MENSAGEM DA CRUZ

MENSAGEM DA CRUZ
ESPAÇO LITERARIO SOBRE A MENSAGEM DA CRUZ :

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

TRIGESSIMA QUINTA LIÇÃO SEMINÁRIO BÍBLICO: POR MAURÍLIO SOUZA ESCRITOR E HISTORIADOR BÍBLICO!!! ESTUDO DO LIVRO DE SALMOS: ESTUDOS RESUMIDOS NOS LIVROS POÉTICOS: LIVRO DOS SALMOS!!!

Introdução do livro: Autores do livro - O livro dos Salmos não foi escrito de uma vez só nem por um autor só. Observe os autores dos Salmos. Davi escreveu 73. - Asafe escreveu 12 - (50, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 83). - Os filhos de Core escreveram - 11 (42, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 84, 85, 87, 88). Salomão escreveu 2 (72, 127). Hemã escreveu - 1 (88). Etã escreveu - 1 (89). Moisés escreveu - 1 (90). Anônimos escreveram - 49.

Asafe, Hemã e Jedutum eram os dirigentes sobre os cantores da época de Davi. I Crônicas 25. Core, neto de Cora, com seus filhos eram os guardas do tabernáculo da época de Davi. Guarda é carregador. I Crônicas 19:19. Etã era um músico da época de Davi. I Crônicas 25:19.

Data do livro: Os Salmos foram ajuntados durante mil anos. 1400-444 a.C. Moisés a Esdras. Deve ser que foi Esdras que fez a compilação e organização dos Salmos. Apesar do fato que os Salmos foram escritos durante mil anos, e por autores de culturas, experiências e fundos diferentes, o livro tem uma união e harmonia maravilhosas. Esta união e harmonia somente podem ser explicadas pela inspiração divina.

Nome do livro: Salmo é uma palavra grega (provavelmente vem da Septuaginta) que significa Cânticos tocados nos instrumentos de corda. Saltério vem da mesma palavra e é um tipo de harpa. O nome Salmos fala da coleção toda de salmos que estão neste livro. Em hebraico este livro é chamado o livro de orações ou o livro de louvor.

Houve uma polêmica na idade média sobre a música na igreja. A questão foi: A música da igreja deve ser somente dos salmos? A outra música serve também? Imagine como seria a sua reação com a música que a maioria das igrejas tem agora hoje em dia?

Devemos fazer uma observação sobre a música. A música deve louvar o Senhor Deus e não o músico nem o cantor. A música deve chamar a atenção para o nosso Salvador e não a nós. A música deve ser de acordo com a Palavra de Deus e não só ter som bonito e agradável aos ouvintes.

Muita música cantada na igreja hoje em dia é mundana, sentimental, emocional, errada e herética. Mas tem som que agrada o mundo. Uma igreja deve deixar alguém cantar nos cultos que não pode pregar no púlpito? Salmo 47:7. É melhor louvar o Senhor que nos tirou da sujeira do pecado com a verdade e ordem da Palavra de Deus.

ESBOÇO DO LIVRO:

Este livro é cinco livros em um livro. Note o seguinte. Primeiro - Salmos 1-41. Segundo - Salmos 42-72. Terceiro - Salmos 73-89. Quarto - Salmos 90-106. Quinto - Salmos 107-150. Cada um dos livros tem introdução e doxologia, quais são o primeiro e o último salmo de cada livro. O livro todo também tem introdução e doxologia, quais são Salmo 1 e Salmo 150. Todos os Salmos têm títulos menos do que 38, e estes são chamados os Salmos “órfãos”. Alias os Salmos órfãos podem ser do salmo (ou salmos) anterior.

O PENTATEUCO E OS SALMOS: O Pentateuco são os cinco livros da lei de Deus. Os Salmos são os cinco livros de réplicas do coração à lei de Deus. 3. CLASSIFICAÇÕES DOS SALMOS: Os Salmos podem ser classificados em grupos de Salmos que têm o mesmo assunto ou caráter. Veja o seguinte.

Salmos da natureza. Salmos de Caráter. Salmos de Arrependimento. Salmos sobre a Palavra de Deus. Salmos de Adoração. Salmos sobre o Sofrimento. Salmos de Segurança. Salmos de Louvor. Salmos Messiânicos.

OS SALMOS ESTUDADOS SEGUNDO AS SUAS CLASSIFICAÇÕES: 1. Os Salmos dos Degraus. 120-134. É um grupo de Salmos que tem este título; Salmos de Degraus. Porque eles têm este nome? Há várias opiniões. A.  Cânticos cantados numa tonalidade mais alta.

B. Cânticos cantados na subida da Arca da Aliança ao Monte Sião. I Crônicas 13. C. Cânticos cantados no lugar mais alto do Templo. D. Um deles foi cantado em cada degrau subindo ao Templo para adorar Deus. E.   Fala da volta do relógio do sol nos dias de Ezequias indicando que Deus deu mais 15 anos de vida a ele. F. Cânticos cantados pelos judeus nas suas viagens ao Templo em Jerusalém. É esta que faz mais sentido. Porque? Observe.

A cidade de Jerusalém ficou nas montanhas da Judéia. Jerusalém por isso ficou mais alto do que a terra ao seu redor. Êxodo 34:24. I Reis 12:27. Observe também o Salmo 122 todo, mas em particular o v. 4. Então, quando o povo de Israel viajou a Jerusalém para observar as festas eles cantaram estes salmos subindo ao templo em Jerusalém.

OS SALMOS IMPRECATÓRIOS: 35, 58, 59, 69, 83, 109, 137. Imprecatório significa; “imprecar, amaldiçoar, desejar castigar alguém, rogar pela praga contra alguém”. Muitos têm problema com isso, até isso causa muitas pessoas não aceitar a Bíblia como sendo a Palavra inspirada de Deus. Observe alguns versículos que falam deste jeito. 5:10, 6:10, 28:4, 55:15, 58:6, 140:9-10, 149:7-9. Observe também alguns versículos no Novo Testamento. II Timóteo 4:14. Gálatas 1:8-9.

Observe as objeções dadas aos versículos imprecatórios: A.  É contrário aos sentimentos mais elevados da natureza humana como compaixão e amor. B. É contrário aos preceitos da religião como diz em Mateus 5:45. C. É contrário ao ensino do Novo Testamento que diz amar ao inimigo e perdoar às suas injúrias. D. São discordantes com a profissão dos salmistas que dizem que têm confiança zelosa em Deus.

