques no Servo de Deus: Porque o SENHOR defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam lhes tirará a vida. Provérbios 22.23...

O erro de muitos é não conhecer os termos das alianças que o Senhor firmou com o Seus servos. Quando Golias amaldiçoou Davi (1 Sm 17.43), o filisteu cavou sua própria cova, pois, naquele momento, mesmo sem saber, colocou o poder divino operando contra si mesmo. Davi, por conhecer o que o Todo-Poderoso havia prometido a Abraão e, por extensão, aos seus servos: Gritou que, naquele mesmo dia, Deus derrubaria aquele adversário e o colocaria em suas mãos (v. 46)...

DEUS É O DONO DA OBRA NÓS SOMOS SEUS TRABALHADORES!!!

 

Deus te abençoe!!! Oswaldo de Souza.


 

AMAZING GRACE – MARAVILHOSA GRAÇA: A MISERICORDIA DE DEUS SOBRE UM GRANDE PECADOR!!!


 


Como composição de ex-traficante de escravos virou hino contra a escravidão. Por muitos perigos, labuta e armadilhas/Eu já passei/Essa graça me trouxe seguro até aqui/E a graça vai me conduzir até minha casa. Esse é um trecho, em tradução livre para o português, de um famoso hino cristão escrito em inglês no século 18, Amazing Grace.

Para negros escravizados e seus descendentes, essas palavras se tornaram um símbolo de resistência e esperança, mas o surpreendente é que um de seus autores havia sido no passado um capitão de navios negreiros e compôs o hino inspirado em uma experiência pessoal a que ele atribuiu o resgate de sua fé.

Era março de 1748 e o inglês John Newton (1725-1807) estava à frente de mais uma viagem transatlântica como capitão de um navio negreiro. Mas, naquele momento, uma forte tempestade alterou o seu destino: em perigo, sua fé cristã renasceu e o fez mudar completamente de vida, a ponto de anos mais tarde, tornar-se um abolicionista.

O navio quase se rompeu e algumas pessoas morreram, mas ele foi resgatado e passou por uma transformação religiosa. Sua fé cristã começou a retornar, diz Tim German, um voluntário no Museu Cowper and Newton, em Olney, na Inglaterra.

Depois do susto, Newton ainda fez mais três viagens entre 1750 e 1754 como capitão de navios negreiros — as rotas que ele fazia costumavam sair da Inglaterra, passar pelo continente africano (principalmente na costa da Guiné) e pelas Índias Ocidentais. Em 1754, um ataque convulsivo o forçou a abandonar a vida no mar.

Em 1764, Newton foi nomeado pároco de uma igreja anglicana na cidade de Olney, a noroeste de Londres, e logo ganhou popularidade como pregador e escritor de hinos. Ele colaborou com o poeta William Cowper, seu vizinho em Olney, nessa criação.

Juntos, eles compuseram Glorious Things of Thee are Spoken e Amazing Grace — essa, baseada em um sermão de Newton em uma missa de Ano Novo, em 1º de janeiro de 1773. Amazing Grace ("Maravilhosa graça", em tradução livre), originalmente intitulada Faith's Review and Expectation, foi publicada pela primeira vez no livro The Olney Hymns em 1779.

De um pecador que traficava pretos da África para a escravidão no novo mundo a Europa, sua conversão e comunhão com Deus escreveu uma das mais maravilhosas canções que converteu várias pessoas para Jesus Cristo!!! E até hoje tem alcançado o coração da igreja do Senhor Nosso Deus... Katy Lewis & Louise Parry Role, BBC News...

AMAZING GRACE

JOHN NEWTON

GRAÇA MARAVILHOSA: Graça maravilhosa, como é doce o som. Que salvou um miserável como eu. Eu estava perdido, mas agora fui encontrado.

Estava cego, mas agora vejo. Foi a graça que ensinou meu coração a temer. E a graça aliviou os meus medos. Quão preciosa foi esta graça. O momento em que acreditei pela primeira vez...

Quando estivemos lá por dez mil anos. Brilhando como o Sol. Não teremos menos dias para cantar louvores a Deus. Do que quando nós começamos...

 

DEUS TE ABENÇOE!!! OSWALDO DE SOUZA!!!

 


terça-feira, 23 de abril de 2024

A VIDA DE UM BABAQUARA: UMA COLETANIA DOS MEUS 250 LIVROS GRATUITOS POSTADOS: LIVRO NÚMERO QUATRO - ESCRITOR OSWALDO DE SOUZA!!!


POESIA DO MATO NO POEMA DO BABAQUARA:

A RAZÃO DESTE LIVRO É PARA TRAZER O CONHECIMENTO DESTA NOVA GERAÇÃO A LINGUAGEM DA ROÇA...

Nasci no meio da roça em uma casa de palhoça, vivendo no meio do mato caçando ninho do falcão. Abria as porteiras, pulando no ribeirão, hoje moro na cidade com saudade sertão. Colhendo café na sua derriçagem das folheiras, caminhando descalço no meio das batatas e suas leras, plantando tomates e colhendo milho nos milharais. Tomando banho de regador lembranças guardadas com muito amor.

De manhã saia com o carro de boi que rinchava no estradão despertando os colonos para o trabalho no roção que saiam com suas enxadas e pés descalços caminhando na terra vermelha da estrada do boqueirão. No trilhado dos pássaros da sinfonia de canários, coleiros ou bigodinho e pintassilgo na tranquilidade das matas e florestas com seus jacus e siriemas, animais do meio do mato de pelos e penas. Onças e antas, jacarés e capivaras animais de berros e urros de dor que fazem dos efeitos sonoros das matas com seus sons horripilantes e assustador...

O verde das arvores em contrastes com as multicores de pássaros e borboletas criando uma tela de paisagens com o brilho e danças dos matizes e seus amores. O Sol nasce nas campinas soberano e com autoridade se impõe sobre a escuridão trazendo claridade, a noite romântica e cheia de estrelas com sua lua formosa e graciosa com seu bricão inspirando os poetas com suas letras e musicas ecoando na amplidão...

O caboclo da roça chamado de vários nomes e significados construíram e alimentaram este país varonil dos verdes das matas do azul do céu anil. Do amarelo do ouro, nos brancos das nuvens com suas formas e efeitos desenhando os pensamentos com amplidão nos firmamentos...

