MENSAGEM DA CRUZ

MENSAGEM DA CRUZ
ESPAÇO LITERARIO SOBRE A MENSAGEM DA CRUZ :

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

HUPERETES SERVOS E MINISTROS DO SENHOR: REMADORES DO ULTIMO PORÃO!!! LIVRO DE NUMERO 195!!! DECIMO QUINTO LIVRO BONUS POR MAURÍLIO OSWALDO ESCRITOR E HISTORIADOR BÍBLICO!!!


HUPERETES OU HUPERETAS: Palavra grega que é também traduzida como ministro, com o significado de subordinação e trabalho. Huperetes era a palavra grega para designar também aquele que rema.

O que é Huperetas? A palavra grega usada é hupereta. A palavrinha esquisita significa, literalmente, "REMADOR INFERIOR" ou "REMADOR SUBORDINADO". É um termo de origem militar que servia para distinguir, numa embarcação de guerra, o soldado dos que ficavam no andar de baixo, remando sob o comando de um líder, ao som de um tambor.

Depois de muito tempo como missionário do lar saindo de casa em casa procurando um coração aberto para ouvir a pregação da palavra de Deus. Foram muitas, mas muitas idas aos hospitais consolando os doentes, nos ônibus em idas e vindas dos bairros em sua maioria carentes, logico no meu ponto de vista.

Pregando para mendigos, prostitutas e por muitos domingos dando longos sermões tendo os bancos do Parque Halfeld e esquinas do centro da cidade de Juiz de Fora e cidade circunvizinhas como púlpitos.

Propagando a palavra eterna e gloriosa nos programas de radio: Voz do semeador – O verbo vivo – Uma vida nova com Jesus – Hora da Universal – Momentos com Deus e outros em hora de enlevo espiritual... Viajando por mais de vinte anos e quase quarenta anos pregando nos púlpitos da igreja (NÃO DAS IGREJAS, POIS IGREJA É UMA SÓ O QUE MUDA SÃO AS DENOMINAÇÕES COROA DA DIVISÃO DE HOMENS LOUCOS E INSENSATOS NO SENTIDO HUMANO).

O tempo passou e sentimos que nossas forças e motivações não são as mesmas dos quarenta anos atrás. Hoje minha maior motivação e alegria, o alvo para minha vida é pesquisar e escrever como um escritor e historiador da palavra de Deus: É contar em formas de livros, mensagens, crônicas e estudos minhas experiências mínimas, mais sinceras das minhas longas e incansáveis experiências.

Estudando a origem ou etimologias das palavras encontrei a palavra: HUPERETES; Cuja palavra servo e ministro teremos em grego doulos (servos) e diakonos e leitourgos (ministros), e aqui a palavra grega é HUPERETES. Buscando o significado deste tal huperetes, fiquei conhecendo e reconhecendo esta realidade, pois HUPERETES além de declarar alguém que ajuda alguém que ministra qualquer que serve com as mãos, etc, quer dizer também remador de navios de baixa categoria.

DEFINAÇÃO DA PALAVRA: Remador de baixa categoria, o homem apto para o serviço de remador. Entrando na história, veremos uma embarcação bem rudimentar, os navios antigos ainda tinham muito dos barcos fenícios, estruturas de madeira, as velas e motores não eram utilizados...

Estes barcos antigos eram movidos pela energia humana, nas laterais das embarcações precárias existiam pequenas janelas onde eram introduzidos os remos, em muitas embarcações os remadores não eram contratados era trabalho dos escravos de guerra. Desertores, prisioneiros, condenados, etc...

Em contraste com homens hoje chamados grandes pregadores com grandes salários e honra: Estes chamados ministros na bíblia nada recebiam além da comida e da água, e isso tudo ao ritmo de um som de um tambor, chibatadas, suor, tortura. Os remadores de baixa categoria ou remadores do último porão eram para aqueles que remariam até a morte, não haveria outra oportunidade, era remar, remar, remar até morrer.

Lucas, como um contraste aos nossos dias, coloca o ministro ou servo da Palavra de Deus como um caminho de serviço sem volta, uma vez recrutado é sentenciado, e por fim, condenado a realizar esta tarefa queira ou não queira até o último suspiro de vida. Em nossos dias ser ministro é sinônimo de fama, glória e status. Tenho o costume de dizer que alguns têm pedigrees.  Outros chamados o top ou pop dos pastores.

Remador do último porão não aparece nos dias de hoje, homens antigamente mergulhados em meio à escuridão, umidade, suor, fome, remando sem ser notado, mas o barco do evangelho continua andando e se espalhando, seguindo o curso, o que importa é remar, remar, remar até morrer.