EXPLICAÇÃO:

A. Não é o perverso pedindo mal contra o bom, cuja bondade o condena. B. Não é o homem ambicioso querendo eliminar o competidor. C. Não tem nada a ver com inveja, rancor nem coisa semelhante. D. Não é contra homens quaisquer, mas contra os malfeitores. E. Não é vingança pessoal, mas é o pedido a favor da vingança e justiça divinas.

F. Além de tudo isso, há coisa que deve ser castigada. Muita gente não quer admitir que o mesmo Deus que ama também castiga, o mesmo Deus que abençoa também amaldiçoa. Existe o castigo de Deus porque Deus é justo e tem que castigar o pecado e o pecador. Salmo 137:8-9. Mateus 25:41, 26:24. Apocalipse 18:2 e 6, 20:10-15.

OS SALMOS DAS ALELUIAS. 111-118, 146-150:

Na época do Velho Testamento os Salmos das aleluias (111-118) foram cantados em duas vozes. Os cânticos e a música fizeram uma parte muito importante na adoração dessa época. Deve ser para nós também. Vamos pensar nos cinco últimos Salmos. 146-150. Note que cada um deles começa com “Louvai ao Senhor” e termina com “Louvai ao Senhor”.

Salmo 146. Deus sempre é digno de confiança: A. Louva ao Senhor enquanto ainda estamos na terra. v. 2. Devemos louvar ao Senhor tanto no tempo ruim quanto no tempo bom. Pense nos perseguidos dos dias passados. Louvai ao Senhor constantemente por sua graça a nós. B. Confia no Senhor e não nos homens que falham e morrem. verso. 3-4. Confiar no homem para suprir as nossas necessidades (físicas e espirituais) é como o cego que guia outro cego.

C. A evidência porque devemos confiar em Deus. v. 5-10. Deus tem poder para fazer que achamos o impossível. A palavra, “Jeová” (O Senhor), é falado cinco vezes nos v. 7-9. Isto mostra que tudo isso está feito pelo Deus onipotente e soberano.

Salmo 147. Louvai ao Senhor como o edificador e o feitor: A. Deus é o edificador e feitor das coisas espirituais. v. 2. Ele edificou e fez o templo em Jerusalém. Agora é o edificador e feitor da igreja do Novo Testamento. Louvai ao Senhor porque mostrou misericórdia e graça aos pecadores eleitos deste mundo sem Deus.

B. Deus não é só o edificador e feitor, mas também é o que sara. v. 3. Ele sara os quebrantados de coração. Ele pode atar as feridas espirituais todas. Ele é o grande médico. C. Deus tem prazer naqueles que tem características divinas e agradáveis a ele. v. 11. Tem prazer nos nascidos de novo que são tementes a ele e que tem confiança nele. Tememos porque somos pecadores e por isso esperamos na sua misericórdia.

D. Deus manda a sua Palavra como manda o vento. O vento é o Espírito Santo. O Espírito Santo sopra a Palavra sobre os corações congelados e os pecadores tornam-se crentes em Cristo. v. 18. E. Deus escolheu Israel para ser a sua nação eleita. Não fez assim com nenhuma outra nação (Israel). v. 20.

Deus abençoou Israel e deixou as outras nações na ignorância. É assim também que Deus fez com os seus eleitos. Ele nos amou e chamou pela graça para ser a sua nação santa e deixou as outras pessoas na ignorância ainda. A graça maravilhosa de Deus deve fazer os eleitos cantar, “Louvai ao Senhor”.

Salmo 148. Chamar o universo todo para louvar ao Senhor: O salmo começa o louvar a Deus lá no céu e depois passa para todos os outros domínios da criação. Assim tem que ser, porque Deus é eterno, soberano e imutável em todo lugar.

Salmo 149. O povo de Deus canta ao Senhor: A. O cântico novo na congregação dos santos. v. 1. Cantamos louvores ao Senhor na congregação dos salvos. Nosso Deus merece. B. Regozijamos no nosso rei, não nos seus presentes, mas nele mesmo. v. 2. C. Louvar ao Senhor com a boca, e lutar contra o mal. v. 6. Cantar com a boca e lutar com a mão. 

É bem prático. D. Nosso louvor é ao Senhor e nossa arma é a Palavra de Deus. Em toda maneira e condição a Palavra corta mortalmente o mal. E. Os santos participarão nas vitórias do seu rei. v. 9. “Esta será a glória de todos os santos”.

Salmo 150. Doxologia – uma última grande aleluia: A palavra “louvai” é falada em todos os versículos. A. Onde louvamos ao Senhor? v.1. No santuário, o lugar santo do tabernáculo e do templo. Agora louvamos Deus na igreja do Senhor Jesus Cristo. B. Porque louvamos o Senhor? v. 2. Por causa dos seus atos. (criação, providência, salvação). Por causa da excelência da sua grandeza. Deus é o Altíssimo Senhor.

C. Com que louvamos ao Senhor? v. 3-6. Com todo tipo de instrumento e tudo quanto tem fôlego. Éramos os instrumentos mortos e entregues ao diabo. Agora somos os instrumentos vivos de Deus. O saltério termina com os santos louvando ao Senhor. Vamos também “Louvai ao Senhor”.

OS SALMOS DE CARÁTER: 1, 15, 24, 50, 75, 82, 101, 112, 127,128, 131, 133. Os Salmos que nos ensinam como é que fica o caráter do povo que agrada Deus. O caráter do salvo é importante? Clara que sim. Estes salmos descrevem o caráter do homem que agrada Deus. Vamos estudar o Salmo 1 ajuntando algumas coisas boas dos outros salmos de caráter também.

SALMO 1: A vida reta e justa perante Deus. A.   Este homem tem cuidado em escolher os seus companheiros. v. 1. Observe. Ele não aceita o conselho dos ímpios. Porque os ímpios têm uma ideia de vida pervertida. Ele não segue a vida do pecador. Porque ele anda no caminho errado. Ele está indiferente ao escarnecedor (zombador). A conversa dele tem que deixar para lá e escutar o Senhor. Ele deseja a companhia dos que temem a Deus. Porque as más conversações (companhias) corrompem os bons costumes. I Coríntios 15:33. Veja também Salmo 15:4.