O Sertanejo Guaco, o Roceiro e Caipira, o Caburé e Araruama, O Arigó e Bugre, o Babaquara e Baicuara, o Biriba e Botocudo, o Bruaqueiro e caburé, não importa o nome do Caiçara ele sempre será o caboclo barraqueiro. Sertanejo um homem diferente de gostos diversos da broa de fubá com café de manhã, do frango com quiabo uma misturada de jiló com abobrinha feito com bambuzá sempre carregada na pimenta da canjiquinha com costelinha. Das comidas sem frescura do angu ao mugunzá...

Das festas do roceiro, dos forros e vaquejadas, das festas juninas com suas quadrilhas e do fole dos sanfoneiros sentados nas estacas. Com suas cantorias nas batidas das latadas, da espingarda do soca-soca dos milhos da broca, das pipocas no caldeirão e do amor no coração. Despede-se com muito amor e sorriso faceiro encantador com a vara de bambu para pescar tucunaré na bocada do ribeirão, no silencio da mata o sono pega o caboclo sonhador abrindo seu bocão.

Com a minhoca de isca e o cipó timbupeva para colocar o pescado no iscado. Eita so que dia bunito e florido no roçado de Paraopeba. Com os peixes no caritó voltando para minha Biboca com minha cama de bambu e colchão de palha, mas antes vou emendar um bigode numa prosa fuxiqueira ate fica meio troncho e dormir no meu terreiro... Inté!!!

O CAIPIRA SONHADOR:

Um homem do campo acostumado com o arado, bom no carteado, que gosta da roça que por Deus foi presenteado, um matuto de rosto amarrado demonstrando estar meio chateado. Um homem de conversa arrastada de fala abreviada de andar com perna alongada, homem do campo que vive na sutileza no meio da mata que exibe sua beleza...

Um simples e humilde que não se define apenas estica um proseado na venda do Seu Joaquim no meio dos sacos de arroz e de feijão segue sua vida em meio ao bordão, se é pra viver do roçado tem que ter o rosto bronzeado que nem os homens do praiado. O matuto sonhador que não esconde sua dor na perda do seu amor que fugiu com o doutor...

Vive na solidão do amargo coração na palhoça de sapé, no colchão de palha de milho desfiado misturado ao capim com barba de bode e crina de animal, onde dorme o matuto abandonado cheio de esperança e fé. Casa simples de picumã de esteira de bambu e barro misturado com esterco para dar a ligação com roseira que serve de enfeite no portão onde esta a carroça amarrada com seu cavalo alazão...

De manhã no trilhar dos pássaros no barulho da bicharada sai o capiau babaquara para o dia no roçado, nas lidas da terra avermelhada que um dia guardara em seu seio o sertanejo guasca de olhos tristes e vida em desamor. Na desembocadura do boqueirão em frente à bocarra do covão na terra de Deus seu criador, despede aqui O CAIPIRA SONHADOR... Inté!!!

VIDA SERTANEJA DO CAIPIRA SONHADOR:

Eu venho do sertão do pé da serra da colheita do algodão, das mãos calejadas e pés cascorentos e empoeirados da lida da roça em seus roçados. Eu venho das colheitas dos cafezais, dos barulhentos vendavais que empurravam os galhos de café riscando meu rosto cheio de marcas e rugas que contam minha historia com riscos e rabiscos de um rosto com feições de cansaço da vida do mateiro.

Eu venho dos banhos das cachoeiras, das braçadas dos rios com aguas caudalosas. Venho das caçadas dos jacus, capivaras, antas e jacarés. Venho dos ninhos dos passarinhos dos coleiros e canarinhos que com seus trilhados fazendo as trilhas sonoras dos rincões de Minas Gerais... Venho dos carros de bois, das retiradas de leite da mimosa vaca amansada nos laço da fazenda Tapera Alta. Venho das pescas de carás e tucunarés das profundas aguas barrentas do açudão. Venho das cercas de taquaras dos bambus cortados no meio que cercam o casebre de taipas.

Venho dos galinheiros dos galos e galinhas carijós, dos galos índio valente por natureza dono do terreno. Venho dos cantares que despertam as matas dos galos galinzes que corriam assustados do galo índio manda chuva do terreirão com seu chão endurecido d e nossos pés descalços dos colonos. Venho das musicas caipira de raiz, das sanfonas e viola caipira que faz os sertanejos chorarem com seus versos e harmonia do amor não correspondido da cabocla mais faceira e formosa do lugar.

Venho das aguas de coité guardadas nas cabaças de barro de argila. Venho dos fogões de lenhas com suas fumaças liberadas nos chaminés de manilhas de barro, venho do arroz com feijão, das farinhadas de mandiocas misturadas ao açúcar que eram nossa sobremesa, doce gostoso e entalador. Venho das coberturas de sapés presos nos cipós nos entrelaçados das esteiras que faziam o forro guardador. Venho dos piados dos jacarés que soavam nos brejos do estradão, venho dos cantos de batráquios com rãs, sapos e pererecas.

Venho das falas arrastadas dos pitos de palhas e cachimbadas na sua fumaça mal cheirosa. Venho da lamparina de querosene que marcavam os olhos e nariz escurecendo os lados dos olhos deixando-os ainda mais tristes das prosas que contam a VIDA SERTANEJA DO CAIPIRA SONHADOR... Inté!!!

HISTORIA DO ROÇADO; MEU COLCHÃO DE PALHA:

Sou filho com muito orgulho de um casal que viveu grande parte de sua vida na roça, meu pai era o que chamavam de candeeiro (Pessoa que vai a frente da boiada ou carro de boi levando uma candeia para iluminar o caminho) de boi e seguia como guia a frente da boiada na difícil arte de conduzi-los...

Minha mãe era o que chamavam de apanhadores de café que era um serviço sazonal nas colheitas de café desde sua remota infância, não tinha bonecas e sim o trabalho duro da mulher do campo e que trabalhava nos roçados derriçando os grãos de café no chão com as mãos ferindo com cortes e picadas mãos já calejadas da dura vida...