Servo e ministro remam sem parar, não busquem reconhecimento e nem gloria humana. Tenha em mente que somos mesmo é servo, escravo e não Senhor cheio de orgulho e diferenças, trabalham não param em sua caminhada, mas servem ao Deus altíssimo que a tudo reconhece. Que o Santo Espírito de Deus nestes dias venha trazer entendimento do que é servir, entregar-se até as últimas consequências sem esperar nada em troca. A DEUS SEJA A HONRA A GLORIA E O LOUVOR!!!

REMADOR DO ÚLTIMO PORÃO:

No ministério aprendemos, sim, e temos que aprender, e às vezes pelas vias áridas, a confiar, depender e deleitar-se com Cristo. E nestas escolas da vida, uma lição que nunca devemos abandonar é alimentar-se da Palavra de Deus, isso mesmo, ler a Bíblia, e lê-la diariamente como uma dependência química, ao ponto de termos síndromes de abstinência quando não a lemos. E neste "vício literário", em que faço questão de ter uma overdose diária, deparei-me com um texto no início do Evangelho de Lucas (1:1-4):

1 - Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, 2 - Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio e foram ministros da palavra, 3 - Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelentíssimo Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio, 4 - para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado..

Dando uma olhadinha rápida, é Lucas, o médico, escritor e pesquisador, o mesmo que escreveu o livro de Atos dos Apóstolos, fazendo uma breve introdução às suas narrações sobre a vida e obra do Senhor Jesus Cristo.

No primeiro momento, a informação dada pelo texto, é que ele tem o objetivo de colocar em ordem, no sentido de ordem cronológica, os “fatos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra...”, entretanto, a última expressão no final deste texto (vs. 2) ministros da palavra, salta-me ao coração E MEXE COM MINHA MENTE DE PESQUISADOR!!!

NAS VERSÕES EM PORTUGUÊS: Ministros da palavra (ARC – ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA e ARA – ALMEIDA REVISTA E ATUALIZADA). Servos da palavra (NVI – NOVA VERSÃO INTERNACIONAL). Servos dedicados à Palavra (KJ – KING JAMES), não nos dão a ideia do que realmente o que o texto quer dizer. Como assim? Tem algo de errado no texto bíblico? Não, o texto bíblico é verdadeiro e fiel!!!

Embora a intenção seja dar este sentido de servo ou ministro da palavra, mas se comparamos com outros textos em que surge a palavra servo e ministro teremos em grego doulos (servo) e diakonos e leitourgos (ministro), e aqui a palavra grega é HUPERETES. Buscando o significado deste tal huperetes, fiquei chocado, pois huperetes além de declarar alguém que ajuda, alguém que ministra, qualquer que serve com as mãos, etc, quer dizer também REMADOR DE BAIXA CATEGORIA.

Pois bem, REMADOR DE BAIXA CATEGORIA, o cara não era apto para o serviço de remador? Nada disso, ao entrarmos na história, vemos uma engenharia bem rudimentar, os navios do primeiro século ainda tinham muito dos barcos fenícios, estruturas de madeira, as velas ainda eram pouco utilizadas, vieram mais tarde nas caravelas e galeões.

Pois bem, estes barcos antigos eram movidos pela energia humana, nas laterais das naus existiam pequenas janelas onde eram introduzidos os remos, em muitas embarcações vezes fazendo um conjunto de TRÊS ANDARES DE REMADORES, remadores estes que não ERAM CONTRATADOS ERA TRABALHO ESCRAVO. DESERTORES, PRISIONEIROS, CONDENADOS, etc...

Nada recebiam além da comida e da água, e isso tudo ao ritmo de um som de um tambor, chibatadas, suor, tortura. Os remadores de baixa categoria ou remadores do último porão eram para aqueles que remariam até a morte, não haveria outra oportunidade, era remar, remar, remar até morrer.

Lucas, como um contraste aos nossos dias, coloca o ministro ou servo da Palavra de Deus como um caminho de serviço sem volta, uma vez recrutado é sentenciado, e por fim, condenado a realizar esta tarefa queira ou não queira até o último suspiro de vida.

Em nossos dias ser ministro é sinônimo de fama, glória e status, antes o top era ser pastor, mas vieram muitos pastores, então para haver uma singular distinção entre o que é comum, vieram os apóstolos, e vieram muitos apóstolos, e continuando na mesma caminhada, para serem únicos, surgem os pais, patriarcas, pais-apóstolos, E REMADOR DO ÚLTIMO PORÃO NADA!!!