B. Tudo isso significa que é homem de princípios, firmeza e caráter. Salmo 15:4-5. Este homem não pode ser tentado nem subornado para deixar as coisas de Deus. C. O prazer deste homem é meditar na Palavra de Deus. v. 2. Note a comparação entre o que faz e o que não faz. (v. 1 e 2). A sua mente e o seu coração estão dedicados a Deus.

D. O resultado da vida que agrada Deus. v. 3. Firmeza – Como a árvore plantada à beira do rio, fica firme. O mundo muda constantemente, mas o fiel fica firme. Provisão Inesgotável – Como a árvore plantada à beira do rio a sua força fica constante. Porque a água não falta. O fiel tem a água da vida (a Palavra) sempre ao seu redor para dar a força espiritual. Fertilidade – Como a árvore plantada à beira do rio sempre dá fruto porque tem água suficiente, o fiel sempre dá fruto também por causa da Palavra.

É inevitável. Beleza - Como a árvore plantada à beira do rio sempre dá fruto porque tem água suficiente, o fiel é belo na sua vida por causa da Palavra. Poder – Para completar o que começa fazer. A Palavra de Deus e Deus mesmo dá o poder para completar, concluir e continuar o que começou. Este poder vem do Senhor. Jeremias 17:7-8.

E. Os ímpios não são assim. v. 4-6. Moinha – Eles são sem valor e substância. São instáveis e sempre insatisfeitos. Condenados – Eles serão julgados e condenados por causa da sua infidelidade. Deus conhece a diferença – Entre os dois, os salvos e os perdidos. F. Conclusão. Sinceridade e Santidade. Salmo 24:4. Sinceridade – A pureza de motivo. A diferença entre sinceridade e hipocrisia. Salmo 15:2. Santidade – Sinceridade no coração produz santidade na vida. Salmo 15:2.

O SALMO DE MOISÉS: 90. A Brevidade da Vida. A oração de Moisés escrita no deserto da Arábia. A. A eternidade de Deus contrastada com a brevidade da vida humana. v. 1-6. B. A razão da brevidade da vida humana – a ira de Deus por causa do pecado humano. v. 7-11. C. Oração pelo perdão divino – é só que podemos fazer. Deus é misericordioso. v. 12-17.

D.   Observação. Note os vários nomes de Deus neste salmo. Adonai – Significa mestre e dono. v. 1. Quando estamos sofrendo a correção ou a aflição de Deus (como eles no deserto) o melhor que podemos fazer é correr para Deus que é nosso refúgio. Eloim – O Deus supremo triúno. v. 2. Deus triúno, o todo supremo e soberano tem direito para fazer com os seus a sua vontade. Jeová – O auto existente Deus. v. 13. Deus sempre existe para nós. Enquanto estamos morrendo, ele é a nossa única esperança. Jeová nosso Eloim – O auto existente Deus triúno. v. 17. Só ele pode confirmar (estabelecer) as nossas obras.

OS SALMOS DE ADORAÇÃO: 26, 73, 84, 100, 116, 122. Estes salmos são ricos do ensinamento bíblico pela razão porque os autores assistiram os cultos de adoração. O mundo moderno não gostaria da ambiente mortífera (derramar de muito sangue) do templo, como também agora o mundo não gosta da história da cruz sangrenta de Jesus Cristo. Porque para o mundo a pregação do Evangelho é uma loucura. Mas, para o judeu o lugar mais precioso era o templo. Para o crente assistir a pregação da cruz é a coisa mais preciosa da sua vida.

A.    O Salmista gostou de ir ao templo para ter comunhão com Deus. Ele queria gastar a vida toda na casa de Deus. Salmo 27:4. Desejou com um entusiasmo grande estar na casa do Senhor. Salmo 84:2. Achou que um dia na casa de Deus valeu mais do que mil dias em outro lugar. Salmo 84:10. Achou que a posição mais baixa na casa de Deus era melhor do que a glória e prazer dos ímpios. Salmo 84:10. Regozijou quando foi convidado ir à casa do Senhor. Salmo 122:1. Qual é o problema como os crentes que faltam os cultos sem problema?

B. Na casa de Deus temos comunhão com os outros adoradores. Adoração pública oferece mais do que somente a adoração particular de cada pessoa. O salmista odiou a congregação dos malfeitores e nem quis ajuntar-se com eles. Salmo 26:5. Mas teve prazer de estar na congregação dos verdadeiros adoradores do Senhor. Salmo 26:12. Aquele que ama o Senhor Deus busca a comunhão dos amados do Senhor.

C. Alguns dos problemas maiores da vida são resolvidos na casa de Deus. Exemplo dessa verdade é o Salmo 73:1-3. Observe algumas perguntas que o salmista teve sem respostas até chegou na casa de Deus. Porque os ímpios prosperam? v. 3. Parece que a morte para eles seja mais fácil. v. 4. Porque muitas vezes os ímpios têm poucos problemas na vida? v. 5.

Parece que eles tenham mais bênçãos na vida do que o justo. v. 7. Isso é apesar do fato que ele são insolentes. v. 8-9. Mas o salmista teve uma vida difícil. v. 14. O salmista não conseguiu entender estas coisas. v. 16. Até que entrou na casa de Deus para ouvir a Sua Palavra. v. 17. Na casa de Deus ele entendeu o fim deles. A verdade é que nós (os salvos) temos a porção melhor e a vida eterna e um lar no céu. v. 23-28.

D. Achamos repouso, refrigério, fortaleza, gozo e alegria na casa de Deus. Salmo 84:5. Os caminhos aplanados falam do caminho que vai à casa de Deus. O salvo ama até o caminho que leva à casa de Deus. Porque? Lá achamos a alegria que não achamos no mundo. Salmo 84:6-7. Andamos no mundo onde ficamos cheios de lamentação e tristeza.

Baca é um vale na Palestina, a palavra significa chorar ou lamentar. Mas, na casa de Deus achamos paz, alegria, gozo, fortaleza, repouso e refrigério. Estar na casa do Senhor ajuda o crente aguentar o mundo cheio de tristeza.

E. Vamos à casa de Deus para louvar aquele que nos ama. Salmo 100. Note v. 3. Nós somos as ovelhas do Senhor porque Deus nos fez as suas ovelhas. Ele nos escolheu, chamou, salvou e nos deu a paz que excede todo o entendimento. É grande motivo para louvar ao Senhor nosso maravilhoso Salvador.

F. Vamos à casa de Deus para dar testemunho aos outros da sua graça. Salmo 116:13-14. O cálice fala da abundância da graça de Deus na salvação. “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça”. Romanos 5:20. O melhor lugar para dar testemunho da nossa gratidão pela sua graça maravilhosa está na casa de Deus. Leia Salmo 122. Que prazer a casa de Deus nos dá.