Meu pai é originário de um arraial chamado boa Vista onde viveu sua infância lidando com os animais fazendo o duro trabalho de peão e candeeiro, levantando ainda de madrugada para a primeira ordenha das vacas... Minha mãe originaria de um arraial de negros um antigo quilombo, uma terra Quilombola que ficava em um lugar escondido e de difícil acesso chamado Bocaina de Botafogo onde lidava com a dureza do campo... Os dois lugares fica hoje próximo a uma cidade mineira chamado Tabuleiro, cujo cemitério abriga os restos mortais de minha irmã de criação Gení que amava muito e foi um grande sofrimento ao saber de sua morte prematura aos 23 anos de idade...

No dia do meu nascimento em uma época que era difícil sobrevivência infantil, ao nascer meu primeiro presente foi um pequeno colchão de palha de milho de origem caseira onde minha mãe confeccionou com barbantes e panos de saco de linhagem de fibras de juta que eram usados para armazenar os grãos do milho... Como não tinha cama colocaram dois cavaletes de madeiras rústicas e em cima do rustico artefato colocou uma meia porta velha de madeira pequena onde abrigou meu pequeno e saudoso colchão de palha de milho.

Neste berço de cavalete e uma meia porta velha simples e humilde desenvolveram meus primeiros sonhos de uma vida melhor, tenho o costume dizer o que a vida me deu hoje é muito mais do que recebi ao nascer; um pequeno e rustico colchão de palha. Portanto: seja fiel no pouco e sobre muito Deus te colocara Mateus 25:21...

A ordenha significa tirar o leite, ou seja, é o lucro da atividade leiteira. Esse ato deve ser feito sem paradas, com os tetos limpos e secos em um ambiente asseado, tranquilo, sem umidade e longe de outros animais. A colheita do café, que eram os principais produtos brasileiro de exportação geralmente depois dos escravos era colhidos pelas crianças e mais idosos, um processo doloroso e hostil para as mãos.

Os colchões de palha de milho eram os mais modestos. Qualquer casa tinha sua plantação de milho. Comidos os grãos usava-se a palha e geralmente era trocadas as palhas periodicamente. Ao se mexer as palhas faziam um barulho inconfundível nos riçados dos artefatos. Cem anos após a abolição formal e inconclusa da escravidão, os quilombolas finalmente conquistaram o direito à terra na Constituição Federal de 1988. Enquanto, dados da Fundação Cultural Palmares indicam oficialmente a existência de 2.648 quilombos no Brasil algumas não são oficiais deixaram de ser dos negros abrigando os brancos misturados...

A ARTE DO ENVELHECER:

Velho amigo não se entristeça, por que entristecer? Não se preocupe se alguém te chama de velho, para que se preocupar. Não se sinta humilhado por ser deixado de lado, para que se humilhar? Envelhecer é uma arte, a arte de viver bem. Sem importa-se com o tempo, com o cansaço da vida. Se alguém te chamar de velho. Faça como o poeta sai cantando...

Agradeça os anos de sabedoria. As rugas que escrevem em seu rosto, as marcas de lutas e vitória. Marcas o que são marcas? São só escritas de uma vida, marcas dos choros e sorrisos. O cansaço, as pernas lentas, o olhar obscurecido. As dores pelo corpo, a visão perdidas pelos anos. O que são? São apenas amostras dos sentimentos, nas saudades, dos ressentimentos, do abandono...

Lembre-se cada dia que passa na sua velhice, você esta mais perto de Deus que te aguarda no longo abraço. Cada ano mais se aproxima tua eternidade, preparada antes da fundação do mundo... Pois agora como a lira rouca de um soneto de batráquios nos sons das taquaras sendo rachadas e divididas ouço minha voz embargada e embaçada pelo tempo... Contei o tempo que foram se multiplicando aos dias formando os anos de minha sobrevivência e existência em momentos inconstantes do meu viver.

A velhice é como um tronco ressequido onde um dia abrigou flores, folhas e frutos, hoje são encostados nos cantos da vida, mas que logo renovarão seus cachos em um lugar onde os tempos e idades cessam e não serão mais contados como nossos inimigos.

LEMBRANÇAS DO MATUTINHO FELIZ:

(CRÔNICA SAUDOSA DOS CARROS DE BOI)

Quem viu, viu quem viu de forma nenhuma vai ver uai o carro de boi chiador. Com suas formas rústicas da roça seguindo pelo estradão. O boi atrelado nos esteios maciços de madeira hostil. O carro de boi lá vai, com seus bois de carreira, também chamado boi de cabeçalho puxando com sua força o carro pesado com suas rodas gemendo pela estrada poeirenta do roçado.

Ladeira que vem ladeira que vai carreiro gritando gerando uma harmonia de som e gritos e gemidos do rodão de Cabreúva que é a parte do centro também chamada meião e lateralmente se limita com as duas cambotas, originando o apelido das pernas arqueadas dos colonos abestados. O meião, perto das cambotas, tem sempre dois buracos, o bocão, ou oca, que é para o som criar força e ecoar.

Com seus cânticos singelos e saudosos com o carreiro empunhando o varão que com seus estalos apressa o boi velho cansado que disputa suas forças com o novilho novo e metido em suas pernas da juventude animal. O boi novo vai o boi velho segura o trote arrastado e nesta disputa de idades mantém a sequencia do carreirão. O chumaço que era feito de canelão mantém a harmonia das cantigas da roça sem distinção.

Sem muitas rimas do contado levo no meu coração as lembranças da minha mente do matuto cansado que não viu o tempo passar nas mudanças dos anos que apagam nas sutilezas dos matrizes. Os carros que cantam sem cargas apenas um melodia ouvida e de boas lembranças pedem o óleo de copaíba que servem também para curar com seu teor medicinal cicatrizante por sua ação. O balsamo de copaíba que cessa o grito do carrão e apaga o grito de dor das feridas das cangas e mazelas do matutão.

Sou mineiro de nascença e roceiro de coração homem simples da cidade arrancado de sua sina mateira, lembrando-se do que não viveu apenas favas contadas perto das fogueiras da fazenda do Taperão. Olhos lagrimejados da saudade do pai sanfoneiro por sua cultura no doce som dos acordeons que ouvia, quem ouviu, ouviu, mas quem não ouviu não houve mais os acordes do meu velho progenitor e protetor.