REMADOR DO ÚLTIMO PORÃO: Não aparece, está mergulhado em meio à escuridão, umidade, suor, fome, remando sem ser notado, mas o barco continua andando, seguindo o curso, o que importa é remar, remar, remar até morrer.

Servo e ministro remam sem parar, pois tem em mente que ele mesmo é servo, escravo e não Senhor que trabalham não para serem servidos, mas para servirem. Que o Espírito de Deus nestes dias venha dar-nos entendimento no que é servir, entregar-se até as últimas consequências sem esperar nada em troca.

QUE OS HOMENS NOS CONSIDEREM COMO MINISTROS DE CRISTO... 1CO 4:1:

Parece que todos desejam ser reconhecidos como ministros. Até ministro de louvor inventaram, para aquele que canta não seja apenas músico, cantor ou adorador, mas "ministro", e por conta disso, digno de reconhecimento.

Numa leitura rápida do texto em epígrafe: (título ou frase que, colocada no início de um livro, um capítulo, um poema etc., serve de tema ao assunto ou para resumir o sentido ou situar a motivação da obra) parece que estão seguindo o exemplo de Paulo em suas reinvindicações, pois ao que tudo indica ele está exigindo que "os homens nos considerem como ministros de Cristo". Será?

Primeiro, devemos considerar o termo usado por Paulo para "ministro". A palavra grega usada é hupereta. A palavrinha esquisita significa, literalmente, "remador inferior" ou "remador subordinado".

É um termo de origem militar que servia para distinguir, numa embarcação de guerra, o soldado dos que ficavam no andar de baixo, remando sob o comando de um líder, ao som de um tambor.

A ideia, pois, não é de alguém à frente ou acima de outros, mas ao contrário, de pessoas que fazem um trabalho invisível, num nível inferior aos demais tripulantes. Sendo Corinto uma cidade portuária, o termo era bem conhecido dos leitores originais de Paulo.

Tendo compreendido o significado do termo, podemos considerar o motivo pelo qual Paulo o escolheu (ele tinha outras opções, como doulos, diakonos, therapon, etc.). Em suas próprias palavras, ele explica:

"apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro" (1Co 4:6).

Prossegue o apóstolo em sua repreensão dizendo "quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido" (1Co 4:7).

Os crentes de Corinto pareciam muito senhores de si mesmos, julgando-se melhores que os outros. "Já estais fartos!!! Já estais ricos!!! sem nós reinais!!!" (1Co 4:8) foram as palavras duras de Paulo para os membros daquela igreja.

Para mostrar o absurdo do orgulho deles é que o apóstolo escolhe um termo que indica uma posição servil e não de destaque. A indireta paulina fica explícita quando ele diz "Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós vis" (1Co 4:10).

Ao invés de gritar palavras de ordem diante das pessoas, o ministério de Paulo consistia de trabalho servil (de serviço): "E nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos" (1Co 4:12).

A esta altura, fica claro que a ideia que Paulo fazia de ministério vai muito longe da ideia moderna. Ao pretender ser reconhecido como ministro de Cristo, Paulo esperava que os homens o vissem não sob o brilho de palco, mas no andar inferior e mal iluminado de um navio.

Ao invés de estar "fazendo ministração durante o louvor", ele se via como um remador subordinado ao ritmo monótono de comando "remem, remem, remem". Em vez de comandar o exército de Deus, ele se colocava num nível abaixo até mesmo do recruta menos qualificado. E queria ser reconhecido pelos demais tripulantes como pertencendo a essa classe inferior.

Será que Paulo estava apenas fazendo um discurso com o fim de chocar seus leitores, mas que na realidade ele considerava que sua condição de ministro de Cristo o posicionava acima de outros irmãos?

Não é o caso, uma vez que ele declara "porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens" (1Co 4:9) e "até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todo" (1Co 4:13).

SE UM APÓSTOLO É VISTO ASSIM, QUE DIZER DE UM MINISTRO MODERNO?

Será que os que buscam ser reconhecidos como ministros disso ou daquilo, estão dispostos a descer ao andar de baixo? Estariam dispostos a ser reconhecidos, não como a elite do culto ou da igreja, mas como aqueles aos quais o Senhor escolheu para humilhá-los para o bem da igreja?

SOMENTE OS QUE ASSUMEM A POSIÇÃO DE SERVOS E NÃO DE SENHORES DA IGREJA, QUE TROCAM O ESTRELISMO PELO SERVIÇO ANÔNIMO E DESINTERESSADO É QUE SÃO, DE FATO, MINISTROS DE CRISTO!!!

 

DEUS TE ABENÇOE!!! MAURÍLIO OSWALDO...


 

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