OS SALMOS DE ARREPENDIMENTO: 6, 25, 32, 38, 39, 40, 51, 102, 130. Introdução. Estes salmos têm a doutrina básica da depravação humana. Veja alguns versículos. 14:1-3, 53:3, 130:3, 143:2. Salmo 51 – A lamentação do verdadeiramente arrependido.

Este salmo foi escrito depois que o profeta Natã entregou para Davi a sua mensagem mostrando o pecado de Davi com Bate-seba. Davi descreve o pecado dele claramente assim. A. Transgressão – v. 1, 3. Que é rebelião contra a vontade de Deus. B. Iniquidade – v. 2, 5 . Que é perversidade e maldade. C. Pecado – v. 2, 3, 5. Que é não acertar o alvo.

D. Pecado suja ou polui – v. 2, 7. Por isso ele pediu purificação. O perdido nem pensa nisso. E. O seu pecado sempre estava diante dele – v. 3. Este é o arrependido verdadeiramente. F. Pecado é contra Deus – v. 4. Antes de tudo e de todos o pecado é contra Deus. Somente o regenerado conhece esta verdade.

G. Depravação total – v. 5. Pecador é depravado pela sua natureza. H.   Pecado tira a comunhão com Deus – v. 11. O salvo tem que confessar os seus pecado a Deus e Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda a injustiça.

I. Pecado tira a alegria da salvação do crente – v. 12. Nós sabemos disso. J.       Pecado fecha a boca do testemunho do salvo por Cristo – v. 13-15. Tira a nossa vontade para testemunhar (evangelizar) os outros. K. Pecado faz mal com os outros ao nosso redor – v. 14. O caminho de voltar à comunhão com Deus.

A. Não pelas obras da lei – v. 16. B.   É um coração quebrantado por causa do pecado – v. 17. O coração quebrantado significa um coração contrito, arrependido, quebrado em pedaços por causa do pecado cometido. Nesta situação a única coisa quebrada que ainda presta, é o coração quebrantado. C. De onde vem o perdão é Deus – v. 6-10.

CONCLUSÃO: O salmo 32 dá o gozo do homem perdoado e restaurado por Deus. Davi escreveu este salmo depois que foi perdoado e restaurado a Deus por causa do seu pecado que fez com Bate-seba.

OS SALMOS ACERCA DA PALAVRA DE DEUS: 19:7-14, 119. Duas características do Salmo 119. A. É o capítulo mais cumprido da Bíblia. Mostra a grande importância que a Bíblia tem nas nossas vidas. Salmo 119 está bem no meio da Bíblia e isso mostra o lugar central que a Bíblia deve ter entre nós. A Bíblia deve está bem no meio da nossa doutrina e das nossas vidas. Mostra também o amor que devemos ter por ela.

O salmista amou e meditou nela continuamente. 119:97. Folgou com ela como alguém que acha um grande tesouro. 119:162. Achou mais doce do que o mel na boca. 119:103. Ficou ansioso para a hora chegar de pensar nela. 119:148. A palavra de Deus era os seus conselheiros. 119:24. Não ficou envergonhado da palavra de Deus. 119:46. Ficou triste porque o povo não a escutou nem a obedeceu. 119:136.

B. É salmo alfabético ou acróstico (arranjo alfabético ou acróstico). Este salmo não tem nome nem título, mas não precisa porque é óbvio o seu assunto. Distingue-se na largueza do seu pensamento, na profundeza do seu propósito e na altura do seu fervor acerca da palavra de Deus. Este salmo tem um arranjo segundo o alfabeto hebraico. O alfabeto hebraico tem 22 letras.

Cada letra é a cabeça de uma seção de oito versículos. Cada versículo de cada seção começa com a letra da sua própria cabeça correspondente na língua original. Não podemos ver essa parte porque ficou perdida por causa da tradução de uma língua para outra. Pode ver estas seções na Bíblia: 22 seções de oito versículos. Note as letras do alfabeto hebraico na sua Bíblia: álef, bet, guímel, dálet, he, vav, záin, het, tet, iôd, cáf, lámed, mem, nun, sámech, aín, pe, tsádi, cof, reich, shin, tav.

Porque está escrito assim? Há razão? Com certeza há. Deus inspirou este salmo desse jeito para nos ensinar alguma coisa ou coisas. A.       É a maneira certa de ensinar a criança o alfabeto? Na escola dominical ou em casa? Ó que maneira boa para ensinar os filhos a Bíblia e o alfabeto.

B.    Tudo que falamos deve estar cheio da palavra de Deus. Palavras são feitas de letras do alfabeto. É uma conversa repleta da palavra do Senhor. C.      Cristo é o alfa e ômega de toda a ciência e verdade. Ele é o princípio e o fim da verdade e tudo que fica no meio. Ele é a palavra de Deus, este é o Seu nome.

D.   Jesus Cristo é tudo que todas letras e palavras de todos os alfabetos podem expressar e muito mais. Ele é a palavra de Deus (o Verbo). E.     Jesus Cristo é o princípio e o fim de todo conhecimento verdadeiro. F.      A palavra de Deus é nosso conhecimento e sabedoria perfeitos e completos. G. Deus não é de confusão. Ele é de ordem e de um arranjo perfeito.

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA PALAVRA DE DEUS: A. É fiel e verdadeira eternamente. 119:89. B. A sua profundeza está sem limite. 119:96. C. O seu conteúdo é só verdade. 119:160. Portanto, é a regra absoluta. 19:9. D. É fiel. 19:7. Não é relativo nem variável. Portanto, faz sábio o ignorante. E. É pura. 119:140. Foi testada, provada e achada pura. F. É perfeita. 19:7. Sempre cumpre o seu propósito de refrigerar a alma. G. É justamente o contrário à sabedoria humana. 19:8-9. Leva o homem para a pureza e desejar fazer o melhor. A sabedoria humana não faz isso.

A OBRA DA PALAVRA DE DEUS: A. Guiar o homem nesta vida. 119:105. É a voz da experiência para o jovem que a falta. 119:9. Para os mais velhos é o guia da vida. B. Dá conforto e encorajamento no tempo da aflição. 119:50. O homem sem a promessa, segurança, certeza e confiança da palavra de Deus, na aflição fica oprimido.