Para terminar esta crônica faceira que dá saudade no capiau, Existe no carro de boi a vara de ferrão, de carrapateiro, na frente leva ponteiro de ferro na ponta do ferrão que, antes de ponta dava origem ao espeto das abelhas, com seu furo com duas argolas de ferro, que chacoalham e, assim, o boi já sabe que lá vem cutucão e desamua no efeito do amuar, ou arranca mais o seu trote marrento. Carreiro bom não espeta boi de tirar sangue. Só ponteia, nas lágrimas perdidas no poeirão despede o mineiro caladão com saudade do matão.

VIDA NA CIDADE CORAÇÃO NO MATO DE UM MATUTO SONHADOR:

Eu sou um caipira, um matuto nascido na cidade, sou um caboclo quieto que tem no coração as maravilhas do sertão. Eu jamais vou negar minha raiz, pois sou filho de uma colhedora de café nascida em botafogo arraial distante próximo a tabuleiro lugar de colonos e escravos fugidos, minha mãe tinha as mãos calejadas de olhos negros tristes na verdade muito triste mulher de cara amarrada seria e sisuda por natureza, trabalhadora que lavava roupa na tina com sabão esfregado naquelas mãos pequenas e firmes, estendendo a roupa no varal que dizia que era para guarár.

Meu pai um homem trabalhador que candeava bois pelos caminhos duros de minas gerais, homem bom quieto de pouca fala que gostava da sua velha e surrada sanfona que tocava as musicas sertanejas de raiz sempre com os olhos marejados pela saudade do matão e dos tempos no estradão. Meu pai tinha um chapéu e sua botina como companheiros que o acompanhava por aonde ele ia.

Tenho a pele morena talvez seja isso a natureza do meu nome queimada de sol e a essência entranhada de um matuto deslocado, com a cútis marcada pela vida escrevendo no rosto enrugado minha historia, tenho a cor da natureza pintada por Deus nosso criador. Não sou de gravata e nem de bravata apenas um simples, arrancado de seu habitat natural e colocado na frieza da cidade de gente soberba e nariz empinado que desprezavam o homem do mato de pés descalço e fala arrastada por sua beleza com som de taquara rachada em tom de batráquios do brejo.

Minha família vem das lutas matutinas dos voos de pardais, dos cantos dos canários nos trigais e milharais, dos coleiros papando seu capim cantando enrolado no tui tui, é isto que me faz feliz lembrar daquilo que não vivi apenas ouvindo historias de tempos remotos e distantes da roça do meu país.

Não morávamos em uma casa e sim num rancho de taipa com seus buracos que eram moradas das garrinchas bicho esquisito de poucos pios em seus giros rodopiando como os piões soltos pelas cordas, se me perguntarem o que me fazia feliz diria que era o cheiro do mato, o despertar do canto do galo despertador natural sem corda e nem bateria basta colocar o milho e o bicho canta feliz, tenho saudade das aguas de cachoeira frias e perigosas seguindo caudalosas e perigosas escondendo em suas corredeiras locas sinistras.

La no mato tudo a noite é silencioso apenas o bater das arvores movidos pelos ventos de outono anunciando tempo de chuvas e temporais, neste momento surgem as estrelas no céu sendo mostrada pelo breu que se estende como um véu, os vagalumes começam a piscar coisa não avistada mais na luz forte da selva de pedra.

Vejo o lumiar da lua dos românticos inebriados pelo seu brilho feliz, sou um caboclo rude tirado do mato e hoje guiado pelas luzes do criador que aponta nas lâmpadas de meus pés que caminho devo seguir caminho para o grande rincão no paraíso eterno guardado para o matuto sonhador cheio de saudade do grotão e roçado do interior.

A VELHA SANFONA DE OITO BAIXAS:

Esta vendo aquele homem? Com um olhar triste fixado no horizonte com os lombos encurvados pelo cansaço da vida e lida, andar lento com passos arrastados de quem já sofreu e trabalhou incessantemente pelo pão de cada dia. Uma voz de taquara rachada, embaçada e rouca que tanto me ensinou o caminho certo a seguir, tantas historias contadas aos longos dos anos onde eu deitava em seu colo com um olhar feliz e deslumbrado com suas estórias de reis e príncipes...

Agora ele pega a velha sanfona e toca divinamente naquele pequeno e surrado instrumento a velha sanfona de oito baixas que expressa às tristezas e amarguras do velho Jeca. Sua musica preferida chamava-se saudade do matão e o som com harmonia e graça enchia todo o nosso quarto, meu olhar de orgulho e admiração mirava naquela face cheia de rugas que escrevia em seu rosto uma vida de lutas e sofrimentos, agora o velho sanfoneiro com seus olhos rasos d’água tocava nas teclas pequenas do instrumento para contar suas magoas e saudades...

Aquele homem valoroso de mãos calejadas pelo duro trabalho da lida pegava nas horas de folga os velhos guardas chuvas dos vizinhos para consertar e reformar costurando seus panos (tecidos) com aquela calma que lhe era peculiar, trocava as varetas, reformava os cabos, trocava os gatilhos e as ponteiras (quando estouravam). De repente não mais que de repente ajeitava o seu velho chapéu de couro dos tempos que candeava boi pelas estradas empoeiradas da roça, meu pai saia para o velho carteado com os amigos...

Sentado ao entardecer ao lado do portão de madeiras a sombra da grande trepadeira com seu sombreado, rosto ansioso os olhos de criança voltados para a entrada da rua chamada do meio da fazenda Tapera Alta. De repente ao entardecer surgia aquele homem cansado de mais um dia de labuta carregando seus baldes cheirando a leite. Neste momento aquela criança corria com suas pernas pequenas ao encontro daqueles braços entre sorrisos e abraços de alegria estendia a pequenina mão e na mesma hora recebia uma pequena moeda trocada por doces e balas. O velho homem estava de volta ao lar...

À noite aquele velho homem ligava seu rádio antigo que logo soava o seus sons de violas e cânticos sertanejos embalando a harmonia da família o velho lampião de querosene era aceso com seu peculiar isqueiro de pedra e o lampião soltava sua fumaça preta enchendo o cômodo de chão batido com aquele cheiro de óleo. O silencio enchia a casa começava a radionovela que todos amavam e ao som das ondas sonoras do velho radio contava a estória do Jerônimo o herói do sertão que contava as lutas contra o crime do valente sertanejo e seu amigo o fiel Saci. Quando terminava o dia a luz do velho lampião era soprada e a escuridão tomava conta do velho casebre de pau a pique...