Dá coragem quando lemos sobre os santos antigos no meio da dificuldade. 119:132. Muitas vezes a aflição é a maneira de descobrir o que está faltando na vida. 119:67, 71. C. A sabedoria verdadeira é dada pela palavra de Deus mais do que pela sabedoria humana toda. 119:98-99, 104.

PODER PARA SEGUIR A PALAVRA DE DEUS: Precisamos da sabedoria da palavra de Deus. Mas, precisamos também o poder para seguir a palavra de Deus. 119:176. A.  Estamos inclinados para nos desgarrar. B. Deus tem que nos buscar ou não há esperança. C.   Somente a sabedoria da palavra de Deus pode nos iluminar. D.   Podemos nos desgarrar, mas Deus não nos deixa esquecer a Sua palavra. E. Somente um andar fiel (119:11) com Deus através da comunhão da palavra de Deus dá o conhecimento da presença do pecado.

OS SALMOS MESSIÂNICOS: O versículo certo para este estudo é Lucas 24:44. Salmo 40:4-6 está apresentado o sacrifício de Jesus Cristo. Hebreus 10:1-7 explica esta passagem. Os sacrifícios do Velho Testamento não tiraram o pecado, só Cristo faz isso. Os sacrifícios do Velho Testamento eram simbólicos do Cordeiro de Deus que tira o pecado.

A necessidade que o homem tem do Salvador. Os salmos ensinam a mesma verdade que Paulo depois ensinou (Romanos 3:4-18). O homem pecador precisa do Salvador Jesus Cristo. Salmos 5:9, 10:7, 14:1-3, 36:1, 51:4-6, 149:3.

A vida e o sofrimento do Salvador nos salmos. A.     Os magos chegaram para ver o Salvador em Belém. 72:9-10. B. O zelo do Messias no templo. 69:9. C. O Messias não foi aceito pela família. 69:8. D. As crianças cantaram “hosana” ao Salvador na Sua entrada triunfal. 8:2, 118:26. E. A rejeição do Messias por Israel. 118:22. F.       O sofrimento do Messias no Jardim de Getsêmani. 69:1-4.

G. O traidor do Salvador. 41:9. H. Israel abandonado temporariamente pelo Messias. 69:25 com Mateus 23:38. I. Jesus citou Salmo 22 na instituição da ceia. Mateus 26:24. J. Cantaram um hino depois da ceia. 22:22 com Hebreus 2:12. K. O ódio do povo à crucificação de Jesus Cristo. 2:1-3. L. As circunstâncias do julgamento do Messias à crucificação. Falsos testemunhos – 27:12. A vergonha e escárnio – 69:19.

M. Os pés e as mãos traspassados. 22:16. N. Lançaram sortes sobre a roupa do Salvador à crucificação. 22:18. O. Zombaram o Salvador à crucificação. 22:8. P. O Messias citou Salmo 22:1 na cruz. Q.       O fel e o vinagre. 69:21. R.  A morte, o sepultamento e a ressurreição do Salvador. 16:10. S. A ascensão do salvador. 68:18. 24:7-10.

CONCLUSÃO: Salmos 85:10. Em Jesus Cristo só pode ser que a verdade desse versículo é a verdade!!!

Autor: David Alfred Zuhars, Jr. Pastor David Zuhars - PRIMEIRA IGREJA BATISTA DO JARDIM DAS OLIVEIRAS - Rua Dr. João Maciel Filho, 207: 60.821-500 Fortaleza, CE o Fonte: www.PalavraPrudente.com.br...


Deus te abençoe!!! Maurílio Souza...

  

A HISTORIA DA IGREJA: LIVRO ON-LINE – DECIMO PRIMEIRO CAPITULO... POR MAURÍLIO SOUZA ESCRITOR E HISTORIADOR BÍBLICO!!!


A IGREJA PEREGRINA:

AUTOR: JAIME C. JARDINE – ADAPTADO POR MAURÍLIO SOUZA!!!

INTRODUÇÃO: O objetivo destes estudos é apresentar algumas informações sobre as igrejas e sobre alguns irmãos de destaque que, através dos séculos, procuraram seguir fielmente o padrão do Novo Testamento. O título “A Igreja Peregrina" vem do livro, escrito em inglês por Edmund Hamer Broadbent (1861-1945), publicado em 1931, depois de muitos anos de pesquisa. É uma história de igrejas e irmãos que, através dos séculos, têm procurado seguir o padrão neo-testamentário para a igreja.

1º - COMO ERAM AS IGREJAS APOSTÓLICAS? Falaremos, a seguir, com um resumo de algumas das principais crenças e práticas que caracterizavam as referidas igrejas: 1. REUNIAM-SE UNICAMENTE  EM NOME DE CRISTO. 2. EXERCIAM AUTONOMIA ADMINISTRATIVA, com laços calorosos de amor fraternal entre as igrejas. 3. ERAM GOVERNADAS POR ANCIÃOS (presbíteros), também chamados BISPOS (superintendentes), sempre na pluralidade.

4. ERAM ENSINADAS POR MESTRES que de Deus tinham recebido este dom e eram levantados pelo Espírito Santo dentro destas mesmas igrejas. Recebiam ajuda de irmãos visitantes que possuíam este mesmo dom. 5. CELEBRAVAM A CEIA DO SENHOR TODOS OS PRIMEIROS DIAS DA SEMANA. Era uma simples refeição de pão e vinho, que simbolizavam o corpo do Senhor Jesus Cristo e o Seu sangue derramado. O Domingo era também o dia quando as igrejas levantavam as ofertas (recolhidas apenas dos crentes) para a obra do Senhor.

6. BATIZAVAM OS CRENTES VERDADEIROS, não crianças, nem gente em massa, sem compreensão do Evangelho verdadeiro. - 7. PREGAVA O EVANGELHO PURO DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ, baseada unicamente na morte expiatória do Senhor Jesus.
2º — O DECLÍNIO E ABANDONO DO PADRÃO NEO-TESTAMENTÁRIO: Aconteceu tão cedo! Não devemos, porém, surpreender-nos com estes fatos, pois no próprio Novo Testamento já vemos o indício de que isto iria acontecer.