Esta vendo aquele velho homem sanfoneiro com sua velha sanfona de oito baixas na mão? Este homem é meu pai...

UM DIA DE CHUVA:

Um belo dia de chuva com suas águas caindo molhando as flores renovando a força da natureza que agora se alegra com os pingos de vida que caem do céu. Águas límpidas e puras que caem de Deus que não voltarão a tornam-se nuvens sem antes cumprir sua missão, mais uma vez a natureza rejuvenesce suas cores com seu verde cheio de esperança e amor...

Neste momento abro minha janela lembrei-me das minhas primeiras chuvas com seu cheiro petricor (nome do cheiro das águas molhando a terra), em um tom de saudade, pois um dia contemplava as águas caindo e perguntei por que elas caem? Neste momento numa lembrança de tua voz de batráquio lembrei-me de sua resposta. Embora muitos não gostassem da chuva elas são fundamentais para a terra, ajudam no desenvolvimento de diversas formas de vida...

Aprendi que a chuva é um fenômeno da natureza agindo da seguinte forma; a água aquecida pelo sol se torna em vapor que se misturam com o ar e sobem, tornando-se nuvens carregadas de vapor, ao atingir altitudes elevadas ou encontrar massas de ar frias, o vapor de água condensa, transformando-se novamente em água; Como é pesada e não consegue sustentar-se no ar, a água acaba caindo em forma de chuva...

Portanto o grande milagre da natureza aponta para um criador que renova a terra com suas águas em um sistema natural comandado por suas ordens.  Um Deus que também renova nossas vidas com uma chuva de bênçãos operando um milagre de renascimento cumprindo suas promessas de renovos para nossas vidas com suas águas transformadora e carregada de esperança e amor celestial...

OSVALDINHO O MENINO CANDEEIRO DO ROÇADO:

O sol surge no horizonte com seu brilho ainda tímido naquela invernada, o pequeno Osvaldinho acorda sonolento assopra o fogo do velho lampião cuja fumaça preta de querosene deixava marcas pretas em seu rosto juvenil de menino prosa e faceiro com seus doze anos, agora ele levanta para suas tarefas e a difícil labuta da família Souza, gente simples e humilde que vivia naquele rincão do pequeno arraial de Boa Vista...

O pequeno retireiro inicia seu duro serviço ajunta as vaquinhas amarra as pernas para não levar um coice da vaca malhada cujas tetas cheias são preparadas para a primeira ordenha do dia, naquela fria manhã com seus ventos cortantes o menino Osvaldinho grita; sossega malhada, pois preciso tirar seu leite...

As seis grandes leiteiras com seus vinte litros são colocadas por aquele menino Osvaldinho, catraio magrinho de braços fortes suspende os vasos de leite sobre as soleiras de madeira do carro de boi atrelado com o Mimoso do lado direito e o outro boi de chifre comprido com nome de vaca o Estrela do lado direito.

Naquela manhã do roçado sai o carro de boi cujas rodas grandes e pesadas com suas vassouras o pequeno arbusto que servia de um lubrificante cuja seiva no atrito liberava um óleo natural exprimido entre os eixos...

Na cálida e silenciosa manhã o barulho da carroça acorda os colonos e caipiras com seu barulho e rangido como se fosse um grito do pequeno menino caminhando entre os roçados. O candeeiro pequeno e frágil grita vamos Mimoso, sossega Estrela, os pássaros começam sua alvorada com seus cantos trilhados começando o dia dos bandos em suas revoadas...

O caipira caminha pelas estradas empoeiradas de terra vermelha do sertão. Com seus pés descalços e cascorentos José Osvaldo de Souza nome dado pelo seu velho pai. O menino agora atinge seu alvo chega ao seu destino o armazém do Seu Maurílio; que nome demais de bonito e diferente soo, pensa o pequeno bacuri...

A vida em sua roda continua sem barulho diferente daquele carro de boi do pequeno Osvaldinho leva o menino quarenta anos depois para uma casa de pau a bique e chão batido de um remoto lugar chamado Fazenda Tapera Alta. Osvaldo homem feito diferente daquele pequeno caipira candeeiro das juntas de bois Mimoso e Estrela.

Escuta o choro do seu décimo segundo filho um choro alto e trilhante que quebra o silencio daquela noite quase natalina o senhor Osvaldo pega a pequena criança em seus braços e agora viaja em suas lembranças do velho armazém e grita com satisfação seu nome será chamado Maurílio que nome mais bonito soo...

Fala em um grito miúdo a velha parteira que sem estudo nenhum colocou no mundo muitas crianças. E ali naqueles braços paterno o menino deixa de chorar agora seguro naqueles braços de amor é colocado em seu berço improvisado de colchão de pano de saco alvejado e palha lugar de muitos grandes sonhos...O guri cujo nome foi registrado uma semana depois se chamava Maurílio Oswaldo de Souza; que nome mais bonito soo. Viveu sem ser famoso, mas com um coração orgulhoso do seu velho pai o menino candeeiro do roçado Osvaldinho...

CORAÇÃO NO MATO DE UM MATUTO SONHADOR:

Eu sou um caipira, um matuto nascido na cidade, sou um caboclo quieto que tem no coração as maravilhas do sertão. Eu jamais vou negar minha raiz, pois sou filho de uma colhedora de café nascida em botafogo arraial distante, mas próximo a tabuleiro lugar de colonos e escravos fugidos. Minha mãe tinha as mãos calejadas de olhos negros tristes na verdade muito triste mulher de cara amarrada seria e sisuda por natureza, trabalhadora que lavava roupa na tina com sabão esfregando naquelas mãos pequenas e firmes, estendendo a roupa no varal que dizia que era para guará.

Meu pai um homem trabalhador que candeava bois pelos caminhos duros de minas gerais, homem bom quieto de pouca fala que gostava da sua velha e surrada sanfona que tocava as musicas sertanejas de raiz sempre com os olhos marejados pela saudade do matão e dos tempos no estradão. Meu pai tinha um chapéu e sua botina como companheiros que o acompanhava por aonde ele ia... Tenho a pele morena talvez seja isso a natureza do meu nome queimada de sol e a essência entranhada de um matuto deslocado, com a cútis marcada pela vida escrevendo no rosto enrugado minha historia, tenho a cor da natureza pintada por Deus nosso criador.