1. INTRODUÇÃO DA DISTINÇÃO ENTRE "CLÉRIGO" E "LEIGO": É interessante notar que nas cartas de Clemente aos Coríntios (c. 96 d.C.) e no livrinho chamado Didaquê (começo do século II) ainda são mencionados somente bispos e diáconos (no plural), como em Filipenses 1.1. Já havia, porém, a tendência antibíblica de fazer nítida distinção entre os bispos (anciãos) e os demais crentes. Os bispos eram chamados "clérigos" (os que receberam ordens sacras), enquanto os demais crentes eram chamados "leigos" (do povo). Uma triste distinção que continua na maioria das "igrejas" até hoje.

2. DISTINÇÃO FEITA ENTRE "O BISPO" E "OS PRESBÍTEROS", SENDO DADA AO BISPO A PREEMINÊNCIA NA IGREJA: Traçamos este declínio através das cartas de Inácio de Antioquia, um conhecido do apóstolo João. Ele foi condenado à morte pelo imperador Trajano, no ano 110 DC. A sentença foi cumprida em Roma e durante a viagem para lá Inácio escreveu várias cartas para as igrejas que visitara no caminho. Em todas elas exalta o bispo da igreja e exorta à obediência total ao mesmo. Um exemplo disto tem na carta por ele enviada à igreja de Filadélfia:

"Tende cuidado, portanto, em observar a eucaristia, há um altar, como há um só bispo, juntamente com os presbíteros e diáconos". Deve ser dito que Inácio era um irmão fiel que enfrentou a morte pelas feras em Roma com coragem exemplar. É uma ilustração de como irmãos bons e fiéis, apesar de sua sinceridade, estão sujeitos a ensinar coisas erradas!!!

3. ORGANIZAÇÃO DAS IGREJAS FORA DO NÍVEL LOCAL: Do século III em diante os bispos das igrejas das cidades maiores reivindicaram autoridade sobre os bispos das igrejas menores. Pela "lógica" o bispo de Roma (a capital do Império) tomou a precedência, assim formando a base para o sistema papal que vigora até hoje. A interferência nos assuntos internos de outra igreja local, por mais bem intencionada que seja, por parte dos anciãos duma igreja local vizinha ou por parte de obreiros, nunca traz resultados espiritualmente positivos, pois viola os direitos Daquele que ainda "anda no meio dos candeeiros de ouro" (Ap 2.1).

4. OUTROS DESVIOS DA VERDADE: a) A reverência aos mártires, da qual resultou a criação dos "santos" (século II em diante). b) O "batismo" de bebês, introduzido nos séculos II e III, tomou-se geral nos séculos IV e V. c) Deturpação do Evangelho. Os filhos dos crentes, por causa dos pais, receberam o privilégio especial de serem também considerados membros da "igreja". A pregação da salvação pelas obras, tão combatida por Paulo nas cartas aos Romanos e aos Gálatas, tomou-se comum.

5. O DESASTRE MAIOR—A FUSÃO DA IGREJA COM O ESTADO: Esta fusão aconteceu como resultado da suposta conversão do Imperador Constantino, o Grande (273-334 d.C.). Na noite anterior a uma batalha decisiva na Ponte Múlvia (27 de outubro de 312 d.C.), quando Constantino derrotou Maxêncio e tomou-se imperador com poderes absolutos, ele disse ter visto uma cruz no céu com os dizeres: "Com este sinal vencerás". Ele ganhou a batalha e tornou-se cristão nominal. Esta "conversão" parece ter sido um ato de astúcia política devido à existência de grande número de cristãos e à influência por eles exercida.

Gene Edwards diz que "Constantino deve ser considerado o primeiro cristão medieval— 90% cristão de nome e 90% pagão em pensamento". Visto que era Imperador e mandava em tudo, logicamente quis mandar na igreja. Como resultado o erro entrou na igreja como uma enxurrada. Dr. Arthur Rendle Short escreveu: "Quando o poder do paganismo foi, por fim, derrubado e a perseguição cedeu lugar à prosperidade, os males vieram como numa torrente”.

A igreja exterior e visível fez toda sorte de concessão a fim de cativar o povo. Passou a adotar festas pagãs e deuses pagãos, dando-lhes nomes cristãos. A estátua de Pedro em Roma, originalmente era de Júpiter. Uma Vênus ou uma Minerva facilmente transformaram-se na Virgem Maria. O que faltava em realidade espiritual no culto tentava-se suprir com música, cerimonialismo e ostentação.

Não precisamos prosseguir fazendo menção da história miserável de como uma sucessão de papas, às vezes assassinos, adúlteros e amantes de dinheiro, reivindicou infalibilidade papal, tirou a Bíblia das mãos do povo e fez da conformidade a uma "igreja" que adorava imagens a suprema prova da salvação de uma pessoa (Revista Amados N° 2—Junho de 1986, pag. 9).

6. O ENSINO DE AGOSTINHO: Agostinho (334-430 DC) bispo de Hipo, na África do Norte, foi um cristão genuinamente convertido e, sem dúvida, foi um gigante espiritual em muitos sentidos, mas infelizmente deixou também muito ensino errado. Entre outras coisas, insistia obstinadamente em ensinar que não há salvação fora da Igreja Católica Romana.

Outro ensino dele que veio a causar o derramamento de rios de sangue de membros da igreja verdadeira foi o suposto direito do poder civil, de exigir a aceitação obrigatória do ensino da igreja, punindo até à morte, se necessário fosse, aos que não aceitassem.

Baseou este ensino perverso na parábola da grande ceia, em Lc 14.15-24, onde o mestre da casa, depois de ter recebido tantas recusas ao convite para a sua festa, e ainda havendo lugar, mesmo depois de receberem muitos pobres e enfermos a quem mandara convidar, ordenou ao seu servo: "Sai pelos caminhos e valados e força-os a entrar".

Isto demonstra claramente o grande perigo de basear qualquer ensino em versículos fora de contexto. Por fazer isso, Agostinho, que pela sua estatura moral era credor da confiança de muitos, levou-os, apoiados por aquele ensino, a praticarem o mal contra o povo do Senhor.

  — TRÊS CORRENTES NA HISTÓRIA DA IGREJA:

1 - CATOLICISMO ROMANO em seus vários ramos: Romano, Ortodoxo, etc. de 312 d.C. até hoje. Entre estes se sobressaem alguns nomes bem conhecidos, como Agostinho, Tomás de Aquino, Inácio Loyola, Savonarola e muitos papas.
Damos graças a Deus porque alguns, mesmo no meio de tamanho erro, amaram realmente o Senhor Jesus e confiaram somente Nele e, não, nos méritos dos santos, de Maria, ou nos seus próprios méritos para a salvação.