Não sou de gravata e nem de bravata apenas um simples, arrancado de seu habitat natural e colocado na frieza da cidade de gente soberba e nariz empinado que desprezam o homem do mato de pés descalço e fala arrastada por sua beleza com som de taquara rachada em tom de batráquios do brejo... Minha família vem das lutas matutinas dos voos de pardais, dos cantos dos canários nos trigais e milharais, dos coleiros papando seu capim cantando enrolado no tui tui, é isto que me faz feliz lembrar daquilo que não vivi apenas ouvindo historias de tempos remotos e distantes da roça do meu país.

Não morávamos em uma casa e sim num rancho de taipa com seus buracos que eram moradas das garrinchas bicho esquisito de poucos pios em seus giros rodopiando como os piões soltos pelos cordéis. Se me perguntarem o que me fazia feliz diria que era o cheiro do mato, o despertar do canto do galo despertador natural sem corda e nem bateria basta colocar o milho e o bicho canta feliz. Tenho saudade das aguas de cachoeira frias e perigosas seguindo caudalosas e perigos escondidos em suas corredeiras e locas sinistras...

La no mato tudo a noite é silencioso apenas o bater das arvores movidas pelos ventos de outono anunciando tempo de chuvas e temporais, neste momento surgem às estrelas no céu sendo mostrada pelo breu que se estende como um véu, os vagalumes começam a piscar coisa não avistada nas luzes fortes da selva de pedra da cidade. Vejo o lumiar da lua dos românticos inebriados pelo seu brilho feliz, sou um caboclo rude tirado do mato e hoje guiado pelas luzes do criador que aponta nas lâmpadas de meus pés que caminho devo seguir.

Caminho para o grande rincão no paraíso eterno guardado para o matuto sonhador cheio de saudade do grotão e roçado do interior...

IGREJA PEQUENA DO MATUTO SONHADOR:

A igreja no pé da serra aonde ia o irmão chorão, era chamado assim, pois orava e chorava aos pés do Senhor Jesus Cristo. Quanto tempo se passou a saudade que ficou dos hinos que cantava da harpa cristã surrada do pastor matuto que falava nóis vai e nóis fica, pastor simples de chinelo de dedo nos pés e a palavra no coração. Agora na cidade o irmão chorão lembra com saudade da igreja do Boqueirão no pé da serra. Lembra com saudade e seu coração chora quando vai chegando à noite onde não via a hora chegar para ir para a pequena igrejinha adorar ao Deus dos símplices e humildes.

E quando chegava ele olhava para o altar e as lágrimas já começavam a rolar no momento sublime e feliz do matuto sonhador. Lembra da cruz, lembra do amor e gritava feliz obrigado meu Senhor. O matuto agora em suas lembranças vê seu pastor humilde cabisbaixo meditando na pregação preparada no coração de Deus que recebeu como revelação com sua enxada na mão. A igreja calada olhando para seu pastor com os olhos de sofredor semeando chorando aguardando seus feixes com amor. A primeira igrejinha, o primeiro amor do irmão chorão sonhador.

Mãos calejadas que carregava sua bíblia surrada, aguardando as ruas de ouro no paraíso celestial onde todos serão príncipes e doutores no seu lar celestial do seu Senhor. Adeus vida sofrida do cabo do cambangu (enxada), adeus chinelo de dedo, adeus roçado de suor, agora vive feliz o matuto no seu eterno penhor recebido do seu Deus de amor... QUANDO VOCÊ PENSA EM IGREJA O QUE VEM EM SUA MENTE: A IMPONÊNCIA DOS TEMPLOS FARAÔNICOS? OU NA SIMPLICIDADE E HUMILDADE DE UM POVO? IGREJA NÃO SÃO TEMPLOS E SIM PESSOAS!!!

ONDE NASCI CRÔNICA SERTANEJA:

Nasci em uma casa de pau a pique taquarada e betumada com barro de argila. Nasci em uma casa de chão batido com portas cortinadas. Nasci em uma casa alumiada de lampião de querosene. Nasci em uma casa de poço de agua no fundo do quintal com corda e carretilha atrelada em um balde, onde banho era em bacia e no final de semana com chuveiradas de regador. Nasci em uma casa de fogão de lenha com seus cavacos e lenhas abrasadas cozinhava o feijão, onde a broa de fubá era assada no lume e com brasas em sua tampa. A chaminé com sua fumaça quente saiam por uma manilhada.

Nasci em uma casa onde quintal era o habitat natural da bicharada que viviam harmonizados; galos e galinhas, cachorros e gatos, porcos e cabritos, marrecos e patos. Nasci em quintal com arvoredos frutíferos; Mangueiras, abacateiros e goiabeiras faziam os ornamentos da natureza e alegria das criançadas. Nasci em uma casa de rádio emparedado na altura de meu pai, com vitrolas com suas musicas românticas que faziam as trilhas sonoras de nosso lar; Cauby Peixoto, Orlando Silva, Marlene, Emilinha Borba e Ângela Maria chamados os cantores reis e rainhas das ondas sonoras radiofônicas.

Nasci em uma tapera com bancos duros de madeiras de lei, com as divisas sem cercas e muros sem fronteiras das vizinhadas com uns cuidando dos outros compartilhando alegrias e tristezas. Nasci na simplicidade de uma casa, na humildade de seus moradores na construção de um lar em pleno amor habitado nos corações de seus moradores, ouvidos nos trilhados dos pássaros e refletidos nos olhos marejados cheios de recordações e saudades de seus matutos sertanejados!!!

Deus te abençoe!!! Oswaldo de Souza...


 

A ARTE DO ENVELHECER: POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR!!!


Velho amigo não se entristeça, por que entristecer? Não se preocupe se alguém te chama de velho, para que se preocupar. Não se sinta humilhado por ser deixado de lado, para que se humilhar? Envelhecer é uma arte, a arte de viver bem. Sem importa-se com o tempo, com o cansaço da vida. Se alguém te chamar de velho.

Faça como o poeta sai cantando e contando seus feitos...

Agradeça os anos de sabedoria. As rugas que escrevem em seu rosto, as marcas das lutas e vitória. Marcas o que são marcas? São só escritas de uma vida, marcas dos choros e sorrisos. O cansaço, as pernas lentas, o olhar obscurecido. As dores pelo corpo, as visões perdidas pelos anos.

O que são? São apenas amostras dos sentimentos, nas saudades, dos ressentimentos, do abandono...

Lembre-se cada dia que passa na sua velhice, você está mais perto de Deus que te aguarda no longo abraço. Cada ano mais se aproxima tua eternidade, preparada antes da fundação do mundo...

Pois agora como a lira rouca de um soneto de batráquios nos sons das taquaras sendo rachadas e divididas ouço minha voz embargada e embaçada pelo tempo...

Contei o tempo que foram se multiplicando aos dias formando os anos de minha sobrevivência e existência em momentos inconstantes do meu viver.

A velhice é como um tronco ressequido onde um dia abrigou flores, folhas e frutos, hoje são encostados nos cantos da vida, mas que logo renovarão seus cachos em um lugar onde os tempos e idades cessam e não serão mais contados como nossos inimigos.

DEUS TE ABENÇOE!!! OSWALDO DE SOUZA...



 

A CURA DO CEGO EM BETSAIDA DECIMA SEGUNDA LIÇÃO DO SEMINÁRIO E ENSINAMENTOS PARA OS SERVOS DE DEUS: POR OSWALDO SOUZA ESCRITOR!!!


Esta passagem das Escrituras é misteriosa, polêmica: Por que Jesus unta os olhos do cego com cuspe? Por que o cego vê homens como árvores? Dediquei-me ao estudo deste texto na expectativa de uma revelação, uma resposta para alguns desses questionamentos. Sei, contudo que existem muito mais lições nessa passagem do que as que vamos estudar nesta apostila.

Marcos 8: 22 a 26 - “E chegou a Betsaida e trouxeram-lhe um cego e rogaram-lhe que o tocasse, e tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e cuspindo-lhe nos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa. E, levantando ele os olhos disse: vejo homens como árvores que andam. Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e fez olhar para cima; e ele ficou restaurado, e viu cada homem claramente. E mandou-o para sua casa dizendo: Nem entres na aldeia nem o digas a ninguém na aldeia”. 

O cego não morava na aldeia, mas passava a maior parte do seu tempo lá. Ele foi levado até Jesus por alguns homens. Jesus o retirou da aldeia para realizar o milagre. Primeiramente cuspiu em seus olhos. O milagre pareceu incompleto porque o homem passa a ver homens como árvores. Jesus passa as mãos nos olhos do cego e o faz olhar para cima. O cego tinha o costume de andar de cabeça baixa.

Após ser tocado por Jesus e olhar para cima: “viu cada homem claramente”. Ao realizar o milagre Jesus ordena que o homem não retorne para aldeia.

SOBRE A ALDEIA DE BETSAIDA: Jesus costumava orar nesta cidade “Mc 6:45 – E logo obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão”. - “Marcos 6:46 - E, tendo-os despedido, foi ao monte a orar”. 

Aconteceu o milagre da multiplicação dos pães e peixes. “Lc 9:10 - E, regressando os apóstolos, contaram-lhe tudo o que tinham feito. E, tomando-os consigo, retirou-se para um lugar deserto de uma cidade chamada Betsaida”. 

Os habitantes desse lugar eram incrédulos. Mt 11:21 - Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza.

UTILIZAÇÃO DA SALIVA DE JESUS NOS DOENTES: Este é o segundo milagre relatado no Evangelho sobre Jesus utilizando sua saliva. Em Marcos 7:31-37 - Ele retira um surdo mudo da multidão, molha a língua do mudo com cuspe e em oração a Deus diz: Efatá, isto é, Abre-te, o homem fica totalmente curado. 

O CEGO EM BETSAIDA: Era um homem totalmente dependente de favores para viver. Era conduzido por vontade alheia em corpo, pensamento e espírito. Tinha autoestima baixa e estagnação de situação.

HOMENS COMO ÁRVORES: Árvores dão frutos e sombra e o cego dependia destes elementos para sobreviver. Encostava-se nas árvores (homens) e alimentava-se deles, vivia à sombra deles. Essa relação era desumana porque o cego se anulava em prol dos favores (frutos e sombra) dos homens (árvores). Essa visão da vida e de relacionamento precisava ser mudada, aquela aldeia – verdadeira floresta para o cego – deveria ser abandonada. Nova vida, nova visão.

JESUS O FEZ OLHAR PARA CIMA: Ao olhar para cima o cego foi totalmente restaurado. Ele precisava entender que havia um Deus que o amava e que era poderoso para fazer muito por ele. Restaurado em autoestima, corpo, pensamento e espírito. Do alto viria à direção para a vida, o socorro e toda provisão. 

VIU CADA HOMEM CLARAMENTE: A partir de então, os homens já não seriam árvores, ele não dependeria mais deles para sobreviver. Homens seriam homens. Iguais a ele, nem melhores nem piores. O ex-cego ganhara uma nova visão do mundo. 

JESUS MANDOU-O DE VOLTA PARA CASA: Os relacionamentos familiares também foram restaurados. O ministério dele começaria em casa, a partir de então o lar deveria ser sua prioridade, não a aldeia nem a velha e miserável vida.

MILAGRE EM ETAPAS: Jesus poderia curar o cego de uma só vez, com um só toque, mas teve seus motivos para não o fazer. Preferiu despertar a fé do homem, conduzindo-o a entender o porquê da cura e a mensagem do Reino. Jesus passou tempo com ele, conversou, tocou não apenas seus olhos, mas seu coração. 

As mãos, não a saliva completou o milagre. É claro que tudo em Jesus é divino – saliva e mãos – mas aqui há uma simbologia: Não bastava ao homem vê somente, era necessário que o velho homem fosse impactado até dar lugar ao novo.

Que essa maravilhosa mensagem (estudo) nos faça refletir sobre a forma como estamos enxergando o mundo: Somos conduzidos por Deus ou pelos homens?  Onde estão as aldeias em nossas vidas? Precisamos abandoná-las para ver, ouvir, obedecer e alcançar o milagre. 

De que forma estamos administrando nosso tempo: Passamos a maior parte na aldeia, negligenciando os relacionamentos familiares? Que nossos corações estejam dispostos e entregues nas mãos de Jesus, somente Ele pode nos conduzir aos lugares seguros. A Ele toda a glória! Baseado No Evangelho de Marcos 8:22 a 26 – 

POR QUE O LODO? Aconselho Aos irmãos a meditar no capítulo 9 do Evangelho de João. O que quero comentar são esses versículos: "E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença... cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego. 