2. PROTESTANTISMO: Em seus muitos ramos, começando na época da Reforma, do século 16 até hoje. Entre estes ramos encontramos também nomes destacados como Martinho Lutero, João Calvino, Ulrico Zwinglio, João Knox, Jônatas Edwards, João e Carlos Wesley, Jorge Whitefield, Guilherme Carey, Carlos Finney, Carlos Haddon Spurgeon, Martinho Lloyd-Jones, Billy Graham e muitos outros. Quantos irmãos bons e fiéis, mas, infelizmente, ligados a sistemas sem apoio nenhum da Palavra de Deus!!!

3. CRISTÃOS NÃO DENOMINACIONAIS. Referimos-nos a Igrejas, irmãos e irmãs que desde os dias dos apóstolos até hoje têm procurado permanecer fora dos sistemas dos homens e servir apenas ao Senhor Jesus, reunindo-se em Nome Dele e procurando obedecer às instruções do Novo Testamento concernentes à Igreja local.

Estes têm sido tachados de muitos nomes pelos seus contemporâneos: Paulícios, Bogomilos, Valdenses, Albigenses, Lollardos, Hussitas, Anabatistas, Irmãos de Plymouth, Darbistas e muitos outros. Estas igrejas existiram desde o início, pois sempre houve igrejas que não chegaram a unir-se ao sistema católico e através dos séculos, num lugar ou outro, existiram e existem igrejas semelhantes orientadas somente pela Palavra de Deus.

O livro de Apocalipse indica que existiriam na história das igrejas períodos de declínio espiritual e épocas quando o Senhor até retiraria o candeeiro de um lugar ou outro, mas de uma coisa podemos ter certeza: Até que Cristo volte para buscar os seus sempre haverá irmãos e irmãs fiéis à Palavra Dele!!!

4º — UM RESUMO DOS FATORES EM COMUM ENTRE AS IGREJAS QUE PERMANECERAM FIÉIS AO PADRÃO NEO-TESTAMENTÁRIO: 1. Davam grande ênfase às Escrituras. 2. Eram profundamente espirituais. 3. Eram piedosas no viver. 4. Permaneciam escondidas do mundo. 5. Enfrentavam ferrenha oposição. Muitas vezes reuniam-se em casas particulares por causa da perseguição movida contra elas.

6. Eram caracterizadas por grande simplicidade. Geralmente cada igreja era autônoma, embora houvesse plena comunhão mútua, pois se reuniam frequentemente para estudo bíblico e outras atividades. 7. Não aceitavam nenhum nome a não ser os nomes bíblicos: "irmão", "cristão", etc.

8. A maioria delas não estava sujeita ao clero. 9. Provaram as bênçãos de Deus só por uma geração ou duas, embora alguns, (Paulícios, Valdenses) tivessem-na gozado por centenas de anos. 10. Eram ignorados pelos historiadores da Igreja. 11. Muitas vezes foram perseguidas e seus membros foram martirizados (com exceção dos apelidados "Os Irmãos"). 12. Influenciavam umas às outras. Especialmente no período anterior a 1500 é difícil encontrar documentos confiáveis devidos tanto à perseguição quanto à mentira das autoridades eclesiásticas.

5º — OS PRISCILIANOS (350-386 d.C.): No século quatro apareceu um reformador entre as igrejas romanas cuja influência em diversos lugares na Espanha, Lusitânia (Portugal) e sul da França fez com que muitos voltassem à palavra de Deus. Prisciliano era um espanhol de posses e posição na sociedade.

Procurou a verdadeira alegria nas religiões pagãs, na filosofia e mesmo entre grupos heréticos e só a encontrou quando, por fim, converteu-se a Cristo. Foi batizado e passou a viver uma nova vida de devoção a Deus e separação do mundo. Tornou-se estudante entusiástico da Palavra de Deus e, embora não sendo clérigo, começou a pregar e ensinar.

Cedo começaram a aparecer os resultados dos esforços daquele dedicado servo de Deus: em muitos lugares começaram a ser promovidas reuniões para pregar a Palavra de Deus e torná-la uma realidade para o povo. De início a igreja oficial dava o seu apoio e até elegeu Prisciliano bispo de Ávila, mas o seu testemunho fiel suscitou a ira do clero mundano liderado por Hidácio, bispo metropolitano de Lusitânia (Portugal).

Conseguiu este a convocação de um Sínodo em Cesaragosto (Saragossa), em 380 DC, no qual Prisciliano foi falsamente acusado de adesão às heresias do gnosticismo e maniqueísmo. Esta última ensinava o dualismo – a existência de dois deuses igualmente poderosos, um criador do mal e outro criador do bem. Nesta reunião, porém, o propósito de Hidácio não teve êxito e Prisciliano continuou pregando.

O imperador Máximo, porém, necessitava o apoio político do clero espanhol e por causa disso permitiu a convocação de outro sínodo, desta vez em Treves (Trier), em 385 DC, quando Prisciliano e seis outros foram levados perante os bispos. Devido à influência de um bispo perverso chamado Ítaco, foram forjadas e aceitas acusações de feitiçaria e imoralidade contra Prisciliano e seus companheiros, os quais foram julgados e condenados pelo poder civil.

Prisciliano e mais alguns irmãos foram executados. Além destes, morreu também uma senhora distinta, chamada Eucrácia, que era viúva de um poeta e orador famoso. Estes foram os primeiros cristãos que foram perseguidos por outros “cristãos”, ocasionando a abertura de um péssimo precedente que seria repetido muitas vezes nos anos futuros.

Dois bispos mais nobres, Martinho de Tours e Ambrósio de Milão, protestaram vigorosamente e por fim, conseguiram que Ítaco perdesse o seu bispado. Mesmo assim, aquela decisão do Sínodo de Treves recebeu a aprovação de outro Sínodo, em Braga, 176 anos mais tarde.

Ficou registrado como história “oficial” que Prisciliano e seus companheiros eram hereges que criam no gnosticismo e maniqueísmo e, além disso, eram pessoas imorais. Por causa disso os “priscilianos” foram caçados e perseguidos e essa versão “oficial” teria prevalecido e não fora à ocorrência de um fato novo e inesperado.

Prisciliano escrevera muito e pensavam que todos os seus escritos estavam perdidos até 1886, quando um pesquisador chamado George Schepss descobriu na Universidade de Würzburg um manuscrito de 11 panfletos de Prisciliano, nos quais entre outras coisas ele:

1. Cita frequentemente as Escrituras para provar o que afirma. 2. Defende o costume da realização de reuniões de estudo bíblico nas quais todos possam participar. 3. Afirma que a redenção não é um ato mágico feito pela Igreja, mas uma obra de Deus.