E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo." (v. 1,6,7). 1º - A cura do cego de nascença não foi um mero ritual sem importância. O cego foi curado por um motivo óbvio: obedeceu ao Senhor.

2º - Muitos se perguntam o motivo disto constar na Bíblia. Jesus quis nos dar uma importante lição; O barro representa o homem (vemos isso quando a Bíblia fala que o homem veio do barro e quando Deus nos chama de vasos (de barro) na mão do oleiro) e Jesus passou barro nos olhos do cego. 

Cuspe e faz o barro um lodo. (Jesus nos abençoa com o que SAI DE SUA BOCA (sua Palavra) e usa também O BARRO (homem), mas Ele disse para o cego SE LAVAR no tanque de Siloé (que quer dizer o Enviado), ou seja, o Ungido, o Cristo, o próprio Senhor Jesus).

DECIMO SEGUNDO CAPÍTULO DO SEMINÁRIO PARA PASTORES E LÍDERES DA COMUNIDADE CRISTÃ BELA AURORA!!!

Deus te abençoe!!! Oswaldo Souza... 


 

CURANDO NOSSA MENTE: POR OSWALDO DE SOUZA ESCRITOR!!!


ROMANOS 1:17 Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé. 18 Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. 19 Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. 20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis (SEM DESCULPA) ...

12:1 Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. 2 Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

A três vidas para o crente tomando como exemplo de Moises, 1 - vida no Egito, 2 - vida no deserto ou 3 - vida em Canaã.

1 Qual vida você quer viver. (contemplativa, de esperança ou de fé). Lembre-se: A fé trás as bênçãos de DEUS até nós. 2º Onde você quer viver. (Egito = mundo - deserto = maldições – 3 Ou em Canaã = Jerusalém celestial, vida de bênçãos).

1º ELE TIROU DE NOS TODA MALDIÇÃO (APOC 22.3 / GAL 3.13,14) “(Apocalipse 22:3) - E ali (igreja) nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão”.

3:13 Cristo nos redimiu da maldição da Lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: "Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro". 14 Isso para que em Cristo Jesus a bênção de Abraão chegasse também aos gentios, para que recebêssemos a promessa do Espírito mediante a fé.

1º - DEUS QUER NOS LEVAR A VIVER AS BÊNÇÃO DE ABRAÃO: 1 - Física – saúde – 2. Financeiras – riquezas – 3 - Espirituais - Amizade de DEUS... 2º DEUS QUER NOS LEVAR A VIVER COMO QUEM SONHA (SALMO 126.1,3): (Salmos 126:1) - QUANDO o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. (Salmos 126:2) - Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o SENHOR a estes. (Salmos 126:3) - Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres”.

3º DEUS QUER NOS LIVRAR DO ESPÍRITO DE ESCRAVIDÃO. (exemplo do elefante de circo).

HA TRÊS TIPOS DE CRENTE (MENTALIDADE) – 1-OS QUE   VIVEM NO EGITO: A)     Amassavam o barro - vivem presos ao pecado. B)    Comiam ração - preso a miséria. C)       Carregavam pedras (peso) - Vida pesada (sem paz e descanso).

SENTIMENTO DO EGITO: Escravidão - tristeza - opressão - angústia - cegueira -       servidão. CULTO DO EGITO: Clamores - gemido - sofridos.

2. OS QUE VIVEM NO DESERTO: A) Andam em círculos (vida sem direção - sem vida - sem visão). B) Tem suprimento básico (vivem de escassez). C) Inconstante (quente de dia - frio de noite). SENTIMENTO DO DESERTO: Insatisfação, desnorteado, sem confiança, dependente, cegueira parcial. CULTO NO DESERTO: De murmuração (baseada em sabedoria humana).

3. OS QUE VIVEM NA PROMESSA: A)      Vida de santidade (pois estamos onde DEUS quer). B) Vida suprida em abundância (Dt 6.11,12).

“(Deuteronômio 6:11) - E casas cheias de todo o bem, que tu não encheste, e poços cavados, que tu não cavaste, vinhas e olivais, que tu não plantaste, e comeres, e te fartares, (Deuteronômio 6:12) - Guarda-te, que não te esqueças do SENHOR, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão”.

TERMINOLOGIA BIBLICA DAS BENÇÃOS DEUS: ABUNDÂNCIA = aumentar – transbordar - multiplicar - saciar (João 10.10). “O ladrão não vem senão para roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”.

ABASTANCIA = Fartura - riqueza - viver na plenitude - sem medida (mal 3.10b). “.... Se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vos uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança.

FARTAMENTE = Com fartura - fartar saciar a fome ou a sede - (Pv 3.10). “E se encheram os teus celeiros abundantemente, e transbordaram de vinho os teus lagares”.

SACUDIDA = Agitar fortemente. RECALCADA = Amassada.

TRANSBORDANTE = Ter em sobra - sobejar (Lucas 6.38ª). “(Daí e ser-vos-a dado; boas medidas, recalcada, sacudida e transbordante, vos deitaram no vosso regaço)”.

MELHOR DA TERRA = Todas as coisas (Is 1,19). Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o melhor desta terra. (Rom 8.31,32) “Que diremos, pois a estas coisas? Se DEUS é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nós não dará também como ele todas as coisas”?

RICAMENTE = Possuir muitos bens em fartura (Hb 11.26). “Tendo por maiores riquezas o vitupério de cristo do que os tesouros do Egito”; “porque tinha em vista a recompensa”.

TUDO = Qualquer coisa na sua totalidade. (1º Tes 5.23) “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

DEUS QUER QUE VOCÊ VIVA NA PLENITUDE DELE:

A)   Área física = saúde. B)  Área financeira = vida de prosperidade. C)     Área familiar = vida de paz. D)  Área ministerial = vida de unção (mover de DEUS).

BENÇÃOS ESPIRITUAIS: 2 CORINTIOS 1:20 Pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, nele está o sim; portanto é por ele o amém, para glória de Deus por nosso intermédio. 21 Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, 22 o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações.

BENÇÃO INIMAGINAVEL: 1 coríntios 3:9 Todavia, como está escrito: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam";

BENÇÃOS INFINITA: Efésios 3:20 - Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, mediante seu poder que atua em nós!

Deus te abençoe!!! Oswaldo de Souza...