4. Diz que a Igreja prega o Evangelho, mas cada um individualmente tem de crer. 5. Explica que o clero não é dotado de nenhum poder espiritual especial, mas que todos os irmãos têm o Espírito na mesma medida. 6. Posiciona-se contra o gnosticismo e maniqueísmo, demonstrando ser mentirosa à história oficial.

Sem dúvida, se tivessem tido tempo suficiente, estes irmãos teriam saído do sistema em que se encontravam e que tão cruelmente os fez pagarem, pela perda de sua reputação e o sacrifício de suas próprias vidas, o preço de serem fiéis a Cristo.

OS PAULÍCIOS (50-1473 d.C.): Voltando para as igrejas que nunca aderiram ao sistema romano, passamos a considerar as igrejas da região chamada “Ásia Menor”, (hoje Turquia e parte da antiga União Soviética), as quais permaneceram nas primeiras verdades. Estas foram também acusadas de adotar o maniqueísmo, mas segundo os seus próprios escritos não há a menor evidência disso.

Estes irmãos não aceitavam nenhum nome sectário e chamavam-se uns aos outros simplesmente de irmãos ou cristãos. Contentavam-se em fazer parte da “santa, universal e apostólica igreja de nosso Senhor Jesus Cristo”. Cada igreja era autônoma, diretamente responsável ao Senhor Jesus.



Recusaram-se a manter comunhão com as igrejas romana, grega e Armênia por causa da infidelidade delas. Afirmaram que elas não tinham mais o direito de serem reconhecidas como igrejas verdadeiras e apresentaram várias razões nas quais fundamentaram o seu posicionamento. 1 - A união das igrejas com o estado. 2. O “batismo” de crianças. - 3. A permissão da participação de descrentes na Ceia do Senhor. 4. Outros males que haviam sido introduzidos.

Estes irmãos e igrejas fiéis foram alcunhados com os nomes de “Paulícios” (não se sabe por que), ou de “Thonraks”, por serem eles mais numerosos na cidade que tinha aquele nome, e mais tarde, quando chegaram à região hoje chamada Bósnia, foram chamados de “Bogomilos”, palavra Eslavônia que significa “amigos de Deus”.

Este movimento espiritual continuou por centenas de anos. Quase toda a sua literatura foi destruída, mas permaneceu um livro chamado “A Chave da Verdade”, publicado entre os séculos 7 e 9, o qual apresenta as crenças dos Paulícios de Thonrak daquela época. Apresentamos abaixo alguns pontos de interesse:

1. O batismo deve ser ministrado apenas a crentes verdadeiros. 2. Deve ser realizado em rios ou outra água, ao ar livre. 3. O batizando deve ajoelhar-se na água e confessar a sua fé perante o povo. 4. O batizador deve ser um homem moralmente irrepreensível. 5. A reunião do batismo deve ser acompanhada pela leitura da Palavra e pela oração.

Alguns nomes de líderes daquelas igrejas ainda são conhecidos. Entre eles consta o de Constantino (que mais tarde adotou o nome de Silvano). Este foi convertido no ano de 653 DC, quando passou pela casa dele um armênio que fora prisioneiro dos turcos, fora libertado e estava no caminho de volta para casa.

Ele ficou muito grato a Constantino pela hospitalidade e deu-lhe um manuscrito contendo os quatro evangelhos e as epístolas de Paulo. Constantino leu, converteu-se e tornou-se um obreiro incansável. Fixou residência em Quibossa, na Armênia, mas passou a viajar muito para vários lugares ao redor. O resultado deste esforço foi à conversão de muitos católicos e pagãos.

Após trinta anos de trabalho incansável foi Constantino Silvano denunciado a Constantino Pognotus, imperador da parte oriental do Império Romano, o qual emitiu um decreto em 684 DC. determinando a morte daquele fiel servo do Senhor.

Um oficial chamado Simeão foi enviado para cumprir o decreto. Este colocou pedras nas mãos dos próprios amigos de Constantino Silvano e determinou que eles executassem o apedrejamento do mestre tão amado, julgando com isto dar um significado especial àquele ato. Todos, porém, com uma única exceção, arriscando as suas próprias vidas, negaram-se a atirar as pedras.

A exceção foi um jovem chamado Justo (que de justo só tinha o nome), que fora criado por Constantino e da parte dele fora agraciado com especial bondade, arremessou uma pedra que atingiu e matou o seu benfeitor, recebendo com isto grande louvor das autoridades. Assim, o falso “Justo” transformou-se em verdadeiro Judas.

Mas este não é o fim da história!!! Simeão, o oficial responsável por aquele assassinato, ficou tão impressionado pelo que viu em Quibossa, que não teve mais paz de espírito quando voltou à corte do Imperador. Após três anos de intenso conflito íntimo converteu-se a Cristo e abandonou tudo, voltando para Quibossa. Ali mudou o seu nome para Tito e continuou o trabalho iniciado por Constantino.

 Dentro de pouco tempo, porém, Justo, o mesmo traidor que apedrejara Constantino Silvano entregou-o ao Imperador, juntamente com muitos outros cristãos, o qual mandou que todos fossem queimados vivos, esperando com isto infundir terror a todos quantos pertencessem àquela “seita”.

Entretanto, aquela medida produziu efeito contrário. Tal foi à demonstração de fé e coragem daqueles irmãos na hora da sua morte, que milhares de outros foram encorajados a continuar ousadamente o trabalho. Isto confirma que, como alguém tem dito;

A PERSEGUIÇÃO É SOMENTE A SEGUNDA ALTERNATIVA DO DIABO PARA DESTRUIR A OBRA DE DEUS. O MELHOR MESMO É A DIVISÃO E DISSENSÕES INTERNAS:

Finalmente, depois de muitos anos, nos séculos 14 e 15, aquelas igrejas declinaram e desapareceram. Algumas se aliaram à Igreja Católica devido à perseguição da Igreja Armênia. Outras, numa outra região, aliaram-se aos muçulmanos e o resultado foi a extinção. O princípio de aliar-se com alguém só porque tem o mesmo inimigo nunca foi uma boa ideia. É preciso ter muito mais em comum.


Deus te abençoe!!! Maurílio Souza...